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Losin Control || 1

por Daniela C., em 15.11.16

Aqui fica o primeiro capítulo da nossa Fic, esperemos que gostem ♥

 

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Agnes deixou o seu quarto apenas com o biquíni vestido, um chapéu na cabeça e uma toalha de praia pendurada no braço. Estava decidida a passar o resto da tarde na piscina a beber Mojitos ou limonadas porque de facto não precisava de mais nada naquele momento senão daquilo. A semana que estaria para vir, ia ser cansativa com tantas viagens de negócios que a morena tinha para fazer e só de pensar em tal, mais vontade tinha de tornar aquele fim-de-semana, no maior da sua vida. Pegou no seu telemóvel para o colocar em silêncio e ao passar o olhar para o aparelho, o seu corpo embateu contra outro de forma a que o iPhone que tinha na mão fosse diretamente para o chão. Ow shit! – Resmungou baixando-se para apanhar o aparelho rapidamente e olhar de seguida para a pessoa. - Desculpe! - Pediu.

 

Apesar de não estar distraído com nenhum telemóvel ou algo do género, Tom não estava propriamente atento ao que estava a fazer, muito menos a ver por onde andava. De tal forma que, quando sentiu alguém a embater contra sim, ele só conseguiu olhar para a pessoa em questão e suspirar. Não respondeu ao pedido de desculpas e ficou apenas a encarar a mulher que estava à sua frente. Não a olhava de forma muito simpática e não pensou sequer em fazê-lo.

 

– Credo quando me disseram que eras mal-encarado pensei que fosse apenas com homens mas pelos vistos até com mulheres és arrogante. – Atirou com um pequeno revirar de olhos e uma postura bastante segura de si. Agnes nunca fora mulher de se calar e fazia questão de que todos ouvissem o que tinha a dizer. Conhecia Tom do mundo dos negócios, porque na realidade quem não conhecia Tom? O moreno era alguém bastante influente no mundo da arquitetura por ser o mais novo arquiteto com tantos projetos inovadores e sustentáveis pelo mundo e daquilo que todos falavam, Tom era profissional, rígido e extremamente arrogante com as pessoas fora do seu meio.

 

Tom ergueu o sobrolho e olhou-a de alto a baixo. – Desculpe, eu conheço-a? – Questionou friamente, suspirando calmamente. Era certo que ele estava distraído com os seus pensamentos enquanto caminhava, mas pelos vistos a mulher também não via por onde estava a ir. – É sempre assim tão... Distraída e desastrada?

 

– Pessoalmente não mas de nome deve conhecer-me e bem. – Disse num tom firme, cruzando os braços ao peito. – Quanto ao facto de eu ser desastrada, parece-me que a sua má disposição faz de si uma pessoa ainda mais intragável que o normal. Pedi-lhe desculpa, não sei se reparou?! – Retorquiu elevando o seu dedo indicador com cara de quem o queria relembrar de algo. – Acho que precisa de apanhar sol - porque além de ser extremamente pálido - precisa de Vitamina D para ver se o seu cérebro volta ao normal Dr. Kaulitz. – Atirou sensata e sem papas na língua.

 

O moreno revirou os olhos e respirou fundo. Não estava com paciência absolutamente nenhuma para discussões, muito menos se estas fossem com mulheres. Já bastava o que estava a passar por causa de uma. – Ouvi muito bem, sim. E o que é que a minha má disposição tem a ver com o facto de você ser uma desastrada de primeira? Oiça... – Ele fez um pequeno gesto com a mão direita, como se lhe pedisse que abrandasse. Para além disso, escolheu ignorar o comentário dela quanto à palidez. – Não estou com disposição nem com tempo para uma discussão patética como esta. Fomos um contra o outro, já pediu desculpas e eu aceito. Peço desculpa também. Eu estava distraído a pensar nas minhas coisas, tenho a cabeça a mil. – Lá se desculpou, e respirou fundo.

