Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Losin Control || 15

por ivy hurst, em 21.02.17

 

 

Heyo!

Mais uma vez, uma imagem sugestiva e um capítulo mais... Dramático, digamos!

Esperemos que gostem deste capítulo e claro, que estejam a gostar da história em geral :b

Beijocas!

 

------------------------------------------------------------------------

 

– Ele está o quê Tom? – Procurou saber, caminhando atrás deles e agarrando na mala dela pelo caminho. – Eu vou com vocês!

 

– Liga ao Mike, precisamos dele. – Avisou Bill, referindo-se a um amigo de ambos que morava em Londres há uns anos.

 

– Já o estou a fazer. – Informou, já com o telemóvel na mão, procurando o contacto. – Se eu te disser que ele a amarrou com cordas a uma cama e a amordaçou, tu chegas lá não é? – Murmurou à morena, levando depois o telemóvel ao ouvido. A chamada foi simples e rápida. – Está bem, tu podes vir, Ness. Mas tem cuidado, okay…? – Tom não ia poder estar a tomar conta de tudo e ajudar toda a gente. – Assim que for seguro vais ter com a Natasha. – Informou, passando-lhe uma navalha. – Sabes usar isto, certo?

 

– Vai andando com o teu irmão, manda-me a localização quando estiveres no destino. – Pediu, guardando a navalha no seu soutien por ser o único sítio onde ficaria bem sem ser percetível.

 

Tom assentiu e beijou Ness rapidamente, saindo logo de seguida com o seu irmão. Foram o mais depressa que puderam, e assim que chegaram, arrombaram a porta das traseiras. Conseguiam ouvir Natasha a tentar pedir ajuda, e foi para lá que se dirigiram. Tom estava mais cauteloso do que Bill, o que era normal. Estava atento a todos os cantos e ainda procurou nas divisões restantes, mas não havia ninguém. No quarto, estava apenas Natasha, amarrada com cordas, amordaçada e vendada, coisa que na fotografia não estava.

 

Assim que ouviu passos, Natasha tentou gritar mais algo mas, na sua condição, não era muito simples dizer uma palavra que fosse. Os seus pulsos estavam avermelhados e ligeiramente feridos, por ela se tentar soltar. – Ajudem-me, por favor... – Choramingou, já cansada, e ainda sem saber quem ali estava e se aproximava.

 

 

– Estamos aqui, tem calma... – Pediu Bill, retirando-lhe a venda dos olhos e beijando-lhe a testa. – Está a ser demasiado fácil... Onde é que estás meu grande filho da puta? – Gritou a última parte, retirando a arma do seu cinto e colocando-a numa posição segura. – Tom fica aqui, eu vou ver dele. – Pediu, saindo do quarto.

 

– Não vale a pena! Ele fugiu! – Gritou Natasha assim que conseguiu, suspirando ao ver Bill entrar de novo no quarto. Estava gelada por estar ali nua. Parecia-lhe que estava ali há uma eternidade. – Ele pensava que tu estavas a trabalhar... E quando me contou que te mandou mensagem, eu disse-lhe que estavas cá... E ele despachou o que estava a fazer e quando acabou voltou a vestir-se e fugiu... Eu ouvi o carro... – Ela tentou tapar-se assim que ficou livre e aninhou-se.

 

– Ah fugiu! Cabrão... – Rosnou, caminhando para perto dela. – Desculpa... – Murmurou, olhando-a nos olhos com um enorme sentido de culpa. – Eu preciso de o matar... – Rosnou de cabeça baixa, enquanto fechava os olhos de maneira a encontrar o seu equilíbrio mental.

 

Natasha arregalou os olhos, completamente assustada com o que acabara de ouvir. – Bill, não! Por favor, não faças nada disso... Não faças nenhuma estupidez... Bill... Tenho frio... – Murmurou, com alguma vergonha.

