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Losin Control || 7

por Daniela C., em 27.12.16

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Cá vai o nosso capítulo, espero que seja do vosso agrado! Eu cá acho que vai encher as medidas a algumas.

Aproveitem que para o ano há mais e quando a isso só desejo a todas que tenham uma entrada de ano, recheada de tudo aquilo que mais desejam e sobretudo perto dos que amam. Beijos aqui das duas loucas

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Entre beijos intensos, Tom e Agnes foram caminhando até à grande cama. Perto da mesma, e na altura em que o beijo cessou naturalmente, Agnes afastou-se ligeiramente de Tom e ele ficou mais do que curioso. Não pelo que tinha acabado de fazer, mas pela maneira como ela o olhava, como se se estivesse a preparar para fazer algo que ele não estava à espera. E por muito que pensasse, ele não podia prever o que vinha por ali.

 

– Vá senta-te que estás muito nervoso. – Brincou, empurrando-o para a cama. – Preciso de uma opinião tua, passei num sítio antes de vir e comprei isto. – Disse, despindo o seu vestido lentamente e descalçando os seus ténis. – Fica-me bem? – Questionou de ar angelical.

 

– Estou de tudo menos nervoso. – Informou com um sorriso maroto, deixando-se ficar meio deitado na cama. Observou-a enquanto ela despia o seu vestido, e assim que ela terminou e fez uma pequena pose para si, ele sorriu novamente. – Fica-te maravilhosamente bem. – Sentou-se na beira da cama e fez-lhe sinal para se aproximar dele.

 

Agnes riu-se e aproximou-se de Tom, colocando-se entre as pernas dele. – Obrigada pelo elogio, também achei que me ficava bem. – Piscou-lhe o olho e passou os polegares pelo lado de dentro dos elásticos das suas cuecas.

 

– Chamar-te-ia de convencida agora, mas não vale a pena. Ficas bem com ou sem roupa e tu própria sabes disso melhor que ninguém. – Afirmou, retirando os polegares dela de onde elas os tinha. Levou novamente as mãos até às nádegas dela, segurando-as com firmeza enquanto dava pequenos beijos pela sua zona abdominal. Acabou por entretanto enfiar as suas mãos por dentro das suas cuecas e retirá-las lentamente, olhando-a agora nos olhos, fixamente.

 

A morena sorriu, afastando o seu cabelo dos ombros quase que em câmara lenta aos olhos de Tom. Ela era naturalmente sexy e tudo nela o começava a cativar sem que fosse necessário algum tipo de esforço. Agnes por sua vez sentia-se cada vez mais quente e o seu íntimo começava a chamar por Tom a cada segundo que as mãos dele lhe passavam pelas nádegas. – Isto vai ser tão bom. – Declarou em alemão, numa pronúncia bastante cerrada, herdada da província onde cresceu até aos seus 13 anos.

 

– Não duvido. – Falou no mesmo idioma, parecendo até um tom mais sensual. Sorriu ao sentir que ela se arrepiou e despiu-lhe então o que restava. Enquanto as suas mãos massajavam as nádegas dela, Tom deliciava-se nos peitos de Agnes, beijando-os alternadamente, com uma certa calma provocante.

 

A morena gemia com todo os toques que o mais velho lhe investia, acabando por não resistir em assaltar-lhe também o membro com carícias. Precisava dele como de ar para respirar e naquele momento nada mais importava a não ser a união pelo qual ansiava há minutos.

 

Tom mostrou um sorriso vitorioso ao ouvir os gemidos dela. Era a melodia perfeita e a única que precisava ouvir naquele instante. Juntamente com os seus suspiros, era simplesmente divinal para os ouvidos do rapaz. Arrepiou-se, no entanto, assim que sentiu a sua mão a acariciar-lhe o membro. Suspirou baixinho e não se tentou controlar um pouco que fosse. Não havia razões para tal. Permitiu que Agnes continuasse, e deixou de se deliciar nos mamilos dela para poder voltar a beijar os seus lábios carnudos e tão doces, tão apetecíveis. Já só conseguia pensar no momento em que iria deslizar para dentro dela.

