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Losin Control || 9

por ivy hurst, em 10.01.17

 

 

Heyo amorzitos!

Muito obrigada a todos os que lêem e comentam ♥

Aqui fica o nono capítulo da LC, esperemos que gostem!

Beijocas ♥

 

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– Exatamente. – Começou por concordar, não achando muita piada aos olhares que o suposto segurança lhe lançava. – Nem estou a ver como é que vai fazer o seu trabalho decentemente. Se for para ficar a olhar para os seios da mulher que tem de proteger, então mais vale ir-se já embora que eu protejo-a melhor. – Revirou os olhos e suspirou, olhando depois para o seu relógio, só para não ficar muito tempo a olhar para o ar idiota de Nate, que rapidamente soube desviar o seu olhar. – Diga-me, foi mesmo o Alfred que o… Contratou, digamos? Esta aqui a mando de quem, mesmo? Do Alfred, ou de outra pessoa?

 

– Não parece que tenha que lhe dar justificações. – Ripostou com ar desconfiado, olhando Tom com um certo olhar avaliador.

 

– Este senhor que esta atrás de mim é meu braço direito, acompanha-me nestes 15 dias de viagem por isso acho perfeitamente suficiente. Não sei o porquê de estar aqui, muito menos a mando de quem. Mas dispenso-o, depois de me levar até ao Alfred, vá à sua vida. – Argumentou, gesticulando levemente com a sua mão direita.

 

– Estou aqui a pedido do seu pai, pode ligar-lhe se quiser. – Acabou por dizer, não retirando os olhos de Tom. Aquilo estava-se quase a tornar numa luta de galos ou Agnes estaria a ver mal?

 

Mesmo tentando esforçar-se bastante, o moreno acabou por soltar uma pequena gargalhada, revirar os olhos e até suspirar profundamente em menos de um minuto. – Liga ao teu pai assim que chegarmos ao carro, não estou a confiar muito neste tipo. – Segredou Tom a um dos ouvidos de Agnes, mantendo-se atento ao homem, mesmo não estando a olhar agora fixamente para ele, como ele fazia consigo.

 

– Sim, não te preocupes. – Tranquilizou com um sorriso direcionado ao moreno. – Leve-me até ao Alfred. – Ordenou, olhando Nate com um ar sério e profissional. Tiraria esta história a limpo com o seu pai mas não duvidada da palavra daquele segurança. Glen Hembrow era bem capaz de colocar um segurança atrás de si, se algo lhe chegasse aos ouvidos.

 

– Com certeza. Já agora o seu braço direito também precisa de guarda-costas ou vai andar atrás de mim? – Procurou saber com um certo gozo na voz.

 

A maneira como ele falava fazia-o lembrar Daniel. É aquele tipo de gajo que parece que está sempre pronto para se meter em confusões. Tom começava a questionar-se seriamente como é que Nate era segurança e ainda mantinha o seu trabalho. Aliás, nem lhe passava pela cabeça como é que ia ser o guarda-costas de Agnes a ter atitudes daquelas. – Ah, não precisa de se preocupar comigo. Eu estou cá para acompanhar a Doutora Hembrow e não preciso que se preocupe com a minha segurança. – Ripostou com um ar parecido ao dele, e finalmente foram em direção às traseiras do edifício, onde já lá estava Alfred.

 

Agnes por sua vez já fervia de raiva. Não estava a perceber a atitude daquele homem e muito menos a gostar dos modos como falava para Tom. – O meu braço direito anda em cima de mim, acha mesmo que vai andar atrás de alguém como você? – Disparou, parando de repente e fazendo com que o dito segurança parasse bem perto dela. – Desapareça, a sério, não me faça perder a cabeça com tipos como você. – Rosnou. Mas quem é que ele pensava que era?! Deu um passo atrás antes de se voltar para o carro onde Alfred permanecia e acenou a Tom com a cabeça, entrando no veículo com ele. Já acomodada no banco de trás, agarrou de novo no seu telemóvel e ligou para o seu progenitor, aguardando impaciente que atendesse.

 

Tom permaneceu calado assim que Agnes começou a falar. Aquilo que Nate queria era certamente que Tom lhe desse mais trela, mas ele não ia cometer esse erro. Tinha mais que fazer, mais com que se preocupar. Depois de entrar com ela no carro, pousou a mão sobre a coxa dela, acariciando-a calmamente. Agnes estava para lá de furiosa já.

