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Losin Control || 13

por ivy hurst, em 07.02.17

 

 

Olá gente fofa!

Cá está o décimo terceiro capítulo e a foto acima acho que já responde a algumas perguntas que vocês tinham c;

Esperemos que gostem deste capítulo ;D

Beijocas! 

 

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Estou em Londres. Onde é que estás? Questionou de rompante o mais novo dos gémeos, continuando a andar para o exterior da estação de comboios. A Natasha está contigo? Sabes onde é que ela está? Continuou a disparar.

 

– O quê? Como assim estás em Londres? Quando é que tu chegaste? – Tom estava para lá de espantado. Não julgava que ele fosse tão rápido em vir atrás de Natasha, especialmente depois da discussão que tivera com ela. – Não, não está comigo. Eu não estou em casa agora sequer, vim caminhar. Não me lembro bem… Acho que a Agnes mencionou um Ace Hotel ou coisa assim? Acho que é lá que ela está hospedada. Ela esteve ontem na casa da Agnes mas nem para jantar ficou, foi embora pouco depois.

 

Vou lá buscá-la então. Já te ligo para saber onde estás! Informou enquanto entrava num táxi. Ace Hotel por favor. Pediu ao condutor, ajeitando-se no banco com calma. Tenho os cães comigo, como é que queres fazer com o Scott?

 

– Como assim, “buscá-la”?! Sabes que ela não está cá num passeio ou em fuga mas sim em trabalho, certo? – Já sabia que o irmão não ia sequer responder àquela questão, mas era sempre bom relembrá-lo. – Não te preocupes, eu vou voltar a casa, avisar a Agnes e já o vou buscar a esse tal hotel. Não faças nem digas nada de estúpido, ok?

 

Ela vai comigo para onde eu quiser. Avisou, quase soletrando a última palavra com bastante convicção. Nós depois vamos ter a casa da Agnes então. Ela hoje não vai à empresa? Procurou saber curioso, erguendo o seu sobrolho desconfiado. Sabia que Agnes era viciada no trabalho, através de Natasha já tinha perceção de como era a gestora, mesmo que não a conhecesse pessoalmente. Olha lá, a Agnes não te faz lembrar ninguém? Sinto que já a conheci alguma vez. Comentou.

 

– Mas que raio, mano? Tu não podes simplesmente mandar numa pessoa, ela não é o Pumba. – O mais estranho é que aquela atitude não chocava Tom. Conhecia o seu irmão gémeo melhor que ninguém e já sabia do que ele era capaz. – Quem? A Agnes? Vai, mas hoje vai mais tarde. E a Natasha também vai, como sempre. E deve ir mais cedo que a Agnes, é o costume. – Informou, fazendo depois uma pequena careta. Não estava a entender onde o loiro queria chegar. – Não… Quem é que ela te faz lembrar?

 

Eu sou boss, vais ver. Afirmou convicto, olhando para a paisagem. Não sei, parece que já a conheci, talvez lhe tenha dados uns kisses algures. Picou o mais velho, contendo-se para não rir à gargalhada com o que dissera.

 

– Então boa sorte com isso, Boss. Se conseguires que ela te abra a porta já é uma vitória. E boa tentativa, loirinho, mas essas coisas comigo não resultam. Mesmo que tivesses andado aos amassos com a Agnes, eu não quero saber. Vemo-nos daqui a uma hora ou assim, ok? – Perguntou enquanto se preparava para voltar pelo mesmo caminho.

 

Vai lá, seu ressabiado. Resmungou num revirar de olhos e retirou o sinto de segurança assim que viu o carro parar. Desligou o telemóvel sem dizer mais nada e pagou ao taxista o que lhe devia, deixando-lhe uma boa gorjeta.

 

Quis responder-lhe de volta, mas já não foi a tempo. Tom bloqueou o telemóvel, guardou-o novamente no bolso e voltou para casa. Agnes ainda dormia e ainda havia tempo, por isso, o moreno não foi capaz de a acordar. Em vez disso, deitou-se ao lado dela e aconhegou-a a si, esperando que ela despertasse para lhe contar as mais recentes notícias.

