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Losin Control || 8

por ivy hurst, em 05.01.17

 

Olá olá, feliz 2017!

Desde já queremos pedir-vos imensas desculpas por só publicarmos agora...

Era suposto ter sido na terça, mas escapou-se...

De qualquer das formas, esperemos que gostem deste novo capítulo (e que nos perdoem! xD)
Beijocas a todos!

(P.S.: Eu, Nessie preguiçosa, não revi o capítulo, portanto peço desculpa por eventuais erros que possam encontrar.)

 

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Agnes por sua vez estagnou quando percebeu quem era. O seu instinto foi olhar para o telemóvel e só aí percebeu de que o aparelho era negro e não dourado como o seu, apesar de o branco na parte frontal ser comum em ambos os iPhones. – O Tom está a trabalhar e se tivesse respeito não gritava comigo. Primeiro não me conhece para estar a berrar-me dessa maneira e segundo ter bons modos nunca fez mal à saúde de ninguém. – Argumentou sem resistir em responder aquela mulher. – Ligue mais tarde. – Rosnou, desligando por fim a chamada. – Oh, que merda! – Deixou escapar num murmuro, levando uma mão à testa como se tentasse arranjar uma solução rápida para o que tinha acabado de acontecer.

 

Ao acordar, Tom tentou aninhar-se a Agnes e acabou por perceber rapidamente que ela já não estava na cama. Depois de um suspiro e com imensa preguiça, lá acabou por se levantar. Espreitou a casa de banho e em seguida foi para a sala da suite, onde a ouviu a resmungar baixinho, mas não conseguiu entender propriamente o que ela tinha dito. – Bom dia... – Afirmou, sem querer saber se ainda podia dizer "dia" ou se já devia dizer "boa tarde". Desta vez não tinha vestido o robe, portanto, estava completamente nu em frente a ela. – O que é que se passa? – Questionou num tom meio ensonado, mas quando reparou no telemóvel que ela tinha na mão fez uma careta. Ele ainda estava meio a dormir mas podia jurar que aquele era o seu telemóvel e não o de Agnes.

 

– Pensava que era o meu e atendi. – Começou por dizer, estendendo-lhe o telemóvel. – Era a tua mulher. – Informou de olhos cravados no teto, não tendo sequer coragem para o encarar naquele momento. Não tinha feito por mal, a sua intenção seria mesmo não incomodar Tom com o toque do seu suposto telemóvel. – Desculpa, eu vou mudar o toque, eles têm o mesmo. – Acabou por se justificar.

 

Não foi quando ela explicou que tinha atendido por engano que Tom mudou de humor, mas sim quando Agnes avisou que era a sua mulher. – Ex-mulher. – Resmungou num tom algo rouco e chateado. Respirou fundo, cerrando os punhos e o maxilar. – O que é que ela disse e o que é que tu lhe disseste? – Procurou saber, no tom mais pacífico possível.

 

– Ela quis saber quem eu era e eu perguntei com quem ela desejaria falar. Estava aos berros, parecia possuída e eu como não tolero faltas de respeito, disse que ela era mal-educada. Informei que estavas ocupado a trabalhar e que ligasse mais tarde. – Contou Agnes com uma certa irritação na voz. – Ela é uma reles. – Atirou.

 

– Foda-se. – Apenas resmungou, virando-se de costas para Agnes. Passou as mãos pela cara e pelos cabelos, começando a pensar no que lhe diria da próxima vez que aquela mulher lhe ligasse. Estava cansado dela até à ponta dos cabelos. – Ela não tinha nada que falar mal. Faz a merda, aceita as coisas, e agora só porque uma mulher atendeu a chamada dela no meu telemóvel é que está com estas coisas? Estou sem paciência para isto. – Disparou, voltando-se novamente para ela e pegou no telemóvel, começando a mexer no mesmo com alguma pressa.

 

– Achas que aceitou? – Retorquiu com um leve negar de cabeça. – Aposto contigo que vai passar-se e vem atrás de nós. – Rosnou, caminhando de novo para o quarto e sentando-se na cama. Tinha tido uma noite perfeita e Ria acabara de estragar toda a sua boa vibe.

