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Losin Control || 18

por Daniela C., em 15.03.17

 

 

 Olá meninas!

Desculpem a postagem ter sido só hoje mas não tive oportunidade de vir aqui mais cedo, uma vez que não tinha acesso ao computador. Além disso a Nessie está sem computador e eu como começei a trabalhar, fico um pouco a leste do paraíso.

Não me julguem se eu não responder aos comentários todos, eu leio-os com 100% de certeza, acontece apenas que sou preguiçosa como sempre xD

Espero que gostem!

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O moreno teve vontade de rir ao vê-los todos estremecer no momento em que Agnes bateu com a mão na mesa. São todos muito machos supostamente, mas é tudo fachada. Ele podia perfeitamente ir embora dali sem nada lhes dizer, mas não seria capaz. Não depois de insinuarem que a rapariga vendia o corpo para conseguir obter bons lucros e sucesso na empresa. – Ao contrário de todos vocês, a Hembrow é boa no que faz. É uma mulher que se dedica arduamente ao trabalho e é de toda essa dedicação que vem todo o sucesso. Sim, porque do vosso empenho não é de certeza. A maior parte de vocês está demasiado distraído com as putas ou as amantes. Com as secretárias pessoais. Não é verdade? – Tom olhou diretamente nos olhos do homem que tinha feito a acusação, e não era de todo um olhar simpático. – E se fosse a vocês pensava melhor duas vezes, caso não queiram perder o emprego. Porque se o perderem, duvido que consigam voltar a trabalhar nesta área. – Informou, respirando fundo de seguida. Virou as costas a todos eles e deu a mão à Agnes. – Agora sim, vamos.

 

Assim que Tom se calou, o silêncio manteve-se naquela sala como se todos ali fossem mudos. Agnes nada mais disse, saiu apenas dali de mão dada com o rapaz e um ar bastante irritado estampado no rosto. – Vamos ao centro, preciso de fazer ainda uma paragem. – Avisou num tom ponderado mas mesmo assim sem conseguir ser calma, dadas as circunstâncias.

 

– Claro. – Apenas respondeu, não querendo chateá-la muito com o que quer que fosse. A sua expressão e o silêncio já eram suficientes e diziam muita coisa. – Ah, quem me dera que tivesse tido a feliz ideia de alugar um carro. – Falou para o ar, entrando depois no elevador com a morena.

 

– E tive, está lá em baixo. – Respondeu com um sorriso, encostando o rapaz à parede e colando-se a ele. – Beija-me... Pediu num sussurro enquanto roçava o seu nariz no dele. Se havia algo que a acalmava, eram os mimos de Tom.

 

– Não preciso que me peças… – Murmurou já perto dos lábios dela, abraçando-a com força mesmo antes de a começar a beijar. Era um beijo intenso como todos os outros, calmo, mas também carinhoso, com uma pitada de paixão pelo meio. Talvez uma pitada bem grande, até. As mãos do moreno permaneceram pelas costas dela, impedindo-a de se afastar.

 

Agnes respondeu do mesmo modo, beijando-o com dedicação e paixão naquele momento. Estava perdida de amores por Tom mas não era capaz de admitir naquele momento mesmo que fosse visível para todos. – Conheces Paris? – Procurou saber contra a boca do moreno, sorrindo no fim.

 

– Oui, oui. – Retorquiu logo de seguida, sorridente. – Mas não tanto quanto gostaria. Tenho alguns contactos, alguns amigos por aqui... Mas nunca me armei em turista e passei por tudo enquanto é sítio. Nunca tive tempo para isso. – Confessou-lhe, com um breve encolher de ombros.

 

– Ótimo assim vamos ser turistas amanhã o dia todo. Que tal? – Propôs com um enorme sorriso, beijando-o depois brevemente. – Por agora temos que ir à Rue St. Honoré, tenho que tratar lá de umas coisas. – Pediu, passando-lhe as chaves de um Range Rover Evoque que tinha alugado para os dois dias.

