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No Control || 2

por ivy hurst, em 16.08.17

 

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Como já era habitual, Natasha ajeitou o seu cabelo enquanto a videochamada não era atendida e sorriu ao ver a amiga. Estavam as duas de robe e sem maquilhagem. - Bom dia!

 

- Bom dia princesa! - Saudou Agnes, sorrindo abertamente ao ver a amiga com Pumba ao colo. - Olá Pumba gordo. - Riu, ajeitando o seu cabelo após sentar-se no sofá da sua enorme sala. - Como estás?

 

- Estás sozinha? - Perguntou de imediato, sem deixar de sorrir. - Não posso falar muito alto. Estou na sala, mas não quero acordar o Bill. Ele esteve a trabalhar a noite toda e adormeceu há bocadinho. - Explicou, dando um beijinho ao Pumba. - Tive de trazer o bebé gôdo para aqui antes que o acordasse.

 

- Estou sozinha sim, o Tom foi ao ginásio e eu fiquei em casa. Passei a noite toda a vomitar. - Informou bebericando do seu sumo natural de frutas. - E tu? Estás com cara de quem acabou de dar uma queca. - Riu-se com um ar matreiro enquanto olhava a rapariga.

 

- Então? Estás bem? Queres que vá ter contigo? É melhor eu ir. - Falou num tom preocupado, começando a corar depois. - Não foi uma queca! - Resmungou num tom fofo, certificando-se que estava ali sozinha. - Ai, eu preciso de falar disto. Eu e o Bill fizemos amor. - Falou baixinho, tapando depois a boca com a sua mão.

 

Agnes gargalhou bastante ao ver a sua amiga naquele estado não se conseguindo conter. - Isso é ótimo princesa, fico feliz por ti, acredita. - Declarou, aconchegando-se mais no sofá. - Se quiseres vir até aqui estás à vontade, é só desceres a rua. - Sorriu. - Mas eu estou bem, é dos comprimidos do tratamento. Estou com umas mamas enormes Tash, mesmo enormes. - Esclareceu.

 

- Foram cinco meses sem absolutamente nada, isto agora soube-nos tão bem. Ele foi tão querido, Ness. Eu ia fazendo merda a meio. - Bateu com a mão na testa e abanou a cabeça. - Lembrei-o de repente que não estou a tomar a pílula. No meio do sexo. - Revirou os seus olhos, rindo baixinho. - E ele disse que ter uma princesa igual a mim era o melhor que lhe podia acontecer daqui a nove meses. - Abreviou, sorrindo imenso. - Sinto-me perto de tudo a cada dia que passa. Sinto-me perto de noivado, casamento, bebés, tudo. - Riu, respirando fundo depois. - Eu vou aí dar-te uns mimos. Até ia de robe, mas depois o Bill atirava-se às paredes. - Brincou, olhando o relógio. - Eu visto algo e já aí vou, sim? Prefiro ficar de olho em ti enquanto estás aí sozinha.

 

- A sério? Que fofo. - Guinchou completamente derretida com o que ela lhe contara. - Fico mesmo feliz por ti, acredita. Merecem os dois! - Declarou orgulhosa. - E podes vir de robe, ele não vai dizer nada. Ele sabe bem de quem és. - Riu divertida.

 

- Obrigada, amor. Eu nunca estive tão feliz na vida. - Confessou, assentindo bastante sorridente. - Claro, sou toda do meu Billy. - Comentou encantada, suspirando. - Olha, vou só escrever um bilhetinho para o Bill não ficar assustado caso acorde antes de eu voltar e vou já para aí, sim? Até já. - Despediu-se rapidamente e foi até ao escritório.

 

Escreveu num post-it que tinha ido à casa de Agnes, é que tinha levado consigo o "bebé gôdo". Depois de o colar perto de Bill, saiu de casa com o cão ao colo, indo logo ter com Agnes que já se encontrava ao portão à espera.

 

- Foste rápida. - A morena riu-se deixando a amiga entrar e fechou o portão, caminhando pelo jardim calmamente. - Já tomaste o pequeno almoço? - Procurou saber.

 

- Foi só escrever o bilhete, deixá-lo ao pé do Bill, pegar nas chaves e no bebé e vir a correr. - Explicou, rindo. - Não, não comi nada ainda. E tu? Eu posso preparar algo para nós, tu precisas de descansar também.