 

Tom ergueu o sobrolho ao ver a reação da gestora e seguiu-a até ao quarto. – E tu estás a falar-me assim porquê? Que culpa tenho eu disto? Está bem que a mulher infelizmente é minha, mas eu não tenho culpa disto. – Afirmou, esbracejando à medida que falava. – Ela não vem atrás de ninguém porque ela não faz a menor ideia onde é que eu estou. Não sabe quem tu és, o teu nome, o que fazes. Portanto ela vai ficar onde está e vai começar a lixar-me a cabeça muito em breve. Mas eu vou já tentar cortar o mal pela raiz e saber como andam as coisas por lá. – Avisou, de olhos postos novamente no telemóvel. – Vou falar com o advogado. Se não vai a bem, vai a mal.

 

– Não tens culpa, sei perfeitamente disso. Mas eu estava tão bem, tão relaxada e ouvir aqueles gritos logo ao acordar, meu deus. – Revirou os olhos e suspirou, levantando-se e indo até ao moreno. – Desculpa, esquece isso agora. – Pediu, abraçando-o pela cintura e removendo-lhe o telemóvel da mão. – Não quero estragar os nossos dias, não te quero de novo agreste. – Suspirou.

 

– É um bocado complicado esquecer isto agora, Agnes. Eu devia de… Sei lá, ligar ao meu advogado, saber se ela realmente avançou com algo. Se assinou e entregou os papéis. Porque quando eu lhos dei ela concordou, disse que era a melhor coisa a ser feita e que ia, obviamente, assiná-los. E agora eu tenho quase a certeza que já se vai meter com coisas e empatar o máximo possível. E tudo o que eu quero é ver-me livre dela… – O moreno respirou fundo e acabou por abraçar a rapariga de volta. Mal tinha acordado e já estava num grande estado de nervos. Desejava que nunca tivesse casado com Ria. Que nunca a tivesse conhecido sequer, que tivesse ficado sempre solteiro como há anos julgara que iria ficar.

 

– Mais tarde tratas disso. Agora vamos comer alguma coisa, pode ser? – Olhou-o como se lhe implorasse aquilo e beijou-o com calma.

 

Tom olhou-a fixamente como se não estivesse muito certo daquilo. E não estava. Sabia que devia tentar saber o máximo possível o quanto antes, já sabia que Ria se tinha tornado numa cobra e sabe-se lá o que faria depois de aquele triste incidente. Mas também, como ele já tinha dito à mais nova que o tentava reconfortar, como é que Ria o iria encontrar agora? Ele não lhe disse para onde ia, com quem ia. Não lhe tinha dado qualquer pista sobre o que iria fazer, se era em trabalho, sozinho ou acompanhado. Talvez Agnes tivesse razão e devesse tentar varrer todos aqueles pensamentos da sua cabeça, antes que endoidecesse. – Está bem, pode ser. – Lá acabou por ceder e concordar, largando-a entretanto.

 

Agnes sorriu como uma pequena criança e depositou no peito de Tom breves e diversos beijos. – Tomas duche comigo? – Questionou, apontando para a porta de acesso à casa de banho. Agarrou num elástico e sem demoras atou o seu cabelo num apanhado desajeitado que a deixava exposta a toda a sua naturalidade. Agnes por mais rica ou exuberante que fosse por fora, era das pessoas mais simples e queridas por dentro, que algum dia podia Tom conhecer.

 

Sem verbalizar o que quer que fosse, o moreno apenas assentiu e fechou os olhos por uns segundos. Estava a tentar encontrar alguma paz de espírito, a tentar não pensar em realmente nada para que não fosse uma péssima companhia para Agnes. Aquilo tinha começado como uma espécie de brincadeira, um desafio, para que a Gestora de Empresas Agnes Hembrow demonstrasse que aquilo que afirmava era realidade: que as mulheres não eram todas iguais. E agora tinha arrastado a mulher que tanto se esforçava para lhe mostrar aquilo que defende para os seus problemas pessoais. Problemas esses com uma mulher que parece uma coisa e é outra. Que durante bastante tempo fingiu ser diferente, e aos poucos se foi tornando num gigantesco problema.

Quando ele abriu os olhos, já Agnes estava a entrar na casa de banho. Assim sendo acabou por segui-la e foi direito até às torneiras, começando a regular a temperatura da água para que pudessem entrar e banharem-se o quanto antes. Não estava sorridente nem tristonho. Estava pura a simplesmente neutro, meio aluado, meio perdido.