 

 

 

 

Natasha mal tinha dormido. Não tinha comido nada também, não por causa do médico dela, mas sim por simplesmente não ter apetite. Assim que acordou, foi de imediato para a casa de banho, despindo as suas roupas e ligando a torneira da banheira. Sentia-se exausta, fraca e adoentada, possivelmente devido ao imenso frio que apanhara no dia anterior. Sem se querer importar com mais nada a não ser com ela, Natasha ficou debaixo da água quente do chuveiro, sentada, tentando perceber com que cabeça iria ela trabalhar mais tarde.

 

Já Bill, assim que chegou ao Hotel, fez de tudo para receber a chave do quarto de Natasha e mesmo quase a perder a paciência, a rapariga que se encontrava na receção cedeu-lhe a mesma, aceitando a desculpa de que ele estaria ali para fazer uma surpresa à namorada. Subiu ao piso onde se encontrava a suite e assim que encontrou a porta, entrou para a divisão com alguma cautela. Não queria ser já apanhado! Olhou em redor verificando que se encontrava tudo vazio e sorriu ao ouvir a água do chuveiro correr, caminhando então no sentido da casa de banho.

 

A loira acabou por se levantar e lavar-se calmamente. Assim que terminou, desligou a torneira e respirou fundo. Nem dali lhe apetecia sair. Ao abrir a cortina e ver Bill, assustou-se de tal forma que soltou um grito e voltou a correr a cortina, de modo a tapá-la. Por muito estranho que pudesse parecer, Bill nunca a tinha visto completamente nua e ela agora sentia-se demasiado exposta. – O que raio estás aqui a fazer?! – Questionou ainda assustada. Chegou a pensar se não seria uma partida do seu cérebro, uma vez que nem tinha dormido em condições, mas essa ideia era demasiado parva. A rapariga permaneceu na banheira, agarrada à cortina para continuar tapada aos olhos de Bill.

 

– Estás doente. – Constatou, abrindo a cortina de rompante e estendendo-lhe um roupão. – Precisas de tomar algo antes que fiques de cama. – Prosseguiu calmamente, enquanto esperava que a loira deixasse a vergonha de lado. O corpo de Natasha, não lhe era de todo desconhecido!

 

Com um breve suspiro, Tash acabou por se arrepiar e sair da banheira, vestindo o roupão que ele lhe estendera. – Eu sei que tenho de tomar algo, Bill. Mas ainda não respondeste à minha pergunta. O que é que estás aqui a fazer? Não disseste para eu seguir a minha vida? Que não te ias preocupar mais comigo? – Ela apressou-se a secar o seu corpo ainda molhado. Quanto mais depressa se vestisse, melhor era!

 

– Estou aqui, devias estar feliz por ainda estar a cuidar de ti. – Relembrou, olhando-a fixamente. Estava hipnotizado com o corpo de Natasha e cada vez lhe dava mais vontade de a possuir e tê-la como sua para o que desse e viesse. – Vou pedir para te trazerem Sudafed e Vick Vaporub! – Informou pouco depois de acordar do seu transe, caminhando de novo até ao quarto.

 

Aproveitando enquanto estava de costas para ele, ela sorriu. Na verdade, até estava contente por ele estar ali. Bill tinha mesmo vindo atrás dela! – Bill... – Quis resmungar e dizer-lhe que não era preciso, mas para variar ele não lhe deu essa chance, ou tempo sequer. Aproveitou enquanto estava novamente sozinha na casa de banho para secar o corpo, passando um creme depois pela sua pele com calma. Vestiu a roupa interior e o robe, secou o cabelo e foi ter com Bill ao quarto. – Eu também não disse que não estava feliz. – Lá conseguiu dizer assim que voltou a captar a atenção dele.