 

Tom mordeu o lábio e procurou pelo quarto até encontrar as roupas dela. Pousou-as depois na beira da cama e olhou o irmão. – Eu vou dar mais uma olhada pela casa e nas redondezas. E avisar a Ness... Venho já. – E dito isso, o moreno saiu do quarto, deixando os dois a sós.

 

– Ele violou-te, queres que esteja como? – Olhou-a, ajudando-a a vestir-se com calma. – Depois vejo como estás, agora vamos embora de Londres ok? – Encarou-a.

 

Mal se vestiu, a loira assentiu e apressou-se a abraçá-lo. – Tira-me daqui, por favor... – Pediu baixinho e a chorar. Natasha não era uma pessoa muito choramingas, mas também não era de ferro. – Não consigo ficar aqui nem mais um minuto. O que ele fez... O que ele disse... Não me sai da cabeça. Por favor, tira-me daqui, Bill.

 

– Ele disse o quê? – Procurou saber, pegando nela ao colo depois de se sentar na cama. Queria saber de tudo, mesmo que lhe custasse ouvir e mesmo imaginando que não seria fácil para Natasha falar sobre o assunto. – Quero que me contes, por favor, ele tem que pagar pelo que fez. – Explicou.

 

A rapariga não estava com vontade nenhuma de contar todos os detalhes de tudo o que lhe acontecera e tudo o que ouvira. Só queria fugir dali o quanto antes. – "Depois diz-me se deu positivo." – Murmurou as palavras do ex-namorado, incapaz de olhar Bill.

 

– Já tinha dado para mim primeiro. – Respondeu de imediato, acariciando-lhe o cabelo loiro com delicadeza. – És linda, sabias? Prometo que te vou proteger sempre daqui para a frente... – Prometeu, olhando-a nos olhos com um leve sorriso. – Vamos... – Beijou-a e num movimento, ergueu-se com ela ao colo

 

Natasha abanou a cabeça, como se respondesse de forma negativa, mas também não disse a qual pergunta se referia. Se bem que naquele instante também não se sentia nada linda. – Vamos, por favor... – Apenas disse, deixando-se ficar de olhos fechados.

 

Bill nada disse, apenas saiu daquela casa o mais rápido que conseguiu. Estava também ele de rastos e ao mesmo tempo com uma raiva imensa dentro de si. Amava Natasha mesmo não sendo capaz de o admitir para os outros, para ele era mais do que claro que aquela era a mulher da sua vida. Por isso mesmo, ouvir aquelas palavras de que hipoteticamente poderia engravidar de um traste que deveria estar neste momento sem cabeça, corroíam-no por dentro. – A Agnes? – Procurou saber assim que se aproximou de Tom.

 

Tom apontou para a porta assim que ouviu a campainha e foi abrir a mesma, abraçando Agnes logo de seguida. – Ele fugiu antes de chegarmos... – Contou-lhe de seguida, acabando por encostar a porta. – Vamos embora? Acho que é melhor sairmos daqui.

 

– Já tenho pessoas atrás dele. – Informou a morena com voz calma, olhando depois para Natasha. – Vamos para minha casa, precisamos de cuidar dela. – Pediu, abrindo de novo a porta e apontando para o SUV que os esperava no exterior.

 

Natasha permaneceu quieta e calada, e não abriu os olhos até entrarem no carro. Tudo o que ela queria naquele instante era poder voltar a um sítio que pudesse chamar de casa e onde se sentisse segura.

 

Tom deixou o irmão passar primeiro uma vez que tinha a loira nos braços, e em seguida saiu daquela casa e entrou também no veículo com Agnes. – Eu posso ajudar em alguma coisa...?

 

– Não, já fui à empresa tratar da reunião. Deixei o meu braço direito aqui, a tratar das coisas. – Explicou num tom baixo, pousando a cabeça no ombro do moreno. – Estou cansada disto, tão cansada... – Sussurrou.