 

– Tens um cão? – A voz da gestora fez-se ouvir naquela divisão, era tranquila e animada como se tentasse acordar Tom do seu estado aluado o mais rápido possível. – Vi no fundo do teu telemóvel. – Explicou-se com um ar sorridente, entrando para o chuveiro e estendendo as suas mãos por debaixo dos jatos de água, confirmando que estava temperada pelo menos ao seu gosto.

 

Acordou de imediato do seu pequeno transe assim que ouviu falar do seu cão. – Sim, tenho. É o Scotty. O meu irmão também tem um cão, embora não seja igual ao meu. E felizmente dão-se muito bem. – Contou com um pequeno sorriso, encolhendo os ombros. Esperou que Agnes entrasse e depois fez o mesmo, apressando-se a começar a lavar-se.

 

A morena apenas assentiu face à pseudo animação do rapaz e deixou-se estar a tomar o seu duche calmamente. Não ia puxar mais assunto, não o ia tentar animar nem fazer com que o assunto da sua mulher fosse esquecido. Se Tom quisesse aquilo, teria que demonstrar tanto interesse quanto o dela para que resultasse. Apesar de estar a ser apenas o segundo dia dos 15 que iriam passar juntos, a morena sentia-se bem com o mais velho por perto e por vezes não recebia de volta a mesma sensação de agrado por parte dele. Pegou no seu roupão turco e vestiu-o quando terminou o banho, caminhando de novo para o quarto com o intuito de escolher uma roupa prática. Escolhido o conjunto, passou creme por todo o corpo e vestiu-se, ajeitando-se ao espelho.

 

Tom não se pronunciou mais desde aquele momento. Tomaram banho em silêncio, deixando os corpos relaxar debaixo da água perfeitamente temperada. Sem saber bem o porquê, até se sentiu grato por aquele momento de silêncio. Por mais estranho que lhe pudesse parecer, a ausência de palavras levou também à ausência de pensamentos, e o moreno acabou por finalmente esquecer os problemas, pelo menos por instantes. Assim que terminou de tomar o seu banho saiu e secou o seu corpo, tratando depois de vestir algo cómodo mas decente. Estiloso, no mínimo. Arranjou o seu cabelo comprido e respirou fundo quando se olhou ao espelho, sorrindo ao observar Agnes através do mesmo. – Vamos sair? – Lá quebrou o silêncio, sem desfazer o sorriso quando ela finalmente olhou para ele. – Isso fica-te bem. – Elogiou, apontando para a roupa dela.

 

Agnes olhou-se enquanto passava uma mão no seu cabelo apanhado e suspirou. – Estou mesmo? – Procurou, olhando-o com uma certa insegurança no que tinha vestido. Era raro a morena sentir-se insegura mas havia diversos fatores que a deixavam assim. O facto de Tom estar distante e indiferente a muita coisa, deixava-a com uma sensação de insegurança tal sobre si, que o rapaz nem imaginava. – Estava a pensar que podíamos ir passear pela cidade, tirar umas fotos e assim. – Acabou por dizer, sentando-se na cama a calçar os seus Yves Saint Laurent de cor nude.

 

– Porque é que eu haveria de te mentir quanto a isso? – Questionou-lhe com um ar brincalhão, ajeitando-lhe melhor a roupa na zona do peito. – Por mim tudo bem. Mas olha que eu cá não sou modelo nenhum, portanto não esperes muito da minha parte quanto a isso. Não sou fotogénico. – Avisou de imediato, rindo-se. – Mas posso tirar-te a ti… Se bem que também não sei se tenho jeito para isso.

 

– Vamos tirar os dois, deixa de dar desculpas a esta hora. – Resmungou, olhando-o nos olhos com uma expressão indignada no rosto. Felizmente - ou não - Agnes era extremamente expressiva! – Estava a pensar irmos tomar um Brunch, o que me dizes? – Opinou enquanto ajeitava a camisola de Tom na parte dos ombros. – Estás extremamente sexy, isso agrada-me bastante. – E mais uma vez Agnes estava a comer Tom com os olhos.

 

– Pensei que, a teu ver, eu estava sempre muito sexy. Se bem que eu sei perfeitamente como é que tu preferes que eu esteja. E sim, por mim pode ser. – Informou enquanto a olhava a ajeitar a sua camisola cinzenta. – Só preciso que me respondas a uma coisa, Agnes. – Pediu, com um ar bem sério.