 

– Parece-me ótimo, babe. – Respondeu simplesmente, sorrindo assim que ele viu as chaves do carro. – Ah, um Rover... – Falou baixinho, mas muito animado. – Obrigada. – Beijou-a de novo e voltou a dar-lhe a mão quando o elevador parou, e seguiram juntos para o exterior. – E antes que me esqueça, quando eu disse para ires jeitosa não queria dizer que tinhas de ir quase despida ou que tinhas de passar frio. Não quero que adoeças, Ness.

 

– Eu sei que não queres isso. Eu ando sempre jeitosa na verdade, por isso qualquer coisa que vista como se fosse trabalhar, serve. – Disse confiante, caminhando com ele até ao carro. Soltou a mão dele com delicadeza e abriu a porta do jipe, entrando para o mesmo como se tudo nela estivesse em slow motion. Se havia coisa que Agnes dispensava, eram namorados que lhe abriam as portas como se fosse alguma aleijada! – Ah, um carro. – Comentou enquanto se ajeitava dentro do automóvel, mesmo antes de fechar a porta.

 

Tom seguiu logo para o lugar do condutor quando Agnes o largou e sorriu mal pôs as mãos no volante. – É um dos meus preferidos para ser sincero. – Afirmou depois de fechar a porta, ligando o carro assim que se acomodou. – Tratas do GPS?

 

– O meu carro em LA é este mas em branco e não em cinzento. – Disse sorridente, colocando o cinto de segurança. – Trato sim senhor. – Assentiu ligando o GPS no carro e colocando a morada que pretendia. – Ficas tão sexy dentro de um carro, posso comer-te?

 

– Porque é que achas que eu queria o carro? – Questionou com um sorriso maroto, olhando-a. – Mas pronto, como tu agora tens coisas para fazer, talvez me possas comer mais tarde. – Piscou-lhe o olho, metendo então o cinto de segurança e arrancando de seguida.

 

– Vou pensar na melhor maneira de fazer isso. – Comentou enquanto agarrava no seu telemóvel para começar a ver as suas redes sociais. – Credo, isto de ser empresária e ter fãs na parte de moda e life style é muito estranho. – Confidenciou, ligando o rádio e sintonizando numa estação de música ao gosto de ambos.

 

– Porque é que é estranho? Desde que a maioria sejam mulheres, tudo bem. – Brincou com ela, rindo baixinho. – Tenho de te seguir no Instagram, pode dar jeito caso eu tenha de ficar sozinho durante algum tempo… Sei lá, se tiveres de ir a uma reunião confidencial e tiveres de me abandonar no hotel…

 

– São mulheres a maioria sim e querem sempre saber muito da minha vida. Já não meto nada aqui há uns dias, elas acham estranho! – Explicou com uma cara meio estranha, como se não fosse muito normal aquele tipo de situações. E de facto não eram até Agnes se tornar uma das maiores estrelas do Instagram pela sua vida versátil e preenchida. – Segue, mas sabes sempre onde estou, não precisas de recorrer ao Instagram. – Riu-se, começando depois a gravar uma história para aquela rede social. – Olá malta, eu sei que ando assim um bocado apagada daqui mas estou numa viagem de negócios de 15 dias e não sei porque é que estou a falar em alemão. – Gravou, fazendo um ar confuso no fim por estar a falar em Alemão. – Desculpem eu estar a falar em alemão, mas ultimamente tenho falado mais nessa língua. – Explicou enquanto mexia no cabelo.

 

Tom riu baixinho quando ela terminou e olhou-a rapidamente. Não podia tirar muito os olhos da estrada... Na verdade até podia, mas estava a tentar ser um bom condutor na presença de Agnes. – Não foi nada... – Começou a explicar-se, conduzindo perfeitamente sem olhar para a estrada. Era um pequeno hábito, dos maus. – É só um bocadinho estranho... Nunca vi essa tua faceta de vedeta das redes sociais.