 

A morena acercou-se do colo do rapaz devagar, subindo as mãos pelo peito nu e quente dele como se aquilo tudo já lhe pertencesse. Ao abraçá-lo pelo pescoço, roçou o seu corpo contra o de Tom e sorriu abertamente enquanto ainda o beijava, soltando pequenos grunhidos de satisfação. – Somos dois a não duvidar então. – Sussurrou, olhando-o nos olhos e piscando um dos seus com um ar desafiante.

 

– Ótimo. – Respondeu bem baixinho, entre pequenos beijos. – Sou todo teu, estou ao teu dispor. – Informou com um sorriso matreiro, levantando as mãos como sinal de rendimento. Como se fosse deixá-la tomar o controlo absoluto. E nem mesmo ele acreditava que fosse capaz de o fazer. De uma maneira ou de outra, é sempre ele quem acaba por controlar o ato.

 

Agnes sorriu matreira com aquela permissão de controlo e nem pensou duas vezes. Ergueu-se com calma e aproximou-se de uma das malas de Tom, retirando da mesma uma gravata negra. – Nem sabes no que te foste meter. – Informou com um sorriso tipicamente desafiante, voltando a aproximar-se da cama mas desta vez, pelas costas do mais velho. Agarrou-lhe nos pulsos sem lhe dar grande tempo de reação e amarrou-o com o pedaço de tecido, firmemente.

 

– Não sou assim tão burro também. – Comentou, divertido. Podia ainda não saber bem qual era a onda de Agnes no que tocava ao sexo, mas sendo que ela era uma viciada nisso, não contava que fosse algo de muito inocente. Foi surpreendido quando ela lhe agarrou os pulsos de súbito e soltou uma pequena gargalhada. – Tens medo que eu fuja? Ou estás com medo que eu te "domine"?

 

– Terás tempo de me dominar mas agora é a minha vez. – Argumentou enquanto voltava para a frente do moreno, beijando-o de forma provocante. Encostou-o à cabeceira da cama e voltou a sentar-se sobre o colo de Tom, mais especificamente sobre o membro do rapaz. – Sabes que há dias em que apetece mesmo passar por uma certa ansiedade. – Comentou enquanto movia as ancas de modo a que ambas as intimidades se roçassem.

 

– Ai sim? Fala-me mais sobre isso, Hembrow. – Sorriu, soltando um ligeiro suspiro por estar a senti-la a roçar-se ao seu membro. – Eu diria que até pareces nervosa...

 

– Raramente fico nervosa, vais aperceber-te disso com o tempo. – Assegurou, mordiscando-lhe o lábio inferior com um sorriso sempre colado nos lábios. – Falo-te sobre dominar? Ora fala-me tu sobre o que me fazias se tivesses que me dominar?! – Retorquiu enquanto o olhava nos olhos, não parando também nos movimentos de anca que começara há instantes.

 

– Pensei que tinhas dito que é suposto eu surpreender-te. Por isso não te vou contar. Quando chegar a minha altura, logo verás o que acontece… – Informou-a, com um sorriso bastante provocador. Suspirou de novo e mordiscou o seu lábio inferior, sem desviar o seu olhar do dela. – Já que és tu a dominar, mostra-me lá o que tanto me queres fazer. – Desafiou, sem mudar um pouco da expressão que já tinha.

 