 

- Não me trates como se estivesse doente ou inválida. - Ordenou assim que entrou em casa. - Eu estou ótima, simplesmente vomitei por uma questão hormonal, nada mais. - Esclareceu, caminhando com ela para a cozinha.

 

- Não é nada disso! Se tiveste uma noite mais difícil e se eu posso perfeitamente ajudar, não vejo porque não o deva fazer. - Sorriu docemente, indo até ao frigorífico da amiga. - Ora... O que te apetece? - Questionou, olhando-a. - Para além disso, é da maneira que começo a treinar.

 

- Eu tenho passado muitas noites más no último mês. - Encolheu os ombros, sentando-se nos bancos altos. - Podes fazer qualquer coisa, tipo panquecas ou assim. - Disse simplesmente, bebendo o resto do sumo.

 

Natasha virou-se para a amiga depois de fechar o frigorífico e aproximou-se, segurando-lhe as mãos com carinho. - Vai correr tudo bem. É só a fase menos boa e vai passar depressa, tenho a certeza. De qualquer das formas, estando bem ou não, eu vou estar sempre aqui a cuidar de ti. - Beijou-lhe a testa, e abraçou-a depois.

 

- Eu sei princesa e agradeço-te imenso por isso. Estou feliz, saber que posso ter filhos deixa-me realmente animada! - Sorriu de forma sonhadora. - Não me custa estar a passar por isto, mas não tem sido mesmo nada calmo no sentido em que todas as noites tenho algo novo. Não é cansativo mas é chato porque podia simplesmente fortalecer as minhas hormonas de uma maneira que não me alterasse tanto. - Riu divertida, gesticulando levemente com as mãos. - Não há nada mais compensatório, que ver a felicidade do meu noivo sexy. - Admitiu, abraçando-a fortemente.

 

- Isso não é bem verdade, sabes que o Tom é feliz de qualquer maneira desde que esteja contigo e que estejas bem. - Sorriu carinhosamente, olhando as mãos dela. - Também quero chamar o Bill de meu noivo. E marido. Será que vai demorar muito a enfiar o raio dos anéis nos meus dedos? - Perguntou na brincadeira, fazendo um beicinho. - Mas sim, este mau bocado vai passar e tu vais ser a mamã mais linda de todo o sempre. - Sorriu animada. Depois de mais um beijinho afastou-se e começou a fazer o pequeno-almoço.

 

- Vais ver que não deve tardar. O Tom pediu-me em casamento mal a outra assinou os papéis, mas também em parte foi com medo que eu fugisse de novo. Meu pobre homem! - Riu divertida, batendo com a mão na testa ao lembrar-se de há 5 meses atrás. - Não fales muito nisso vais ver que quando menos esperas ele surpreende-te. - Assegurou.

 

- Não te rias! Coitado do moço, ligou-me todo aflito para saber onde tu estavas, parecia que estava a ter um ataque e que ia morrer. - Ralhou amigavelmente, abanando a cabeça. - Esse é o problema! Tenho a sensação que se eu não esperar mesmo ainda desmaio quando acontecer. Já viste depois a vergonha que era? - Gargalhou só de pensar na figura que seria.

 

- Estou a rir-me, mas por ter sido parvinha nesse dia. - Sorriu de forma carinhosa e acabou por encolher os ombros. Aquele assunto já fazia parte do passado! - Não digas que desmaias, acredita que vais chorar mais do que desmaiar. - Avisou, apontando o dedo à amiga por momentos.

 

- Também é meio vergonhoso chorar que nem doida. - Resmungou, rindo no final. - É tão estranho. Há meio ano atrás eu tinha medo até da palavra "bebé" e agora é um assunto diário. Mais do que isso! Já cheguei a ir visitar o Bill durante o intervalo dele e falar com algumas mães. Ajudei muitas até, que tinham dificuldades em termos financeiros. - Sorriu, suspirando depois. - Antes tinha medo, agora estou tão ligada a isto. Acho que o meu relógio biológico disparou nos últimos tempos. - Gargalhou.