 

Justamente quando Agnes ia desistir e desligar, o seu pai atendeu. – Estou? Está tudo bem?

 

– O pai meteu um segurança atrás de mim porquê? O que é que já lhe foram contar? – Questionou tentando parecer calma o que se tornaria uma tarefa difícil se não encontrasse respostas dentro em breve.

 

– Porque o Smith avisou-me que o Daniel andava a preparar das dele. Como deves imaginar não quero que esse homem tenha a infeliz ideia de te magoar mais. – Justificou-se de forma ponderada.

 

– Pai por favor, este segurança tem mais ar de me querer comer que outra coisa... – Suspirou.

 

Glen respirou fundo ao ouvir o que a filha lhe dizia, mas quando ela parou de falar, ele próprio ficou calado por alguns segundos. – Estranho. – Comentou primeiramente, fazendo uma breve pausa. – Eu fiquei a saber do que se passou na reunião e fiquei preocupado. Eu mesmo escolhi o segurança e investiguei-o como sempre faço. Falei com ele e tudo, não me pareceu ser esse tipo de pessoa. Não faz sentido... – Tentava explicar-se, num tom confuso. – Mas se não te sentes confortável com ele, arranjo-te outro, claro.

 

– Não quero nenhum! Tenho alguém comigo capaz de me proteger. – Informou num tom calmo. – A mãe como está? – Procurou saber com um tom de voz meio melancólico, encostando o seu corpo ao de Tom. – Pai dá-me um segundo. – Pediu e afastou o telemóvel do ouvido. – Alfred leva-nos até aquele restaurante onde costumo ir tomar os meus Brunches. – Informou calmamente e voltou a virar as atenções para o seu telemóvel.

 

– Com certeza menina. – Retorquiu Alfred, continuando a conduzir com toda a atenção.

 

O pai de Agnes aguardou, tal como ela pedira, e assim que ela voltou a falar ele respondeu. – A mãe está bem, querida. Acho estranho o Ryan já aí ter chegado... Ele ainda tinha uma viagem de horas pela frente para fazer até ir ter contigo. Como soubeste disso? Do segurança? Ele ligou-te?

 

– Ryan? – Proferiu abanando a cabeça confusa. – Este gajo chamava-se Nate. – Concluiu com um breve suspiro, olhando Tom depois.

 

– Nate?! Não enviei nenhum Nate, filha. – Avisou, já num tom preocupado. – Quem é esse? Tu estás bem? – Perguntou rapidamente, com uma certa ansiedade.

 

– Eu estou bem, hoje de madrugada já vamos para Londres por isso acho que vou ficar bastante bem. – Disse, encolhendo levemente os ombros. – Posso matá-lo pai? Estou farta...farta que me destrua a vida há 6 anos. – Murmurou à medida que os seus olhos iam ficando cada vez mais marejados.

 

Tom nem estava a tomar muita atenção à conversa porque não queria parecer intrometido, mas quando ouviu Agnes dizer aquilo arregalou os olhos e olhou para ela novamente. Pegou-lhe na mão que estava livre e acariciou-a, suspirando ao vê-la naquele estado.

 

– Oh, minha querida... – Glen quase murmurou, baralhado e bastante preocupado. – Não vais estragar a tua vida por causa daquele traste, meu anjo. Acredita que um dia ele vai acabar por ser preso, ou até mesmo morto. Gente má não tem assim tanta sorte como julgam. – Estava algo furioso. Queria fazer mais pela sua filha, mas naquele momento não havia nada que pudesse fazer. – E quanto ao Ryan, o segurança? Sempre queres que o dispense? Seja lá quem for esse Nate, mantém-te afastada. Alguma coisa ligas logo para a polícia!

 

– Estou com o Tom, não quero ter um segurança 24 horas atrás de mim. Espero ter privacidade para fazer o que quero, andar por onde quiser como uma pessoa normal. – Explicou com um pequeno sorriso amoroso. – Pai, sabe se a nossa casa na Alemanha está pronta para ir para lá? – Procurou saber, agarrando a mão de Tom e brincando com os dedos do moreno de forma distraída.

 

– O arquiteto? – Tentou saber, soltando um pequeno suspiro depois. – Tudo bem filha, é como tu quiseres. Eu vou falar então com o Ryan para cancelar o que tínhamos combinado. – Garantiu à filha, achando a sua última questão algo estranha. – Sim, porquê? Precisas dela?