 

– E depois há pessoas aqui ao meu lado que me querem matar! – Exclamou enquanto gravava ambos, no modo mãos livres. – Estava a brincar, este é o Tom, o meu novo Personal... Fucker... Estou a brincar, é o meu schatz. Estamos em Paris e acabamos de sair de uma reunião porque estamos numa viagem de negócios de 15 dias. Agora vamos ao centro! – Disse, olhando Tom de vez em quando enquanto falava.

 

– Eu cá não faço mal a ninguém não, sou um anjo! – Gargalhou, suspirando depois. Aquele tipo de coisas não era bem a sua onda e não sabia bem o que dizer ou fazer, portanto limitou-se a ficar calado e a conduzir.

 

– Ele não é muito social, não o vou chatear mais com este tipo de coisas. – Riu-se gravando-se apenas a si. – Depois desta viagem vou voltar a fotografar no Havai muito possivelmente e estou quase a receber as fotos da minha última sessão lá. – Guinchou entusiasmada. – Depois partilho com vocês e se tiver tempo prometo gravar mais histórias aqui em Paris e assim, sem mostrar o mister antissocial. – Picou, fazendo por fim um ar angelical.

 

– Isso é mentira, eu não sou antissocial! Ela tem é medo que as fãs se apaixonem por mim. – Encolheu os ombros e riu-se baixinho, respirando fundo quando se aproximaram do destino. Pelo menos fora o que o GPS indicara. – Chegámos, babe.

 

– A única que se pode apaixonar sou eu, elas sabem logo disso. – Disse ainda a gravar. – Até logo pessoal, já vos digo mais qualquer coisa. – Despediu-se, guardando assim o telemóvel. – Tens ali um lugar para estacionar em frente à minha loja. – Apontou um lugar mesmo em frente a uma loja de roupa feminina, destinado a veículos da loja ou para cargas e descargas.

 

– Sim patroa! – Respondeu na brincadeira, desligando o carro assim que o estacionou. – Queres que vá contigo ou que fique aqui? – Perguntou sem a olhar. O moreno retirou o telemóvel do bolso e depois de ler as notificações, sorriu vitorioso. – Hmm, se calhar vais sozinha, se não te importares. Tenho de ir buscar umas coisas.

 

– Vais onde? – Procurou saber, olhando para ele curiosa. – Quem te mandou mensagem para estares com esse sorriso todo simpático? – Ripostou com uma enorme ponta de ciúmes na voz. Estava a achar estranho toda aquela animação repentina!

 

– Oh, mein schatz... – Tom riu baixinho e aproximou-se dela, beijando-a calmamente. – Não posso contar já. É surpresa. E se eu contar agora deixa de ser surpresa, não é verdade? – Sorriu-lhe docemente, acariciando-lhe o rosto. – Eu prometo que não me demoro muito. Vou só buscar umas coisinhas!

 

– Volta rápido, queria que conhecesses a loja. – Resmungou num tom mimado, beijando-o com calma. – Que merdas vais buscar? – Bateu-lhe no peito, olhando-o depois de esguelha. – Vai lá, não te demores... – Apontou o dedo, descendo do jipe com calma e ajeitando a sua saia na parte do rabo.

 

– Prometo que não demoro muito, prometo! – Repetiu-se, gargalhando. – São só umas "merdas" que tu vais adorar. – Informou, observando-a enquanto saía do automóvel. – Já venho! – Sorriu, ligando de novo o jipe e seguindo caminho. Como prometido ele foi e regressou o mais rápido que pôde, não chegando a demorar nem meia hora. Estacionou o Rover no mesmo sítio e entrou na loja, sentindo-se perdido de imediato. Não a via por ali, por isso esperou um pouco.

 

– Boa tarde, precisa de ajuda? – Procurou uma das empregadas que mais parecia ter saído de uma capa de revista. Tinha o corpo de uma autêntica modelo e a maneira de se vestir era exatamente como a de Agnes.

 

– Loriane, preciso da lista de encomendas desta semana. Não te preocupes com esse senhor que ele é meu. – Disse Agnes, roubando um beijo a Tom enquanto permanecia com as suas mãos ocupadas com papelada.