 

– Trouxe os cães, espero que não te importes. – Comentou tentando desviar de alguma maneira o assunto. Não queria naquele momento tornar-se amoroso com ela por medo apenas de ser gozado. Era orgulhoso e nestas alturas era algo que prevalecia sempre. – Vamos ter com o meu irmão e a Agnes ok? Veste algo quente. – Pediu mas quase que numa ordem, como sempre, com o seu tom autoritário.

 

– Porque havia de me importar? Eu gosto deles. – Não quis admitir que aquela mudança súbita de conversa a deixou desapontada. Pelos vistos, agora Bill acabava sempre por desviar o assunto para os cães para evitar que continuassem a falar sobre eles. Tinha começado bem, preocupado com ela e tudo, e agora? Cães. Natasha suspirou e encolheu os ombros. – Ok. – Foi a única resposta que lhe deu. Possivelmente ele já tinha falado com o seu irmão e sabia que ele estava na casa de Agnes. Isso não a espantou. Apressou-se a retirar roupa um pouco mais quente - mas ainda assim apresentável - da sua mala e uma vez escolhida a indumentária ela despiu o robe. Conseguia ver Bill a olhar para si através do espelho, mas nada disse. Arranjou-se o mais depressa que pôde e depois pegou na sua mala e no telemóvel. – Já podemos ir.

 

– Vamos, temos que tomar o pequeno-almoço numa pastelaria qualquer por aí. – Informou enquanto se levantava da cama onde permanecera sentado e colocava nos seus bolsos, todos os seus pertences. – Não achas que me deves um pedido de desculpas? Deixaste-me de coração nas mãos sem saber onde raio te tinhas metido. – Aproximou-se. – Não te procurei para me satisfazeres, acredites ou não deixaste-me mesmo triste contigo, mas acima de tudo preocupado. – Disse calmamente, agarrando no queixo da loira com delicadeza.

 

– Está bem. – Por muito pouca fome que ela tivesse, Tash também sabia que devia comer. Não era nada bom andar de estômago vazio. Não tinha voltado a olhar para ele desde a discreta observação através do espelho, mas quando começou a ouvir o que ele dizia, fora quase obrigada a fazê-lo. Quase não, foi mesmo, especialmente na altura em que ele lhe segurou o queixo. – Tu deves ter andado a comer muito queijo para te esqueceres do que me disseste, mas eu relembro-te, Bill. Quando eu te disse que ia ter de passar quinze dias fora, em trabalho, sabes o que me disseste? "Não quero saber. Nem sequer me digas quando e para onde vais, porque eu não quero saber." – Natasha olhava-o nos olhos, enquanto lhe citava as palavras dele, com um olhar triste. Ela tinha ficado bastante magoada naquela altura e nunca se esquecera. – Nem para mim olhaste, lembras-te? Então eu peguei nas minhas coisas e fui-me embora, sem mais nada dizer, e porquê? Porque tu não querias saber.

 

– Isso foi há um mês atrás, para mim um mês é muito tempo. – Explicou meio nervoso, gesticulando com as mãos. – Bom, isso agora não interessa, só não o voltes a fazer. – Pediu com calma, olhando-a profundamente nos olhos.

 

– Não interessa? Como assim, "não interessa"? Para mim interessa, Bill. Porque tu dizes uma coisa e pedes para agirmos de uma forma, mas ages de outra completamente diferente e eu sinto-me perdida, confusa. Eu já não sei o que queres de mim, e se de facto queres algo de mim... Quero dizer... Prefiro que sejas sincero logo de uma vez. Andarmos assim é... Desgastante, Bill.

 

– Queres que vá embora? Se queres que vá embora podes dizer, eu pego nas minhas coisas e volto para a minha vida em LA. – Argumentou de forma rápida e um tanto ou quanto magoada com o facto de a loira falar em desgaste numa altura daquelas.

 

– Ai, Bill! Mas tu não entendes?! – Comentou frustrada por lhe estar a passar tudo ao lado e simplesmente eliminou a pouca distância que ainda havia entre eles, beijando-o intensamente. – Eu não quero que vás... – Murmurou, roçando os seus lábios nos dele.