 

– Está bem, mesmo assim se for preciso alguma coisa e se eu puder ajudar... Já sabes. – Relembrou, beijando-lhe depois a testa. – Isto vai passar... Tudo vai passar. – Sussurrou, olhando o irmão depois. – Do Mike não há sinal nenhum sequer. Pergunto-me porque será... – Suspirou, revirando os olhos de seguida.

 

Bill nada disse, deixou-se apenas ficar a olhar Natasha, acariciando-lhe os cabelos enquanto a via adormecer no seu colo como uma pequena criança indefesa. – Trata-me do jato para esta madrugada. Quero sair daqui com ela sem que ninguém perceba... – Pediu após alguns segundos de silêncio, encarando-o por fim.

 

– Claro, considera-o feito. – Respondeu Tom de imediato, assentindo. – Para onde a vais levar? – Perguntou por mera curiosidade, olhando a rapariga nos seus braços. – É melhor cuidar dos pulsos dela também... Eu nem tinha reparado. – Falou um pouco mais baixo, não querendo acordar a loira.

 

– Estava a pensar ir até Bali mas não sei se será a melhor opção... – Suspirou, negando com a cabeça enquanto mantinha os olhos fechados. – Ela vai passar por uma fase muito difícil, vou ter que meter mais dias de férias. – Comentou baixo, levando Agnes a sorrir com o que ouvira. No meio de toda a desgraça, Bill pensava mais em Tash do que na sua vingança.

 

Tom acabou por sorrir também e suspirou. – Bill, diz-lhe de uma vez. A sério... Para com as tretas e diz-lhe logo o que sentes. Antes que a percas de vez. – Avisou, com um ar mais sério. – Leva-a para onde quiseres mas toma bem conta, ouviste? Eu sei que tomas. – Riu baixinho, dando depois a mão a Agnes.

 

– Eu sei o que estou a fazer...obrigado pelos conselhos na mesma. – Agradeceu, sentindo a carrinha parar em frente ao apartamento de Agnes. – E tu também tens que continuar a cuidar-te bem. – Brincou sorridente, referindo-se a todos os luxos a que Tom estava envolvido, incluindo Agnes.

 

– Ah, eu cá estou muito bem tratado! – O moreno gargalhou o mais baixo que pôde e quando foi possível saiu então do veículo, ajudando Agnes a fazer o mesmo e ficou a segurar a porta para que os outros dois também saíssem. Assim que estavam todos dentro de casa, Tom aproximou-se de Agnes. – Talvez seja melhor ir buscar as coisas dela ao hotel? – Questionou mal a morena saiu do quarto de hóspedes, sem saber ao certo se ela tinha ouvido ou não.

 

– Socorro... Bill... – Natasha começou a remexer-se e a choramingar pouco depois do loiro a deitar na cama, e acabou por acordar.

 

– Calma, eu estou aqui... – Murmurou perto do ouvido da loira, beijando-lhe depois a testa. – Queres ir tomar um banho? – Questionou, acariciando-lhe os cabelos loiros com delicadeza.

 

Tom voltou a entrar no quarto mas ficou à porta. – Mano, nós vamos buscar as coisas dela, ok? Não demoramos. – Avisou, deixando depois Agnes entrar.

 

Natasha olhou em redor e suspirou ao ver a amiga. – Não te importas que eu tome banho...? – Parecia meio parva aquela questão, mas a loira sentia-se melhor em pedir permissão.

 

– A casa é como se fosse tua, fica à vontade ok? Só te quero ver bem... – Avisou com um sorriso carinhoso, beijando-lhe a testa devagar. – Vamos só buscar as tuas coisas muito rápido sim?

 

A loira assentiu e mordiscou o lábio inferior. – Está bem... Eu vou tentar não demorar muito no banho. – Afirmou, levantando-se com cuidado. Em seguida foi à sua mala e retirou de lá a chave para o seu quarto de hotel e entregou à morena. – Obrigada. – Agradeceu tanto a Agnes como a Tom, olhando depois Bill. – Vens...?

 

Bill assentiu e levantou-se, caminhando com ela para a casa de banho. – Se precisarem de alguma coisa liguem. – Disse, deixando-a entrar primeiro.

