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Losin Control || 2

por ivy hurst, em 22.11.16

 

Muito obrigada a todos os que leram e comentaram o primeiro capítulo!
Aqui está o segundo, esperemos que gostem! ♥

 

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– Trouxeste as tuas coisas para trabalhar? – Procurou saber, guardando o seu telemóvel num dos bolsos do robe e ajeitando o mesmo na zona da gola. – Tenciono ajudar-te a terminá-los. – Comentou sorridente.

 

– Deixei os documentos no carro. – Começou por dizer, encolhendo depois os ombros. Não valia a pena trazer as suas pastas e afins quando iriam apenas jantar e tentar descansar um pouco. Se era suposto viajarem de madrugada, então não seria naquelas poucas horas que ele iria trabalhar. Nem iria conseguir concentrar-se sequer. – Não tens de o fazer, Agnes… Mas eu agradeço a ajuda. Mesmo.

 

– Sempre tive curiosidade em fazer maquetes e essas coisas todas. – Confidenciou, rindo-se de forma divertida ao ver Tom abanar a cabeça como se a estivesse a achar tolinha. Ao menos esperava que com isto lhe mostrasse também que nem todas as mulheres são desinteressadas pelo trabalho dos homens, não se disponibilizando sequer para uma hipotética ajuda. – Mas ainda bem que trouxeste, tratei de alugar um escritório atelier em quase todas as cidades por onde passamos, para que possas trabalhar melhor. – Informou.

 

– Então porque é que nunca experimentaste? Se tens assim tanto interesse em fazê-lo, devias tentar. – Incentivou, com um pequeno sorriso. – Todas? Vamos assim a tantos sítios nos próximos quinze dias? – Perguntou, bastante curioso. Era engraçado como ela sabia pequenas informações sobre ele, mas ele não sabia nada sobre ela. Para além do emprego e do nome, claro. – Obrigada, Agnes.

 

– Amanhã vamos para Nova Iorque, seguidamente Londres, Paris, Amesterdão, Berlim, Hamburgo, Frankfurt e por fim vais visitar a tua mãe. – Informou indo buscar o seu copo de vinho, novamente cheio. – Vamos passar dois dias em cada cidade, um em reuniões e outro vamos fazer outro tipo de coisas. – Concluiu.

 

Mesmo ouvindo todos aqueles nomes de diferentes cidades, o que mais o espantou foi o que ela disse por fim. Pensou até que tinha ouvido mal. – Visitar quem? – Questionou, falhando-lhe a voz. – Outro tipo de coisas? Hmm. – Ele suspirou e levantou-se, acabando por servir um copo de vinho para si, bebendo metade de uma só vez. – Bem, eu vou aproveitar o tempo em que estiveres nas tuas reuniões para adiantar o meu trabalho. Duvido que precises de mim por lá.

 

– Vou precisar de ti em algumas mas depois decides se quiseres ir ou não, vamos ter tempo para decidir essas coisas. – Constatou, olhando-lhe os movimentos com atenção. – É ouviste bem, vais visitar a tua família. – Repetiu calmamente, deixando-se estar a olhar para ele enquanto bebia o seu vinho com calma. – Não tens saudades? – Procurou saber.

 

– Eu posso acompanhar-te, não tenho problema nenhum com isso. Posso não estar a par dos teus negócios e afins mas basta ir ouvindo o que vão dizendo e posso até dar sugestões e opiniões. – Informou, encarando-a depois. – Às vezes falas como se realmente me conhecesses. E muito bem, por sinal. Como é que tu sabes que não tenho visitado a minha mãe, Agnes?

 

– Não te conheço assim a fundo mas basta olhar para ti, juntar as peças e ser inteligente para perceber que estás perdido. – Começou por dizer. – Precisas da rainha da tua vida para te orientar minimamente. – Sorriu abertamente e virou-lhe costas, olhando para o pôr-do-sol perfeito que se apresentava. – Todos nós temos saudades das rainhas das nossas vidas. – Murmurou quase que para si.

 

– Mas tu és gestora de empresas ou és psicóloga? – Soltou uma pequena gargalhada, suspirando. – Ou és realmente muito inteligente, ou então sou eu que sou muito transparente. – Tom encolheu levemente os ombros e suspirou pesadamente. Falar sobre a sua mão naquele momento não o fazia sentir-se melhor. – Ela tinha razão e eu não lhe dei ouvidos. A última vez que estive com ela discutimos e nunca mais nos falámos. – Explicou, nada orgulhoso do que dizia. – Mas parece que tu também precisas da tua.

