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Losin Control || 17

por Daniela C., em 07.03.17

 

 

 Olá minhas flores!
Espero que estejam a gostar aqui da nossa história, quero confessar-vos que estamos na recta final da nossa escrita e que curiosamente isso me deixa feliz, porque temos vindo a ter outras ideias para uma nova história.

Aqui fica mais um capítulo ♥

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– Não comeste quase nada. – Resmungou o loiro, olhando-a meio de soslaio enquanto ela se levantava do seu lugar. – Mas tudo bem vai lá que depois levo-te ao McDonald's. – Brincou numa risada, olhando-a e seguidamente ao seu irmão que abandonava a sala naquele instante.

 

Tom regressou alguns minutos depois e terminou de comer em silêncio. Só depois de se refrescar com um copo de água é que se apercebeu do silêncio tremendo, e da falta da loira. – Onde foi a Natasha? – Questionou, olhando para os outros dois que também terminavam o almoço.

 

– Foi arranjar-se. Eles vão sair de tarde para nos deixar discutir a sós, estão com medo de ouvir outras coisas. – Brincou num tom suficientemente alto para Natasha ouvir. Olhou-o e apoiou o seu queixo na mão, sorrindo. – Vai buscar o meu doce ao congelador, eu ouvi meteres lá alguma coisa. – Pediu com um ar angelical, vendo o moreno levantar o olhar do seu sushi e encará-la como se não soubesse de nada.

 

– Foda-se, é pior que detetive mano! – Exclamou Bill, colocando na boca a sua última peça de sushi enquanto os seus olhos se mantinham arregalados.

 

– Eu não tenho medo nenhum de nada disso! – Falou alto a loira, que pouco depois apareceu na entrada da divisão. Não estava completamente arranjada, mas estava minimamente vestida. – Eu já vi pornografia contigo e não seria a primeira vez que te ouvia a gemer, por isso... – Natasha falou sem problemas nenhuns, voltando novamente para o quarto logo de seguida.

 

Tom ficou algo surpreso com o que Tash revelara e acabou por rir baixinho. – É por isso que eu gosto dela. Pelo menos ela apercebe-se sempre da minha presença. – Sorriu docemente, olhando depois o irmão. – Já disseste à Natasha que estás perdido de amores por ela?

 

– Já, já falei com ela. – Gracejou completamente feliz, limpando a sua boca ao guardanapo.

 

– Tom! – Resmungou Agnes impaciente, dizendo o nome do moreno de forma arrastada. – O meu doce! – Exclamou, batendo-lhe no peito devagar.

 

– Uau, vejam, o doutor Kaulitz afinal sabe sorrir! – Gozou com o irmão que estava todo sorridente, assustando-se depois com Agnes. – Ok, ok! Já estou a ir! – Levantou-se logo de seguida, indo até ao congelador, de onde retirou a sobremesa para Agnes. – Pronto, aqui tens. – Afirmou depois de colocar sobre a mesa, sentando-se novamente ao lado dela.

 

– Oh, tarte gelada de tiramisu. – Guinchou com um sorriso enorme, beijando-o depois com calma. – Obrigada, amo isto. – Comentou contente, indo buscar taças e colheres para todos.

 

– Que fofinho, o arquiteto até sabe tudo o que a gestora gosta. – Gozou, provocando assim o irmão da mesma maneira.

 

Tom correspondeu ao beijo carinhosamente, ignorando o irmão por um bocado. Era muito raro o loiro conseguir irritá-lo! – Na verdade nem sabia, trouxe porque como adoro, supus que ela também gostasse. – Explicou calmamente, encolhendo os ombros.

 

– Que queridos, gostam das mesmas coisas. – Prosseguiu, esperando impaciente por uma fatia de tarte.

 

– Bill, não chega para ti. – Avisou a mais nova, cortando uma fatia bastante pequena. – Esta é para a Natasha e o resto para nós. – Apontou-se e sentou-se por fim no colo de Tom.

 

Tom conteve o riso ao máximo, tentando permanecer ligeiramente sério. As caretas que o loiro fazia não tinham preço. – Ah, não sabia que querias mano, desculpa lá... Vais ter de pedir à tua namorada que te dê uma migalha... – Avisou, aconchegando Agnes no seu colo.