 

– Devia fazer como eu e não deixar que o seu trabalho ou qualquer outra coisa, entre por aqueles portões. – Opinou num tom bastante calmo, passando a ponta dos dedos pelo queixo. – Ah, já agora, Agnes Hembrow. – Apresentou-se com um leve sorriso por fim. – Acompanha-me num Mojito ou vai continuar com a sua má disposição, Dr. Kaulitz? – Questionou apontando o bar da piscina ao longe.

 

– Se estivesse a passar por aquilo que eu estou a passar neste momento, acredite que não ia ser capaz de deixar o que quer que seja no exterior. – Ele esboçou um ligeiro sorriso ao ouvir o nome dela. – Tom Kaulitz, mas isso já você sabe. – Não estava com vontade nem tempo para pausas naquele instante, mas sabia que se não parasse entretanto ainda era capaz de dar em doido. Olhou a mulher durante meros segundos, e acabou por assentir. – Com certeza. E não é má disposição, acredite. – Fez sinal para que ela começasse a andar primeiro e caminhou ao lado dela, acompanhando-a até ao bar.

 

– Se não é má disposição, trata-se de quê? – Procurou saber, olhando-o por momentos antes de se apoderar de uma espreguiçadeira livre ao fundo da piscina.

 

Esperou que ela se acomodasse na espreguiçadeira que escolheu e depois sentou-se na outra que estava ao seu lado. – Hmm... Trabalho, problemas pessoais. Tenho realmente muito trabalho, e o pior é que estou atrasado em projetos importantes por causa dos meus problemas pessoais. – Respondeu então à questão de Agnes, mas sem dar nenhuma informação em concreto no que tocava à sua vida pessoal.

 

– Mulheres, queres tu dizer. – Riu-se e chamou o empregado com um pequeno gesto. – Dois Mojitos por favor. – Pediu sem dar sequer hipótese de escolha ao moreno. Se não gostava, ia passar a gostar! – Porque não sais daqui uns dias? Talvez te ajude para finalizares os projetos. – Opinou olhando-o por fim. – Ah e vou tratar-te por tu porque temos a mesma idade logo não faz sentido tratar-te por você. – Informou enquanto olhava em redor e constatando que aquele espaço estava vazio o que se tornava assim perfeito para uma tarde descansada.

 

– Resumindo, sim. O meu problema pessoal tem a ver com mulheres. Neste caso com a... Minha mulher. – Aquelas duas palavras saíram-lhe com uma certa dificuldade. As coisas entre ele e Ria estavam tão más que ele já nem queria chamar-lhe de mulher ou esposa. Estava um para cada lado naquele momento, e Tom estava cada vez mais certo de que avançar para o divórcio era a melhor coisa a fazer. – Não sei bem. Eu tenho realmente muita coisa para fazer e já nem sei por onde começar. – Tom respirou fundo e olhou Agnes. – Por mim tudo bem, tratemo-nos por tu. – Sorriu ligeiramente.

 

– Foste precipitado. – Afirmou convicta, olhando-o nos olhos. – Por favor Tom, fizeste a Universidade toda a comer todas as da fraternidade e no fim casas-te com ela? – Argumentou fazendo um ar de ‘really?’ no final e recebendo os Mojitos, deixando um leve sorriso ao empregado. – Sempre te soube uma pessoa ambiciosa agora parva… – Deixou escapar.

 

– Precipitado?! – A questão saiu-lhe num tom mais rude e frio do que desejara, acabando por soltar um breve suspiro de seguida. – Nós já nos conhecemos? Para saberes em que Universidade andei e o que andei a fazer durante esse tempo, é porque me conheces. Ou então andas a espiar-me. – Tom respirou fundo e agradeceu ao empregado. Assim que agarrou no copo, bebeu um pouco. – Tu não fazes ideia de como as coisas são. Porque é que me estás aí a julgar quanto às minhas escolhas? – Revirou os olhos e desviou o olhar. Aquela mulher estava a começar a irritá-lo bastante.

