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No Control || 13

por ivy hurst, em 01.11.17

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- Está ótima! - Informou, sorrindo quando o viu a aproximar-se. - Estás a falar a sério, amor? - Questionou algo surpresa, de olhos bem arregalados. - Uma casa? No Havai?! - Por muito que quisesse esconder o entusiasmo... Não conseguia!

 

- Sim, foi isso que eu disse. - Riu divertido, beijando-a com cuidado. - O meu irmão está a contruir a deles lá, já está em andamento como sabes, pensei que também podíamos ter a nossa. - Sorriu abertamente.

 

- Sabes que mesmo que não tivéssemos casas assim, aqui e ali, eu amava-te na mesma, não sabes? - Sorriu carinhosamente, puxando-o para a piscina. Riu baixinho quando ele acabou por cair e aproximou-se depois dele, beijando-o. - Eu gosto muito dessa ideia, amor.

 

- Eu sei que me amas, seja de que maneira for. - Riu-se, beijando-a com calma e carinho. - Vou falar com o meu irmão para nos desenhar a casa como queremos. - Sorriu abertamente.

 

- Obrigada amor. - Agradeceu no seu tom mais carinhoso, acariciando-lhe as costas enquanto o beijava novamente. - Por falar em Havai, a que horas vamos? Preciso de saber para me arranjar e estou a ficar com imensa fome.

 

- Vamos depois de jantar para chegarmos lá a tempo de descansar também. - Informou, deixando-a lentamente e mergulhando depois o seu corpo. - Vamos então comer algo? - Estendeu-lhe a mão, esperando por ela para sair.

 

- Está bem, amor. Sim, estou cheia de fome. Ainda não comi nada desde o desastre de há bocado... - Suspirou, dando-lhe a mão. Saíram da piscina logo de seguida, e foram até à cozinha. - Podes fazer para mim? Uma sandes ou assim. Ou duas. - Tash fez uma pequena careta e passou a mão pela barriga.

 

- Queres sandes de quê? - Procurou saber, olhando-a com um sorriso divertido. Adorava vê-la assim com fome e tudo por causa do bebé de ambos!

 

Ela olhou para a barriga e assentiu segundos depois, como se tivesse ouvido uma resposta da filha. - Quero duas tostas mistas! Posso comer um bocadinho de batatas fritas também? E um KitKat?!

 

- Que misturas são essas? - Questionou a rir enquanto tratava de retirar tudo o que precisava do frigorífico. - Queres que te frite umas batatas em óleo de amendoim? É mais saudável. - Informou, cortando duas enormes fatias de um pão caseiro, mas no formato de forma.

 

- Não são misturas! - Resmungou num tom fofinho, continuando a explicar-se. - É o lanche, o acompanhamento e a sobremesa! Tenho fome e é isso que me apetece! - Informou, sorrindo toda fofa. Caminhou até ao frigorífico e tirou de lá uma garrafa de água fresca, bebendo calmamente. Caminhou até ao armário dos chocolates e suspirou. Bill como era alto guardava os doces todos no fundo do armário mais alto. Decidida a comer doces, Natasha pôs-se em bicos dos pés, tentando chegar a um doce que fosse.

 

- Não me respondeste quanto às batatas. - Relembrou, colocando as tostas na tostadeira e alcançando-lhe o tão ansiado KitKat.

 

- Sim amor pode ser. - Informou, ficando toda contente quando o namorado lhe deu o chocolate. - O pai é tão bom connosco. - Murmurou à barriga, acariciando-a.

 

- Não te habitues. - Resmungou, apontando o dedo à mais nova. Rapidamente descascou duas batatas, cortando-as em palitos e colocou uma frigideira a aquecer com óleo para as fritar.

 

- Sim pai, não te preocupes! - Respondeu com um sorriso fofo, suspirando depois. - Pai... - Deixou escapar quando passou a imagem do seu pai pela mente. Cambaleou por ali até se apoiar na bancada e respirou fundo.

 

- Estás a pensar no teu pai...? - Questionou cauteloso, olhando para ela enquanto mexia nas batatas para as separar ligeiramente. - Porque não lhe ligas pelo FaceTime? - Procurou saber.

 

- Amor, tu sabes que não posso fazer isso... O meu pai está metido com o Gilles, quer que eu me case com ele à força. Eu não sei o que é que ele andou a dizer ao meu pai, mas se ele até a Agnes odeia, imagina o ódio que te tem. - Respondeu calmamente, olhando o namorado. - Não posso contar com o meu pai. Nem sequer lhe posso ligar para lhe contar que vai ser avô. - Suspirou, olhando para o chão algo tristonha.