 

– Sim o arquiteto. – Riu-se com a sua mente a vaguear por aquela palavra de uma forma mais perversa. – Não quero estar num hotel quando tenho uma casa lá. Várias, mas queria mesmo ir para a casa. Ter espaço para descontrair dentro daquilo que é meu. – Explicou. – Posso usar a vossa cama? – Questionou após um breve silêncio e desmanchou-se a rir com o que acabara de dizer.

 

Pois filha, também tens razão. Não precisas de ir para um hotel quando tens uma casa confortável lá á tua espera. Falou num tom carinhoso, acabando por rir depois. Essa é uma pergunta um bocado esquisita… Mas sim. Fica à vontade como se a casa fosse só tua. E tem cuidado, sim? Por amor de Deus Agnes, alguma coisa liga-me. Sabes que podes contar comigo. Connosco, filha.

 

– Não se preocupem comigo, eu estou bem. – Tranquilizou com um sorriso carinhoso desenhado nos lábios. – Depois quando acabarem estas reuniões todas vou aí ai Hawai ok? Preciso de estar com vocês. – Declarou com uma certa melancolia na voz.

 

Preocupamo-nos sempre, tu sabes que sim! Vens quando puderes e quiseres, sabes que estaremos sempre por cá, à tua espera, de porta e braços bem abertos. Informou-a num tom carinhoso, suspirando no fim.

 

– Sim eu sei mas por vezes de forma exagerada. Sou só eu, não vou deixar de ser apenas eu. – Argumentou enquanto brincava com o seu cabelo. – Mas sim, preciso mesmo de ir surfar, apanhar sol que estou extremamente pálida. – Revirou os olhos.

 

Glen gargalhou de forma amorosa e suspirou. – Eu duvido muito que tu estejas pálida! Mas já estou ansioso para que tu voltes. Temos saudades tuas. – Deixou escapar, num tom melancólico. – Bem, filha, vou ter de desligar. Aproveito e ligo já ao Ryan para avisá-lo que afinal já não é preciso.

 

– Obrigado pai, beijos grandes para os dois. – Mandou com um enorme sorriso no rosto, desligando seguidamente a chamada, no preciso momento em que Alfred estacionou o carro. – Obrigado Alfred, quando estivermos prontos vamos dar uma volta, não te preocupes. Vemo-nos em Paris ok? Londres fico por minha conta. – Riu-se, olhando depois Tom como se lhe perguntasse se podiam sair.

 

– Beijos para ti também, fica bem minha filha. – Disse Glen, despedindo-se assim da filha e terminando a chamada.

 

Alfred olhou a gestora pelo retrovisor e assentiu à medida que ela foi falando. – Com certeza, é como a menina desejar. – Afirmou amigavelmente, aguardando.

 

Tom fez uma pequeno sorriso e assim que se apercebeu que ela já estava pronta para sair, abriu a porta e esperou que ela saísse também do automóvel. Depois de fechar a porta, começou a caminhar com ela, seguindo as direções que ela tomava. – Então que história é essa do Ryan e do Nate? – Questionou, curioso. Ele tinha a certeza que era aquilo que ele estava a pensar, mas queria que ela o confirmasse.

 

– O Nate estava a mando do Daniel para te provocar. – Declarou com quase 100% de certeza do que dizia. – Ele ficou contigo atravessado mas temos pena. Aliás, espero que o recado que lhe dei seja muito bem entregue ao Daniel. – Comentou enquanto lhe pegava nos dedos como se lhe desse a mão mas algo muito ao jeito de Agnes, diferente daquilo que seria o normal.

 

Tom revirou os olhos e respirou fundo. – Eu bem estava a desconfiar que era algum pau mandado daquele traste. Até a maneira de falar era igual. Que idiota. Da próxima vez que eu o vir... Nem sei. – Suspirou, já cansado daquele homem estúpido.

 

– Espero ter alguma paz em Londres. – Encolheu os ombros resignada com a ideia de que poderia persistir o problema e entrou com Tom para o edifício do restaurante. – Não te lembras deste edifício? – Questionou com um leve sorriso matreiro.

 

Ele olhou em redor e observou calmamente. Não lhe era desconhecido, de todo, mas também não era capaz de se recordar do mesmo. – Não sei bem... O que tem este edifício?