 

- Normal que assim seja, estás a construir a tua família e tudo o que nela engloba. - Concordou, ajeitando o seu robe. - Olha as minhas mamas todas inchadas. - Mostrou, abrindo a peça de roupa e dando a ver a Natasha, o seu peito completamente inchado e com as suas veias a sobressairem-se. - O Bill diz que posso vir a ter leite mesmo antes de estar grávida, eu só espero que não, porque senão vou ter muitas dores. - Resmungou num tom meio mimado.

 

Natasha fez um beicinho e passou a ponta de um dedo pelos seios da amiga. - Que chatice... Não há nada para te ajudar com isto? - Questionou preocupada, suspirando. Fechou o robe dela com cuidado de seguida e aconchegou-a. - E se pedires ao Tom umas massagens? - Brincou.

 

- Ele faz-me todas as noites, mas dói-me imenso. Há de passar! - Riu-se, ouvindo a porta de casa abrir e pouco depois Stella, a secretária de Tom, entrar pela cozinha. - O que estás aqui a fazer? - Questionou com um sorriso na cara.

 

- Oh, o palhaço do Tom disse para vir para cá, que ele estava já a estacionar, mas percebi que gozou com a minha cara. - Revirou os olhos ao constatar que o moreno não estava ainda em casa. - Mas ainda bem, assim privo com duas babes sexys e ainda por cima, só de robe. - Gracejou no seu típico ar perverso. - Olá Natasha, loirinha e lindinha. - Saudou, aproximando-se da loira e roubando-lhe dois beijos. A loira riu baixinho e deu-lhe também dois beijinhos, arregalando os olhos quando sentiu as mãos de Stella a apalparem-lhe as nádegas.

 

Então?! - Riu, um pouco envergonhada. - Já percebi que estás no paraíso. - Brincou.

 

- Stella deixa de te aproveitar, a Natasha não está habituada aos teus apalpões. - Pediu Agnes, puxando o braço da de cabelos curtos para si e depositando-lhe um beijo na face. - Ele deve estar a chegar. O carro não estava lá fora? - Questionou.

 

- Pois, de facto estava, mas não o vejo aqui nem o oiço nesta mansão do eco. - Gesticulou.

 

- Então deve estar lá fora na piscina. - Gargalhou, apontando a porta de vidro que dava acesso à parte traseira do jardim. Daquele ângulo não conseguiam ter visibilidade para a piscina.

 

- Não é que não esteja habituada a que me apalpem não é, mas é estranho. Já para não falar que se o Bill sabe... - Ela riu-se meio nervosa e acabou de fazer as panquecas, servindo a amiga e a si mesma. - Stella, também queres comer algo?

 

- Do Bill tenho medo, que esse, mata. - Respondeu de imediato, piscando os olhos de forma rápida como se estivesse assustado. - Obrigada pela oferta, mas eu já comi. A minha namorada de 4. - Agradeceu, passando as mãos pela barriga. Ao ouvir Stella, Tash riu-se mas corou imenso ao lembrar-se do momento que tivera com o namorado. Não disse mais nada e sentou-se, começando a comer as panquecas.

 

- Gostava de um dia ver tu a comeres a tua namorada de 4. - Disse Agnes divertida, começando a comer as panquecas completamente gulosa.

 

- Bom dia ladies e coisa indefinida. - Cumprimentou Tom ao entrar na cozinha pela porta de acesso ao jardim. Vinha apenas em calções de banho curtos e o corpo completamente molhado.

 

- Olá amor. - Respondeu a morena de imediato, estendendo-lhe a mão para que ele viesse ao seu encontro. - Meu deus, nesses trajes tiras-me logo do sério. - Avisou, mordendo o lábio inferior.

 

- Bom dia Tom. - Murmurou Natasha, despachando-se a comer as panquecas. Olhou para as horas e riu baixinho quando sentiu Pumba a lamber a perna dela. Pegou no cão ao colo e só depois é que olhou para aquele que já quase podia chamar de cunhado. - Bem, eu se calhar devia ir andando…? - Riu, olhando-os.

 

- Olá Tash. - Respondeu Tom, beijando-lhe o topo da cabeça. - Não querem almoçar aqui? - Questionou sorridente, beijando depois Agnes de forma demorada.

 

- Ah, não, obrigada. - Sorriu-lhe educadamente ao recusar a oferta e levantou-se. - O teu irmão esteve a trabalhar a noite toda e vou deixá-lo descansar à vontade. Tem dias que só acorda a meio da tarde, por isso... - Ela arrumou o banquinho e lavou o seu copo e prato. - Pumba! Vamos bebé! - Chamou-o, olhando Agnes depois. - O que foi? Estás bem?