 

– Vocês são os dois uns mindfuckers do caralho. – Apontou-lhes o dedo, semicerrando os olhos como se tentasse arranjar explicação para o quão manipuladores eram.

 

– Quando eu gosto muito de uma coisa doce, eu quero-a em excesso. Pergunta ao teu irmão! – Incentivou enquanto passava uma mão nada discreta sobre as partes íntimas do mais velho.

 

– O meu irmão não sabia o que era sexo há um ano quase. Nem se deve aguentar das pernas já! – Gozou, agarrando-se à barriga enquanto se ria bastante com o que dissera.

 

– Oh rapaz, antes da Ria já muitas fodi eu. Provavelmente mais que tu. Isto é como andar de bicicleta, nunca se perde o jeito. Pelo menos falo por mim que sou bom! – Afirmou sorridente, olhando discretamente para a mão de Agnes durante uns segundos.

 

Natasha regressou novamente. Não estava tão arranjada como era costume, não havia maquilhagem nem cabelo bem arranjado, e muito menos roupa chique. Na verdade nem parecia ela. – Já estou pronta. – Avisou, pegando depois na mala de viagem, que pousou pouco depois no hall de entrada.

 

– Ah é, fodeste muitas. Mentiroso, nem saltavas a cerca. – Desmentiu Bill, revirando os olhos e olhando depois para Natasha. – Vais assim Tash? Por favor vai-te por toda gostosa para eu me sentir grande boss. – Pediu, agarrando na tarte gelada.

 

– Hey, dá cá isso Bill. – Quase gritou a morena, levantando-se do colo de Tom para agarrar na tarte.

 

– Eu disse antes da Ria, moço. Se há coisa que não sou é mentiroso. Andas a ouvir mal ou o caraças. – Revirou os olhos, fazendo uma careta ao ouvir o que o irmão disse à namorada mas nem se atreveu a comentar. Em silêncio, puxou Agnes e fê-la sentar-se no seu colo de novo, dando depois a tarte à sua boca.

 

Natasha estava outra vez perto da porta da cozinha quando ouviu o que o loiro disse. – Vai sozinho então, assim já vais parecer muito boss e independente. – Resmungou, cruzando os braços ao peito.

 

– Não, eu quero ir contigo e tu de pernas ao léu e assim. – Comentou, deixando que Agnes lhe tirasse a tarte de novo. – Anda cá, senta aqui. – Pediu, batendo na sua perna para indicar o sítio onde ela se deveria sentar.

 

– Uau, o “amo-te de qualquer maneira” acabou depressa. – Resmungou baixinho, sentando-se depois no colo do loiro. – O que queres? – Perguntou baixo, ignorando por completo a sobremesa que todos comiam ou queriam comer.

 

– E amo-te de qualquer maneira mas gosto que os homens olhem para ti e depois estou eu ao lado e eles ficam deprimidos porque eu tenho a mulher mais gata comigo. – Explicou, beijando-lhe o pescoço com beijos ternos. – Não gosto de te ver assim triste... – Sussurrou-lhe, acariciando-lhe o cabelo.

 

– Concordo com o Bill, o que é bom é para se mostrar. – Disse, passando as suas mãos sobre o tronco e parando nos seus seios.

 

Tom olhou Natasha com atenção e suspirou discretamente. – Ele não vai aparecer, Tash. E mesmo que aparecesse, o Bill não ia deixar que alguma coisa te acontecesse. Não vais sozinha desta vez. A esta hora ele já deve estar bem longe daqui, não precisas de ter medo... Não é verdade, Bill? – Olhou o irmão seriamente, mostrando depois um ar mais tristonho a Agnes. Podia não a conhecer bem, mas tinha pena de Natasha.

 

Bill respirou fundo para conter toda a vontade que tinha de deitar o seu ódio cá para fora, contudo tinha que ser soft para não assustar Natasha. – Vou ter prazer em cortar-lhe os tomates. – Apenas disse, bebendo o resto da sua cerveja de uma só vez.

 

– Vai lá vestir as tuas roupinhas lindas. Amorzinho vais ao Harrods gastar dinheiro, tens que ir a rigor. – Incentivou com um sorriso animado, piscando-lhe o olho de seguida.