 

Bill apertou-a contra si num ato involuntário, beijando-a de forma intensa novamente. Estava cheio de saudades daquele beijo mas acima de tudo de Natasha e da sua companhia. – Se não queres que vá, porque é que me estás a atirar as coisas todas à cara?

 

– Não sou a única, pois não, Bill? E quem é que está sempre a desviar a conversa para os cães? – Questionou baixinho num tom divertido, sorrindo por estar novamente nos braços dele, que a apertavam firmemente. – Bill, eu... – Natasha respirou fundo e calou-se, ficando apenas a olhá-lo nos olhos.

 

– Porque tu eras a ama do Pumba e ele não pode ficar sozinho, é demasiado pequenino. Resmungou num tom mimado, que ainda Natasha desconhecia. – Tu o quê...?

 

– Bill, mais vale dizeres a verdade. Não ficaste assim por causa do cão, foi por causa de ti mesmo, não foi? – A loira sorriu e acariciou-lhe o rosto. – Nada, nada. Esquece. – Encolheu os ombros e mordiscou o lábio, atrapalhada. – Eu sei perfeitamente que o Pumba está bem, certifiquei-me que assim era, antes de ir embora... E tu sabes disso.

 

– Senti a tua falta... – Murmurou calmamente, colocando-lhe uma mexa de cabelo atrás da orelha. – Tens mesmo que trabalhar hoje? – Procurou saber.

 

Natasha sorriu de imediato. – Custou assim tanto dizer que tinhas saudades minhas? – Ela falava calmamente e num tom alegre, completamente diferente de há alguns minutos atrás. – Eu também senti a tua falta, Billy. E sim, tenho mesmo... É uma reunião importante. Mas é só uma, devo ter praticamente a tarde quase toda livre. Porquê?

 

– Vou tratar de uns negócios com o meu irmão enquanto vocês estão lá. – Divagou, passando uma mão sobre o queixo um pouco barbudo. – Vamos?

 

Quis perguntar-lhe que negócios eram aqueles dos quais ele falava, mas também não quis intrometer-se. Natasha fez um leve beicinho e suspirou. – Temos de ir já...? Não podemos ficar mais um pouco?

 

– Tens que comer. Estás bastante fraca e doente! Que se passa contigo? Não andas a alimentar-te porquê? – Disparou meio zangado, levando as mãos à cintura.

 

– Não se passa nada! – Retorquiu de imediato, soltando um breve suspiro. – E só estou doente porque ontem andei ao frio, só isso. Eu posso comer aqui, não é preciso uma pastelaria. Só quero aproveitar para estar mais um bocadinho contigo. Por favor... – Pediu, pousando as mãos no peito dele e olhando para baixo. Assim já não conseguia ver o olhar zangado dele. Não gostava nada quando ele estava zangado, especialmente se fosse com ela!

 

– Tudo bem, eu iria estar contigo na pastelaria. Agarrado a ti até ou pensas que Londres não tem muitos por aí a tentar agarrar o naco dos outros? – Argumentou num tom de macho latino, como se de alguma forma Bill fosse um “badass” qualquer. Na realidade até era... – Qual vai ser a próxima cidade para onde vão? – Procurou saber.

 

Tash fez uma ligeira careta, mas continuou divertida. – Eu pensava que tu não querias e que fizéssemos nada em público... – Murmurou algo confusa, mas sem se afastar. – Mas mesmo assim eu quero ficar a sós contigo, se puder ser... – Ela beijou-lhe os lábios com delicadeza, sorrindo.

 

– O que queres comer então? Para eu encomendar. – Questionou, agarrando no telemóvel do quarto para ligar ao serviço de quartos. – Não me respondeste quanto à próxima cidade para onde vão. – Relembrou, olhando-a com calma.

 

– Hmm... Um croissant misto? Ou uma tosta mista... Não estou com muita fome, por isso algo simples chega. – Informou, sentando-se depois na cama com às pernas à chinês. – Ah, a cidade? Vamos para Paris a seguir. E já agora, como é que tu conseguiste vir para cá? Quero dizer, tu tens o teu trabalho e não podes simplesmente faltar e assim...