 

– Hm. – Balbuciou, olhando depois para os olhos do moreno como se lhe pedisse que prosseguisse com o seu pedido.

 

– Não lhe disseste o teu nome, pois não? Ou o que eras, ou quem eras. À psicopata. Á Ria, quero dizer. – Procurou saber, suspirando no fim. Tinha a sensação que já tinha feito aquela questão, mas queria tirar aquela história tirada a limpo de uma vez por todas. Se a psicopata não sabe com quem falou, então não há nada a recear, ela não terá ponta por onde pegar.

 

– Achas que eu lhe ia dizer quem eu era? Coitada, ela só vai saber o meu nome porque alguém o poderá dizer.– Esclareceu com um pequeno revirar de olhos ao lembrar-se daquela pessoa irritante. – A sério, a parte de sofreres de violência doméstica foi por parte dela? – Questionou num tom repugnado.

 

– Calma, só quero saber. Porque assim ela não tem como fazer nada. Não sabe quem és, onde estou, como te chamas… Não tem hipótese de começar a chatear-te mesmo que queira. A não sei, tal como disseste, que alguém a informe… – Tom respirou profundamente ao ouvir a última questão dela e apenas ficou a olhar Agnes, sem responder. Apenas a olhava fixamente, sem abanar a cabeça ou verbalizar uma resposta quanto àquela pergunta. – Eu não quero falar disso agora… – Apenas disse, desviando ligeiramente o olhar.

 

Para a rapariga aquela falta de resposta era óbvia e dizia-lhe tudo aquilo que ela precisava de saber naquele momento. – Ouve o que te vou dizer... – Pediu, fazendo-o encará-la de novo. – Basta ela irritar-me uma vez que seja, se algum dia tivermos que nos encarar, juro que desço do salto. – Prometeu com um ar sério e um tom de voz bastante convicto.

 

– Acho que sou capaz de dizer o mesmo sobre o teu ex, o Daniel. Ainda há-de vir o dia em que me vou passar das coisas que ele diz ou de simplesmente de olhar para ele. Pego num dos teus sapatos e enfio-lhe o salto no meio da testa. – Falou, da mesma maneira que ela o fez. Naquele momento até pareciam dois membros de um gangue da pesada qualquer, saídos de um gueto com má reputação. – E estás a dizer-me isso porquê? Achas que te vou impedir de lhe ires arrancar uns cabelos? – Riu, baixinho.

 

– Olha esta conversa só me está a fazer crer que um dia vamos ser parceiros de crime. – Comentou com um ar matreiro. – Tom vamo-nos casar, damos o casal mais vingativo do universo. Tu matas e eu esfolo. – Brincou, desatando a rir à gargalhada com o que acabara de dizer.

 

– Olha que eu sei como esconder um corpo… – Brincou, piscando-lhe o olho no fim. – Bem, vamos andando? Senão não tarda é noite e nós ainda aqui a planear mortes. – Gargalhou, afastando-se depois para pegar na sua carteira e no seu telemóvel, verificando se havia alguma notificação no mesmo. Estranhamente, não havia nada de novo.

 

– Importas-te que a Tash vá connosco? – Questionou, caminhando com ele para fora do quarto, levando a sua pequena mala pendurada no antebraço. – Estive a pensar, se tirarmos uma foto os 3 e tu mandares ao teu irmão, ele de certeza que te liga danado a perguntar se lhe roubaste de novo a namorada. – Brincou divertida, aproveitando o mood brincalhão de ambos.

 

Tom desatou a rir e apenas abanou a cabeça de forma positiva. – Ah, isso é que ia ser muito engraçado. Eu cá não me importo nada, ela que venha. É da maneira que o meu irmão me liga logo e me conta o que anda a fazer lá no consultório dele com esta utente em particular. – Comentou baixinho, com um sorriso maquiavélico. – Ela que vá ter connosco onde tu queres ir, manda-lhe mensagem ou assim, não sei como queres fazer.

 

– Vou enviar-lhe mensagem. – Informou, retirando da mala o seu iPhone e enviado uma mensagem a Tash. Entrou no elevador com o moreno e carregou no botão que lhes daria acesso ao piso térreo.