 

O moreno nem sequer olhou para a rapariga, continuando a olhar de um lado para o outro. – Estou à procura da... Ah, ali está ela! – O seu sorriso alargou-se mal a viu e os seus olhos ficaram mais brilhantes. Beijou-a de imediato, olhando para o que tinha em mãos. – Precisas de ajuda?

 

– Sim, vem comigo até ao escritório. – Pediu, começando a dirigir-se para o mesmo na companhia de Tom. – Meninas qualquer coisa, estou lá dentro. – Avisou apontando para a porta do seu escritório e reparando que todas as suas empregadas estavam de olhos postos no mais velho. – Precisam de alguma coisa? – Procurou saber, apontando o rapaz.

 

– Eu sou arquiteto, não um palácio. Não precisam de estar assim a olhar para mim. Ah, e para além disso sou... Amigo da Agnes, digamos assim. – Para ele era já um pouco mais que isso, mas enfim. Assim que elas voltaram a desviar o olhar e regressaram aos seus postos, Tom riu e entrou com Ness no escritório dela, fechando depois a porta. – Então, em que posso ajudar?

 

– Ajudas-me a dizer aqui as quantidades, destas referências. – Apontou para os papéis, indicando-lhe assim o que lhe deveria ditar para ela passar para computador. – Estava a pensar oferecer a todas uma viagem de 5 dias. Iam na época da remodelação de loja mas não sei até onde lhes oferecer... – Olhou-o indecisa, como se lhe pedisse ajuda para a decisão.

 

– Claro. – O moreno foi ditando o que ela pedira, e assim que terminou voltou a olhá-la. – Depende se queres gastar muito dinheiro com elas ou não... – Brincou, rindo. – Porque não Itália? Ah, a Itália é tão linda... Quando puder, volto lá. Mas tem de ser com calma e tenho de estar desligado do mundo.

 

– Elas são bitches, querem praia, querem mostrar-se. – Explicou divertida, olhando para ele com um sorriso fofo. – Maldivas ou Pig Island? – Disse pensativa, passando o dedo indicador sobre os lábios.

 

O moreno revirou os olhos, mas ainda divertido. – Maldivas. Manda as bitches para as Maldivas que elas agradecem. – Sugeriu, encolhendo os ombros. – E tu? Onde gostarias de ir? – Perguntou-lhe por curiosidade, olhando depois para o seu relógio.

 

– Gosto de ir para Bali, Fiji, Maldivas, Bahamas, Hawai que é a minha casa. – Enumerou enquanto se erguia em frente dele. – Porquê? Já estás a pensar na nossa Lua-de-mel? – Brincou, abraçando-lhe o pescoço com os braços.

 

– Talvez esteja! – Sorriu-lhe de novo, abraçando-a com alguma força contra o seu corpo. – Provavelmente levar-te-ia para casa. Tu tens saudades e nota-se bem. Por isso, a minha escolha seria levar-te ao Hawai. Não pensava duas vezes sequer. – Riu, beijando-a de seguida. – Já fizeste tudo?

 

Agnes apenas assentiu numa enorme nostalgia ao falar de casa. Sentia falta dos seus pais e por muito que tivesse de trabalhar, tornava-se sempre um sacrifício para ela abdicar da família. – Sim, podemos ir embora. Tens algo mais para fazer? Eu quero dormir por isso até ao jantar podes ir onde quiseres. – Disse calmamente, passando-lhe uma mão sobre o peito devagar.

 

– Não, eu não preciso de ir a mais nenhum sítio. Acho que vou aproveitar para descansar um pouco, ou então se puder ser vou falar com a minha secretária para saber se está tudo bem. Nunca mais me disse nada e eu presumi que estivesse tudo bem, mas... Já começa a ser um pouco estranho. – Explicou-se vagamente, encolhendo os ombros. – Vamos então?

 

- Vais ver que está tudo bem. - Riu-se divertida e beijou-o demoradamente. – Vamos? – Procurou saber, agarrando na sua mala e em algumas pastas onde tinha as papeladas da loja, que tinha ainda para arquivar. – Vamos passar no Mc para comer algo?! – Pedinchou como uma pequena criança.