 

– Ela que não tenha pressa de tomar banho. Sintam-se mesmo em casa, por favor. – Reforçou Agnes, olhando Bill nos olhos.

 

– Vocês também. – Informou Tom, mostrando o telemóvel ao irmão. Depois disso, o moreno e Agnes voltaram a sair do quarto, assim como de casa, para irem buscar os pertences de Natasha ao hotel.

 

A loira não disse mais nada e entrou na casa de banho, esperando que Bill também o fizesse e que fechasse a porta. Manteve-se de costas para o loiro enquanto se despia, e antes de retirar as últimas peças ligou a torneira. – Ainda dói... – Murmurou, sem se virar para ele e muito menos encará-lo.

 

– É normal, já vou buscar algo para colocares onde te dói... – Disse calmamente, colocando uma bomba de banho de lavanda e manteiga de cacau, na água. – O que sentes mais? – Procurou saber com calma.

 

– Sinto-me imunda. – Confessou no mesmo tom baixo, continuando depois. – Sinto-me suja, nojenta. Enjoada. Assustada... – Concluiu, entrando depois na banheira.

 

– Assustada? Eu estou aqui, não te vou largar mais... – Informou, sentando-se ao lado da banheira para ficar junto dela.

 

Natasha não respondeu a Bill naquele momento. Segurou no sabonete e começou a lavar-se. Ao início fazia-o suavemente, mas pouco depois já arranhava a pele com as suas unhas, como se quisesse remover a sua pele ainda imunda ao seu toque. Só se deu conta do que fazia quando o loiro lhe agarrou as mãos, impedindo-a de continuar. – O que foi...?

 

– Estás a arranhar-te, não faças isso... – Pediu, beijando-lhe as mãos demoradamente. – Pega aqui nesta esponja. – Ofereceu-lhe, olhando-a com um sorriso carinhoso.

 

A loira recolheu as mãos assim que Bill lhe tocou e respirou fundo. – Se calhar é melhor não me tocares... Nem beijar. – As palavras foram quase sussurradas e, mais uma vez, Natasha não olhava para o loiro, fazendo o máximo para evitar o contacto visual com ele. – Tu também deves ter nojo de mim agora.

 

– Não tenho... – Prontificou-se, erguendo-lhe o queixo com cuidado de forma a poder manter um contacto visual com ela. – Amo-te mais do que aquilo que imaginas Natasha, só quero ajudar-te, acredito que esteja a ser muito difícil para ti. – Disse calmamente. – Não tens tomado a pílula? – Procurou saber.

 

– Amas-me...? – Não estava à espera de o ouvir a dizer aquilo. Pelos vistos, ela não era só mais uma para ele. Não estava mesmo ali para se satisfazer sexualmente, ou porque tinha abandonado o pequeno Pumba. – Mesmo assim? Amas-me, mesmo assim...? – Na verdade ela só fez aquela questão para tentar desviar a atenção da pílula.

 

– Amo-te de todas as maneiras. – Clarificou num tom de voz convicto. – Por favor, responde-me ao que te perguntei, preciso mesmo de saber isso. – Pediu, acariciando-lhe o cabelo com calma.

 

– Não. – Fechou os olhos assim que falou, mordendo o lábio com alguma força. – Não tenho tomado... – Voltou a dizê-lo, abrindo então os olhos. Tinha receio mas também curiosidade quanto à sua reação. Porém, não queria pensar naquele assunto. Pensar nas pílulas que ela se tinha esquecido de tomar faziam-na lembrar do que tinha acabado de acontecer, e do que poderia ainda vir a acontecer.

 

A cabeça de Bill começou logo a trabalhar, fazendo contas de cabeça à última vez que estivera com ela de forma mais íntima e se teriam usado proteção. Como era óbvio, proteções era algo que Bill dispensava! – Depois vemos isso, precisas de descansar e esquecer esse assunto. – Adiantou, beijando-lhe a testa demoradamente.