 

 

Tom seguiu-a e encostou-se, esperando enquanto Agnes enviava a mensagem. – Tu tens alguma alcunha? – Perguntou do nada, com um ar muito curioso.

 

– Ela trata-me por Ness. – Informou com um sorriso carinhoso, encostando-se ao mais velho. – Já enviei a mensagem, ela deve aparecer lá pouco depois de nós. – Concluiu.

 

– Ness... – Murmurou baixinho enquanto a puxava mais para si, abraçando-a com apenas um dos braços. – Está bem. Vou tentar não falar no meu irmão ou dar a entender o que se passa entre eles. Tecnicamente eu nem sei de nada mesmo! – Riu, encolhendo os ombros e assim que o elevador parou, ele pegou na mão dela e saiu do cubículo metálico, levando-a depois para o exterior do hotel.

 

Ao passar nas portas giratórias do Hotel, Agnes voltou a dar mais uma volta nas mesmas e entrar de novo, enquanto mantinha os seus olhos postos no chão. – Vamos para dentro. – Pediu, caminhando para a sala de espera daquele edifício. – Estão ali fotógrafos, aquele cabrão já anda a fazer das dele. – Rosnou num tom bastante irritado.

 

Foi tudo tão rápido que o moreno nem teve tempo para entender o que estava a acontecer. Só quando Agnes lhe informou da presença dos fotógrafos é que entendeu. – Ah, que merda. Deve haver outra forma de sairmos daqui sem ser pela porta da frente, não? Precisamos de despistá-los de uma maneira qualquer.

 

– Sim, eu vou falar com o Alfred para nos apanhar nas traseiras. – Suspirou e num breve encolher de ombros marcou o número do seu motorista. Numa breve conversa pediu-lhe que tratasse de a apanhar nas traseiras e que lhe pedisse para a informarem assim que ele lá estivesse.

 

– Sim, sim, boa ideia. Esperemos é que também não esteja já lá ninguém também à nossa espera. – Resmungou baixinho, cruzando os braços ao peito. – Queres um café enquanto esperas? Duvido que demore muito, mas… – Ele sentia-se um pouco perdido naquela situação. Nunca foi uma pessoa que se tivesse de se esconder ou tomar outros caminhos por causa de paparazzis, por isso naquele instante nem sabia bem como lidar com aquilo.

 

– Não, ele deve ser breve. Obrigada! – Agradeceu, lançando-lhe um sorriso e olhando de seguida para a porta da grande sala. – Eu estava tão bem na minha paz, tinha que aquele idiota dizer a meio mundo onde estava metida. – Comentou quase para si própria. Agnes não era a pessoa mais famosa à face da terra mas sendo modelo e gestora de uma das maiores construtoras dos Estados Unidos, qualquer fofoca sobre ela agradaria às pessoas sem vida como os media.

 

Tom olhou a rapariga com alguma pena e aproximou-se um pouco mais dela. – Isto é só uma fase. Não é das melhores e provavelmente também não é a pior, mas vais ver que um dia, tanto tu como eu estaremos livres dos demónios que nos perseguem. – Falou com convicção, como se tivesse toda a certeza do mundo. Ter ele não tinha, mas ia fazer de tudo para se livrar de Ria. E claro, ajudaria Agnes a livrar-se de Daniel, que era ainda pior que Ria. Só de pensar ou ouvir aquele nome até ficava enjoado.

 

– Deus te ouça, e olha que não sou nada crente. – Comentou, soltando um breve suspiro. O seu nome foi proferido por alguém atrás de si e ao virar-se para a pessoa, deparou-se com um segurança já perto de ambos. A figura daquele homem era de todo alguém que demonstrava confiança, tinha os seus 28 anos e a aparência era cuidada assim como o fato negro que trazia vestido, estava impecavelmente ajeitado.

 

– Dr.ª Agnes Hembrow? – Questionou, olhando a morena de forma breve e de alto-a-baixo, tentando passar aquele olhar como despercebido. Mas não aos olhos de todos!

 

– Sim, sou eu. O meu motorista já está nas traseiras? – Procurou saber a morena, apontando para o lado, onde julgaria ser as traseiras do edifício.

 

– O meu nome é Nate e eu estou aqui como seu segurança privado. O Sr. Alfred pediu-me que a chamasse e a informasse que vou passar o resto destes 15 dias de viagem como seu guarda-cost...