 

O moreno assentiu, rindo da forma como ela lhe pedia. – O que queres de lá? Um gelado? Acho que é melhor dizeres-me entretanto, antes que ainda adormeças pelo caminho e depois não sei o que tu queres. – Tom acariciava-lhe os cabelos calmamente, sem desviar o seu olhar do dela.

 

– Quero almoçar lá e depois vamos para o hotel dormir porque eu preciso. – Disse como se fosse a coisa mais óbvia de todo o sempre. – Está a apetecer-me uma gordice. – Explicou enquanto piscava os olhos levemente.

 

– Pensei que a tua gordice favorita era algo meu… – Comentou algo desiludido e com um beicinho adorável, depositando um breve e carinhoso beijo nos lábios dela. – És tão linda, Ness. Sabias?

 

– E és, mas eu posso ter-te quando quiser... – Explicou contra a boca do moreno, acariciando-lhe as costas. – Não sou assim tão linda, tenho uma voz quase de homem. – Disse com ar angelical, tentando arranjar algum defeito em si.

 

– Não sejas tolinha… Não tens voz de homem. E bem podes tentar encontrar mil e um defeitos que não os vais encontrar. E sabes porquê? Porque não os tens. – Afirmou num tom doce e algo apaixonado, sem deixar de sorrir. – E tu sabes que és linda, para lá com essas tontices.

 

Agnes apenas se riu, beijando-o mais uma vez com delicadeza. – Vamos lá comer que estou esfomeada. – Pediu, agarrando na mão do rapaz e saindo com ele do escritório. – Meninas vou-me embora. Amanhã passo aqui para vos dar uma prendinha! Comportem-se sim? – Olhou-as.

 

Tom acenou-lhes e teve de conter o riso ao máximo, porque elas ficaram completamente doidas. – Qual é a cena delas?! – Mandou a pergunta para o ar quando já estava para entrar no carro, rindo-se. Assim que estavam os dois com os cintos e o GPS a postos, Tom ligou o automóvel e guiou em direção ao McDonald's. – Para onde vamos a seguir? É já para a Alemanha...?

 

– Alemanha vão ser os nossos últimos cartuchos. Temos ainda Amesterdão e depois a outra semana vai ser no nosso território já. – Sorriu, encostando a cabeça ao ombro dele. – Estive a pensar, porque não convidas os teus amigos para irem ter contigo a Berlim e vão todos sair à noite como eu vou fazer com as minhas colegas de universidade? – Incentivou, olhando-o.

 

– Não digas isso... – Pediu de imediato, mal ela disse a palavra "últimos". Depois disso deixou-a falar e assim que ouviu a sugestão dela fez uma careta. – Hmm... Não sei. Eu depois vejo. – Encolheu os ombros, mantendo os olhos na estrada.

 

– Vais fazer isso que te estou a mandar! – Endireitou-se no banco de forma a mostrar a sua postura firme e ergueu o sobrolho. – Há quanto tempo não sais? Quase há tanto quanto não davas uma bem grande. – Prosseguiu num tom chateado, gesticulando com as mãos.

 

O moreno riu baixinho e encolheu os ombros. – É mais ou menos isso. Só fodi a Ria duas vezes. – Contou-lhe calmamente, suspirando depois. – E não sei... É preciso que tenha vontade e me apeteça sair. E que eles estejam disponíveis e presentes. – Respirou fundo, parando no semáforo.

 

– Um homem que esteja ao meu lado, ou se sabe divertir com os amigos, ou é um conas. – Apontou-lhe o dedo. – Repara, estás em casa, a tua namorada sai com as amigas, vais ficar no vácuo porque ela não está. Começas a passar-te porque ela se está a divertir e aquele sentimento de possessão vai surgir. Vais querer incutir nela que ela deve é estar em casa ao teu lado! Isso não é divertido. – Explicou calmamente. – Agora imagina tu sais, ela sai e estão os dois a beber, as conversas fluem para a vida sexual e começa a ser tema de conversa. Chegas a casa só a e queres foder, seja de que maneira for e ela só quer ser fodida. – Terminou, sorrindo-lhe de forma perversa.