 

– Isto não estava aqui há 3 anos atrás. – Riu-se apontando para uma placa dourada à entrada com o nome do prédio e no canto inferior direito, a assinatura do moreno. – Este teu rabisco, tens que me ensinar a riscar assim. – Brincou divertida.

 

Ele olhou na direção que ela apontava e assim que viu a sua assinatura riu baixinho. – Oh... É muito simples. Basta teres muita confiança e achares que tens uma letra fantástica, mais nada... – Brincou, sorrindo-lhe por fim.

 

Agnes riu-se com o argumento profundo de Tom e lá acabou por chamar o elevador para aceder ao último piso. – Claro porque tu nem tens uma letra à médico. Às vezes vejo-me grega para ler as tuas coisas. – Comentou, olhando-o novamente.

 

– Tal como tu eu também sou um "Doutor", portanto, tenho de ter assim uma letra toda fina. Pior é a do meu irmão. Se mal consegues ler o que escrevo, terias um ataque se visses e tivesses que ler algo dele. – Riu-se, acompanhando-a assim que chegaram ao andar pretendido.

 

– Não quero, chega a tua. – Riu-se caminhando para a entrada do restaurante. – Bom dia, uma mesa para três no exterior por favor! – Pediu com um sorriso cortês, recebendo um aceno de cabeça por parte do empregado, depois do cumprimento habitual. Olhou em redor e acenou assim que viu a gerente, esboçando um enorme sorriso assim que a viu. – Olá gostosa. – Saudou assim que se aproximou.

 

– Olá, não sabia que estavas por cá. – Comentou, abraçando-a com um braço assim como Agnes.

 

– Vou embora hoje de madrugada. Viemos comer algo para irmos passear depois. – Comentou com um enorme sorriso feliz.

 

Como já tinha acontecido, Tom ficou ligeiramente atrás para dar um pouco de espaço à conversa, mas com um pequeno sorriso maroto. Aquela mulher já não lhe era tão desconhecida assim, muito pelo contrário. Assim sendo, mal Agnes terminou o que tinha a dizer, o moreno saiu da sua sombra e cumprimentou a mulher. Ao início não era uma conhecida dele, mas sim da sua mulher. Correção: ex-mulher. Tinham sido colegas e muito amigas nos tempos de faculdade, mas naquela atualidade já não se podiam ver nem pintadas. Porém, Tom tinha mantido contacto com ela. Agora sim, já se lembrava melhor do edifício. Não que ele se esqueça facilmente de todos os projetos onde esteja envolvido, mas por vezes acontece escapar algum da sua mente. – Olá, como estás? Já não te via há algum tempo! – Acabou por dizer o moreno enquanto cumprimentava aquela que, pelos vistos, também era amiga de Agnes. Mas uma amiga muito mais íntima, por assim dizer.

 

Agnes por sua vez não se mostrou admirada com a amizade de ambos, sabia-a e isso agradava-lhe bastante.

 

– Não acredito, vocês estão juntos? – Aquela pergunta saiu da boca de Chelsea com rapidez, mostrando um enorme sorriso enquanto os olhava. – Meu deus Tom, abriste os olhos... – Deixou escapar em tom de comentário.

 

Tom fez uma pequena careta mas de modo cómico e riu baixinho, abanando a cabeça calmamente. – Calma, Chelsea! Não estamos juntos dessa maneira que tu estás já aí a pensar. Mas também já não estou propriamente com a Ria. Estamos a divorciar-nos. Bem, da minha parte eu já estou mais do que divorciado, para mim é como se já não estivesse casado há muito. – Explicou vagamente, encolhendo os ombros depois. – Mas bem, também não viemos aqui para falar dessas coisas desinteressantes, não é? – Riu.

 

– Com este pedaço, não vais querer outra coisa. – Assegurou, apontando para Agnes e rindo-se do comentário do moreno sobre as coisas desinteressantes. – Vá, sentem-se lá que eu já lá vou levar-vos as bebidas. Mas Tom, não tenhas problema que eu aprovo este emparelhamento, tu e a Agnes ia ser relationship goals, ao máximo. – Informou, gesticulando com a sua mão sobre a cabeça para evidenciar o máximo.

 

– Obrigada Chelsea, até já. – Riu-se a mais nova, caminhando para a esplanada sem esperar por Tom. Ele sabia onde era o caminho e estar sozinho com os amigos também lhe fazia bem, então com Chelsea muito melhor.