 

– Bill, não digas isso. – Pediu, olhando depois a amiga. – Está bem, eu vou tentar arranjar-me melhor... – Informou, levantando-se calmamente. Lá foi a loira buscar a sua mala de viagem uma vez mais e arrastou-a até ao quarto. Quando saiu de lá já parecia finalmente a Natasha Kingsley que todos conheciam: muito bem arranjada, com um decote que mostrava bastante mas não demasiado, roupa que lhe assentava tão bem que se viam as suas curvas todas na perfeição. A maquilhagem era simples mas feita na perfeição, e os sapatos eram bem altos, mas mesmo assim ela não ficava do tamanho de Bill. Resumindo, um outfit perfeito. O barulho do calçado dela denunciou-a quando ela ainda estava a sair do quarto, e assim que voltou à cozinha já o loiro estava de olhos postos na entrada. – Melhor assim?

 

Bill olhou para a loira e um sorriso de orelha a orelha ficou-lhe desenhado nos lábios. – Estás ainda mais perfeita princesa. – Respondeu, acariciando-lhe a coxa assim que ela se aproximou dele.

 

– Assim já parece que vais às compras ao Harrods com grande animação. – Comentou Agnes com um sorriso matreiro, piscando-lhe o olho divertida. – Se vires uns biquínis giros para mim, compra-me por favor. – Relembrou de forma quase desesperada.

 

A loira sorriu de imediato e mordiscou o lábio. – Obrigada, obrigada. E sim Ness, podes ficar descansada. Mesmo quando não me pedes eu compro-te! – Riu baixinho, aproximando-se de Bill. – Vais passar a tarde toda a olhar assim para mim? – Gargalhou baixinho, olhando depois os outros dois. – E vocês estão agarradinhos ao doce!

 

– Eu ainda não me agarrei ao doce. – Informou Agnes, olhando para a amiga matreira. – Eu ontem... Ai... – Começou por dizer, escorregando no colo de Tom até só se ver os olhos e a testa sobre a mesa.

 

Natasha desviou o olhar e olhou para Bill enquanto tentava conte o riso e estendeu-lhe a mão. – Anda Bill, acho que está na hora de irmos andando! – Disse logo, esperando pelo loiro que nem se mexeu.

 

– Vamos contar agora os pormenores todos ao outro casal, Ness? Não pode ser, não é? Eles ficavam demasiado chocados e ainda desmaiavam para aqui… – Encolheu os ombros, acariciando os cabelos da morena.

 

– Quem é que te disse que eu sou uma santa, Tom? Oh, tu não me conheces mesmo. Se eu fosse uma santinha não tinha andado a enfiar-me no consultório do teu irmão para receber umas fodas valentes. – Encolheu também os ombros, mostrando-se pacífica quanto ao assunto.

 

Agnes apenas se riu bastante com o assunto e acabou por se voltar a endireitar no colo de Tom. – Sim, ela não é santa mas temos gostos bastante diferentes no que toca a isso. Por exemplo, como o Bill já deve saber bem...

 

– Não me faças falar disso, por favor. Dá-me já vontade! – Demoveu Bill, passando a sua mão na testa enquanto abanava a cabeça em negação.

 

– A Natasha tem grandes orgasmos com sexo oral, eu tenho grandes orgasmos a levar no traseiro. Contudo, somos ambas muito hardcore! – Prosseguiu com um sorriso divertido por poder falar tão abertamente com outro casal sobre sexo, sem nenhum ter ressentimentos.

 

– Tu gostas de sexo anal? Como assim? – Chocou-se Bill, levando uma mão ao peito totalmente admirado. Eram raras as mulheres que gostavam de tal coisa.

 

– Ainda dizia que eu é que devia de andar aflito… Não se pode falar de sexo que o loirinho fica logo com vontade de enterrar o cacete. – Resmungou Tom bem baixinho, bastante divertido com aquela conversa. – Querida, já ninguém diz “traseiro”… No mínimo dizes que gostas de levar no pacote.

 

– Não sei porque é que estás assim tão chocado, Bill… – Começou por dizer a loira, continuando de seguida. – Eu já te tinha dito uma vez para experimentarmos e tu é que rejeitaste sempre. – Fez uma careta, suspirando depois. – Esperem lá que sendo assim vou sentar-me outra vez, esta conversa é muito interessante. – Sorriu, sentando-se ao lado do namorado num ápice.

