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Losin Control || 16

por ivy hurst, em 28.02.17

 

 

 Olá corações!

Antes de mais nada, desejamos um bom Carnaval a quem gosta dele!

Aqui temos mais um capítulo da LC!

Esperemos que gostem, beijocas ♥

 

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Agnes apenas se riu enquanto acenava a ambos. Fechou a porta depois de voltar a entrar no quarto e olhou para Tash. – Vou vestir o robe também, precisas de algo? – Procurou saber enquanto se dirigia para a casa de banho.

 

– Como é que tu consegues? – Começou por perguntar, ainda a olhar para o pequeno Pumbi. – Como é que tu consegues estar sempre tão... Bonita? E estás sempre bem, nunca engordas, andas sempre na linha... E todos olham para ti. E não importa o que aconteça tu és sempre forte e resolves tudo... Como é que tu consegues, Ness? – Voltou a questionar, mas agora encarava-a.

 

– Eu não sou sempre forte... – Começou por dizer, mudando a sua trajetória para a cama onde Natasha permanecia. – Aprendi apenas a olhar para mim como se eu fosse verdadeiramente forte e acho que é isso que me faz parecer forte aos olhos dos outros. – Sorriu, agarrando-lhe na mão com firmeza. – São poucas as coisas na minha vida que me perturbam, sabes que o não poder ter filhos é o que me dói mais, especialmente porque entrei numa guerra aberta com a minha irmã que não os quer ter e eu preciso de um sucessor daqui a uns anos. – Prosseguiu, olhando para o teto por momentos. – Neste momento arrisco-me a dizer que estou feliz porque o Tom é uma pessoa que me consegue completar, mas por outro tudo à minha volta se começa a desabar e isso inclui-te. – Disse num tom completo, beijando-lhe a mão demoradamente. – Tu és linda Natasha, nunca duvides de ti nem das tuas qualidades ou capacidades. Tu também és super magra, mais magra do que eu! – Riu-se, olhando depois para a loira com um sorriso de orelha a orelha.

 

– Agnes... Eu já te tinha falado contigo acerca dos bebés... Eu posso ajudar-te quando um dia quiseres ter um filho, tu sabes disso. – Ter filhos não estava nos planos de Natasha, mas não se importava de servir de barriga de aluguer caso a amiga precisasse. Era algo que já tinha sido mencionado, mais do que uma vez. – Não me sinto nada disso, para te ser sincera. Não me sinto linda, não me sinto "magra", não me sinto forte, não me sinto coisa nenhuma. Não me sinto como se fosse a Agnes Hembrow...

 

– Porque tu és a Natasha Kingsley e não a Agnes Hembrow. – Argumentou de seguida. – Quanto ao seres minha barriga de aluguer, será a minha última opção, porque não acho justo que tenhas que te sacrificar por mim e tenho medo de mim mesma até. As pessoas chegam a chatear-se com essas cenas. – Fez uma careta e abanou a cabeça como se afastasse aqueles pensamentos dela.

 

Já não era a primeira vez que discutiam sobre aquele assunto e certamente não seria a última também. – Não acho que seja um sacrifício. Se eu te posso ajudar, não vejo porque não deva fazê-lo. Mas isso tens de ser tu a decidir, não eu. – Ela esboçou um pequeno sorriso e suspirou. – O Bill diz que me ama de todas as maneiras, mas...

 

– Vês, se ele te ama, só isso importa! – Exclamou entusiasmada, sentando-se na cama de pernas-à-chinês. – Ele disse isso? Oh meu deus, que querido. – Guinchou, batendo palminhas como se de uma pequena criança se tratasse. – Vocês dão um par mesmo fofo. – Comentou.

 

A loira riu baixinho perante a reação da amiga e suspirou. – Ele chamou-te de "avião", lembras-te? E depois teve a lata de me puxar para ele todo carinhoso como se nada fosse. Nem quero pensar como é lá com as enfermeiras e secretárias jeitosas. – Resmungou, mas de um modo que era mais carinhoso e engraçado. – Ah, mas porra... Finalmente ele disse que me ama! Porque é que é sempre preciso acontecer uma catástrofe para eles dizerem estas coisas?!