 

– Desculpa... – Foi a única coisa que foi capaz de dizer naquele momento. Depois de ele lhe beijar a testa, ela levou as mãos molhadas e quentes até ao rosto dele, segurando-o e acariciando-o. Manteve o seu rosto próximo do dele, mas não o beijou. – Passas-me uma toalha, por favor?

 

– Sim. – Respondeu, erguendo-se e agarrando assim num robe que estava pendurado sobre uns cabides próprios para o efeito. – Toma um robe, os teus favoritos. – Sorriu, abrindo o robe e esperando que ela vestisse o mesmo. – Hashtag robelife. – Brincou, referindo-se a uma tag muito utilizada entre ela e Agnes.

 

A loira gargalhou, mas com um ar espantado pelo meio. – Como é que tu sabes isso?! – Ela não lhe tinha contado, por isso ou tinha sido Tom... Ou as redes sociais. Também era possível. Elas tiravam imensas fotos juntas. Vestiu então o seu robe, aconchegando-se bem no mesmo, voltando depois para os braços de Bill. – Porque é que não disseste mais cedo?

 

– Estava a tentar lutar contra isso mas não consigo não te amar. – Explicou calmo, beijando-lhe por fim a testa enquanto lhe afagava os cabelos. – Vamos viajar esta madrugada, pode ser? – Olhou-a sorridente.

 

– Claro. Desde que me leves para bem longe daqui e não me largues, tudo bem... – Afirmou, acabando por finalmente esboçar um sorriso também, algo carinhoso. – Eu também te amo, Bill. Eu amo-te... – Finalmente disse-o. Por muito óbvio que pudesse ser, ainda era preciso dizê-lo em voz alta e finalmente ela disse-o. – Para onde vamos?

 

– Estava a pensar irmos para Bali. – Informou com um enorme sorriso, abraçando-a com um pouco mais força. – Levamos o Pumba, vamos uns dias para fora relaxar, vais esquecer tudo isto vais ver... – Assegurou.

 

– Bali?! Uau, é mesmo longe... Mas... E a Agnes? É suposto eu ajudá-la durante estes dias... Também não a quero deixar sozinha a tratar de tudo. O que é que eu faço? – Ela encarava-o com o ar mais confuso de todo o sempre. Precisava de fugir e distrair-se, mas também tinha de trabalhar.

 

– Vais fazendo tudo o que podes pela internet, tenho a certeza de que a Agnes vai ser flexível com isso. – Ponderou, pegando nela ao colo e levando-a para o quarto com calma.

 

– Espero que sim, sinceramente... – Largou Bill quando ele a pousou na cama, mas pouco depois esticou-se até ser capaz de segurar a mão dele, puxando-o para si. – Deita-te ao meu lado, por favor. Não te afastes de mim, Bill.

 

– Não me vou afastar, deixa-me só pedir medicamentos para ti. – Pediu, agarrando no seu telemóvel e deitando-se depois ao lado dela. – Eu nem te devia dar nada para tomar, não sei se poderás estar grávida de mim... – Divagou, passando os dedos sobre o seu queixo devagar.

 

– Eu não estou grávida, Bill. – Retorquiu de imediato, com uma pequena careta. – Acho que se estivesse grávida eu já tinha pelo menos suspeitado disso... E eu sinto-me de tudo menos grávida. – Contou, torcendo ligeiramente o nariz. – O que é que tu estás para aí a pensar? Não gosto quando ficas assim muito calado e pensativo, eu ainda não consigo ler os teus pensamentos...

 

– Então vou pedir a pílula do dia seguinte... – Suspirou marcando o número de uma farmácia local depois de o procurar na Internet. – Dói-te o corpo todo? – Questionou, encarando-a.

 

– Sim. – Respondeu logo depois, sentando-se. – Mas, espera... Talvez devesse fazer um teste? Não sei, o médico aqui és tu, não eu... Não há mulheres que só descobrem que estão grávidas quando entram em trabalho de parto? Vi uma vez um programa sobre isso, por isso... Não sei...