 

- Tu é que pareces tola a lavar a tua loiça. Estás em casa Tash, não tens necessidade disso. - Relembrou, meio incomodada com o facto de Natasha agir sempre assim em sua casa, como se fosse uma estranha. - Depois se quiserem dar uma volta diz sim? - Sorriu-lhe.

 

- Não há mal nenhum em eu ajudar com a loiça. - Resmungou de volta, pegando no seu bebé ao colo. - Sim, não te preocupes que eu depois digo algo. Vou aproveitar para dar um jeito às minhas coisas lá em casa e assim. Se precisares de mim, liga-me. - Avisou Agnes, dando-lhe depois um beijinho na bochecha. Despediu-se rapidamente de Tom e até de Scott que apareceu, entretanto, voltando depois à sua casa. Após entrar, trancar a porta e pousar Pumba no chão, Tash passou pelo quarto, sorrindo ao ver o namorado a dormir. Seguiu para o escritório, onde foi buscar o álbum de fotografias que continha imensas fotos de toda a sua vida. Fotografias suas em bebé, fotografias do pai e da mãe. Levou o álbum consigo até à cozinha, onde preparou um dos pratos favoritos de Bill. Não sabia se ele iria acordar a tempo de almoçar, mas também não importava. Quando terminou, deixou tudo pronto e arrumado e foi para o sofá da sala, ver as fotografias.

 

Bill acabou por acorda já passava pouco das duas da tarde. Despertara por si próprio e mesmo tendo ainda bastante sono, queria aproveitar o resto do dia com Natasha, uma vez que tinha estado 3 dias seguidos no turno da noite. Era o seu dia de folga, por isso mesmo, pretendia fazer algo com a namorada de maneira a passarem um bom momento juntos. Desceu para a sala e sorriu ao vê-la sentada no sofá, com alguns álbuns na mão. - O que estás a ver? - Questionou curioso, sentando-se por fim ao lado dela.

 

A loira sorriu e passou as mãos pela cara rapidamente, aproximando-se depois do namorado. - São só umas fotografias tolas. - Brincou, fechando o álbum. - Dormiste bem, amor? Podias ter aproveitado para dormir mais...

 

- Quero aproveitar o resto do dia, amanhã vou só trabalhar de tarde por isso tenho que dormir bem esta noite. - Explicou, beijando-a com delicadeza. - Cheira bem, o que cozinhaste? - Procurou saber curioso, olhando para a cozinha.

 

- O teu prato favorito. Tens trabalhado muito, então decidi recompensar-te. - Sorriu, voltando a beijá-lo. - Se quiseres eu preparo-te um prato e trago-te, amor. E assim aproveitamos e falamos sobre umas coisinhas, já que temos o resto do dia para nós.

 

- Tu já almoçaste? - Questionou, acariciando-lhe as costas enquanto espreitava uma ou outra fotografia dela. - Olha, a desdentada. - Riu-se animado, ainda que com cara de sono, o que até lhe dava um ar extremamente fofo.

 

- Mais ou menos. Eu fui à casa da Agnes e fiz lá umas panquecas para nós duas, mas não me caíram muito bem no estômago. - Explicou-se, passando algumas páginas até chegar a uma específica. Retirou uma foto que estava escondida entre outras duas e mostrou-lhe. Era uma foto dela em bebé, ao colo da sua mãe.

 

- Não te caiu bem como assim? - Questionou de imediato, mas acabou por agarrar na foto. - És bastante parecida com o teu pai. - Sorriu abertamente e olhou-a. - Primeiro diz-me como te sentes, não gostei dessa história do não te caiu bem. - Informou com um ar um pouco desconfiado.

 

- Não sei explicar muito bem, fiquei maldisposta depois de comer, com um mau estar no estômago. - Tentou explicar-se, encolhendo os ombros depois. - Mas não te preocupes, acontece. Eu já vou beber um chá a ver se ajuda. - Informou, começando a levantar-se. - Tens muita fome?