 

– Eu não sou daqueles que gosta de sexo anal. Os homens têm aquela tara de que é mais apertado, é ótimo. Mentira! – Disse, soltando a última palavra com convicção. – Eu gosto mais de te dominar, eu mando. Bill Kaulitz na área. – Apontou-se, acabando com a fatia de tarte.

 

– Sim, o Tom também não se mostrou bué wow nem soltou a franga. Foi normal mas é das coisas que me dá mais prazer. Se me fores pedir para escolher entre oral e anal, a resposta é clara! – Explicou Agnes, continuando a comer a tarte com bastante satisfação.

 

– Sabes que quando engravidares vais só querer fazer sexo assim porque não te vai saber tão bem da maneira normal. – Explicou sério, nem pensando sequer que aquele assunto fosse algo delicado. Agnes não respondeu de imediato, apenas ficou pensativa mas nem assim mostrou sentimento de tristeza. Ela sabia que Bill ainda não tinha conhecimento de metade da sua vida!

 

A mais velha arregalou ligeiramente os olhos quando Bill falou à Agnes sobre engravidar. Ia jurar que Tom teve a mesma reação que ela, mas não estava propriamente atenta ao moreno para reparar nisso. Teria de falar com o namorado mais tarde sobre aquele assunto, para que não voltassem a acontecer cenas daquele género. – Pronto mas… Bem, cada um tem os seus gostos não é?! – Tentou começar a mudar um pouco o rumo da conversa. – Tu por exemplo adoras ser o macho alfa e arriscar a tua carreira profissional porque, damn, adoras foder-me no teu consultório. – Gargalhou, e Tom começou a rir logo de imediato.

 

– Eu ainda gostava de saber como é que isso começou! Foi ela que te disse que tinha uma comichãozinha e que queria que a coçasses ou foste tu que lhe disseste logo que adoravas enfiar-te nela? – Questionou entre gargalhadas.

 

– Não precisam de desviar o assunto, ele mais tarde ou mais cedo vai saber. – Olhou-os à vez, encarando por fim Bill que estava meio sem saber ao que responder. – Eu não posso ter filhos.

 

– Desculpa? Como não? – Questionou, endireitando-se na cadeira e passando uma mão pelo cabelo. – Tu estás a dizer-me que não podes ter filhos, desculpa estar a moer, acredito que não queiras falar disto mas, tens a certeza do que estás a dizer Agnes? – Olhou-a seriamente.

 

Tom ficou visivelmente mais tenso assim que Agnes falou sobre aquele assunto. Dava-lhe vontade de sair dali e ir à procura de Daniel, raptá-lo e torturá-lo de modo a dar-lhe uma morte lenta e extremamente dolorosa. E mesmo assim não seria o suficiente. – A culpa é do psicopata do ex-namorado dela. Eu disse-te que não és o único a lidar com ex-namorados marados. – Falou, algo chateado. Era só ele lembrar-se de Daniel e do que ele tinha feito à morena que ele ficava assim de imediato.

 

Natasha acabou por assentir e responder pela amiga, mas sem a querer atropelar. – Ela andou num especialista na altura e segundo o que lhe foi dito é mesmo verdade, Bill. Eu já me ofereci várias vezes para ser barriga de aluguer dela quando quiser ter filhos, mas sei perfeitamente que não é… Igual, digamos.

 

– Bom, eu gostava então de falar com esse especialista ou ter o relatório dele porque eu duvido que isso seja verdade. – Contrapôs, olhando para todos como se tivesse imensa certeza do que dizia. – Tu tens apenas 25 anos como é que já não podes ser mãe?! – Questionou-se com uma cara extremamente confusa.

 

– Eu sofri um aborto espontâneo e só fui para o hospital 15 dias depois. Tinha restos da placenta e do feto no útero, então ele disse que me fez uma raspagem tão brusca que só não me tirou o útero por compaixão. Basicamente, o meu ex inventou que eu provoquei tudo aquilo e eu fui mesmo mal tratada, mas eu não quero remexer mais nesse assunto, já estou conformada com esse meu problema. – Explicou calmamente, sorrindo levemente por fim.

 

– Acho isso estranho mas tudo bem, compreendo. – Disse apenas, erguendo os seus braços em sinal de rendição. Para Bill, aquela história estava muito mal contada.