 

– Não sei, o Tom também é um bocado difícil. – Disse numa risada. – Ele é bastante difícil de admitir as coisas, passa-se muito rápido especialmente no assunto do divórcio mas eu amo a personalidade dele, ele é autoritário e isso no sexo é algo que me agrada bastante nele. – Confidenciou, gesticulando com as mãos levemente. – Mas tenho noção de que não vai passar disso.

 

Ela fez uma ligeira careta. – Não acho, o Tom parece mais... Maduro, digamos assim. Quero dizer, mal o conheço e é raro falar com ele, mas é o que parece. Se assim não fosse não acho que tivesse casado ou que o divórcio o afetasse tanto. – Comentou, voltando a olhar Agnes. – A sério? Pensei que vocês iam ficar juntos... Parecem tão felizes e dão-se tão bem...

 

– Damo-nos bastante bem, é um facto. Ele confia em mim, deu-me hoje uma arma branca para a mão, tipo se fosse um homem normal ele não me deixava sequer sair de casa. Significa que confia no que faço e isso é bom, até porque não lhe consigo mentir. – Explicou sorridente. – A nossa cena é que tudo em nós tem a base que é o sexo... E oh meu deus, o Bill também é grande? – Questionou meio envergonhada, fazendo referência a um comprimento específico com as mãos. – Oh, quando senti aquilo foi tipo... Céus, o paraíso é isto?

 

Natasha começou logo a gargalhar, não só por ter piada, mas por também estar um pouco envergonhada. – Sim, é... Quer dizer, não te lembras quando eu voltei da segunda consulta e disse que tinha de lá voltar mais vezes?! – Voltou a rir, suspirando depois. A boa disposição acabou quando ela se lembrou do ex-namorado. – O Gilles... – Murmurou, algo perdida nos pensamentos e memórias.

 

– Esquece esse animal. – Disparou logo, puxando-a para si. – Queres ir tomar um duche comigo? – Questionou sorridente, beijando-lhe a testa de forma demorada.

 

– Não consigo, Agnes. Não consigo. Se ele souber que eu não engravidei ele vai voltar. Se eu engravidasse e abortasse, também voltava. Ele não vai parar até ter aquilo que quer. – Suspirou, acabando por suspirar novamente. – Eu já tomei banho... Mas se insistires muito eu vou!

 

– Se voltar, há 3 pessoas capazes de sujar as mãos sem ressentimentos. – Aprontou-se a responder, levantando-se depois. – Vamos, fazes-me companhia enquanto eles não trazem o almoço. – Pediu enquanto se começava a despir.

 

– Eu sei... – Levantou-se enquanto respondia, deixando Pumba na cama. Estava demasiado preguiçoso e não a quis seguir até à outra divisão. – Por falar nisso, eu não fazia ideia que eles tinham armas! E não, não me estou a referir ao que têm entre as pernas... – Gargalhou, despindo o robe depois. – Tu já sabias disso? Cada vez mais me apercebo que aquilo que disse esta manhã ao Bill é verdade: eu não o conheço. Ou melhor, conheço, mas conheço muito mal.

 

– Eles têm uma licença de porte de armas como eu. Mas acho que há mais qualquer coisa por detrás disso! – Comentou enquanto entrava no chuveiro com ela. – Eles são super misteriosos. – Concluiu com um leve encolher de ombros, colocando-se depois debaixo dos jatos de água.

 

– O Bill disse-me que o ia matar... – Contou, logo depois de entrar no chuveiro. – Ah, isso deixa-me toda arrepiada! – Comentou, mordendo o lábio depois. – Só espero que não tenham ido à procura dele... Eu sei lá, ainda se metem a fazer o que não devem.