 

– Vai se eu quiser. – Interrompeu-o num tom um pouco altivo, já com uma certa irritação na voz. Estava a ser um dia muito atribulado para o gosto de Agnes Hembrow e tudo lhe cheirava demasiado a esturro.

 

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publicado às 14:35


8 comentários

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De sacha hart a 05.01.2017 às 17:24

Finalmente consegui vir actualizar-me de todos os capítulos que tinha em atraso!
E, oh, tanta coisa! Estou a gostar de descobrir a relação que se vai formando aos poucos entre os dois e todos os segredos que foram revelados, embora aposte que existem mais! 
Não sabia que ia ser uma fic erótica, nunca li uma, mas muhahahaha (nem acrescento mais nada).
Vou tentar ser uma leitora mais assídua daqui em diante!
Beijinhos
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De ivy hurst a 06.01.2017 às 22:57

Saaachaaa, yay, voltaste! :b
Talvez haja mais segredos por aí, quem sabe?!
Eu diria que é uma espécie de A.U. (Alternative Universe, visto que os gémeos apesar de terem os nomes verdadeiros não são músicos nem estão ligados a nada disso na nossa história), mas também se pode dizer isso xb Erótica?! Ooondeee? xD
Obrigadaa!
Beijocas ♥
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De a 06.01.2017 às 00:23

Sinceramente? A mim também me cheira a esturro! Este capítulo deixou-me com a sensação de que muuiiiittooooossss problemas se avizinham. Estou mesmo à espera que a monstra da Ria e o monstro do Daniel se aliem e façam a vida do Tom e da Agnes num inferno. Socorro! >_<' O que eu não quero mesmo é que os 15 dias da Agnes e do Tom sejam arruinados :( Se a saída se der e a Nat se juntar ao casal então eu mal posso esperar pelo esquema para provocarem o Bill xD
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De ivy hurst a 06.01.2017 às 23:02

Talvez! Cada um tem uma pedra bem grande e feia no sapato, e se essas pedras se juntam... Lá vem rochedo! xD
Esperemos que, mesmo com problemas (sejam eles pequenos ou grandes), eles ainda consigam aproveitar bem os 15 dias... Vamos ter de esperar para ver xb
A Nat coitada... É melhor nem dizer mais nada xD
Obrigadaa, beijocas ♥
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De twilight_pr a 07.01.2017 às 14:31

Desculpem por não ter vindo ler logo, (ando sempre a dizer isso :x)
Entretanto este final, fiquei bastante desconfiada com este Nate... aparecer assim e dizer que o Alfred disse que ele iria ser o segurança nos 15 dias? Hm.... assim de repente, sem avisar ele própria a Agnes, ou coisa assim parecida?
Ainda me estou a rir com as palavras *gangue da pesada* e *gueto* xDDD  o facto do Tom espetar o salto da Agnes no meio da testa do Daniel ainda me estou a rir com essa ideia *I like that*
Estou curiosa para saber mais sobre este Nate :3

Beijinhos grandes <3
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De ivy hurst a 07.01.2017 às 14:37

Aw não faz mal! O que importa é que vieste :D
E não te preocupes que desta vez até nós postámos mais tarde do que o suposto... Acontece xD
Não há muito a dizer sobre o Nate para já, mas o que vos posso dizer é que a Agnes cortou-lhe logo as palavras! Ela não se deixa ficar por nada nem ninguém xb
Obrigadaa!
Beijocas ♥
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De TheOtherSide a 10.01.2017 às 18:27

Olá Olá *.*
Adorei a resposta que a Agnes deu á Ria no tele, mas acho que a Ria ainda deve chatear mais os dois -.-
Hum e que terá a Natasha a contar sobre o Bill?? Xd
E o segurança surgiu agora porque?? Xd
Continuem rápido please que eu tou super curiosa :p
Beijinhos <3 <3
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De ivy hurst a 10.01.2017 às 18:51

Heyo! :b
A Agnes é muito inteligente, ihihi xb
Já a Ria é uma parva e faz da (sua) vida um inferno para todos os que ela conhece, por isso... Vamos lá ver o que acontece!
O segurança deve ser mágico ou assim e apareceu do nada, wow xD
Terão capítulo novo mais loguinho ;3
Obrigadaa!
Beijocas ♥

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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