 

– Sim babe mas não me parece que seja esse o caso. São coisas bastante raras! Já tinhas que pelo menos ter os mamilos mais escuros e não vejo alterações em ti. – Explicou com calma, esperando pela resposta da sua chamada.

 

Em vez de continuar séria, Natasha sorriu enquanto o olhava. – Observas-me mais do que aquilo que eu penso... E chamaste-me babe. – O sorriso dela alargou e depois disso abriu ligeiramente o robe, olhando por si abaixo. – Está bem. Então o melhor é tomar a outra pílula antes que... Algo aconteça...

 

– Claro, tenho que ver se está tudo bem contigo. – Riu-se beijando-lhe a testa de novo e voltou a ficar sério enquanto falava com a senhora e lhe dava conta de tudo o que precisava para Natacha. Após uns minutos de conversa, desligou a chamada e olhou de novo para a mais nova. – Já está, daqui a pouco já posso ir levantar. Eles estão a verificar a minha licença de médico! – Explicou calmamente, fazendo uma careta engraçada por fim.

 

A loira aguardou pacientemente, não entendendo metade das coisas que ele dizia. Era só nomes de medicamentos e conversa de médicos que ela simplesmente não entendia. – Quê?! Eu pensei que o Doutor Kaulitz era mundialmente famoso e que não era preciso nada disso! – Brincou com ele, rindo da careta dele. Assustou-se quando ouviu a porta e olhou Bill de imediato. – São eles?

 

– Sim, só eles têm a chave e o código da porta. – Sorriu, erguendo-se calmo e caminhando para a porta do quarto. Abriu-a e assim que viu os outros dois, estendeu a mão para receber os pertences de Natasha. – Está tudo aqui? – Questionou.

 

– Bem, a Agnes diz que sim, portanto se ela diz que sim é porque está! A patroa lá sabe! – Riu baixinho, ficando mais sério de seguida. – Como é que ela está…? Se for preciso ir buscar mais alguma coisa diz, e eu vou na boa.

 

– Podes trazer-me a medicação dela? Deixei encomendada na farmácia a uns quarteirões daqui. – Informou, passando-lhe o telemóvel com a morada. – Ela precisa de tomar isso e fica bem. – Sorriu levemente e olhou para Agnes. – Estás bem?

 

– Sim, estou um pouco cansada mas estou bem. – Respondeu a mais nova, olhando-o enquanto fazia festas em Scotty.

 

– Com certeza! A Agnes acho que quer ir vestir um robe e fazer umas cócegas à Natasha, por isso eu vou lá sozinho num instante... – Falou num tom mais alto para que a loira ouvisse, olhando depois Agnes que estava bem entretida com o seu cão.

 

Natasha riu e sentou-se melhor assim que viu o cãozinho de Bill a correr por ali adentro, tentando depois subir para a cama para ir brincar com Natasha. Mas, pobre coitado, por muito que saltasse, não estava a ser capaz de ir para o colo da loira. Com cuidado, ela chegou-se à beira da cama e pegou nele ao colo, carregando-o como se fosse um bebé. – Pronto, pronto! Tu quer mimo não é? Bebé fofinho da mãe! – Murmurou enquanto o beijava com carinho. Enquanto ela estava sozinha com Pumba, tratava-o sempre como se fosse a sua "mãe", ou, neste caso, a dona.

 

– Se quiserem ir os dois estão à vontade, aqui estamos seguras. – Disse Agnes, erguendo-se devagar e ajeitando as suas calças. – Vou para perto dela, liguem-me se precisarem de algo. – Pediu acariciando a barba de Tom antes de e entrar no quarto de hóspedes. – Anda Scotty. – Chamou-o, esperando por ele perto da porta mas já no interior do quarto.

