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No Control || 19

por ivy hurst, em 13.12.17

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- Eu deixo, mas depois de teres a nossa bebé. - Riu-se, beijando-lhe a testa de forma demorada. - Não queres cortar o cabelo também? - Questionou.

 

- Ah pois vais deixar porque eu vou fazê-lo a bem ou a mal. - Suspirou, passando as mãos pelos cabelos. - Pode ser, isto já anda aqui meio nojento e eu gosto que me massagem e lavem a cabeça, fico relaxada. - Natasha respirou fundo com toda a calma do mundo e retirou o cinto. - Ele vai falar com o médico e se ele deixar, ele vem cá.

 

- Vais ver que amanhã já cá anda por estes lados. - Sorriu, saindo do carro e aguardando que ela fizesse o mesmo. - Vamos lá tratar destas belezas. - Sorriu matreiro.

 

- Espero bem que sim... - Murmurou, seguindo o seu exemplo. O tempo que Natasha esteve no cabeleireiro deu perfeitamente para ela relaxar e quando saiu do mesmo até parecia uma mulher diferente. Depois disso não demoraram muito a voltar para a rua deles, mas apesar de terem estacionado na sua garagem, foram para a casa do irmão. Tash ia de mão dada com Bill, mas estava atrás dele de modo a que Simone não pudesse reparar logo naquela grande pança da loira.

 

- Bill, finalmente! - Resmungou a mais velha, indo ao encontro do mais novo dos gémeos. - Como estás? - Questionou num abraço apertado.

 

O loiro largou a mão da namorada para poder abraçar a mãe à vontade, dando-lhe também um beijinho rechonchudo na bochecha. - Desculpa o atraso mãe. Eu estou ótimo e tu?

 

- Estou ótima, agora que sei que estás bem. - Respondeu, abrindo os olhos e encarando Natasha que permanecia atrás de Bill. - Ai não acredito! - Gritou completamente eufórica, afastando o filho da sua frente para poder apreciar a loira. - Oh meu deus, que felicidade... - Murmurou emocionada.

 

Bill desatou a rir quando a mãe o empurrou e afastou-se ligeiramente, observando as duas com um sorriso carinhoso.

 

- Olá dona Simone! - Sorriu, passando uma das mãos pela barriga. - É uma menina! - Informou logo de seguida, sem esconder a sua gigantesca felicidade. - E já estou de seis mesinhos, já não falta assim tanto!

 

- Oh vou ter um neto e uma neta, meu deus que felicidade. - Guinchou, abraçando a mais nova com cuidado. - Vocês só me dão felicidades, minhas ricas noras. - Riu divertida.

 

- A sua netinha chama-se Rosie, foi o pai que escolheu o nome. - Informou, abraçando também a sogra. - Por acaso não me sabe dizer se há já aí alguns petiscos que eu possa roubar? - Perguntou baixinho com um ar engraçado, esfregando depois as mãos. - Estou cheia de fome!

 

- A Agnes já deixou tudo preparado. Eles estão só a descansar um pouco, ela está muito inchada por causa do calor e o Wolf já pesa bastante. - Informou com um sorriso. - E tu, conta-me como te tens sentido? - Questionou, caminhando com ela para a cozinha.

 

Natasha aproveitou que Bill fora para outra divisão para desabafar com a sogra. - Tem dias, sabe? - Ela fez uma careta, desviando o olhar por instantes. - Foi muito difícil para mim estar sem o seu filho, especialmente depois de tudo o que aconteceu. Eu não quero dizer isto ao pé do seu filho, mas em termos psicológicos... - Tash encolheu os ombros e passou a mão pela barriga. - Eu tenho tentado ser forte por mim e pela bebé, pelo seu filho... Mas a minha cabeça ainda está um caos.

 

- Acredito minha linda, acho que todos ficámos todos um pouco mal psicologicamente. O Tom então está... Estranho... - Suspirou. - Precisam de uma férias todos vocês. - Sorriu.

 

- O Tom? Porque é que ele está estranho? - Questionou confusa, suspirando depois. - Eu sei que o Gilles já morreu mas mesmo assim ele não me sai da cabeça, Simone. Tenho pesadelos todas as noites. Estando sozinha ou acompanhada estou sempre com medo que ele apareça e me faça mal. Não consigo tirá-lo da cabeça Simone, parece que me assombra. Não quero ir parar um hospital psiquiátrico ou coisa assim...