 

– Tom eu não te ando a espiar, nem preciso de fazer isso. Tal como tu estudei na Alemanha, não na mesma Universidade, mas pertencíamos ao mesmo Campus e desde muito cedo ouvi falar de ti. Não que quisesse, mas as tuas conquistas faziam questão de falar pelos cantos que tinham ido para a cama contigo. Como se isso não bastasse, eu sou gestora das empresas de construção que dá vida às tuas maquetes, para algo real. – Olhou-o séria e pousou a sua bebida. – Quando se trata de negócios eu como as pessoas vivas se for preciso e como tal, podes imaginar que eu me informe sobre os meus parceiros de negócios por exemplo. Não trabalhas comigo diretamente, mas os teus projetos antes de passarem por outras mãos, vêm diretamente para as minhas. – Informou abanando ligeiramente as suas mãos. – Foste precipitado porque com 26 anos casaste só para mostrar estabilidade quando na verdade o teu casamento deve ser a maior fachada de 2016. – Sorriu falsamente e recostou-se novamente na espreguiçadeira, enquanto levava de novo o seu Mojito na mão.

 

Afinal ela conhecia-o melhor do que ele pensava. Julgou que era uma mera desconhecida, e pelos vistos até trabalhava consigo, mesmo que não sendo diretamente. – Eu não casei para mostrar estabilidade nenhuma. A Ria é diferente, não é como as outras... – Ele suspirou e abanou a cabeça. – Quero dizer... Isso era o que eu pensava antes. Mas com o tempo ela veio a mostrar quem realmente é. Que é igual, ou até mesmo pior que as outras todas.

 

– Oh lá vem um homem moralista falar mal das mulheres. – Revirou os olhos já um pouco irritada e olhou-o. – Desde quando é que ela pode ser chamada de mulher? Queres falar sobre as mulheres? – Sentou-se de frente para ele. – Vamos falar então, sobre as mulheres, queixa-te lá. – Incentivou.

 

O rapaz fez uma careta perante a reação de Agnes e suspirou. Lá vem mais uma discussão com uma mulher que não vai levar a lado nenhum. Pensou. – Tu realmente deves conhecer a Ria muito bem para estares a falar dela assim. Não estou a defendê-la, antes que o digas. Eu realmente pensei que ela era diferente das outras, e só agora é que vejo que não. – Tom respirou fundo e passou a mão pela cara. – Falar de mulheres? É exatamente aquilo que eu não quero fazer, Agnes. Porque das duas uma: ou eu tenho muito azar com as pessoas com quem me cruzo nesta vida, ou então as mulheres são realmente todas iguais. A Ria ao início parecia ser perfeita, e agora está um para cada lado. Só se interessa comigo por causa do dinheiro que tenho, para poder andar a comprar coisas para ela e essas merdas todas. – Resmungou.

 

– Nem todas as mulheres são iguais, graças a Deus. – Começou por dizer, pousando o copo na pequena mesa entre as espreguiçadeiras. – Tom, não conheço a tua mulher, mas já ouvi falar dela pelas piores razões. Olha bem para ti, achas que ela merece o estado em que estás? – Questionou, apontando o moreno. – Tom, as mulheres não são todas iguais, isso te garanto! – Afirmou convicta.

 

Depois de beber o resto do Mojito, ele encarou-a e suspirou. – Se eu achasse que merecia não andava a pensar em divorciar-me. – Disparou de imediato, revirando os olhos. – Infelizmente, neste momento não sou capaz de concordar contigo. Porque até agora tem acontecido sempre a mesma coisa, e quando eu pensei que iria ser diferente, tornou-se neste pesadelo que estou a viver agora. – Afirmou, referindo-se ao casamento que ainda tinha, embora já só fosse mais pelo papel do que por outra coisa. Já mal dormiam juntos, havia vezes em que ele já preferia nem ir a casa para nem a aturar. Desligava o telemóvel até para que Ria não pudesse contactá-lo. Estava simplesmente exausto.