– Gosto mais quando me dominam a mim, não tenho jeito para ser dominadora. Sou mais submissa. – Sorriu e pendeu a cabeça ligeiramente para o lado com um ar carinhoso. – Contudo gosto de brincar também. – Concordou enquanto se esticava para a sua venda de olhos que usava para dormir. Colocou-a ao rapaz, ajeitando-lhe o cabelo preso de forma confortável e ergueu-se, grunhindo com a sensação dormente que tinha entre as pernas. Tom era sem dúvida alguém que lhe enchia as medidas e cada vez que olhava para o membro do rapaz lembrava-se da noite anterior. Não era o tamanho que lhe tinha feito diferença mas sim a grossura. Numa palavra, o moreno era completo! Com calma dirigiu-se ao mini bar do quarto, retirando do congelador um pequeno recipiente com pedras de gelo, sem fazer muito barulho. Em bicos de pés, tentando adormecer a sua excitação, voltou para perto da cama e pousou o recipiente do gelo sobre a mesinha de cabeceira. – Acho que tenho perdido no meu necessaire aquilo que preciso. – Comentou alto enquanto erguia o seu dedo indicador no ar e correu para a casa de banho, voltando de lá com um óleo de massagem comestível, na mão. Sorriu de forma perversa e afastou as pernas do rapaz ligeiramente, uma para cada lado, permitindo que se sentasse entre elas de joelhos e rabo sobre os calcanhares. Abriu a embalagem de óleo e sorveu um pouco sobre a sua mão antes de passar a mesma sobre o peito de Tom que contraiu os músculos, dando a Agnes uma visão dos deuses.

 

– Tu é que quiseste que assim fosse, portanto agora terás de mostrar os teus dotes de dominadora... – Informou, sorrindo quando ela lhe colocou a venda. Nunca tinha deixado ninguém fazer-lhe tal coisa. Se já tinha prendido alguma mulher à cama? Sim. Se já o tinham prendido a ele ou até mesmo vendado? Não. Nunca pensou nisso, nem sequer lhe passou pela cabeça que fosse permitir tal coisa. E ali estava ele, preso, "cego", sem saber o que estava para acontecer. Obedeceu a Agnes quando ela lhe afastou as pernas e suspirou ao sentir o toque da mão dela, que lhe passava pelo peito e o deixava ainda mais curioso. Mordiscou o lábio e tentou esperar da forma mais paciente possível, ficando calado.

 

Ao aperceber-se da curiosidade do rapaz, Agnes não tardou em agarrar numa pedra de gelo. Prendeu-a entre os dentes e aproximou-se de Tom com calma, começando a deslizar aquele pedaço de água em estado sólido, pela pele quente do moreno, mesmo sobre o mamilo esquerdo. Não contente com o efeito que lhe poderia causar, passou uma mão em toda a continuidade do membro de Tom e agarrou-lhe o mesmo com firmeza, de forma a surpreendê-lo com a segurança que tinha nos seus atos. Agnes era assim, segura de si e de tudo o que fazia!

 

Ao sentir o pedaço gélido na pele, Tom estremeceu ligeiramente e esboçou um pequeno sorriso. Era certamente um cubo de gelo, ou pelo menos assim lhe pareceu. Quando pensou que a brincadeira dela tinha ficado pelo gelo naquele instante, sentiu a mão dela no seu membro e aí os músculos do seu corpo voltaram a contrair, e ele voltou a morder o lábio. Ele já estava mais do que convencido que Agnes sabia muito bem o que fazia, como e quando fazê-lo - e melhor ainda: onde "atacar". Depois de um pequeno grunhido, Tom respirou fundo, tentando relaxar o corpo. Estava já bastante ansioso. Excitado. E o facto de estar preso e de olhos vendados aumentavam essa ansiedade ainda mais.

 

Não contente ainda com a sua pequena tortura, Agnes aproximou a boca da de Tom e beijou-o com provocação num misto de lambidelas e dentadas suaves antes mesmo de continuar com os beijos pelo tronco dele. Ao chegar à zona de perigo, a língua da mais nova ocupou-se de saborear aquele volume quente e repleto de pequenos nervos que sentia contraírem-se à medida que se certificava se tudo estava no seu devido sitio - desde a base à glande - que sugou por fim.

 

Correspondeu aos beijos dela de igual forma e de muito bom agrado. Sorriu quando ela abandonou os lábios dele para se dedicar a outras partes do seu corpo, mas quase congelou assim que Agnes chegou a onde queria desde o início. Respirou fundo e soltou um pequeno gemido. Não tinha a noção do quão carente estava, do quanto ele precisava daquilo.