 

– Sou inteligente não posso negar e além disso perspicaz. – Explicou com um sorriso nos lábios, voltando-se para ele. – Tens que dar mais ouvidos à tua mãe, elas sabem sempre de tudo. – Riu e encolheu levemente os ombros. – A minha mãe desde que voltou para o Havai que só nos vemos 1 vez por mês, custa-me porque ela é a minha versão calma da vida. Agora lá está a curtir a vida dela com o meu pai e eu aqui a desesperar certos dias para a ter comigo.

 

– Nós até damos ouvidos, mas por vezes escolhemos ignorar aquilo que elas nos dizem. Escolhemos ignorar os conselhos delas porque achamos que estão erradas e que somos capazes de tomar as nossas decisões. Porque achamos que estamos certos. – Explicou, acabando por sorrir por aquilo parecer demasiado filosófico. – Imagino que não seja fácil... Talvez possas vê-la com mais frequência no futuro, quem sabe. – Afirmou ainda a sorrir, suspirando quando ouviu a baterem à porta. Foi até à mesma e abriu-a, recebendo o jantar de bom agrado. Deu uma gorjeta ao rapaz e depois de fechar a porta, fez sinal a Agnes para que se aproximasse e destapasse a refeição.

 

Agnes entrou no quarto e fechou a porta de acesso ao alpendre. Aproximou-se do moreno e sorriu ao olhar para o carrinho onde estava a comida. – Hm, vamos cá ver. – Pegou na tampa e levantou, sorrindo abertamente ao ver do que se tratava. – Vais ter que mandar vir mais! Oh meu deus amo sushi. – Guinchou abrindo as tampas todas. – Vamos comer no chão pode ser? – Pediu apontando para a mesa de centro da sala, ligeiramente baixa e perfeita para uma refeição como sushi.

 

Gargalhou face à reação dela e encolheu os ombros. – Tu comes assim tanto sushi?! Mas não te preocupes, se for realmente necessário mandamos vir mais. – Avisou, colocando depois as coisas em cima da mesa. Quando já estava tudo a postos, sentou-se num dos lados e olhou-a. – Bom apetite, Agnes. – Desejou simplesmente, começando depois a comer a refeição. Quando terminou bebeu mais um copo de vinho e suspirou. Não tinha dito uma única palavra durante o jantar.

 

Agnes devorou o jantar na maior calma que podia ter na vida. Adorava sushi e engolir as peças não era o mesmo que degustar cada uma delas. No fim bebeu o seu vinho e encheu de novo o copo, permanecendo com o mesmo na mão. – O que se passa? – Procurou saber, olhando Tom atentamente enquanto bebia o seu vinho como se fosse água.

 

Tom ergueu o sobrolho, olhando-a. – Nada, porquê? – Tentou saber num tom curioso, sorrindo ligeiramente. – A que horas é que vamos? Ainda não me disseste, preciso de ter uma ideia se devemos dormir um pouco ou não...

 

– Não abriste a boca ao jantar. – Constatou agarrando numa pedra de gelo do copo de refrescar as bebidas e colocou-a na boca, não lhe respondendo à outra questão.

 

– Eu não tinha nada para dizer... Estava um bocado distraído, também. – Confessou, observando cada movimento dela. – Isso é tudo calor, Hembrow? – Questionou num tom divertido, sem desviar o seu olhar do dela. Havia algo naquele seu olhar que quase o hipnotizava. Quase.

 

Agnes riu-se e encolheu os ombros levemente. – Simplesmente gosto de brincar com gelo. – Disse trincando o gelo lentamente sem tirar também os olhos dos dele. – Não gosto de jantar com silêncio, deixa-me assim um bocado stressada. – Explicou, gesticulando com as mãos.

 

– A sério? Se tivesse de adivinhar, diria que és uma pessoa que gosta de brincar com o fogo. – Um sorriso maroto apareceu no rosto do moreno, mas não por muito tempo. – Bem, peço desculpa. Mas também tens de admitir que isto é um pouco estranho, no mínimo. E eu tenho a cabeça a mil neste momento, portanto não sou a melhor companhia, muito menos para puxar conversa. – Admitiu com toda a sinceridade, suspirando. – Não chegaste a responder à minha pergunta. Não penses que me esqueci.