 

– Então avança com o divórcio e faz como eu, vive sozinho! – Exclamou num tom rude e levantou-se. – Parece que sofreste muito com a Ria mas pensa na quantidade de mulheres com quem gozaste na tua adolescência. – Relembrou. – O Karma é lixado, mas se achas mesmo que as mulheres são todas iguais, não o digas de novo à minha pessoa. Porque igual à tua cadelinha Indiana, eu não sou. – Apontou-lhe o dedo.

 

– Eu não andei a gozar com ninguém, Agnes! As mulheres com quem estive na minha adolescência queriam todas o mesmo que eu. Não obriguei ninguém a nada nem brinquei com os sentimentos de ninguém. – Informou, algo irritado com aquela acusação dela, mesmo tendo sido feita indiretamente. – Não és? Sabes quantas vezes eu já ouvi isso? A última vez em que acreditei em tal coisa acabei por casar com a pessoa em questão e descobrir que era tudo mentira. – Tom respirou fundo e levantou-se. – Se não és igual, prova-o. Prova que as mulheres não são todas iguais e talvez em mude de ideias.

 

– Queres mesmo que o faça? Queres mesmo que te mostre o que é ser uma mulher a sério? – Olhou-o com um sorriso de quem não estava a acreditar no que Tom dizia e no mínimo estava a achar que o moreno era corajoso por a estar a desafiar.

 

– Achas que eu estava a brincar? – Soltou uma pequena gargalhada, abanando a cabeça. Aproximou-se dela e encarou-a, com um ar bastante sério. – Tens quinze dias para me mostrar que as mulheres não são todas iguais. Quinze dias para me convenceres que estou errado e que aquilo que tanto defendes está correto.

 

– Então meu querido vais à tua casinha, vais preparar uma mala com fatos, roupas normais para inverno e estação quente porque vamos viajar. – Informou gesticulando com as mãos. – Portanto, nesses 15 dias vais fazer o que eu quiser. Alguma questão a colocar? – Cruzou os braços ao peito.

 

Ele riu e abanou a cabeça. – Vamos viajar? Não sei se ouviste bem o que eu te disse há pouco, mas eu estou com imenso trabalho em atraso. – Bufou, coçando o braço. – Quando é que vais viajar, Agnes? – Perguntou simplesmente, olhando para o seu relógio que parecia ser estupidamente caro.

 

– Partimos amanhã de madrugada. Mete numa caixa tudo o que precisas, cela e irá andar tudo connosco. – Informou agarrando no seu telemóvel e enviando uma sms para a sua assistente.

– Espero mesmo que saibas o que estás a fazer Kaulitz. – Riu-se e olhou-o de alto a baixo com um sorriso matreiro. Oh mas ela ia aproveitar tanto isto!

 

– Sinceramente não sei o que queres dizer com isso. – Começou por dizer, com uma leve careta. – Não digo as coisas por dizer, e quando me meto em algo sei perfeitamente o que estou a fazer. – Como sempre, o moreno não estava com grandes sorrisos, mostrando sempre uma postura muito séria. Retirou algo de um dos bolsos, e depois de verificar que era o que pretendia, ofereceu o seu cartão a Agnes. – Eu tenho de ir por uns instantes, mas caso precises de mim ou me queiras dizer algo, podes ligar ou enviar uma mensagem para esse número. Mas por favor, se enviares mensagem, identifica-te na mesma. – Pediu, bebendo o que restava e pousando depois o copo na pequena mesa entre as duas espreguiçadeiras. – Encontramo-nos mais logo, está bem?

 

Agnes ficou calada por momentos passando depois o olhar pelo cartão e assentiu. Não gostava de ser contestada e por um lado queria que o rapaz ficasse ali, a levasse para o quarto e lhe enchesse as medidas, contudo, quanto mais depressa Tom fosse buscar as coisas, mais depressa tinham tempo para esse tipo de trabalhos. – Não te demores, espero para jantar. Temos ainda que falar sobre muitos assuntos. – Informou dando uma leve pancada no peito do moreno e pousando depois o cartão perto do seu telemóvel. Descalçou os chinelos, tirou o chapéu e os óculos de sol e caminhou para a beira da piscina, mergulhando com a sensualidade de uma havaiana de gema.