 

- Não vais querida, acredita que o Bill agora vai cuidar de ti. - Sorriu, deixando-a servir-se dos aperitivos saudáveis que quisesse. - Quanto ao Tom... Eles os dois estão a passar uma má fase... Mas não querem que ninguém saiba porque tu também não tens andado bem e é difícil conciliar tudo para dizer a verdade. - Encolheu levemente os ombros.

 

- Eu sei que vai... - Assim que ela disse aquilo, Tash sentiu as mãos do namorado a acariciarem-lhe a barriga e acabou por suspirar. Nem era preciso perguntar para saber que ele tinha ouvido a conversa. - A sério? Oh... Ela podia ter-me contado... Sou a melhor amiga dela e ultimamente nem lhe tenho prestado atenção. Eu não reparei em nada mesmo... - Murmurou, desiludida consigo mesma. - Preciso de me sentar.

 

- Ele tem andado muito ausente, da cadeia ia para o atelier, tem imenso trabalho e a Agnes sente que não está a ser acompanhada como deveria. Não que ele não se importe, mas não a está a acompanhar como deveria e têm discutido bastante. Ela vira uma fera quando está chateada, não é bonito de se ver... - Coçou a cabeça, chegando uma cadeira para perto da loira.

 

- Sinto-me uma merda por isso, eu sei que ele tem estado a trabalhar imenso e passava umas boas horas comigo na cadeia... Mas a verdade é que nunca lhe exijo isso, ele ia porque somos gémeos, temos uma ligação extremamente forte... - Suspirou.

 

Natasha sentou-se com cuidado e respirou fundo. - Oh, coitadinha da minha Agnes... - Suspirou com um ar tristonho. - Tenho de falar com ela. Ela precisa de mim e eu nem sequer reparei que ela não estava bem. - Suspirou de novo, abanando a cabeça. - Também posso falar com o Tom... - Tash e Tom não eram tão amigos quanto a loira e Agnes, mas tinham uma excelente amizade e davam-se muito bem.

 

- Acho melhor não se meterem, eles resolvem as coisas. É a crise do primeiro ano! - Riu-se divertida, olhando depois para Bill. - E tu, vais regressar ao trabalho ou como pretendes fazer? - Questionou.

 

- Sim, mas podemos sempre estar mais atentos e apoiá-los quando precisam. - Suspirou, chegando os aperitivos mais para si para continuar a comer. - Boa pergunta, o Bill ainda não me contou também o que vai fazer...

 

- Vou abrir a clínica, mas só depois de ter o cadastro limpo é que exerço, uma vez que não quero problemas com a ordem. - Explicou, agarrando num molho de batatas fritas para comer.

 

- A clínica dele é tão linda... - Gracejou Natasha, levando uma das mãos ao peito. - Você sabe que numa das paredes do gabinete do seu filho está lá uma foto minha gigante? - Contou toda entusiasmada, comendo mais um pouco. - Eu tenho tanto orgulho no Bill...

 

- És tu e eu, adoro tudo naquele espaço. - Guinchou entusiasmada.

 

- Oh, vá lá, não falem como se eu não estivesse aqui. - Pediu Bill numa risada, beijando a cabeça da mulher e comendo as duas batatas calmamente.

 

- Oh, desculpa amor. - Riu baixinho. Natasha arregalou os olhos e depois fechou-os com força, inclinando a cabeça para trás. - Au! Rosie Kingsley Kaulitz! - Resmungou baixinho, respirando fundo depois.

 

- Um pontapé nas costelas mãe, toma lá. - Brincou Bill, passando uma mão pelo ventre da namorada e olhando para a porta da sala de jantar, de onde entrava Tom com um ar meio ensonado, apenas de boxers e completamente arranhado e mordido nas costas. - God, isso foi sério. - Arregalou os olhos.

 

- Foi sério mesmo. Algo que não desejo a nenhum homem meu caro... - Comentou num tom rouco. - Significa que a tua mulher anda mal fodida e te mostrou isso numa foda onde tu te sentiste muito pequeno. Mas uma coisa é certa, aprendes logo a lição! - Exclamou.

 

- Eu dou-te o toma lá! - Resmungou a loira, respirando fundo algumas vezes. Ia jurar que até tinha visto estrelas! - Sem ofensa aos senhores entendidos em fodas e lições que se aprendem durante as mesmas, mas se me derem licença eu vou ter com a minha Agnes. - Avisou-os e levantou-se com calma. Cumprimentou Tom e saiu da cozinha, seguindo para o quarto do casal. - Ness? Posso entrar?