 

Tom limitou-se a rir e a permanecer sorridente. Era engraçado como Chelsea já aprovava uma relação que na realidade ainda não existia. Não no sentido em que ela falava, claro. Tom e Agnes dão-se muito bem, têm uma química incrível, mas não chegaram ainda ao estado de se sentirem apaixonados um pelo outro. Pelo menos era esse o ponto de vista do moreno. Depois de se sentar com a sua amiga, voltou a rir baixinho. – Não fazia ideia que tu a conhecias… Ou ela a ti. Não sabia mesmo. É engraçado…

 

– Conhecemo-nos quando morei cá. – Explicou, ajeitando os seus óculos de sol na cara. – Ela é mesmo doida. – Riu-se, olhando-o por fim. – Conhece-la pela tua mulher não é? – Questionou de forma calma, dizendo aquilo que mais o irritava de momento, chamar Ria de sua mulher e não de ex-mulher.

 

– Pelo que estou a ver as tuas amigas são todas umas doidas! – Gargalhou, obviamente na brincadeira, e sem querer ofender ninguém. Quando a ouviu a falar na sua "mulher", respirou fundo e foi obrigado a corrigi-la de novo. – Ex-mulher. Sim, foi através dela. Elas foram colegas e amigas mas atualmente não há qualquer tipo de relação entre elas. – Encolheu os ombros, sem dar mais informações, visto que as razões pareciam ser demasiado óbvias.

 

– Eu já tinha ouvido qualquer coisa sobre isso, mas sobre essa pessoa prefiro manter-me calada. – Clarificou com calma, vendo o empregado aproximar-se da mesa.

 

– Boa tarde Dra. Agnes, já sabe o que vai desejar? – Questionou com um enorme sorriso.

 

– O mesmo de sempre, vamos comer o brunch por isso basta trazer um sumo de vitaminas para mim e... Tom o que queres? – Olhou-o animada.

 

– Uma tosta e chá de camomila. – Pediu simplesmente, tentando não se rir quando olhou de novo para Agnes. Parecia muito espantada com o pedido dele. Assim que o empregado foi embora ele sorriu-lhe. – O que foi?

 

– A sério que vais beber chã de camomila e não me acompanhas no Brunch? – Resmungou de forma mimada e divertida. – Espero ao menos que a Tash me acompanhe.

 

– Acompanhar no quê? – Questionou Natasha toda sorridente, beijando a bochecha da melhor amiga de forma demorada.

 

– Comes o Brunch comigo? – Procurou num tom mimado, retribuindo de seguida o beijo antes de a loira se sentar ao lado dela.

 

Tom riu baixinho e abanou a cabeça. – Eles não servem chá de camomila aqui, Agnes. A esta hora está o moço aflito à procura da Chelsea para perceber o que é que eu quero. É um código. E não é chá, mas vem numa chávena. – Riu baixinho, sorrindo depois a Natasha. – Olá!

 

– Ai queres cházinho, bastava pedires. – Brincou a morena com um sorriso matreiro, mostrando-lhe a sua mão como se lhe desse o típico 'tau-tau'.

 

– Meu deus, vocês não se cansam? – Questionou Tash, olhando ambos com um ar escandalizado. Sabia que Agnes tinha as suas loucuras, mas demonstra-las em público era porque Tom trazia as emoções da gestora ao de cima.

 

– É whisky! – Acabou por dizer entre gargalhadas, agradecendo quando pouco depois lá apareceu o empregado com os pedidos deles. Depois de agradecer, voltou-se para Natasha, observando-a com um ar curioso é confuso. – Não nos cansamos de quê?

 

– De serem pervertidos. – Constatou com um sorriso, ajeitando o seu cabelo loiro sobre o ombro.

 

– Não, somos mesmo uns pervertidos ou melhor, eu sou. – Corrigiu Agnes, um tanto ou quanto orgulhosa do que dizia. – Por falar nisso, temos que tirar uma foto os 3. 'Tom e as babes!' Gargalhou.

 

– Não me canso porque é assim que eu sou, e tal como a Agnes não tenho medo de admiti-lo. Tu também não és completamente santa. Ninguém o é, na verdade. – Sorriu docemente e depois de beber um pouco abanou a cabeça, concordando. – Por mim pode ser! – Afirmou, pegando logo no seu telemóvel.