 

- O teu pai não tem contacto com o Gilles porque esse traste está...como é que eu hei de te dizer...perdido! - Começou por dizer, gesticulando levemente com a mão e rindo-se. - A esta hora deve estar a desesperar por ajuda numa ilha deserta, no meio dos índios. - Revirou os olhos.

 

Natasha arregalou os olhos ao ouvir aquilo, olhando novamente o namorado. - Tu estás a falar a sério?! Oh meu Deus... Porque é que não disseste nada, amor? - A loira aproximou-se do namorado de imediato, abraçando-o com força e carinho. - É mesmo verdade? Não tenho que me preocupar mais com esse homem horrível?!

 

- Estou a deixá-lo sofrer ali um bocadinho, enquanto o meu irmão se casa, vai e vem de Lua-de-Mel, ele fica por ali. - Começou por dizer, olhando-a com um sorriso matreiro. - Depois vou ter o prazer de o matar com as minhas próprias mãos, armas, tudo o que me apetecer. - Riu-se.

 

Natasha sorria cada vez mais, extremamente animada com aquela notícia. - Eu amo-te tanto, tanto. - Murmurou, agarrando-se ao rosto do rapaz, beijando-o com paixão. - Também queria ver. Aliás, eu não me importava nada de dar um tiro àquele traste. - Resmungou, olhando o namorado com uma certa preocupação depois. - E isso não te vai trazer problemas, amor?

 

- Não, eu vou tratar de tudo na perfeição, como sempre. - Riu-se divertido e beijou-a mais uma vez. - Vou fazer com que pareça um cenário de assalto e pronto, nada de muito importante, uma encenação aqui para as câmaras, umas montagens e a polícia é facilmente enganada. - Explicou, retirando as batatas a frigideira.

 

- Por favor tem cuidado... - Pediu logo, deixando que ele retirasse as batatas primeiro, e assim que pôde voltou a abraçá-lo. - Tem muito cuidado. Mas mata-o. Estrangula-o, esfaqueia-o, faz o que quiseres, mas mata-o por favor. Quero viver em paz contigo e com a nossa filha. Precisamos de paz. Mas preciso de ti também, por isso tem muito cuidado, sim?

 

- Tenho sempre cuidado, não te preocupes comigo quanto a isso. - Sorriu-lhe, servindo-lhe a tosta com as batatas. - Queres um batido de vitaminas? - Procurou saber, olhando-a com atenção.

 

- Eu sei que tens e eu confio em ti, sabes disso. Mas é impossível não me preocupar contigo, o que é normal porque eu amo-te. - Explicou-se rapidamente, assentindo enquanto olhava a comida que o namorado lhe dava. Até os olhos dela tinham um brilho diferente. - Quero! - Quase gritou, agarrando na primeira tosta e assim que provou fechou os olhos e gemeu baixinho. - Isto está tão bom! - Falou de boca cheia e toda sorridente, comendo uma batata logo de seguida.

 

- Ai, mal posso esperar para ficares gorda, vais ficar ainda mais linda. - Disse sorridente, começando a lavar as frutas com um produto próprio para desinfectar e umas folhas de espinafres. - Vou desenhar umas roupas para ti, quando estiveres de pança grande. - Informou, colocando tudo no liquidificador.

 

- Achas que vou ficar bonita quando a minha barriga for bem grande e redonda? - Questionou baixinho com um sorriso amoroso, continuando a comer. - Estou tão entusiasmada com a gravidez, sabes? É claro que há sempre aqueles medos, ainda por cima é a primeira vez que sou mãe... Mas tenho-te a ti, tu és médico e eu sinto-me segura, sinto que vai correr tudo bem comigo e com a nossa bebé. Eu sei que pode até ser menino mas... Não sei, tenho aquele pressentimento. - Sorriu, comendo algumas batatas. - Estou a entrar praticamente na décima semana, quando voltarmos vamos ver a bebé não vamos?

 

- Acho, vamos ter uma menina porque a tua barriga é redondinha. - Sorriu-lhe, beijando-lhe depois a testa com carinho e bastante devagar. - Podemos ir ver agora de tarde se quiseres. Vamos à clínica! - Riu-se divertido, olhando-a com uma cara de quem queria muito que ela dissesse que sim.