 

– Tinha uns dias de férias a gozar, tirei agora alguns deles. – Disse à simplesmente, encolhendo os ombros antes de proceder ao pedido do pequeno-almoço de ambos. Na verdade Bill tinha meses de férias a gozar, fruto das suas horas extraordinárias, de férias sempre adiadas devido ao seu esforço e dedicação pelo emprego que tinha. – Estava a pensar que podias vir comigo a outro sítio. Tenho a certeza de que a Agnes não se ia importar!

 

– Ah... Ainda bem então. – Não estava a imaginar Bill a faltar ao trabalho para ir atrás dela, de todo. Mas mesmo assim... Mesmo assim ele estava ali, em vez de estar lá no consultório dele, a pedir a outras que lhe abrissem as pernas. Natasha estava tão perdida nos seus pensamentos idiotas que fora até apanhada de surpresa quando ouviu as últimas coisas que o loiro lhe dissera. – Han? O quê? Ir contigo onde? Bill, eu não posso simplesmente faltar agora assim ao trabalho...

 

– Que faltar? Tu vais apenas ali ao lado e voltas daqui a uns dias. O teu trabalho é maioritariamente antes das viagens. – Argumentou, pousando o telefone no sítio certo e puxando-a para si. – Estás a pensar no quê? No meu trabalho? – Questionou.

 

– Oh... Está bem, mas mesmo assim... Eu não ando aqui propriamente a passear, Bill. Também trabalho durante as viagens, alguém tem de se certificar que está tudo em ordem, manter os contactos e essas coisas todas. – Explicou vagamente, desviando o olhar em seguida. – Hmm... Talvez...

 

– Eu sei, eu não te estou a pedir para deixares de trabalhar enquanto vais comigo. – Justificou-se. – O que te passa nessa cabeça? – Procurou saber, erguendo o queixo da loira com o seu dedo indicador.

 

– Está bem, está bem, já entendi! – A loira soltou uma pequena gargalhada mas depois calou-se de súbito, encolhendo os ombros entretanto. – Ah, nada de especial... Não interessa. – Mostrou-lhe um sorriso simpático, tentando que Bill deixasse para lá esse assunto.

 

– A mim interessa e quero mesmo que me digas. – Pediu enquanto a sentava ao seu colo. – Aposto que és daquelas que tem muitos macaquinhos na cabeça. – Comentou sorridente.

 

Natasha revirou os olhos mas o seu humor não mudou. – "Sou daquelas"? Não sei bem o que queres dizer com isso e nem sei se quero saber também. – Riu, encolhendo depois os ombros. – Sei lá. Fazes o mesmo às outras o que fazes comigo? Se calhar não sou a única... Não me refiro a vires atrás de mim até Londres mas sim ao que fazemos no teu consultório. Tu gostas muito do que fazes e assim...

 

– Não misturo o meu trabalho com prazer, por muito que penses nisso. – Começou, olhando-a com atenção. – Nunca fiz isso a ninguém a não ser a ti, fora do meu trabalho não sou santo, não te vou negar, mas respeito. – Avisou, não lhe dizendo diretamente que a respeitava a ela mas pelo menos tentava dar a entender. – Sabes o que me dá prazer no trabalho?

 

A loira observava-o com atenção enquanto ele lhe falava, entendendo tudo com muita clareza. – Poderes ter todas a gajas bonitas de perna aberta para ti? – Questionou divertidamente, mas sem o querer ofender.

 

– Não. – Riu-se passando uma mão pela cara. – Trazer vidas ao mundo é o que de tudo, me dá mais prazer. Porque fazer citologias a velhas não é bonito. – Gargalhou alto, fazendo uma leve careta.

 

Ela gargalhou tanto quanto ele, mas não deixou escapar o seu espanto face à sua resposta. – A sério...? Nunca pensei que fosses responder uma coisa dessas, para te ser sincera... E eu estava a referir-me às gajas boas, não às velhotas!