 

– Ficas no meio. – Opinou, colocando-se ao lado de Tom e no oposto de Natasha. – Vamos lá a essa foto. – A morena ajeitou o seu decote dando-lhe uma visibilidade maior e recebendo por parte dos outros dois um olhar chocado. – Ah pensei que fosse mesmo para mostrar as babes todas. – Argumentou divertida, voltando a guardar melhor aquilo que tinha de mais precioso.

 

– Assim ficava em desvantagem, ainda por cima estou de gola alta. – Resmungou a loira, ajeitando a sua camisola.

 

– Pois, e eu tinha de mostrar os abdominais e os peitorais também e não dá lá muito jeito... – Resmungou de igual forma, ajeitando-se também para a fotografia. Assim que estavam todos prontos e sorridentes, Tom tocou no ecrã para capturar a imagem e em seguida publicou-a com a legenda que Agnes tinha dado há momentos atrás. – Que tal? Acho que vão chover likes!

 

– Vais ver que não precisas de mostrar os peitorais para receber likes. – Informou batendo-lhe no peito levemente, num pico de ciúmes à mulher, que de todo não correspondia ao que Agnes respondia se aquele homem fosse seu. Ao olhar o telemóvel do moreno, antes de se sentar, verificou que também enviava agora a foto para o seu irmão tal como combinado por ambos.

 

– Tão falsa! Todos sabem que o punhas nu do teu lado, para todos verem quem tens na cama. – Afirmou Tash, recompondo-se na cadeira enquanto gargalhava.

 

– Pela Agnes estávamos os dois fechados algures e de preferência eu teria de estar todo nu só para ela me poder apreciar. – Encolheu os ombros naturalmente, falando como se nada fosse. Assim que o seu telemóvel começou a tocar e viu quem era, sorriu à morena e levantou-se, levando a chávena consigo. – Com licença, meninas. – Pediu, afastando-se depois e entretanto atendeu a chamada. – Estou, mano? Então, como estás? Está tudo bem?

 

Estás com quem? Questionou num tom de voz duro e de imediato, quase atropelando Tom nas suas palavras.

 

– Com a Agnes Hembrow e a assistente dela que veio ter connosco... Porquê? – Questionou de seguida, como se já não soubesse o motivo daquele tom e até mesmo daquela chamada.

 

Eu conheço-as! Estás com as duas porquê? A tua mulher se sabe disso passa-se. Informou, como se para Tom fosse alguma novidade. Certo é que Ria já não tinha acesso a nada dele, nem mesmo às suas redes sociais. A Natasha está contente, estou a apreciar a cena. Balbuciou quase num tom inaudível.

 

– Ex-mulher! – Corrigiu o irmão de imediato, suspirando. – Pedi o divórcio e já assinei os papéis, e espero bem que ela já tenha assinado os dela também. Quanto mais depressa, melhor. E depois, a Ria já não tem acesso às minhas redes sociais ou ao que quer que seja. – Respirou fundo, bebendo o resto do whisky. – Estou a viajar com a Agnes em trabalho, mas não “estou com ela” assim como estás a pensar. Não é minha namorada. E a Natasha mal a vejo. Não sabia que as conhecias... Conhece-las de onde? – Perguntou curioso, tentando que o irmão lhe contasse mais sobre Tash.

 

– A Natasha é assistente da Agnes. – Respondeu simplesmente, mordendo o interior da sua bochecha ao constatar que Tom estava com Natasha enquanto esta ignorava as suas chamadas e mensagens desde ontem.

 

– Isso já eu sei, ainda há bocado eu o disse. Passa-se alguma coisa, Bill? Estás bem? Pareces um bocado nervoso, não é normal...

 

– Sim estou bem, só um bocado irritado. – Informou com uma voz calma, suspirando. – Diz à Natasha que me atenda a merda do telemóvel. – Pediu.

 

O moreno ficou calado durante alguns segundos, e depois de respirar bem fundo, atreveu-se a fazer uma pergunta mais "séria" ao irmão. – Okay, na boa... Eu digo. Tu... Namoras com ela, Bill?

 

– Não, não namoro. Ela não me atende o telemóvel desde ontem, bazou daqui nem me disse para onde ia, mas ya. – Resmungou revoltado. – A sério, esquece! Nem lhe digas nada.