 

Com cuidado Agnes acabou por se dedicar ao membro de Tom como se estivesse a saborear algo de que não prescindia e naquele momento não o faria mesmo. Queria dar-lhe um momento, queria que ele se sentisse mimado ao aperceber-se da sua carência. Com a boca ocupada a morena acabou por ocupar também as suas mãos a acariciar-lhe as coxas com leves massagens.

 

Por muito que Tom não quisesse dar a entender a sua enorme carência e o quão bem aquilo lhe estava a saber, ele não era capaz de evitar os seus pequenos movimentos de encontro a ela, os suspiros, e até mesmo os breves gemidos que dava. Sorriu novamente ao sentir as massagens, e tentou relaxar novamente o corpo. Com o prazer que ia sentindo, iam-se notando os seus músculos a contraírem-se de vez em quando. Queria estar livre e agarrá-la, acaricia-la, retribuir. Queria avançar.

 

A morena não tardou por isso em retirar-lhe a venda dos olhos assim como a gravata enrolada nos pulsos dele. O seu olhar era de pura luxúria e excitação, completamente alheia ao mundo lá fora, Agnes só queria senti-lo de novo.

 

Assim que Tom estava livre, ele esboçou um enorme sorriso. Puxou Agnes para si e beijou-a com afinco, deixando que as suas mãos voltassem a apalpar todo o seu corpo. Precisava de sentir cada centímetro do mesmo, uma vez mais. No momento em que o beijo mais intenso cessou e que eles estavam bem próximos um do outro, o moreno olhou a mais nova, observando os olhos dela, como se pedisse algum tipo de permissão, mesmo sem dizer qualquer tipo de palavra ou fazer algum gesto em específico.

 

Não bastou mais nada a não ser um beijo terno de Agnes, que levou o mais velho a penetrá-la com cuidado. A morena gemeu de forma baixa, agarrando na cara de Tom com firmeza, recuperando algum fôlego contra a boca dele. – Só para nos tranquilizar, aqui a ninfomaníaca toma a pílula e gosta de sentir assim o Dr. Kaulitz e nem quer de outra maneira. – Disse ofegante, sorrindo de forma estúpida com a face encostada ainda à dele.

 

Tom não foi capaz de se conter e acabou por rir baixinho, abanando a cabeça e encolhendo os ombros de forma discreta. – Não te perguntei sequer porque já calculava que a tomasses. Era um bocadinho óbvio… – Piscou-lhe o olho e voltou a beijá-la, num momento em que acelerou e aprofundo um pouco mais as investidas, ficando satisfeito ao ouvir os gemidos dela.

 

Passaram minutos naquilo, perdendo qualquer noção do tempo em que eram um do outro, sem pudor. Agnes entregava-se a Tom como ele a ela, sem se lembrarem da vida de ambos e isso era o que naquele momento mais fazia sentido. Já perto do auge a morena cravou as unhas sobre os ombros do mais velho que permanecia agora sobre ela a investir sem ressentimentos. Não tardou até sentir o seu corpo tenso por completo e uma enorme sensação atingir-lhe o interior, provocando-lhe estupidamente borboletas na barriga como se tudo aquilo fosse novo para ela. E era, pelo menos com Tom!

 

Tudo correu da melhor maneira possível. Ambos estavam a ter imenso prazer com tudo aquilo, e o moreno era capaz de reparar na pequena felicidade de Agnes. Ela parecia realmente satisfeita com o que ele lhe fazia, e isso só lhe dava mais gozo para continuar. No meio de tanta intensidade, tanto Tom como Agnes acabaram por atingir o orgasmo. Mesmo não tendo acontecido ao mesmo tempo, também não houve grande diferença em termos de tempo até que o último chegasse ao auge. O mais velho abraçou-a, ainda ofegante, e deixou-se ficar assim, quieto, deixando apenas que se ouvissem as respirações pesadas dela.

 

– Estou mesmo a precisar de uma boa noite de sono. – Informou a morena, deitando a cabeça sobre o peito dele e puxado o lençol até à cintura de ambos. – Queres ir fumar ou assim? – Procurou saber, olhando-o com um ar visivelmente cansado e de quem acabara de dar uma bem dada. Agnes ficava como se tivesse acabado de fumar ou tomar algum estupefaciente. Sempre que fazia sexo os seus olhos ficavam com aspeto sonolento, semicerrados e a sua cara de safada passava para algo semelhante a uma rapariga bastante amorosa e mimada.