 

– São bem capaz disso mas não me parece que tenham ido fazer tal coisa. Riu-se e começou por lavar o seu cabelo. – Também mataria a ex do Tom se me viesse chatear a cabeça. – Informou num revirar de olhos tipicamente à Agnes Hembrow. Por mais pacífica que a morena aparentasse ser, na realidade era um autêntico furacão quando o assunto tocava na defesa dos que amava ou lhe eram próximos.

 

– Ele também tem uma ex marada dos miolos? O que raio se passa com as pessoas hoje em dia?! – Questionou de forma retórica, suspirando de seguida. – Ness, quanto ao trabalho... Eu vou fazendo tudo e enviando as coisas também, sim? Nem pense que te vou abandonar mesmo. E se for preciso faz-se videoconferência também!

 

– Não te preocupes com isso babe, também está tudo orientado minimamente e são só reuniões, por isso não há problemas. – Tranquilizou, lavando o seu corpo com calma. – Quanto às ex-namoradas, é o normal da vida. – Riu-se resignada, passando-se de novo por água.

 

Natasha riu baixinho, sorrindo que nem uma parvinha apaixonada. – O Bill também me chamou babe... – Contou à amiga, aproveitando para aquecer o corpo na água quentinha. – Ele vai levar-me para Bali... Sabias? É mesmo longe!

 

– Vais amar Bali, é tão bom para recuperar e energias e para te acalmares. – Disse sorridente por ver em Natasha um sorriso totalmente apaixonado. – Aproveita e apanha sol, leva os teus biquínis novos, aproveita a cem por cento. – Aconselhou enquanto agarrava no seu gel de limpeza facial que tinha sempre no banho para lavar a cara.

 

– Vou tentar aproveitar… Prometes que se precisares de alguma coisa que me ligas?! Seja o que for, e a que horas for! – Ela estava para lá de séria. Sentia-se um pouco mal porque para ela, e a seu ver, estava a abandonar o seu trabalho repentinamente, e a meio. Ou melhor, ainda nem a meio ia, o que era ainda pior! – E preciso que me prometas outra coisa…

 

– Eu prometo que te ligo se for necessário. – Prometeu com um sorriso carinhoso, desligando o chuveiro e escorrendo o seu cabelo. – Diz-me o que precisas mais que eu prometa? – Procurou saber, vestindo o seu robe.

 

A loira saiu primeiro, até porque já se tinha lavado antes e só ali estava a fazer companhia. Mal tinha molhado o cabelo, por isso apenas se apressou a vestir o robe. – Não contes nada ao meu pai. A minha madrasta, duvido que descubra algo ou que queira saber, mas o meu pai... Bem, já sabes como ele é. Não lhe contes nada disto sobre o Gilles. Por favor...

 

– Não o vou fazer, sabes que nisso podes confiar em mim. – Garantiu calmamente, beijando-lhe a testa de forma demorada. Não tardou muito até ouvir os gémeos falarem no quarto divertidos. – Ainda bem que eles já chegaram, estou esfomeada! – Comentou enquanto penteava o seu cabelo ao enorme espelho da casa de banho.

 

– Obrigada... – Murmurou, beijando-lhe depois a bochecha. Olhou para a amiga e em seguida olhou por si abaixo, resolvendo apenas ajeitar melhor o seu robe, apertando-o bem. – Eu cá não tenho muita fome mas como qualquer coisa... – Informou, saindo quando já estavam as duas prontas. Os gémeos pareciam algo impressionados por as verem juntas e de robe. – O que foi...?

 

– Nada, estamos só a olhar. – Adiantou Bill, aproximando-se de Natasha com cautela. – Vamos fazer esses curativos nos pulsos? – Apontou.

 

 – Sim, sim. Dói um bocado por isso vê lá o que metes aqui! – Resmungou fazendo beicinho, olhando depois Natasha. – Okay, nós já lá vamos ter!

 

– Fiquem à vontade aqui, eu e o Tom vamos pondo as coisas na mesa. – Disse a mais nova de todos, abraçando o braço de Tom e beijando-lhe depois a bochecha.