 

- Siiiim! - Respondeu logo, completamente feliz. - Podemos mesmo ir? Vamos ver a nossa bebé hoje?! - A sua felicidade era extrema naquele momento. - Posso só comer primeiro? Está demasiado bom para deixar a meio, ainda por cima vais fazer um batido e tudo. Adoro os teus batidos. - Murmurou, muito sorridente.

 

- Sim, vamos depois de comer, nem terias outra hipótese. - Riu-se, servindo-lhe depois o batido e sentando-se ao lado dela. - Vais ouvir o coração dela e chorar rios. - Brincou, dando-lhe uma palmada no rabo.

 

- Oh, não gozes! Aposto que tu também te vais emocionar! É normal, é a nossa filha. Mal posso esperar por ouvir o coraçãozinho dela. - Murmurou, mordiscando o lábio quando o namorado lhe deu a palmada. - Amor, não faças essas coisas... Fica meio difícil controlar-me se fazes coisas deste género. Não quero abusar.. - Suspirou, continuando a comer e a beber com uma gigantesca vontade. Estava-lhe a saber tão bem!

 

- Desculpe princesa. - Pediu, roubando-lhe um beijo terno e de seguida, uma batata. - Vou estrear a minha máquina nova contigo, vês eu sou um querido. - Riu-se, olhando-a com carinho.

 

- Aww… Mas que tu és um querido já não é novidade para mim. - Riu, terminando toda aquela comida em menos de nada. Levou a mão à sua barriga e suspirou, como se estivesse a querer dizer que estava cheia. Aproximou-se do namorado e abraçou-o, olhando-o com toda a ternura e o orgulho. - Amo-te tanto, Bill. Tanto. - Murmurou, pousando o rosto no peito dele.

 

- Também te amo. Nem tu imaginas o quanto... - Sorriu, abraçando-a de forma protetora contra o seu peito. Amava Natasha com tudo o que tinha e mesmo o que não tinha. Era capaz de morrer por aquela mulher e todos sabiam disso, até os seus maiores inimigos.

 

- Não preciso de imaginar porque sei, amor. És o homem da minha vida, o meu herói. E vais ser o herói da nossa bebé também. - Falou num tom calmo e carregado de carinho. - Nunca vou conseguir agradecer-te o suficiente por tudo o que tu fizeste e fazes por mim...

 

- A melhor forma de me agradeceres é seres-me fiel sempre, confiares cegamente em mim... - Olhou-a nos olhos. - A confiança é a base de tudo e se tu não confiares em mim, não vai resultar em algum momento... - Argumentou, acariciando-lhe as costas devagar. - Vá, vai lá vestir qualquer coisa para irmos fazer a ecografia! - Pediu com um sorriso. - Entretanto vou ligar à Agnes para saber como é que ela está. O meu irmão disse-me que ela anda com medo e assustada porque ontem de madrugada, teve algumas dores do útero, normais quando ele está a alargar e pronto, ficou com medo de perder de novo o bebé... - Suspirou.

 

- Nunca te fui infiel, Bill. - Começou por dizer, suspirando quando o encarou. - Quando eu fiz o que fiz não foi porque não confiava em ti ou o que seja. Eu amo-te imenso, confio em ti a 300%. Só o fiz porque a tua vida estava em jogo por minha causa, não suporto a ideia de te perder. Eu sou capaz de dar a minha vida por ti se for preciso. Aliás, naquele momento eu estava a dar a minha vida por ti. Porque tu és-me tudo, e se eu te perco fico sem nada. - Sussurrou, voltando a pousar a cabeça no peito dele enquanto tentava não chorar. - Oh... Eu espero que ela esteja bem. Acredito que esteja. Se dizes é porque está. - Murmurou, beijando-lhe o pescoço várias vezes mas com carinho e sem maldade.

 

Não querendo falar mais sobre o assunto Bill apenas se remeteu ao silêncio no que tocava a confiança. - Ela foi tonta. - Respondeu a rir, achando piada à situação de Agnes. - Eles fazem imenso sexo, passam a vida naquilo e ela teve um orgasmo e teve essa dor. Entrou logo em pânico, mas o meu irmão não me disse nada, lá a conseguiu acalmar. Depois acorda de novo durante a noite com a mesma dor, mas apenas porque teve outro orgasmo a dormir e é normal isso acontecer. O vosso útero contrai, tudo fica mais contraído e não é ar que aí está, é um bebé. - Explicou divertido. - Só que ela ficou com medo... - Encolheu os ombros.