 

– Claro que respondo uma coisa dessas. É uma responsabilidade do outro mundo. Não há melhor sensação que pegar num bebé assim que nasce. – Disse com um certo brilho no olhar, mostrando o quão importante era para ele o seu trabalho.

 

Tash sentia-se algo confusa. Adorava ver aquele lado de Bill, mas ao mesmo tempo não fazia ideia que ele fosse assim. – Eu... Não fazia ideia que tu gostavas assim tanto de bebés, Bill... – Quase murmurou, ainda impressionada com o loiro. – Pareces gostar mesmo disso... E isso nota-se.

 

– Bebés são vidas, é um ser que tu educas conforme a educação que tiveste. Não consideras os teus pais os melhores seres do universo? Espera até seres mãe, até pegares naquele ser tão teu. – Explicou calmamente, gesticulando com a mão. – Como não haveria de gostar de bebés?! – Retorquiu por fim.

 

– Até ser mãe? Ah... Pois, sim... Quero dizer, acho que todos consideramos os nossos pais as melhores pessoas do mundo... – Estava outra vez atrapalhada. Nunca pensou em ter filhos sequer. – Sei lá... Agora quase que até sinto que não te conheço. – Gargalhou, algo nervosa.

 

– E não conheces. Há muito que ainda tens a conhecer sobre mim. – Afirmou sorridente, ouvindo baterem à porta. – Eu vou lá. – Avisou, sentando-a na cama e caminhando assim para a porta. Abriu a mesma recebendo o que tinha a receber e deixando uma generosa gorjeta ao empregado.

 

Estava fascinada e não era capaz de escondê-lo sequer. Se já havia momentos em que Natasha olhava para Bill de maneira diferente, agora os seus olhos até brilhavam. Aguardou e agradeceu-lhe assim que regressou, agora com a comida. Suspirou e lá começou a comer, bem devagar. A vontade era pouca ou até mesmo nenhuma. – Não fazia mesmo ideia que tinhas tanto amor aos bebés, nem nunca me passou pela cabeça que quisesses ser pai ou assim.

 

– Quero mas não agora. Estou mais à espera que o meu irmão tenha um filho e só depois penso nisso! Quem sabe não o tenha já com a Agnes, aquilo anda agressivo para o lado deles, sempre a procriar. – Disse brincalhão, rindo-se mais com o que dissera por fim, acerca dos outros dois.

 

– Estás à espera de ser tio primeiro? Para quê? Treinares a mudar fraldas? – Gargalhou só de imaginar aquele cenário. – Agressivo? Como é que tu sabes disso sequer...? – Era uma pergunta demasiado parva e ingénua. Primeiro eles são irmãos, segundo são gémeos, e terceiro... É lógico que eles sabem estas coisas uns dos outros. – O Tom também sabe...?

 

– Não, eu sei fazer tudo isso. Eu sou médico, até dar de mamar eu sei e não tenho mamas. – Constatou, rindo-se à gargalhada. – O meu irmão sabe agora, mas não sabia. – Disse, comendo também o seu croissant calmamente. – Achas que eles vão ficar juntos?

 

– Ah peço desculpa senhor doutor, esqueci-me que você é experiente em tudo nessa área. – Brincou com o loiro, tentando despachar a comida o quanto antes. – Ah... Bem, eu acho que sim. Pelo menos parece. Mas como não adivinho o futuro... – Sorriu e terminou então o pequeno-almoço. – Venho já. – Natasha levantou-se e foi de imediato para a casa de banho. Trancou a porta de forma discreta para que ele não ouvisse nem se apercebesse de que ela o fizera. Demorou entre cinco a dez minutos, e depois saiu. – Já comeste? – Sorriu-lhe enquanto caminhava até ele e se sentava ao seu lado, na cama.

 

– Estava quase a ir atrás de ti, mas caíste na sanita ou estás com algum problema? – Questionou desconfiado, olhando-a de sobrolho arqueado. – Bom em todo o caso não tinha como te ajudar, trancaste a porta. Escusas de ter medo que eu te assalte a privacidade! – Brincou, dando-lhe a perceber que ouvira o trinco.