 

– Eu amo brincar com o fogo. Esta coisa de me estar a meter com um homem casado ainda me dá mais pica. – Confidenciou com um sorriso matreiro sem o deixar desaparecer. – Eu vou dormir no avião porque vamos chegar de manhã a Nova Iorque. – Explicou calmamente.

 

– Bem… Em parte ainda sou casado, sim. Mas por outro lado já não é bem assim. Deixou escapar. Apesar da sua expressão neutra, dava para notar um certo alívio da sua parte. Ria tinha-se tornado num gigantesco pesadelo para ele nos últimos meses, e estar agora a oficializar o divórcio – mesmo sabendo que esse processo podia ser complicado – fazia-o sentir mais calmo. Mais… Leve. Como se parte do peso que carregava nos ombros tivesse sumido. – Hmm… Então tens planos até lá? Vais estar a trabalhar? Diz lá a que horas é o voo, Agnes!

 

– É às quatro da manhã, chegamos às nove a Nova Iorque. – Disse por fim, gatinhando para o lado dele e aninhando-se contra o corpo do moreno. – Não sei o que vamos fazer mas podias ser mais animado, não é suposto estares a pensar nos teus problemas enquanto estás comigo. – Disse olhando-o com um beiço mimado.

 

– Sim, assim sendo é melhor dormirmos durante a viagem, senão não teremos forças nem paciência para fazermos o que temos a fazer em Nova Iorque. – Tom sorriu e suspirou, observando-a enquanto ela se aproximava de si, encarando-a por fim. – Desculpa. Isto ainda é muito estranho para mim, tenho a cabeça a mil e não consigo evitá-lo. Não consigo parar de pensar na discussão, no divórcio, no trabalho que tenho em atraso. Os prazos de entrega aproximam-se e eu não faço ideia se vou ser capaz de realizar o que me comprometi a fazer. Sinto-me fora do controlo e não gosto disso. Nunca estive assim, sempre estive no controlo, sempre dominei todas as situações. Mas neste momento sinto-me perdido, patético. Por isso peço desculpa se não pareço tão... Animado.

 

– Quanto aos projetos que tens para me entregar a mim, não quero que te sintas pressionado, dou-te o tempo que precisares. – Disse sentando-se direita enquanto o encarava. Pousou-lhe uma mão sobre a face e acariciou-lhe a mesma. – Apaga-a da tua mente por um bocado... – Pediu num breve murmúrio aproximando-se para o beijar calmamente.

 

– Não. Não vai haver exceções. Eu vou entregar tudo a tempo, especialmente aqueles que preciso de te entregar. – O tom de voz dele era do mais sério e sincero que se podia imaginar. Se havia algo que Tom detestava era não ser capaz de cumprir com os prazos que prometeu. Não gostava que falhassem com ele, por isso não iria fazer o mesmo aos outros. Mesmo que dissessem, tal como Agnes, que não fazia mal. Ao sentir as carícias dela, o moreno suspirou e esboçou um pequeno sorriso, estremecendo discretamente. Sem querer tocar mais no assunto a que ela se referiu por último, abraçou bem o corpo dela contra o seu e beijou-a calmamente.

 

Assim que o beijo cessou, Agnes levantou-se e puxou o moreno consigo, tornando a beijá-lo enquanto caminhava de costas para a cama. Naquele momento era aquilo que lhe apetecia fazer e mesmo com algum receio de ser negada por Tom, arriscou, começando por o atirar à cama assim que a sentiu bater-lhe nos gémeos. Esperou que o corpo do rapaz embatesse no colchão para o olhar nos olhos e quando o fez respirou fundo como se ganhasse coragem para o que aí vinha. Tom era de todo o homem que Agnes precisava na vida dela e por isso estava disposta a fazer com que estes 15 dias dessem certo.

 

Assim que caiu no colchão, Tom fez-lhe sinal para que se aproximasse de si. Ia seguir o conselho dela e apagar a outra pessoa da sua mente por um bocado. Na verdade, iria apagar tudo. A ex, o trabalho, tudo. Sorriu-lhe docemente assim que ela se juntou a ele e, após uma longa troca de beijos e carícias, os dois estavam nus sobre a grande cama. Antes de prosseguir de que maneira fosse, Tom encarou Agnes. Mesmo sem dizer nada, o olhar dele dizia já muito, expressava as suas dúvidas que naquele instante eram um bocado óbvias.