 

- Não faças iss... - Tentou demover Tom, reparando que a rapariga já ia longe demais para a impedir de continuar. - Merda!

 

- Sim. - Respondeu num tom calmo, rodando a cabeça para a porta, permanecendo deitada na sua poltrona Chaise Longue, virada para as enormes janelas de vidro que serviam como parede.

 

Natasha entrou calmamente no quarto e foi ter com a sua amiga de imediato. Deu-lhe um beijinho rechonchudo na bochecha e sentou-se no chão ao pé dela. - Como estás?

 

- Normal e tu? - Olhou-a de forma calma, ajeitando o seu robe com cuidado e acariciando a barriga enorme com que já estava.

 

- Tu não pareces normal... - Murmurou, olhando-a preocupada. Sorriu ao ver a barriga da melhor amiga e respirou fundo. - Eu estou bem... - Encolheu os ombros, baixando o rosto depois.

 

- Mas há coisas na tua vida que têm que ficar apenas entre dois. - Respondeu com sinceridade, olhando a amiga com um meio sorriso. - Coisas essas que são entre mim e o Tom, que só a nós nos diz respeito. - Reforçou.

 

- Oh... Sim, eu sei, desculpa... - Murmurou, tentando levantar-se outra vez, mas parou a meio quando a bebé lhe deu mais um daqueles pontapés. Tash ficou agarrada à poltrona, respirando fundo. - Vou só apanhar ar e já volto está bem?

 

Agnes apenas assentiu. Estava demasiado exausta para seguir a amiga e, naquele momento, importava-se mais consigo e com o seu filho, do que com qualquer outra pessoa que a podia rodear. Nestes dois meses tornara-se mais fria, não tão forte quanto a Agnes que todos conheciam como a alma de qualquer boa vibe, simplesmente deixara de ser quem era devido a todas as circunstâncias.

 

Natasha foi primeiro à cozinha, fazendo depois sinal a Bill para que a seguisse. A loira apoiou-se a algo assim que chegaram à zona da piscina e respirou fundo. - Acho que é melhor marcarmos isto para outra altura... - Murmurou com um ar tristonho, massajando a barriga.

 

- Porque haveria de o fazer? - Bill olhou-a. - Estou com a minha família, estive dentro dois meses, achas que me vou embora porque eles estão chateados os dois? Natasha, não são contas do nosso rosário, não te metas nem fales sobre isso. Eles sempre se resolveram, são as melhores pessoas para o fazerem, a dois! - Explicou com calma. - Eu não me vou embora...

 

- Pronto amor está bem, não precisas de ficar assim, desculpa... - Murmurou, aproximando-se mais dele sempre a apoiar-se em qualquer coisa. Assim que chegou a Bill olhou para baixo e agarrou-lhe os braços com força, apertando-os um pouco mas sem dizer nada.

 

- O que foi? - Questionou preocupado, agarrando nela com cuidado. - O que sentes? - Olhou-a.

 

Natasha ficou calada durante uns segundos e depois respirou fundo algumas vezes, tentando recuperar o fôlego. - Uma contração. - Respondeu calmamente, suspirando depois. - Já passou, estou bem. O médico explicou-me sobre a diferença daquelas falsas e das outras... Eu sei que as falsas têm um nome mas não me lembro agora.

 

- Vá, vamos caminhar um pouco. - Pediu, estendendo-lhe a mão. - Pumba anda cá ver a mãe. - Chamou, sabendo que Pumba era um motivo de distração para Natasha.

 

- Espera, espera. - Pediu baixinho, continuando a respirar fundo. Segurou a mão do namorado quando já conseguia respirar normalmente e depois começou a caminhar com o ele e o cão, que estava sempre juntinho a ela.

 

- Vá, tens que andar e deixar de ser preguiçosa. - Brincou, caminhando com ela pelo jardim com bastante calma.

 

- Meninos, venham almoçar! - Chamou Simone, poucos minutos depois.

 

- Não sou preguiçosa, tenho feito caminhadas e tudo! - Resmungou num tom divertido, seguindo depois com o namorado para a sala de jantar onde já estava a mesa posta. - Quer ajuda a levar a comida para a mesa, Simone?

 

- Não, a Alda é que vai servir o almoço. - Respondeu Agnes, caminhando para a mesa da sala com um shaker de litro na mão, cheio de água e parcialmente pousado sobre a barriga que mais parecia servir de suporte para copos de tão grande que estava.