 

Sendo como era, ele não foi capaz de desviar o olhar quando ela mergulhou. Naquele instante, quase lhe pareceu estar a observar uma sereia e não uma mera humana. Respirou fundo e mordeu o lábio inferior, voltando a olhar para o relógio. Com sorte ainda chegava a horas decentes para o dito jantar. – No restaurante do hotel ou no quarto? – Questionou quando ela veio à tona e voltou a olhar para ele. – O jantar, quero dizer. – Explicou-se, sem grandes pressas.

 

– No quarto claro, não preciso de plateia. – Esclareceu de imediato, rindo-se com ar matreiro. – Vais a LA? – Procurou saber, empoleirando-se na beira da piscina enquanto o olhava.

 

Um sorriso maroto apareceu no rosto de Tom e, mal ela colocou aquela simples pergunta, ele assentiu. – Sim, vou. Há umas coisas que preciso de tratar com grande urgência. Em princípio não devo demorar muito mas, caso isso aconteça, tu ficarás a saber. Não te preocupes. – Conteve uma pequena gargalhada quando ela o olhou com cara de "Tu nem tens o meu número sequer”, e voltou a falar de seguida. – Eu ligo para cá e peço que te avisem. Mas bem, agora preciso mesmo de ir. Até logo. – Depois da rápida despedida, saiu tanto daquela zona como do estabelecimento a passos largos. Tinha o que precisava consigo, portanto nem precisou de ir ao quarto onde tem estado hospedado.

 

A viagem fora, no mínimo, enfadonha. Nem as estações de rádio passavam músicas que o alegrassem. Toda aquela situação com a sua - ainda - esposa não lhe saía da cabeça e era um problema constante. Um bicho que não o queria deixar em paz, e que lhe consumia a alma a todo o instante. Estava extremamente farto de tudo. De ser o sustento de alguém que nem sequer se importava com ele. De alguém que ele pensou que tivesse um bom coração, mas afinal era tudo fachada. O trânsito fê-lo pensar ainda mais sobre o assunto, e pensou tanto que assim que finalmente chegou à sua residência, procurou por Ria. Para variar, houve mais uma discussão entre os dois. Porém, desta vez Tom impôs-se e oficializou o divórcio, apresentando-lhe a devida papelada. Já a tinha há algum tempo, uma vez que já não era a primeira vez que se falava no assunto, mas ela nunca acreditou que ele realmente fosse capaz de o fazer. Depois disso, subiu ao seu quarto e preparou as suas malas de viagem. Tomou um duche, arranjou-se, e colocou as malas na bagageira. Voltou ao interior apenas para avisar Ria que quando regressasse, dali a quinze dias, esperava que ela já não ali morasse e que não houvesse nenhum dos seus pertences.

 

Viajou de volta para o Hotel onde estava hospedado, e onde Agnes Hembrow o aguardava. Não que a viagem tivesse sido mais divertida, mas pelo menos sentia-se ligeiramente aliviado. Assim que chegou pediu à rececionista que o informasse quando ao número de quarto que Agnes ocupava, e assim que soube foi até ao mesmo. Bateu à porta e esperou um pouco, respirando fundo quando a ouviu aproximar-se.

 

A morena abriu-lhe a porta do quarto apenas com o robe vestido e um sorriso nos lábios. O cabelo ainda molhado caía-lhe para um dos ombros levemente e o cheiro que emanava dava a perceber que Agnes saíra do banho, não há muito tempo. – Já estava a pensar que tinhas desistido da ideia. – Comentou deixando-o entrar enquanto permanecia agarrada à porta.

 

Tom riu baixinho e abanou a cabeça enquanto entrava. – Pareço-te ser do tipo de pessoa que desiste facilmente? – Procurou saber, mas não esperou que respondesse e voltou a falar. – Não o faço. Não desisto. Não volto atrás com a minha palavra, cumpro com aquilo que prometo. – Informou, com um pequeno sorriso.