 

Agnes olhou-o nos olhos e engoliu em seco ao ver todas as expressões de Tom. – Só fazemos isto se quiseres mesmo... – Murmurou sentindo os dedos de Tom pressionarem-se fortemente contra a pele dela como se estivesse a ganhar coragem para algo avassalador. O que de facto foi quando a mais nova sentiu Tom unir-se a ela com bastante lentidão, deixando-a quase sem ponta de ar. A boca de Agnes procurou a do rapaz com ânsia, beijando entre gemidos quase surdos mas cheios de prazer.

 

Tom e Agnes estavam de tal maneira envolvidos que mais nada importava. Havia pequenos gemidos, suspiros de prazer, que saíam das suas bocas naqueles intervalos em que eles não se beijavam, para que pudessem recuperar o fôlego. O moreno não fazia ideia do quão carente estava, e só naquele instante, naquele momento em que ele acelerava cada vez mais os seus movimentos, é que entendeu a falta que aquilo lhe fazia. Não se tratava só de sexo, embora ali fosse certamente só isso. Mas a troca de carícias, beijos, sussurros. Estava carente. Quando terminaram, Tom sorriu-lhe e beijou-a calmamente, deitando-se depois ao seu lado.

 

– Precisamos de um banho, uma segunda ronda naquele mega chuveiro e um grande pequeno-almoço. – Declarou Agnes, deitando a cabeça no peito de Tom enquanto o ouvia rir. Não, Agnes não era só feita de coisas românticas! Fechou os olhos com um sorriso de orelha a orelha e suspirou, deixando-se estar a recuperar o fôlego daquela que teria sido a maior queca do ano de 2016. Acreditava piamente que muito ainda estaria para vir nesse ramo e só isso a deixava ainda mais ansiosa para continuar aquela aventura de 15 dias e torná-la inesquecível.

 

O arquiteto simplesmente se riu e acenou, concordando assim com o que ela dissera. Até então o sexo tinha sido bom, mas ambos precisavam de mais. Assim sendo, voltaram a envolver-se no banho. Os beijos, os gemidos, as palmadas. Tom parecia satisfazê-la na perfeição, tanto nas investidas calmas como nas rápidas e profundas. E Tom... Tom, no fim estava realmente satisfeito. Por enquanto estaria saciado, tinha a certeza que eles iam acabar por se enrolar uma e outra vez por esse mundo fora. Após o verdadeiro banho, os dois arranjaram-se e comeram algo, tendo chegando a horas para o voo. Depois de uma viagem tranquila, passada a dormir pacificamente, estavam em Nova Iorque. Mesmo estando ensonados, mostraram os seus melhores ares e saíram o mais depressa possível do aeroporto.

 

– Vamos já para o hotel? – Questionou apenas por mera curiosidade, não fosse ela doida o suficiente para ir já meter-se a trabalhar com tão poucas horas se sono.

 

– Sim, vamos para eu trocar de roupa. Se quiseres poder vir comigo à reunião, senão descansas ou podes ir fazer o que quiseres. – Sorriu-lhe ao entrar no carro e olhou o motorista. – Olá Alfred, leva-me ao Four Seasons por favor. Este aqui é o Tom, vai acompanhar-me nas nossas viagens. – Apresentou, olhando o motorista com um sorriso acolhedor. – Tom, este é o meu motorista, o Alfred. É ele que anda comigo nas cidades que não conheço muito bem a ponto de conduzir. Não que não conheça bem Nova Iorque, mas... Isto é um caos. – Revirou ligeiramente os olhos, sentindo o carro seguir marcha.

 

Ele mostrou-se aliviado ao início, mas quando Agnes falou em reunião não foi capaz de esconder o seu espanto enquanto entrava depois dela. – Mas tu já vais para uma reunião? Mal descansaste... – Suspirou, cumprimentando o motorista de seguida com um rápido e desajeitado aperto de mão. – Muito gosto. – Apenas disse, concentrando-se novamente na mulher que agora acompanhava. – Eu não tenho nada para fazer por isso se tu quiseres, e não te importares, posso acompanhar-te.

 

– Sim, amanhã vamos ter o dia totalmente livre por isso hoje é reunião para despachar. – Explicou enquanto ouvia o seu telemóvel apitar de minuto a minuto com emails, mensagens de voice mail entre outras coisas. – Bem-Vindo ao meu mundo... – Sorriu levemente e suspirou, fechando os olhos por momentos antes de atender a chamada que estava a receber. – Sim Natasha?