 

– Talvez seja melhor irmos andando, não Bill? A não ser que me tenhas feito arranjar toda para nada! – Resmungou mas de forma carinhosa, levantando-se de seguida e puxou-o pelo braço para que se levantasse também. – Vá, anda preguiçoso. Nós voltamos mais logo para nos despedirmos, sim?

 

– Hey! – Guinchou a loira assim que o namorado lhe bateu na nádega, rindo baixinho. – Não te preocupes, eu trago sempre coisinhas para ti! – Disse Natasha já perto da porta, saindo depois com Bill.

 

Mal ouviu a porta de entrada a fechar-se, Tom respirou fundo e abraçou Agnes com ternura. – Estás bem? Desculpa lá a cena do meu irmão... É mais forte que o senhor doutor. – Murmurou, beijando-lhe o pescoço de seguida.

 

– É normal, a especialidade dele é isto. – Encolheu os ombros com um ar resignado e enroscou-se no colo dele. – Não vamos falar mais disto, pode ser? – Pediu num murmuro, acariciando-lhe o peito calmamente. Dispensava entrar em discussões com Tom de novo, pelo mesmo assunto que na verdade poderia ditar o fim de tudo entre eles.

 

– Por mim acho ótimo, senão ficas tristinha outra vez e eu não gosto disso. – Murmurou de volta, suspirando por fim. – Bem, é melhor arrumarmos a cozinha e assim depois estamos à vontade o resto do dia. Os empata fodas já se foram embora! – Lembrou-a na brincadeira, piscando-lhe o olho.

 

– Nós fodíamos, com ou sem eles aqui. – Disse entre gargalhadas, levantando-se com ele e agarrando nas caixas de sushi vazias. – É só deitar isto fora, não sujámos loiça. – Relembrou, colocando tudo no caixote da reciclagem. Lavou as suas mãos no lavatório da cozinha e regressou para perto do moreno, abraçando-lhe o pescoço enquanto o beijava delicadamente. – O que propões para esta tarde? – Procurou saber, olhando-o nos olhos.

 

– Sim, sim, mas é melhor ajeitar já a cozinha antes que nos esqueçamos. – Sorriu, ajudando-a então a deixar tudo como estava. Assim que ela regressou para os seus braços, Tom correspondeu aos beijos da mesma forma, mas no último beijo demorou-se um pouco mais, passeando as mãos pelas curvas dela. – Essa é uma pergunta com rasteira, de certeza. Por mim passava a tarde na cama contigo. Na cama ou onde tu quiseres, não importa.

 

– Podemos ir para a cama então. – Concordou divertida. – Mas vamos primeiro descansar a comida no estômago e as cambalhotas ficam para mais logo. – Propôs, piscando-lhe o olho divertida e pegando depois na mão dele para seguirem assim caminho para o quarto da mais nova.

 

– Com certeza, como a senhora desejar! – Retorquiu o moreno, levando-a de seguida para o quarto.

 

Tal como tinham planeado, o resto do dia fora passado pelo quarto. Estavam incapazes de se largarem um do outro. Até os telemóveis eles tinham desligado para que não os pudessem incomodar. Mais tarde, Bill e Natasha passaram pelo lar de Agnes, como tinha sido prometido. Os morenos receberam os loiros de toalha, uma vez que tiveram de sair ao meio do banho para lhes abrir a porta. Depois das rápidas despedidas, Tom e Agnes prepararam-se para descansar, mas não por muito tempo. Levantaram-se cedo para se porem a par dos assuntos de trabalho, e houve ainda até um curto passeio. Fora o incidente com Natasha, Londres não tinha sido assim tão má. Pelo menos Daniel não tinha aparecido para estragar tudo. Aterraram finalmente em Paris. Apesar de ser conhecida como a cidade do amor e afins... Tom tinha um mau pressentimento. Só esperava que não passasse disso mesmo.

 

– E pronto, cá estamos... – Sorriu-lhe, depois de se acomodar no carro. Iam diretamente para o hotel para se instalarem. – Sentes-te bem? Tens estado um pouco calada e até dormiste um pouco na viagem... Não que isso seja uma coisa má! – Riu, dando-lhe a mão.