 

Agnes fechou a porta e olhou o mais velho que permanecia de costas para ela. – Não te conheço pessoalmente para saber se desistes facilmente. – Começou por dizer. – Veremos se vais ter estômago para aturar mais uma mulher. – Picou passando por ele e agarrando no seu copo de vinho Rosé ao passar pela pequena mesa de centro da sala. – Pedes o jantar? – Apontou o telefone do quarto com o copo e bebericou depois do mesmo, olhando-o intensamente.

 

– Ah, que giro. É que da maneira que falaste para mim durante a tarde, quase que parecia que realmente me conhecias e muito bem. – Mostrou um sorriso algo cínico, e depois suspirou. – Mais uma? Eu já não aturo a outra. – Encolheu os ombros e respirou fundo. – Posso pedir, mas não faço a menor ideia do que tu gostas, terás de me dizer o que queres.

 

A rapariga olhou-o e riu-se desafiadora, acabando com o resto de vinho que tinha no copo. – Se pensas que te vou andar sempre a pedinchar as coisas ou a informar-te, estás muito enganado. Surpreende-me, eu adoro quando os homens tentam marcar alguns pontos. – Pousou o copo e agarrou no seu iPhone. – Tenho coisas a tratar, pede tu o jantar. – E saiu para o pequeno alpendre.

 

Depois de revirar discretamente os olhos, aproximou-se do telefone e fez o seu pedido da forma mais discreta possível. Se ela queria ser surpreendida, então só saberia o que iria comer quando trouxessem a refeição. Assim que terminou, sentou-se na ponta da cama e respirou fundo. Estava com um pequeno receio. Receio de estar a sair de uma relação complicada e estar a meter-se, de imediato, com uma mulher igual ou pior. Coçou a testa e levantou-se quando a ouviu a despedir-se sabe-se lá de quem, e foi ter com ela ao alpendre. – E se tu pensas que eu estou à espera que tu peças ou me informes, também estás muito enganada. – Resmungou, puxando-a depois para si e beijou-a de forma intensa.

 

Agnes nem teve tempo de reação, apenas correspondeu ao beijo do moreno com a mesma intensidade, segurando-se ao rapaz ao passar o seu braço sobre o pescoço dele. – Só quero que sejas quem tu realmente és. Dá-me o teu melhor, eu darei o melhor de mim. – Pediu olhando-o nos olhos com um pequeno sorriso adorável.

 

Tom sorriu em resposta e acariciou as costas dela, mantendo as suas mãos na cintura de Agnes. – Por mim parece-me bem. Combinado. – Murmurou enquanto a encarava, acabando por a beijar de novo. Estava decidido a fazer aquilo. Este seria o dia 0, e eles iriam passar mais quinze dias juntos. E nesses dias, Agnes teria de provar que aquilo que defende – sobre as mulheres não serem todas iguais – é realmente verdade. Se falhasse… Talvez Tom seguisse o conselho que ela lhe dera junto à piscina: passaria a viver só e solteiro, evitando assim todas as chatices que as mulheres até agora lhe trouxeram.

 

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publicado às 23:01
editado por ivy hurst a 27/4/17 às 15:39


13 comentários

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De sacha hart a 15.11.2016 às 23:47

What a first chapter gurls. Dayuummm
Eu até ignorei todas as minhas obrigações da faculdade para vir aqui ler o primeiro capitulo.
Sim senhor, conseguiram captar a minha atenção para o que aí vem. Assim de inicio aprece tudo muito apressado mas se calhar é assim que se faz bem! Agnes sem papas nas línguas e um Tom em conflito parece receita para muito!
Beijinhos e boa sorte com esta fic!
(nem sempre vou estar cá para ler a tempo e horas mas podem ter a certeza que voltarei para me actualizar ♥)
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De ivy hurst a 16.11.2016 às 23:19