 

- Oh... Está bem. - Apenas disse, sentando-se ao lado de Bill com a ajuda dele. Suspirou e manteve os olhos na mesa, aguardando que fossem servidos. Não fazia ideia do que dizer e só esperava que algum deles metesse conversa!

 

- Então cunhado, conta-me lá como foram esses dois meses dentro? - Procurou saber a morena, sentando-se à mesa com todos os restantes.

 

O loiro suspirou e encolheu os ombros. - Não foi mau. Apesar de estar ali trancado sempre conseguia tratar das minhas coisas e saber o que se passava cá fora com vocês. - Explicou, sorrindo depois. - Então e tu, como estás?

 

- Estou bastante grávida, mas feliz como deves imaginar. - Riu-se, passando uma mão debaixo do peito. - É verdade, sempre vais fazer o meu parto ou...? - Questionou, olhando para ele com um ar meio de dúvida mas ansiosa e a rezar para que Bill dissesse que seria ele. - Bill, estou a odiar o meu médico, por favor... - Quase implorou.

 

O rapaz suspirou e fez uma careta. Agnes estava praticamente à beira de ter a criança e mesmo assim Bill mal se conseguia sobre aquilo. - Agnes... Eu já te expliquei... - Começou por dizer, encarando-a com atenção depois. - Porque é que estás a odiar o médico? O que é que aconteceu?

 

- Porque ele é arrogante e eu não me quero enervar no dia em que vou ter o meu filho. - Começou por dizer, já num tom de voz meio alterado porque ninguém parecia percebê-la. - Caga, eu arranjo uma parteira, tenho o meu filho em casa... - Encolheu os ombros, bebericando da sua garrafa.

 

- Oh, que merda. - Suspirou, passando a mão pelo cabelo. - Mas não te preocupes com nada disso, está bem? Não te quero sequer a pensar nisso, eu trato de tudo. - Avisou com um ar sério e sincero, sorrindo no fim quando começou a comer.

 

- Quero saber se posso fazer o meu plano de parto ou não? - Esclareceu, ajeitando-se melhor na cadeira e agarrando nos talheres. - Falta cerca de um mês e pouco para eu ter o Wolf e vamos começar para a semana a preparar tudo. A minha vontade era mesmo ir para a Alemanha para ter a criança, mas enfim... - Encolheu os ombros.

 

- Para a Alemanha? Porquê? - Questionou confuso, fazendo uma careta. - Sim, claro que podes. Quando quiseres falamos disso os dois e começamos a planear tudo em conjunto. Sabes que eu não devia tratar do teu parto, mas sinceramente até prefiro fazê-lo. - Informou, encolhendo os ombros. - Se o Tom não se importar, claro. - O loiro olhou para o irmão, esperando que ele dissesse algo.

 

- Como assim fazemos? Eu faço com o teu irmão. - Resmungou a mais nova, apontando Tom e a si mesma enquanto falava.

 

- Eu sempre te disse que queria que fosses tu a trazer o meu filho ao mundo, não vejo nenhum mal nisso. Muito pelo contrário! E o médico dela é mesmo uma besta, eu sempre que entro naquele consultório tenho vontade de lhe partir a boca. - Falou num revirar de olhos, gesticulando levemente com as mãos.

 

Bill tentou manter um ar sério, esforçando-se para não se rir. - Disso sei eu, mas o meu irmão é meio azelha e acho que é melhor eu fazer o plano convosco... - Informou com ar de quem era muito importante ali, mas acabou por se rir à gargalhada. - Estou a brincar com vocês. O que eu realmente quero dizer é que estarei aqui para vos ajudar com tudo de agora em diante, está bem?

 

Natasha pousou os talheres e depois de beber alguma água sorriu à amiga. - E eu também. Quero dizer, não entendo das coisas como o Bill, mas se eu puder ajudar noutras coisas, assim o farei...

 

- Agradeço-vos mas neste caso somos nós que temos que tratar do plano. Agora eu queria ir hoje comprar mais coisas e vocês podiam vir connosco. - Sugeriu, olhando para o casal. - O carrinho dele chegou hoje, estou ansiosa para que ele o monte. - Guinchou, cerrando os punhos com o entusiasmo.

 

Natasha olhou o namorado e assentiu, voltando a olhar Agnes. - Por mim tudo bem. Nós também temos coisas para comprar, por isso até calha bem. - Encolheu os ombros, terminando de comer pouco depois. Não tinha o prato vazio, mas também não tinha deixado muita comida. - A dona Simone também vem connosco, certo?