 

A rapariga arregalou os olhos quando ele mencionou a porta trancada. Nem com todo o cuidado que ela tivera foi capaz de ser discreta. – Não, não tenho problema nenhum e também não tenho medo que faças isso. – Informou, rindo de forma nervosa. Pegou depois num copo que encheu com água e bebeu tudo de uma só vez.

 

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publicado às 16:47


7 comentários

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De twilight_pr a 07.02.2017 às 17:18

Gostei deste capítulo dedicado a eles os dois. Fiquei espantada pelo Bill ter ido a Londres para ir ter com ela. Isso eu gostei bastante.
Estou bastante preocupada com a Tash... espero que ela não piore. E porquê é que ela se trancou na casa de banho? E ainda fez aquele riso nervoso depois do comentário do Bill.
Felizmente que era o Bill ao telemóvel, não queria nada que fosse outra pessoa.. assim de repente, vai na volta ainda era outra pessoa qualquer. *inserir emoji investigador*
Estou curiosa quanto ao facto do que o Bill disse sobre a Agnes ao Tom... sobre o facto de ela o fazer lembrar alguém :x quero saber mais sobre isso e vou andar atenta ;)

Beijinhos grandes às duas <3
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De ivy hurst a 07.02.2017 às 17:25

A miguxa Daniela bem tinha razão que o Billy iria ser uma surpresa agradável :b
Bem, não te posso dizer o porquê mas posso pedir-te que te prepares para o próximo capítulo :o
Investigaa, investiga muitooo!
Atenta já tu andas sempre, vais andar ainda mais? :O
Ahaha obrigadaa!
Beijocas ♥
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De twilight_pr a 07.02.2017 às 17:41

É verdade, anda a ser mesmo uma caixa de surpresas xP
Claro que sim, tenho de ser mais atenta para nada me escapar. Especialmente neste ponto!

Beijinhos doces às duas <3
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De a 09.02.2017 às 01:45

Gostei que este capítulo fosse sobre o Bill e a Nat mas nem com ele eu me resolvi quanto à minha posição em relação ao Bill ^^' Enquanto ele falava com o Tom só me apeteceu dar-lhe um par de estalos pela atitude. Desejei mesmo que ela lhe desse com a porta na cara. Literalmente! Mas depois ele foi ter com ela. Disse-lhe umas coisas mais queridas, expôs o seu lado preocupado e interessado nela e eu desejei mesmo que eles se resolvessem, com eles a apostarem em algo de algo para igual e não numa relação em que o moço se acha superior e dono da Nat ! Por isso, resumindo: continuo sem saber o que achar deste Bill xD Fiquei um bocadinho intrigada com a atitude dela no final, o ir trancar-se na casa de banho e esperar que ele não se apercebesse e tal...espero que ela não esteja a fazer nada de errado ou que tenha algum tipo de problema grave :s
Fico à espera do próximo! Beijinhos para as duas :)
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De ivy hurst a 15.02.2017 às 14:34

Só te digo uma coisa: No próximo capítulo (no mínimo) ou vais ficar na mesma e sem o que achar dele, ou vais começar a tomar um dos lados, seja esse o de adorá-lo ou nem por isso xD
Quanto à atitude dela... Hmm, veremos!
Já está disponível o 14 :D
Obrigadaa, beijocas ♥
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De TheOtherSide a 14.02.2017 às 01:05

Adorei este capítulo dedicado a este casalinho, e adorei ele telefonar ao manoo a saber dela e ir lá ter xd
Fiquei curiosa com o porquê dela se trancar *.*
Continuem rápido, please *.*
Beijinhos <3 <3
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De ivy hurst a 15.02.2017 às 14:38

Não posso revelar muito mas creio que a razão de ela se ter trancado vai permanecer mistério, pelo menos durante algum tempo ;)
Novo capítulo já está disponível ;3
Obrigadaa, beijocas ♥

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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