 

Tom não disse nada, mas assim que Agnes se agarrou a ele, segurou-lhe o rosto com a outra mão e beijou-a calmamente. – Está tudo bem? – Sussurrou, encarando-a.

 

A morena olhou-o de novo e assentiu, saindo com ele do quarto e fechando a porta atrás de si. – O que trouxeste de doce para mim? – Procurou saber, dirigindo-se aos sacos que estavam sobre a bancada da cozinha.

 

– Trouxe-me a mim... Não chega? – Perguntou de forma sedutora, rindo baixinho enquanto voltava a aproximar-se dela. – Trouxe-te alguns chocolates também, vários. Não sei quais gostas... Nunca falámos sobre doces!

 

– Tu chegas-me imenso mas também amo comer doces que possa trincar e ficar com o sabor na boca. – Explicou, abraçando-o pelo pescoço e beijando-o mais uma vez. – Como amava ficar com o sabor da tua boca na minha, sempre que quisesse... – Sussurrou enquanto roçava o nariz nos lábios do moreno.

 

– Só o da minha boca? – Roçou os seus lábios nos dela sem deixar de lhe sorrir, pousando as suas mãos nas nádegas dela, apalpando-as. – Sempre podes beijar-me sempre que te apetecer... – Informou, voltando a beijá-la de forma calma e algo intensa. – Mas vá, agora é hora de comer o almoço, não a sobremesa.

 

– Deixa-me aproveitar. – Resmungou, subindo para o colo dele e beijando-o mais uma vez de forma calma mas intensa. – Vamos ficar por casa e esquecer o concerto? – Questionou, olhando-o nos olhos, sorridente.

 

– Por mim é como tu quiseres, querida. Se preferires ficar por casa eu também não me importo. Desde que esteja contigo… – Ele encolheu ligeiramente os ombros e mordiscou o lábio inferior dela. – Já tratei do jato para aqueles dois, à uma eles vão embora, e depois voltamos a ficar sozinhos… E isso agrada-me bastante, sabias?

 

– Diz-me lá porque é que te agrada? – Procurou saber, deitando a cabeça sobre o ombro largo dele e sorrindo enquanto passava as unhas no ombro contrário. Agnes amava aqueles ombros!

 

– Não tenho quaisquer problemas em namoriscar contigo com outras pessoas por perto, mas quando estamos sozinhos estamos mais à vontade. E assim eu posso despir-te e tocar em cada centímetro do teu corpo. Posso beijar todo o teu corpo, acariciar-te… – Sussurrava, depositando-lhe alguns beijinhos na cabeça. – Tu tinhas razão.

 

– Não digas isso ainda... – Respondeu de imediato, erguendo a cabeça para o encarar. – Ainda não passamos todos os 15 dias juntos e só quero que me dês razão quando tudo isto chegar ao fim. Temos um prazo, só te peço por favor que leves tudo de mim. – Argumentou, frisando a palavra tudo no final. – O melhor e até mesmo o pior porque também somos feitos de erros... – Clarificou.

 

Tom riu baixinho e olhou-a nos olhos. – Como é que tu sabias que era disso que eu estava a falar? Eu nem disse nada quanto a isso… Sou assim tão transparente? – Brincou com ela, abanando a cabeça depois. – Eu não estou a tentar acabar com nada agora, e vou levar tudo até ao fim. Mas não tem de se bem um prazo, um fim quando chegar ao 15º dia, Agnes… Sabes disso, não sabes?

 

– Simplesmente percebi ao que te referias. Eu nunca me esqueço de coisas importantes... – Murmurou saindo do colo do mais velho e começando a espalhar pela mesa as inúmeras caixas de sushi. Por mais que lhe doesse, Agnes tinha um prazo estipulado e pretendia segui-lo por mais que lhe fosse custar horrores despedir-se de Tom. Haviam muitas coisas em jogo, para a rapariga aqueles 15 dias, não eram apenas 15 dias que serviriam para provar ao rapaz algo do qual lhe prometera. Por isso mesmo optou por não lhe responder à última questão, fugindo ao assunto como se nada fosse com ela.