 

– Agnes, tens tudo pronto para a reunião no teu quarto. O engenheiro Smith vai querer depois marcar uma reunião para amanhã de...

 

– Fora de questão. – Interrompeu num tom assertivo, deixando Tash, a sua assistente, meio que a gaguejar. – A minha viagem está planeada, os meus dias livres são os meus dias livres para eu foder, beber vinho, comer, ir ao ginásio, foder... – Suspirou num revirar de olhos. – Posso?

 

– Fazer o amor... Tu? – Gaguejou completamente atrapalhada.

 

– És um anjo Tash, quando depois chegares avisa para irmos beber um café. Beijos! – E desligou, enfiando o seu telemóvel para o fundo da mala.

 

O moreno aguardou que ela terminasse a sua chamada, e ainda foi obrigado a conter-se quando ela falou dos seus planos para o dia seguinte à tal Natasha. Só lhe apeteceu rir-se à gargalhada, mas mesmo assim lá foi capaz de ficar caladinho. Aproveitou para olhar pela janela e observar os sítios por onde passavam, e assim que Agnes arrumou o aparelho, ele olhou para ela. – Bem-vinda ao teu mundo? Achas que um arquiteto tem uma vida muito descansada? – Ele riu baixinho e depois suspirou. Estranhou quando o motorista estacionou e desligou o carro. Já tinham chegado?! Tinha sido demasiado rápido. Ou então ele é que tinha estado demasiado distraído.

 

Saiu com Agnes, e ajudou no que era necessário quanto às malas. Em menos de dez minutos já estavam os dois noutro quarto de hotel, a arranjarem-se o mais depressa possível. Tom estava a colocar o seu perfume preferido quando Agnes saiu da casa de banho, já praticamente pronta. – Eu vou contigo, está bem? Estou pronto, por isso, quanto tu também estiveres, podemos ir. – Avisou, observando-a atentamente, esboçando um sorriso algo maroto. – Devo dizer-te que essa roupa te assenta lindamente… – Murmurou-lhe ao ouvido quando se aproximou dela e a ajudou a colocar o colar.

 

Agnes riu-se e voltou-se para o rapaz. – Para a próxima não levo cuecas, assim é mais rápido. – Brincou ao mesmo tempo que ajeitava as ondas do seu cabelo, dando-lhes um ar meio desajeitado. – Achas mesmo que estou bem? – Questionou, olhando-se ao espelho com um ar inseguro, observando a sua roupa.

 

– Tu estás ótima, Hembrow. E essa ideia de ires sem as cuecas… Não sei bem se o deves fazer. – Avisou, mas com um tom algo desafiador. Assim que ela terminou de ajeitar-se, ele estendeu-lhe a mão em direção à porta. – Vamos andando? Não quero que chegues atrasada à tua reunião. E já agora… Tenho autorização para dar alguma opinião, se achar conveniente? Ou devo ficar quieto e calado tipo boneco?

 

– Não, quero que sejas participativo até porque preciso de um braço direito, mil respirações profundas também. Vai ser uma reunião difícil. – Disse dando-lhe a mão e agarrando na mala. – Estás mesmo, apetecível. – Deixou escapar, olhando-o de alto a baixo.

 

– Comigo por lá, não será uma reunião assim tão complicada. – Afirmou convicto do que dizia, sorrindo-lhe perversamente. – Não estou sempre? – Não esperou por uma resposta, pois aquela era uma pergunta retórica. Colocou o seu telemóvel no bolso depois de lhe mexer e seguiu então com Agnes para o exterior do hotel.

 

Alfred já lá estava, fora do carro e a segurar a porta de trás, aguardando que Agnes entrasse. Depois de ela o fazer, Tom entrou e respirou fundo. Não demorou muito até Alfred começar a conduzir pelas ruas caóticas. Graças à sua experiência e sabedoria, seguiram por alguns atalhos e chegaram a horas. O moreno limitou-se a seguir a gestora, e sentou-se na cadeira que ela lhe indicou. A seu ver, a reunião estava prestes a começar. Agnes levantou-se até para começar a falar, e ele olhou única e exclusivamente para ela.