 

– Por mim ainda é melhor! Um Bill Kaulitz solteiro por aqui é um perigo. – Resmungou na brincadeira, fazendo sinal ao irmão. – Anda, vá, vamos lá buscar as coisas do senhor doutor. Será melhor trazermos almoço também?

 

– Sim tragam almoço, apetece-me sushi. – Informou Agnes, olhando para ambos com um ar angelical. – Traz-me um doce Tom, por favor. – Pediu, mordendo o lábio inferior com um ar de criança adorável.

 

– Eu não te chego? Pensei que era doce o suficiente... Oh, que caraças. Está bem, eu trago-te uns docitos, antes que ainda me mates. – Piscou-lhe o olho, olhando depois para o seu cão. – Scott, toma conta delas! – Afirmou, puxando depois o irmão. – Anda, vamos lá buscar as coisas.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:47


5 comentários

Imagem de perfil

De twilight_pr a 21.02.2017 às 23:12

Este final acho que foi uma maneira de terminar de uma forma suave com base em tudo o que o que o capítulo trouxe.
Ena pá. O ex da Tasha já está na minha lista, socorro... só calha destes. Sobre o comentário anterior: tens a Ria, mas acho que ela quase que é garganta e tal sobre as coisas e se alguém se impuser e mostrar resultados ela fica no seu lugar... não sei, a ver vamos.
Estou contente pelo Bill ter dito que a amava, pelo menos ela não precisava de andar com aqueles macaquinhos na cabeça a pensar o porquê de ele fazer tudo por ela, agora que também sabe que muitas das coisas era porque ele não queria ter aqueles sentimentos por ela.
Espero que tudo corra bem, depois de tudo o que ela passou, não é nada fácil lidar com isto... fogo... não estava a contar com esta parte O.O
Esta parte final em que entra o Tom e a Agnes acabou por suavizar um pouco, especialmente pelo facto de ter pedido um doce xP


Beijinhos grandes às duas <3
Imagem de perfil

De ivy hurst a 23.02.2017 às 22:10

É, a Agnes sobre/sofreu de uma maneira, e a Natasha sofre de outra... Pelo menos o Bill lá acabou por dizer que gosta dela, finalmente! Raio do médico doido que foi preciso acontecer uma tragédia à moça para dizer as coisas!
O Tom claro, ficou tão desiludido... Ele a pensar que era um valente doce suficiente e a Agnes quer chocolates.. Que triste! xD
Obrigadaa!
Beijocas ♥
Imagem de perfil

De a 25.02.2017 às 00:31

Ok, este cap fez-me gostar do Bill. Finalmente me decidi xD Houve algumas atitudes dele em capítulos anteriores que não gostei mas com este capítulo eu interiorizei que ninguém é perfeito x) Gostei muito de o ver a tomar conta da Nat. Aquele idiota do ex namorado ainda se vai dar tão mal quanto o Daniel. Eles meteram-se com os gémeos errados, claramente! >D O que eu quero agora é que a Nat fique bem e sei que os outros vão fazer os possíveis para que isso aconteça :)
Fico à espera do próximo! Beijinhos para as duas :)
Imagem de perfil

De Daniela C. a 26.02.2017 às 18:25

Como disse o Bill é uma agradável surpresa, por isso não o levem tão a peito quanto isso xD
Quanto a esta história, ainda deverá dar muito pano para mangas mas não para breve, depois entenderam porquê (a)
Beijo grande vizinha ♥
Imagem de perfil

De ivy hurst a 28.02.2017 às 22:39

Ahaha, eu sabia que mais tarde ou mais cedo te ias decidir quanto a isso xb
Meteram-se mesmo com os gémeos errados. Estes ex e afins pensam todos que são os reis da festa, mas estão é todos muito bem enganadinhos!
O próximo já está disponível, esperemos que gostes :b
Obrigadaa!
Beijocas ♥

Comentar post



Autoras

Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


PERSONAL BLOG

Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


PERSONAL BLOG


Currently Posting

No Control

Informações

Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


Currently Writing

Illegal



Playlist


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.