 

O moreno ficou completamente confuso perante aquela reação da mais nova. Não teve resposta, nem sequer olhou para ele. Apenas se afastou e lhe virou as costas. – Agnes? Não vais responder à minha pergunta? – Era meio óbvio, mas mesmo assim ele queria que ela respondesse algo. Mas nada. Permaneceu em silêncio, e ele não insistiu mais. Assim sendo, ajudou-a a colocar o que era necessário na mesa, e depois aproximou-se novamente dela. – Oi, não escondas o teu sorriso, preciso dele.

 

– Não gosto de falar sobre 'finais'... O meu nunca irá ser feliz. – Respondeu simplesmente, amarrando depois o seu cabelo sem conseguir ainda encarar Tom que já se encontrava bastante perto. A sua vista estava coberta por uma densa quantidade de lágrimas e por muito que não as quisesse deixar cair, estava difícil segurá-las por muito mais tempo.

 

– Mas é precisamente isso que eu quero dizer. Eu não quero que haja um ‘final’ no que toca a nós os dois, Agnes. Não digas desses disparates. – Pediu seriamente, segurando o rosto dela de modo a fazê-la encará-lo. – Tu vais ter um final feliz, sim. E sabes que mais? Não vai ser um fim sequer, porque não vai acabar, Agnes. Não vai.

 

– Não és tu que tens todo o poder de decisão. Eu também o tenho e neste caso se eu acho que não mereço empatar-te a vida, eu não o vou mesmo fazer! – Ripostou segura do que dizia, olhando-o nos olhos enquanto deixava as lágrimas cair.

 

– Tu achas que me estás a empatar a vida, Agnes? Achas que se assim fosse, eu estaria aqui? Nem por sombras. Eu não estou aqui por favor, Ness. Estou aqui porque quero. E não quero ir embora. Eu sei que ainda faltam uns doze dias, mas eu tenho a certeza do que digo. Não quero que sintas que estou aqui a fazer-te algum favor ou que me empatas porque não é nada disso. Estás a ouvir? – Falou seriamente, limpando-lhe as lágrimas com cuidado.

 

– Quem te está a empatar a vida sou eu... – Soluçou, engolindo em seco. – A minha vida está destinada a ser uma merda Tom. – Comentou num murmuro, afastando-se ligeiramente do rapaz assim que ouviu os outros dois entrarem na sala. Limpou a sua cara com as mangas do robe e respirou fundo numa tentativa de mais uma vez se tornar a Agnes forte e sem medos.

 

– Agnes...! – Tom estava preparado para continuar o seu discurso, mas foi obrigado a calar-se quando ouviu a porta do quarto a abrir. Não ia continuar aquela discussão naquele instante, com o irmão e Natasha agora presentes. Ficou no mesmo sítio e respirou fundo, sentando-se depois num dos lugares sem dizer mais nada.

 

A loira achou o ambiente um pouco estranho mas tentou iniciar uma conversa. O que quer que fosse era certamente entre os dois, e não os quatro. – Tens alguma novidade sobre a reunião, Ness? Sabes se está tudo em ordem e assim? – Não era o assunto mais apropriado... Mas pelo menos já não havia o silêncio!

 

– Deixei a reunião nas mãos do Jason, ele safa-se... – Respondeu, sentando-se no lugar vago ao lado do mais velho. – Não te preocupes agora com isso. Como te sentes? – Procurou saber, agarrando numa caixa com diversas peças de sushi.

 

A mais velha encolheu os ombros. – Estou bem. – Apenas disse, ajudando-a logo de seguida. De súbito ela lembrou-se de algo e olhou o loiro. – Quantos dias vamos estar fora? – Questionou num tom curioso é com um pequeno sorriso. Antes que ele pudesse sequer responder, ela continuou. – É só por curiosidade, não é como se já estivesse a pensar em vir embora ou assim, nada disso.