 

Tom sorriu e assentiu. Por acaso, um cigarrinho vinha mesmo a calhar. Agnes parecia bastante cansada e estava com um ar engraçado devido a isso mesmo. Não que não estivesse igualmente cansado, mas não tinha pegado em nenhum cigarro o dia inteiro e estava a precisar. Era algo que fazia sempre antes de ir dormir, e na maior parte das vezes também é a primeira coisa que faz ao acordar. – Sim, eu vou fumar um cigarro mas prometo que não demoro muito e que logo depois volto para a cama. Tu estás muito cansada, por isso aproveita e dorme, sim? Não precisas de esperar por mim. – Informou, ainda sem se mexer dali.

 

– Sim. – Sussurrou, arrastando o seu corpo para o colchão. Pousou a cara sobre a almofada e esticou a mão para o seu telemóvel, desativando qualquer alarme que poderia berrar de manhã. Depois de pousar o aparelho de novo ao lado do iPhone de Tom, enroscou-se no lençol e fechou os olhos, aterrando profundamente no sono.

 

O arquiteto acabou por sair entretanto da cama e antes de ir fumar, ainda passou pela casa de banho. Depois, com um dos robes do hotel vestido, foi até à pequena varanda, onde fumou não um, nem dois, mas sim três cigarros. Perdeu completamente a noção do tempo, e quase que lhe pareceu que estava a repetir-se. Sempre que pegava num cigarro tinha a sensação de que aquele ainda era o primeiro, quando que isso não era verdade. Não estava arrependido do que tinha acabado de fazer nem do que estava ainda a fazer, mas tinha um ligeiro pressentimento. Não era capaz de distinguir, não conseguia perceber se era um bom um mau pressentimento, e isso deixava-o algo inquieto, incomodado. Na sua mente, só estava uma pessoa. Pessoa essa pela qual ele já nem sequer nutria qualquer sentimento amoroso, pelo menos, não como antes. Na verdade, não sabia se tinha qualquer tipo de sentimentos por Ria. Estava tão bem agora com Agnes e, mesmo já tendo pedido o divórcio e Ria concordar com o mesmo… Algo o deixava incomodado. Quando se apercebeu de todos os cigarros que já tinha fumado, terminou o que tinha entre os dedos e suspirou, voltando depois para a cama. Despiu o robe e deitou-se bem pertinho de Agnes, aconchegando-a ao seu corpo. Varreu da mente os pensamentos relativos à ex-mulher e deixou-se adormecer.

 

Já passava pouco da uma da tarde quando Agnes acordou. Sem fazer barulho, levantou-se da cama e vestiu o seu robe, enroscando-se nele confortavelmente. Olhou para Tom adormecido sobre o colchão e sorriu, caminhando para a sala da suite e preparando um café longo na máquina automática que aquele espaço dispunha. Depois de ter a sua caneca fumegante na mão, aproximou-se da janela e deixou-se estar a apreciar a habitual azáfama de Nova Iorque. Amava aquela cidade e para si era uma das suas 4 casas. Vivera ali cerca de 3 anos e apesar de não terem sido os melhores da sua vida, foram sem dúvida onde mais cresceu enquanto pessoa. Poucos minutos passou a apreciar aquela paisagem e os seus pensamentos foram interrompidos pelo som do seu telemóvel a tocar pelo quarto. Num passo apressado, acercou-se do aparelho e atendeu-o sem tomar atenção ao que aparecia no ecrã. – Sim, boa tarde?! – Atendeu, afastando-se de novo para a sala de modo a não incomodar Tom que ainda dormia pacificamente. 

 

Do outro lado da chamada, a pessoa em questão ficou calada durante alguns segundos. Ouvia-se a sua respiração, e parecia estar frustrada. Boa tarde?! Quem é que está a falar?! Atirou a mulher, quase aos gritos, demonstrando a sua fúria.