Nossa, sinto-me honrada por teres ignorado o que era mais importante para teres vindo ler o nosso primeiro capítulo ö
Ainda bem que fomos capazes de captar a atenção, era mesmo esse o nosso objetivo :D Tanto o Tom como a Agnes são assim meio malucos (bem, talvez a Agnes seja mais do que ele...) Entendo o que queres dizer quando falas em parecer apressado, mas lá está, eles são doidos! Nos próximos capítulos não há tanta... "Pressa", digamos assim xb
Obrigadaa ♥
(Vem assim que puderes, eles não vão fugir, prometooo!)
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De Daniela C. a 16.11.2016 às 23:37

Obrigada pela prioridade concedida aqui ao nosso capítulo, ficamos muito lisonjeadas ahah
Tal como a Nessie disse o facto de parecer apressado é mesmo porque eles são assim, não pensam e talvez acalmem nos próximos capítulos mas só em certos aspectos! Porque lá está, está-lhes no sangue xD
Beijinhos :-D
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De twilight_pr a 16.11.2016 às 22:53

Ena pá!
Este primeiro capítulo, socorro! Fez-me rir principalmente com a parte em que se falava da Ria xDD não me contive.
Entretanto, estou ansiosa para mais e gostei do que li!
Ansiosa para ler mais :D
Go Girls ^^

Beijinhos <3
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De ivy hurst a 16.11.2016 às 23:21

Não morras Twi, preciso de ti viva para leres tudo o resto! xD
Fico muito contente que tenhas gostado e que estejas ansiosa *-*
Obrigada ♥


Beijocas!
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De Daniela C. a 16.11.2016 às 23:38

Ahah posso confessar que essas partes de falar mal da Ria, da minha parte, são as mais produtivas xD
Em breve virá mais Jo, obrigada pelo comentário, beijinhos ♥
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De a 17.11.2016 às 22:33

Já estou actualizada! :-D Tenho duas coisas a dizer: 1) Estou mesmo ansiosa por esses 15 dias que esses dois vão passar juntos, *inserir emoji com olhar sugestivo* ; 2) posso dizer que adorei assim para o muito o facto da mensagem enviada pela Agnes estar num balão de mensagem? Tipo, *-----------* sei lá: pormenores que acho interessantes xD
Que venha o próximo que estou curiosa :-D
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De Daniela C. a 17.11.2016 às 23:53

- Estes 15 dias esperemos que sejam do vosso agrado, estamos a trabalhar para isso han?! :-D
2 - Como disse de tarde e passo a citar de novo: Eu sou uma transtornada obsessiva compulsiva com tudo o que seja limpezas e arrumação/organização. Por isso mesmo vou tendo umas ideias brilhantes e lá me surgiu ser diferente e vamos nós meter isto num balão de mensagens porque ainda ninguém pariu isso e por isso mesmo, vamos usar. Assim todos percebem que aquilo é uma SMS.


Beijinhos e obrigada mil 
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De ivy hurst a 18.11.2016 às 23:51

All hail Daniela, parideira de ideias fixolas!
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De ivy hurst a 19.11.2016 às 00:00

Aaaah estou tão contente por também teres gostado *-* Estou realmente contente por andarmos a ter todo este feedback tão positivo! Significa muito para nós.
Foi uma ideia realmente muito gira (e muito boa!) que a Daniela teve e, que me lembre, também nunca vi ninguém a fazê-lo... O que não significa que sejamos as rainhas disto né ahaha xD
Mas sim, é um pormenor que fica muito giro, vê-se perfeitamente do que se trata e está tudo arrumadinho no seu sítio, eheh xb
Há-de vir, há-de vir!
Muito obrigada :D
Beijocas ♥
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De TheOtherside a 18.11.2016 às 19:06

Este first capítulo tá tão perfectt!!
Estou super curiosa :p
Continuem rápido, please.
Beijinhos.
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De Daniela C. a 18.11.2016 às 21:17

Obrigada querida, mais virão :-D
Beijinhos 
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De ivy hurst a 18.11.2016 às 23:50

Obrigada fofinha, fico muito contente que tenhas gostado :3
Como a Daniela disse mais virão :D
Beijocas*

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Autoras

Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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