 

– Da maneira que estás a falar parece que sim. Parece que namoras com ela, ou então que gostas secretamente dela. – Ele riu baixinho e suspirou. – Decide-te. Então digo ou não digo?! – Questionou extremamente confuso, aguardando pela resposta. A dada altura achou-o demasiado calado, por isso olhou para o telemóvel e reparou que o irmão lhe tinha desligado a chamada. Rindo-se daquela atitude, bloqueou e guardou o telemóvel no bolso, voltando para a mesa.

 

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8 comentários

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De a 12.01.2017 às 16:07

Claro, claro que era aquele Daniel a fazer das dele! T_T Esse gajo é mesmo um pânico! Mal posso esperar por o ver a pagar por tudo o que fez à Agnes. Estava mortinha pelo momento do Tom com a Nat e com a Agnes pelo que vinha depois disso. Queria mesmo ver o Bill a ser confrontado e gostei mesmo que ele se tivesse sentido picado xD Ainda vai chegar à altura em que ele vai ser mais aberto com o Tom :) Ou isso espero eu :3
Fico à espera da resposta do Bill! Beijinhos para as duas :))
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De ivy hurst a 16.01.2017 às 17:29

Se eu fosse a vocês, preparava-me já para esperar de tudo vindo do Daniel. Ele é meio... Bem, não vou dar um adjetivo em particular, mas vocês chegam lá xb
O Bill foi picado ao máximo da forma mais simples possível! Vamos ver o que é que o moço vai dizer (ou fazer!)
Obrigadaa!
Beijocas ♥
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De twilight_pr a 15.01.2017 às 13:44

Só podia ser o Daniel, bem que me estava a cheirar a esturro - e mais ainda quando ele começou a falar daquela maneira para eles. Ainda bem que ela tirou tudo a limpo com o pai dela. Ainda me estou a rir por ela ter pedido para dormir na cama dos pais na casa da Alemanha xD
Adorei o encontro com a Natasha e ainda me estou a rir com o telefonema com o Bill e a forma como ele estava a comportar-se xD o melhor foi quando ele pediu para que ela lhe atendesse o telemóvel x'D e depois ainda disse para não dizer nada xDD ai socorro xP
Espero que não aconteça nada em Londres, porque juro que já ando possessa com o Daniel e se acontecer alguma coisa e se descobrir que é por causa dele socorro ><
Gostei do pai dela, vê-se que se preocupa com a Agnes ^^
Desculpa só ter vindo cá agora T_T

Beijinhos grandes às duas <3
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De ivy hurst a 16.01.2017 às 17:33

O Nate tinha muito ar de ser um dos moçoilos de Daniel - tem a mania que é o maior, tal como ele!
A Agnes... Oh,  mas quem é que ia pedir aos pais para dormir na cama deles? Ela é tão doida, ahahah xD
Coitado, o Bill foi picadinho e ficou todo irritadiço! Tão irritadiço que até pede ao irmão para falar com a Natasha, e ao mesmo tempo diz para não fazer nada. Já está todo queimadinho da mioleira! xD
Vamos ver o que se vai passar em Londres, não posso acrescentar nada quanto a isso, ahaha xb
Obrigadaa!
Beijocas ♥
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De twilight_pr a 16.01.2017 às 17:37

Mas é que tem mesmo ares disso! >< *juro que sou eu que vou atacar o Daniel e quando repararem eu fiz o trabalho todo - riso maquiavélico*
Eu gostei do Bill todo picadinho e irritadiço, ainda me estou a rir disso. x'DD
Quero muito saber o que se vai passar em Londres, can't wait  ^^

Beijinhos da tua Twi <3
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De ivy hurst a 17.01.2017 às 23:49

Noossa Twi, não pode ser! Atão e depois vais presa e como é que lês as nossas coisitas? Não pode ser! xD
Já o Bill não gostou mesmo nada! xD
Novo capítulo já disponível, esperemos que gostes :3
Obrigadaa!
Beijocas ♥
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De TheOtherSide a 16.01.2017 às 19:17

Ai bem me parecia que o segurança tinha surgido para chatear, mas o que interessa é que já se foi e espero que não volte xd
Hum, qual é a história da Natasha e do Bill?? Agora ainda fiquei mais curiosa +.+
Postem rápido, please :)
Beijinhos <3 
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De ivy hurst a 17.01.2017 às 23:51

Via-se logo que não era boa gente... Se volta ou não, isso já não sabemos :b
Vais ter de esperar para ver qual é a história daqueles dois, muahaha!
O novo capítulo já está disponível e esperemos que gostes!
Obrigadaa!
Beijocas ♥

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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