 

– Vamos por tempo indeterminado. Quando te sentires mesmo bem, regressamos. Pode ser? – Respondeu Bill calmamente, enquanto preparava a sua mistura de molho de soja com wasabi. – Tens roupas para levar de verão ou queres ir às compras de tarde? – Procurou saber.

 

A loira não estava com grande disposição para sair de casa naquele instante, mas... A verdade é que se sentia a mais naquele instante. Ao olhar discretamente para Agnes e Tom, acabou por começar a assentir, sem estar a responder a nenhuma pergunta em concreto. – Hmm, se calhar podíamos aproveitar para ir às compras à tarde. Não sei, podíamos ir passear, jantávamos fora, e depois podíamos vir despedirmo-nos deles ir embora? – Natasha olhou Bill de imediato e fez-lhe sinal discretamente, para que ele entendesse.

 

– Sim, fazemos isso. Vamos ao Harrods às compras para os dois porque também preciso de umas coisinhas. – Comentou, começando a comer calmamente.

 

– Não se sintam a mais, não me vou inibir de nada por cá estarem. – Garantiu a mais nova, olhando-os com calma. – Estávamos só a discutir assuntos delicados, nada demais... – Concluiu.

 

Natasha riu de imediato por a sua amiga ter percebido logo. – Ness... Olha para mim, vou para o calor com roupas de Inverno? Preciso de umas comprinhas! – Brincou, embora fosse verdade. E já que dinheiro não era um assunto que a preocupasse muito, ia aproveitar o facto de estar num dos seus sítios preferidos para adquirir mais peças de roupa. A loira comeu um pouco, e acabou por desistir muito antes dos outos, que ainda nem a meio iam. – Eu vou-me vestir. Bill, quando estiveres pronto avisa, para irmos embora sim?

 

Tom estava a comer pacificamente e muito calado, concentrado nos seus pensamentos. Tão concentrado que nem sequer estava a ouvir o que as restantes pessoas iam dizendo. Assim que sentiu o seu telemóvel a vibrar o seu estado pacífico foi quebrado. E ficou ainda pior quando viu o remetente. – Com licença, tenho de atender esta chamada. – Informou, saindo daquela divisão num instante, e foi até à sala onde estavam as suas coisas.

 

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publicado às 22:30


2 comentários

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De twilight_pr a 01.03.2017 às 22:22

Primeiro que tudo, estou seriamente preparada para saber quem é que telefonou ao Tom. Porque é que eu acho que é a Ria? Acho que ele não iria ficar assim, por ser o seu advogado...
Depois, ainda me estou a rir com a cena dos doces xD e a conversa delas sobre o tamanho deles, opah - foi uma conversa tão de mulheres, e que realmente são conversas que acontecem mesmo, que gostei que vocês tivessem colocado xP principalmente sendo a safada que é, principalmente a Agnes.
Esta conversa de finais, fiquei com pena da Agnes, especialmente porque os finais dela nunca foram felizes e agora não sabe o que pode acontecer com o Tom.
E os meus meninos, andam numa de armas - todos com posse de arma, eish até a Agnes! E ela ainda disse que matava a Ria se lhe viesse chatear a cabeça, bolas... com as mulheres não se brinca!


Beijinhos meninas <3
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De a 01.03.2017 às 22:47

Depois deste capítulo acho mesmo que um tempinho fora com o Bill vai fazer bem à Nat para se sentir bem! Gosto muito dos momentos entre eles os dois mas a verdade é que estou desejosa de os ver pelas costas. É muito mau dizer isto? xD Não quero que eles desapareçam, mas estou necessitada de momentos entre a Agnes e o Tom! Acho mesmo que eles precisam de falar e preciso eu que eles se enrolem (xD), é dos meus momentos preferidos entre eles (impossível não lembrar aquele último cap em que eles se envolveram: gostei tantoo!) Por isso, que venham essas compras para que o Tom e a Agnes fiquem a sós! Com sorte (para mim) resolvem-se e ainda se enrolam x)
Beijinhos para as duas! :)

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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