 

– Isso pergunto eu, com quem deseja falar? – Repostou num tom nada amigável, demonstrando que se tratava de uma pessoa educada e com modos.

 

Com o meu marido! Que eu saiba este é o número dele! Daqui fala a Ria e eu quero saber quem raio é você e porque é que está com o telemóvel do Tom. Onde é que ele está?! Está consigo?! Passe-lhe o telemóvel, quero respostas IMEDIATAMENTE!Ria parecia estar possuída pelo demónio e cada vez se exaltava mais. Só de ouvir a voz daquela mulher que pelos vistos estava com o seu marido, ficava com vontade de matar alguém.

 

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publicado às 22:16
editado por ivy hurst a 27/4/17 às 15:39


8 comentários

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De a 29.12.2016 às 17:01

Se este foi o último capítulo antes de 2016 terminar então foi uma boa passagem para um próximo ano ^-^ Estava mesmo à espera que eles se enrolassem...e uma vez que ela é uma viciada espero muito disso daqui para a frente xD com problemas pelo meio, claro, como o final deste capítulo já prevê. Estava aqui a pensar que a Agnes poderia mentir. Dizer que tinha ficado com o telefone do Tom ou assim, só para evitar problemas com a outra. Porque cheira-me que a Ria poderá vir a ser um problema com P grande na vida deles :s
Fico à espera do próximo! Beijinhos para as duas e boas entradas! :-D
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De ivy hurst a 30.12.2016 às 03:59

Oláá! É sim, este é o último capítulo publicado em 2016 :b
Ah não te preocupes, uma viciada + um viciado carente acho que dá igual a muito enrolanço, com ou sem problemas pelo meio xb
Vamos lá ver como é que a Agnes vai responder àquela mulher... Ela já é uma grande "pedra no sapato" na vida do Tom, por isso... :/
Muito obrigada e igualmente! Boas entradas para ti, para as tuas maninhas e para o resto da família também :D
Beijocas ♥
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De Miguel Alexandre Pereira a 31.12.2016 às 14:52

A história está bastante interessante, faz ficar com imensa vontade de ler o que vem a seguir! Parabéns pelo vosso trabalho!


http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/
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De ivy hurst a 02.01.2017 às 22:52

Ainda bem, é essa a nossa intenção e ficamos muito felizes por saber que estamos a consegui-lo!
Muito obrigada!
Beijocas ♥
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De twilight_pr a 02.01.2017 às 17:09

Como último capítulo do ano, mas que capítulo xD
Eles os dois enrolados... ehehehe *inserir bonecos safados no momento*.
Este final é mesmo para deixar-me a querer ler mais, certo? O.O
Porque agora com a Ria passada da mona ao telemóvel, quero saber como é que as coisas se vão desenrolar.
O Tom preso e vendado foi qualquer coisa xDDD

Beijinhos às duas <3
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De ivy hurst a 02.01.2017 às 23:02

Claaaro, sabes que o que nós mais queremos é que vocês fiquem com uma vontade louca de ler mais!
Já que eles são tão viciados e gostam TANTO disso (e vocês adoram ler), terá de haver mais uns enrolanços aqui e outros acolá, ihihi.
Ai, Ria, Ria... Mais uma tola, é o que é!
Ahaha, o Tom preso e vendado pronto né... É fantástico xD


Obrigadaa, beijocas ♥
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De TheOtherSide a 02.01.2017 às 18:26

Wow ela passou por tanto com aquela peste do ex, já merecia ser feliz xd
Espero que a ex do Tom não lhes estrague a relação xd
Continuem rápido, please. 
Bom ano 2017 ás duas :)
Beijinhos ás duas <3 <3
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De ivy hurst a 02.01.2017 às 23:05

Ela merece ser muito feliz! Talvez encontre a felicidade que tanto merece em breve, quem sabe :b
Vamos lá ver como correm as coisas daqui para a frente... Até pode ser que se resolva tudo a bem com a Ria. Ou não!
Obrigada fofinha, bom 2017 para ti também :b
Beijocas ♥

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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