 

Agnes ligou o seu computador ao projetor para dar início à reunião. Respirou fundo ao ver todos os sócios e gestores de cada departamento entrar na sala, para ocuparem os devidos lugares, cumprimentando-os com um sorriso e um aperto de mão. – Prometo que hoje vai ser breve, para quem não conhece, Tom Kaulitz o nosso arquiteto. – Apresentou apontando Tom com a sua mão e fechando a porta da sala de reuniões. – Alguém tem questões a colocar antes de eu começar a falar? – Questionou recebendo acenos negativos de cabeça por parte de todos. – Bom, eu convoquei esta reunião para vos informar de novos projetos aqui. Quero que tratem dos relatórios de contas, o projeto está aprovado e pronto para ser posto a andar. Quero que sejam rápidos a tratar das coisas, o hotel tem que estar pronto até ao fim do ano. – Disse apontando o projetor com os projetos do novo hotel que a empresa ia construir. – À vossa frente têm uma pasta com tudo o que precisam de saber para limites de cust...

 

– Bom dia! – Agnes olhou para a porta de entrada assim que foi interrompida e gelou ao ver a figura que de encontrava perto da mesma.

 

Atento às palavras de Agnes, Tom revirou os olhos quando ouviu a porta a abrir e um homem a desejar um bom dia aos presentes. Girou calmamente o pescoço até ver a figura que se apresentava, ao qual não deu qualquer importância. Porém, assim que voltou a olhar a gestora, percebeu que a presença daquele indivíduo a perturbava, e não parecia pouco. Depois de um suspiro, fez-lhe um pequeno sinal para que continuasse com o que estava a dizer. Ficou extremamente curioso, queria saber quem era o fulano e porque é que tinha deixado Agnes assim. Mas isso teria de esperar.

 

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publicado às 22:51


8 comentários

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De a 23.11.2016 às 23:23

Fogo, também eu queria saber quem é que acabou por entrar na sala! Cheira-me que o indivíduo tem uma influência negativa na Agnes - claro, isto ficou óbvio. O que estou a querer dizer é que este homem deve estar para a Agnes como a Ria está para o Tom. É a pedra no seu sapato, aposto. Estou curiosa quanto ao próximo.
Sem querer ser badalhoca, acabando por o ser, soltei confetis invisíveis no meu quarto quando eles se enrolaram xDD Ainda que não tenha sido muito pormenorizado, acho que o que aquilo que foi dito foi suficiente e bem feito! Gostei :)
beijinhos para as duas!
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De a 23.11.2016 às 23:26

(estou a corrigir-me; devia ter relido o comentário ~~') : "acho que o que foi dito foi suficiente e bem feito! Gostei :)"
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De Daniela C. a 23.11.2016 às 23:49

Infelizmente ainda não há a opção de corrigir comentários, mas faz-se desta forma ahah
Quando à pessoa que aí vem, de facto é alguém com efeito negativo para a Agnes e para a semana vão perceber e pelo resto das semanas consoante vierem os capítulos xD
Quanto aquilo que foi bem escrito e pouco pormenorizado....temos um que enfim, esperem para ler x'D
Obrigada minha vizinha linda, muitos beijinhos ♥
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De ivy hurst a 25.11.2016 às 15:07

Praticamente, faço das palavras da Daniela as minhas. É alguém com um efeito bastante negativo na Agnes. É um cara de cu, vá.
AHAHAHA, muito gostam vocês dos enrolanços! Desta vez não foi muito pormenorizado, mas sim, pode ser que mais para a frente possam ler coisas mais... coise!
Muito obrigada pelo comentário :D
Beijocas ♥
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De twilight_pr a 24.11.2016 às 18:52

Desculpem por só ter vindo ler agora .-. mas aqui estou eu!
Sushi... socorro, deram-me fome x'D e depois quando eles se enrolaram foi uma festa!
Este final... quero mesmo saber quem é este "fulano" que entrou depois da reunião ter começado.
Quero saber o que vai acontecer a seguir :)

Beijinhos grandes às duas <3
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De ivy hurst a 25.11.2016 às 15:05

Ahaha, o enrolanço é sempre uma grande festa ahah xD
Vais saber muito em breve, minha querida Twi :D
Obrigada pelo comentário ♥
Beijocas ♥
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De TheOtherSide a 25.11.2016 às 20:04

Mais outro capítulo brutallll!!!!!
Mal posso esperar pelo próximo :p
Continuem muito muito fast, please.
Beijinhos
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De ivy hurst a 25.11.2016 às 23:32

Ainda bem que gostaste :D
Para a semana sai o próximo ;D
Beijocas ♥

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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