 

O rapaz virou a cabeça para o outro lado e respirou fundo. A conversa tinha ido parar a um assunto que não era de todo do seu agrado, de tal forma que ele escolheu nem sequer responder. Assim que o semáforo ficou verde, ele arrancou e ligou o rádio.

 

– Azedou. – Apenas disse, revirando os olhos de forma bastante sentida. Estava possessa com Tom e ele estava a irritá-la profundamente de uma forma que toda ela parecia estar a ferver. – Quero ir para o hotel, não quero comer nada. – Avisou, colocando os seus óculos de sol.

 

– Eu não tenho praticamente amigos nenhuns na Alemanha. – Acabou por dizer, estacionando à mesma no McDonald's. – Tu ainda achas mesmo que eu sou esse tipo de pessoa? Que vou incutir ou obrigar a pessoa que amo a o que quer que seja? A impedir a pessoa que amo de fazer o que quer? Eu não sou assim, Agnes. Pensei que já soubesses disso. – Falou um pouco desiludido, olhando-a. – E eu não sou um conas.

 

– Estás a ser pussy. – Gritou-lhe completamente irritada e novamente a falar em alemão. Agnes a discutir era muito melhor naquela língua! – Não tens amigos? Como não tens amigos? Fazes de ti uma pessoa abandonada porque queres. Sabes porque é que achas que não tens amigos? Porque foste tu que os deixaste por uma grande filha da puta que te destruiu a vida. – Continuou num tom altivo, olhando-o nos olhos. – Fazes o que tu quiseres, não disse que tu farias isso, estava a dar um mero exemplo não aplicável ao Doutor, desculpe se feri os seus sentimentos. – Ergueu os braços.

 

– Eu não tenho amigos quase nenhuns na Alemanha porque dois deles morreram e o outro saiu do país, Agnes! Eu quero lá saber dessa mulher! Mas tu achas que eu sou quem? Um gajo fracolas qualquer que ia fazer tudo pela mulher que o trai? Posso ter sido estúpido e muito tapadinho durante uns meses mas há limites. Eu não deixei de fazer absolutamente nada por causa dela, muito menos sair com amigos. – Continuou, num tom semelhante ao dela e na mesma língua. – E sim, tens toda a razão, a puta destruiu-me a vida! Mas olha, aqui estou eu!

 

Agnes queria ripostar, queria gritar-lhe tudo o que sabia quanto aos amigos de Tom, contudo não podia falar para não deitar toda a sua vida em jogo. – Não quero saber, a vida é tua. – Cuspiu irritada, cruzando os braços ao peito.

 

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publicado às 21:26
editado por ivy hurst a 27/4/17 às 15:40


2 comentários

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De a 16.03.2017 às 02:33

Ai meu Deus, as coisas começaram a descambar mesmo para o final do capítulo :S É tão óbvio o que se está a passar: quanto mais se gostam, mais problemas arranjam para eles próprios, desnecessariamente >_< Fogo, e eu que pensava que eles se iam divertir à grande! Talvez quando admitirem os seus sentimentos e falarem calmamente se percebam melhor e os problemas acabem...ainda que (confesso) adoro essas coisas nas fics xD
Estou muito curiosa quanto ao próximo: vão continuar amuados? Vão falar e ele clarificar a cena das suas amizades? Vou ficar à espera para descobrir :)
Beijinhos para as duas!
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De twilight_pr a 16.03.2017 às 18:58

Ena pá para este final, as cenas azedaram e muito.
Acho que o facto de estarem a gostar um do outro só faz com que queriam arranjar alguma coisa para que no fim não se sintam mal por tudo ter terminado.
Ainda me estou a matar um pouco pelo facto de ela ter dito que tinha voz de homem xD só dá mesmo para rir xD
Quero ler mais, can't wait ^^


Beijinhos grandes às duas <3

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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