 

– Estou só cansada. – Respondeu enquanto o olhava. – Vamos ao hotel buscar as coisas e seguimos para a reunião. Esta vai ser mais eu a assistir do que a falar por isso não me incomoda muito. Depois podemos ir dar uma volta se ninguém for raptado ou algo do género. – Brincou com o seu humor negro à flor da pele.

 

– Credo… – Não foi capaz de dizer nada de jeito perante aquela piada. Não tinha achado graça nenhuma e na sua opinião tinha sido uma tentativa de piada algo… Mórbida. – Não temos muito tempo por isso vamos ter de ser rápidos no hotel. – Informou enquanto via as horas, olhando-a de seguida. Ainda não tinha conhecido aquela Agnes que brincava livremente com um humor mais obscuro.

 

– O que tencionas fazer depois da reunião? Queres ir jantar a algum sítio? – Questionou, olhando-o com um ar visivelmente cansado mas calmo. – Preciso só de uma horinha de sono se formos jantar, é tudo o que peço. – Resmungou.

 

– Claro, por mim podes dormir as horas que tu quiseres. Tenho os meus contactos parisienses, e quanto ao jantar já tenho tudo tratado. Por isso se eu quiser come-se às três da manhã, porque eu é que mando. – Falou seriamente, mas com um sorriso engraçado. – Tu precisas mesmo de descansar. Esta noite vais dormir, não há cá cambalhotas para ninguém!

 

– Não sejas mau. – Pedinchou, abraçando a cintura do moreno de maneira a deitar a cabeça sobre o peito dele. – Ontem até foi soft, nem fomos muito agressivos. – Riu, relembrando-se da noite anterior onde percorreram metade da casa em diversas posições.

 

– Pois bem se nota, estás cansadíssima como tudo! Pode ter sido soft mas foram muitas horas, isso também cansa. – Recordou, encolhendo os ombros logo de seguida. – Quero dizer, eu não estou cansado… – Riu baixinho, erguendo o sobrolho quando o carro parou. – Oh, já chegámos. – Murmurou surpreso, saindo depois do carro, ajudando Agnes a fazer o mesmo. Como combinado não se demoraram muito no quarto de hotel e assim que estavam prontos regressaram ao carro e seguiram para a empresa. Não chegaram nem muito cedo nem em cima da hora, acomodaram-se e aguardaram.

 

Agnes ia cumprimentando as pessoas que conhecia sempre com um sorriso cordial e simpático. Não estava com grande cabeça para conversas, por isso mesmo evitava alongar os assuntos importantes, pelo menos antes de começarem a reunião. – Estar contigo na cama sabe muito melhor. – Murmurou na língua materna do moreno, aproximando a boca do ouvido dele devagar. – Onde me vais levar a jantar? É para ir com ou sem cuecas? – Procurou saber.

 

– Ah, não posso simplesmente dizer-te assim. Vais ter de esperar para ver. Quanto às cuecas… Vai sem elas, talvez dê mais jeito. – Murmurou-lhe de volta também em alemão, mas não desviou o seu olhar da pessoa que falava naquele instante. Tom tinha um ar e um olhar muito concentrado como se estivesse muito atento à reunião, mas não estava nem a ouvir uma palavra do que eles diziam, nem queria saber.

 

– Acho melhor ir com elas, não sei bem onde me vais levar. – Argumentou com o mesmo ar concentrado, deixando pousar uma mão na coxa do mais velho e apertando-lhe levemente a mesma.

 

– Vou-te levar a um sítio bonito, claro. Por quem me tomas? – Sussurrou a questão, mordiscando o lábio pouco depois. – Tudo bem, leva-as. Talvez até seja melhor, para te servirem de lenço e limpares as lágrimas. – Comentou, mas num tom tão baixo que duvidou que ela tivesse ouvido algo depois da palavra “melhor”.

 

– Limpar o quê? – Procurou saber, olhando o moreno com um ar confuso. Não tinha ouvido bem o que este dissera mas também sabia que Tom não iria repetir o que quer que fosse. – Promete-me que hoje fazes anal comigo. – Pedinchou num tom mimado, acariciando-lhe a coxa com calma e uns leves apertos no fim de cada carícia.

 

– Prometo, querida. Aliás, isso é algo que nem precisas de pedir, sequer. Sabes que acabamos por fazê-lo sempre. Eu gosto de te agradar, e agradar-te agrada-me. – Confessou com um sorris carinhoso. – Veste algo chique, está bem? Mas tens de ir chique e jeitosa. – Informou, olhando-a de seguida.