 

- Eu vou para Portland querida, ter com a mãe da Agnes. - Respondeu com um sorriso. - Vamos fazer uma viagem, passar por alguns spa's e fugir de todo o stress. - Explicou com calma, comendo devagar. - Mas divirtam-se e gastem muito dinheiro, não deixem cá nada que os vossos filhos precisam de saber como o ganhar. - Brincou.

 

- Oh, não sabia... Faz você muito bem, Simone. Espero que também se divirta e que consiga relaxar. - Sorriu docemente, agradecendo entretanto à empregada que retirou o prato da loira da mesa. - Falei com o meu pai hoje... - Começou a contar, olhando a amiga que ainda comia. - Ele... - Ela coçou a testa e suspirou. - Vem cá entretanto. - Contou com um pequeno sorriso.

 

- Isso é ótimo, queres ajuda com alguma coisa? - Questionou a morena, olhando a melhor amiga com um ar admirado mas feliz. - Ele está bem? - Procurou saber.

 

Tash abanou a cabeça e suspirou pesadamente. - Teve um AVC... Aquela desgraçada quer matar o meu pai. - Resmungou, num tom bem furioso e cansado. - Estou tão farta disto...

 

- Mas ele ainda está com ela? - Arregalou os olhos meio assustada com essa possibilidade. - Não podes permitir isso. - Guinchou.

 

- Ele disse-me que não, por isso eu acredito nele... Só me apetece matá-la! - Falou bastante furiosa, com ar de quem ia mesmo matar alguém naquele instante. - Vou meter as minhas mãos naquele pescoço e vou apertá-lo tanto que nem sei!

 

- Não precisas de sujar as mãos, fá-lo de uma maneira mais requintada. - Riu-se, levando mais uma garfada à boca. - Alda, serve-me mais por favor. Estou cheia de fome! - Pediu com um beiço adorável.

 

- Não me importo de sujar as mãos e até fico contente se o fizer. - Riu-se, sorrindo ao ver a sua melhor amiga a começar a comer o segundo prato assim que lhe foi servida a comida. - O Wolf tem dado muito trabalho?

 

- Não, estou a ter uma gravidez santa. Tirando o alto apetite sexual e culinário, a sede imensa e ele estar enorme, está a correr tudo bem. - Encolheu os ombros feliz. - Dói-me as costas, claro, estou um pouco inchada nas pernas por causa do calor, mas fora isso sinto-me mesmo bem. - Concluiu, limpando os lábios. - E tu?

 

- Oh, ainda bem! - Sorriu, encolhendo os ombros depois. - Eu? Tudo bem, acho... - Respondeu meio à toa, forçando um sorriso maior e que parecesse minimamente convincente. - Pelo menos já como melhor. - Riu, bebendo mais um pouco de água. - E eu entendo isso dos apetites... Dos dois. - Riu baixinho.

 

- Mas a gravidez está mesmo a correr bem? Essas contrações são o quê? - Questionou curiosa, lembrando-se de que a amiga tinha acabado de ter uma há menos de quarenta minutos. - Eu tenho apenas quando tenho orgasmos por exemplo, porque olha-se para a minha barriga e entende-se que está uma criança de quase 4 quilos cá dentro. - Apontou a sua barriga.

 

- Sim... Eu não sei. O médico disse-me que era normal se eu tivesse contrações e que só devia de me preocupar se sangrasse ou se começassem a ser várias e assim. - Explicou rapidamente, passando a mão pela barriga. - E disse-me que era normal se eu tivesse tonturas ou desmaiasse... - Natasha encolheu os ombros e suspirou.

 

- O quê? - Bill virou a cara para a namorada, com uma expressão que nem sabia se haveria de cuspir o que tinha na boca para ir apertar o pescoço ao médico, ou engolir e ir fazer o mesmo. - Normal desmaiar? Não, não é normal e não é normal estares a ter contrações 20 vezes ao dia com 6 meses de gravidez. - Exaltou-se. - Que merda, o que se passa com esta gente? Meu, tu tens que ter uma gravidez em paz, ponto. - Disse, batendo com a mão na mesa. - Normal... Normal?! - Falou para si mesmo, revirando os olhos.

 

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publicado às 21:29
editado por Daniela C. a 23/8/17 às 19:14


Autoras

Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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No Control

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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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