 

- Alguma. - Respondeu enquanto a olhava. - Um chá não chega, come uma massa ou arroz com algo, não vais só beber chá. - Avisou enquanto se erguia também. Se havia coisa que Bill odiava, eram pessoas a recusarem-se comer só porque tinham um leve mal-estar. Tash não foi capaz de evitar e riu baixinho.

 

Sim senhor doutor, eu vou tratar já disso! - Sorriu-lhe, e foi para a cozinha. Preparou o almoço para o namorado elevou-lhe tudo o que era necessário, voltando à cozinha para terminar o que estava a fazer para si. Regressou assim que estava pronta e sentou-se ao lado dele. - Confesso que gostei bastante daquilo que me disseste de manhã...

 

- Referes-te ao quê em específico? - Questionou de olhos no prato e completamente deliciado com aquela iguaria. Não tencionava falar muito naquele momento, mas estava disposto a ouvir tudo e responder da melhor maneira que conseguia.

 

- A tudo, praticamente. Obrigada pela manhã tão mágica e romântica. Não me importava nada de acordar assim todos os dias, com beijos teus. E não só. - Sorriu carinhosamente, pousando o prato. Comeu metade do que preparou e já tinha sido demais. - Está bom o comer, amor? Espero que esteja do teu agrado...

 

- Está a saber-me pela vida, não fazes ideia. - Respondeu por fim, limpando a boca ao guardanapo de pano. - Quanto a de manhã...não tens que agradecer, por mim era assim todos os dias. - Sorriu radiante.

 

- Ufa, ainda bem. Tenho sempre medo de não ficar ao teu gosto! - Confidenciou, aninhando-se na ponta do sofá enquanto o observava. - Por mim também. Eu amo-te tanto, Bill.

 

- E eu a ti princesa. - Disse sincero, indo aconchegar-se ao deu lado. - És linda sabias? - Questionou, acariciando-lhe o rosto com a ponta dos dedos. Natasha apenas assentiu e levantou-se de seguida.

 

- Já volto! - Avisou, seguindo para a casa de banho. Depois de todas as refeições, Natasha ia sempre para a casa de banho e demorava entre cinco a dez minutos. Não falhava uma única refeição. Quando regressou viu que o namorado já tinha comido, por isso pegou em tudo e levou para a cozinha, onde lavou e arrumou a loiça. Regressou à sala e sentou-se ao colo do namorado, aninhando-se. - Então, o que queres fazer?

 

- Que raio vais tu fazer sempre à casa de banho Natasha? - Perguntou sem rodeios, olhando-a nos olhos e com um semblante bastante sério. - Eu vou ver às câmaras se não me disseres. - Ameaçou, revelando-lhe algo que a loira ainda não sabia sobre aquela casa. Todos os recantos estavam a ser filmados, não falhava um!

 

- Vou fazer as necessidades! Não posso? - Riu, mas assim que Bill falou em câmaras ela congelou. - O quê? Câmaras? Tu tens câmaras nas casas de banho...? - Questionou, para lá de espantada. Ele nunca lhe tinha contado sobre tal coisa.

 

- Em todo o lado até nos carros. - Informou, não retirando o seu ar sério. - Não sei porquê, mas não me convenceste com as necessidades. Todas as vezes que comes algo, tu vais à casa de banho e demoras quase um quarto de hora. - Argumentou. - Não me faças ir ver... - Natasha desviou o olhar, não sendo capaz de olhar mais para o namorado. Entrelaçava os dedos uns nos outros e observava as suas mãos enquanto o fazia, sem dizer nada. Tash tinha o vício de fazer aquilo com os dedos sempre que ficava nervosa e naquele instante até o coração dela estava bastante acelerado. Bill olhou-a com atenção, beijando-lhe depois o braço de forma demorada. - Conta-me... - Pediu, olhando-a com calma enquanto brincava com algumas mexas do seu cabelo sedoso.

 

A loira abanou a cabeça e deixou-se ficar a olhar fixamente para um ponto qualquer. Sentia-se tão nervosa que não era capaz de dizer uma única palavra que fosse. O seu coração estava mais acelerado que nunca e ela tinha a sensação que se se levantasse, caía para o lado. - Não consigo. - Sussurrou de forma quase inaudível, como se alguém a estivesse a sufocar.

 

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publicado às 15:00
editado por Daniela C. a 20/8/17 às 02:33


Autoras

Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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No Control

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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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