 

– Com este frio não prometo que vá quase nua mas vou tentar. Só porque sei que gostas! – Piscou-lhe o olho e ergueu-se da cadeira, olhando para o seu sócio que lhe passava a palavra naquele momento. As atenções viraram-se então todas para a morena e com o decorrer da reunião, dirigida agora pela mais nova, muitos eram os acionistas que a tentavam rebaixar com perguntas descabidas. Era raro Agnes ter uma reunião onde não olhassem para ela como uma menina bonita, incapaz de tomar conta de tantas empresas como ela tomava.

 

– Não acha que deveria ser o seu pai a voltar à presidência? Estamos a ter muito lucro mas aposto que todos estes resultados não se devem ao nosso trabalho mas mais a quem dá a cara e... O corpo por ele. Você! – Comentou um dos mais velhos, olhando-a de alto a baixo.

 

– Você está mais preocupado em comer-me com os olhos do que ouvir o porquê destes resultados. Velho nojento! – Cuspiu com raiva, batendo com a sua mão fortemente sobre a secretaria e assustando assim todos os homens exceto Tom, que se mantinha calmo a olhar para todos. – Estou farta de ser assediada em todas as reuniões que tenho com estes senhores. Para mim acabou hoje esta palhaçada! O senhor vai ser o primeiro a sair desta empresa e não me ameace com o meu pai, nem mesmo com o Barack Obama. – Avisou num tom de voz altivo. – Para o mês que vem, eu estarei aqui de novo e oiçam bem isto, meus senhores... – Apontou-lhes o dedo. – Ou as ações sobem o dobro neste mês, ou eu vou mandar todos aqueles que nadam fazem por esta empresa, para o olho da rua. – Avisou, agarrando nos seus pertences. – Tom, vamos...

 

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publicado às 19:14
editado por ivy hurst a 27/4/17 às 15:40


4 comentários

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De a 07.03.2017 às 23:25

Ai meu Deus, a Agnes passou-se mesmo no final do capítulo! :o Temos mulher, é o que é! x)
Eu que estava tão ansiosa para que o casalinho principal ficasse sozinho, gostei da conversa entre os quatro: foi bem animada :) Espero mesmo que esses dias fora animem a Natasha :3 Quanto a mim, fico à espera do próximo capítulo! Estou a contar com um daqueles bem picante! Ansiosaaaa :DD
beijinhos para as duas :)
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De Daniela C. a 11.03.2017 às 17:23

 A Agnes sem dúvida que tem punho de ferro em diversas situações, especialmente no que toca a defender o seu trabalho xD
Os próximos capítulos não me recordo de nos 9 que nos restam, exista alguma cena picante ou mais ou menos picante, juro que não me lembro T.T
Mas espero ao menos que estejas a gostar vizinha, beijos grandes <3
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De twilight_pr a 10.03.2017 às 19:15

Desculpem só ter vindo agora ler T_T
Final ali está o doce que ele comprou. Gosto de como o Tom é com ela. Mas mesmo assim ainda estou nervosa quanto ao telefonema que ele teve no final do capítulo. Vou ficar de olhos bem abertos, para saber qualquer coisa que me possa ser útil para descobrir quem era do outro lado da linha.
Ainda me estou a rir, com a conversa sobre os gostos delas xDDD e por acaso gostei dessa conversa, a forma como eles estão sempre descontraídos pela forma como estão a falar e do assunto em questão.. gosto disso xP
Este final, BAM! Melhor que isto só a porta a ser aberta e depois a fechar-se com um grande estrondo: é aquela cena do deixar cair o microfone para o chão. Ahahaha xD


Um beijinho grande, meninas <3
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De Daniela C. a 11.03.2017 às 17:26

Não faz mal, és bem-vinda cedo ou fora de horas x'DD
Quanto à chamada, não sei se vais ficar esclarecida nos próximos episódios mas pode ser que até tenhas umas quantas revelações (a)
O à-vontade deles será sempre assim, eles os 4 são sem dúvida um grupo sem tabus e a eles vai juntar-se mais uns quantos malucos do género mas isso são cenas dos próximos 9 episódios xD
Beijinhos Jo e obrigada pelo teu comentário <3

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O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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