 

- Ah, então é isso... - Sussurrou a si mesma, antes de o encarar. - Eu também não sabia disso, o meu médico não me contou... Não é que eu ande a ter orgasmos...! - Disfarçou de imediato, mordiscando o lábio. - Ahm... Bem, eu vou... Vestir algo decente e bonito enquanto tu lhe ligas. - Falou calmamente, começando a afastar-se calmamente.

 

- Volta aqui imediatamente Natasha Marie Kingsley. - Ordenou, apontando o espaço à sua frente. - Já sentiste isso? - Questionou, olhando-a de olhos semicerrados enquanto a via aproximar-se.

 

A loira aproximou-se lentamente do seu namorado e encarou-o. - Ahm... - Tash desviou o olhou e começou a mordiscar o lábio inferior, e lá acabou por assentir. - Sim... Sim, já senti isso. - Respondeu baixinho, corando de imediato.

 

- E porque não me disseste? - Olhou-a, sério. - Natasha é para me dizeres tudo, se te dói, se mexe, como mexe, quando mexe, se arde, se incomoda, se sabe bem... Entendeste? É que pode ter sido por isso mas sabes lá tu? - Argumentou, respirando fundo. - Porque é que não me contas as coisas?

 

 

- Não contei porque tive vergonha de te contar e porque tinha receio da tua reação. Porque um orgasmo não vem assim do nada... - Continuou a falar num tom baixo olhando só para o peito do namorado. - Desculpa. Não queria que ficasses zangado por eu o ter feito, por isso não contei. - Natasha nunca tinha estado tão corada na sua vida!

 

- Não te ia tratar mal, são coisas normais de uma mulher grávida ou não grávida. - Respondeu de imediato, erguendo-lhe o queixo de forma delicada. - Quero que me contes tudo Natasha, tudo... - Avisou.

 

- Não estás chateado? - Perguntou baixinho quando voltou a encará-lo, suspirando de seguida. - Tinha medo que ficasses chateado comigo por me ter masturbado. - Suspirou, entrelaçando os dedos uns nos outros. - Desculpa.

 

- Não sejas parva, Tash. - Suspirou, puxando-a para si e beijando-a com calma, enquanto lhe agarrava no rosto com uma mão. - Porque haveria de ficar? É algo normal na minha vida de médico e de ser humano há 27 anos... - Sorriu-lhe docemente.

 

A loira correspondeu àquele beijo de muito bom agrado, suspirando no final. - Sei lá, amor... Talvez porque tu és o meu namorado. Sinto-me culpada porque prometi que não ia abusar nem tentar puxar esse assunto porque não estás confortável com isso ainda e depois acabei por me masturbar. E parece errado... Disse uma coisa e depois enquanto estava sozinha fiz outra. - A rapariga mordeu o seu lábio inferior e suspirou.

 

- Normal que o faças, nunca te iria falar mal por isso. - Sorriu-lhe, beijando-lhe assim a testa novamente. - Vá, vamos lá vestir-nos para assim ficarmos prontos para a viagem. Veste algo confortável, mesmo modo avião. - Pediu, levantando-se do banco alto e caminhando com ela para o quarto enquanto pelo caminho ligava a Agnes.

 

- Estou! - Atendeu Tom, num tom de voz baixo e meio ríspido.

 

A loira apenas assentiu e foi com o namorado até ao quarto, dirigindo-se de seguida ao closet. Apesar de escolher um fato de treino por ser bastante cómodo, Tash arranjou-se à mesma com uma maquilhagem leve e neutra e apanhou o cabelo num rabo de cavalo. Voltou ao quarto entretanto, olhando o namorado de vez em quando enquanto colocava algumas coisas na sua mala. - Está tudo bem? - Perguntou quando se chegou perto do telemóvel do namorado, ao ver a careta que ele fez ao ouvir o irmão.

 

Tom soltou um longo suspiro e passou uma mão pelos olhos. - Sim, está tudo mais ou menos. Discutimos forte e feio... - Contou, ouvindo-se do outro lado da linha uma porta fechar-se com calma. Era Tom a sair do seu quarto!

 

Tash pegou no telemóvel do namorado e colocou em alta voz. Estar a tentar alcançar a orelha de um gigante como o namorado não era propriamente fácil. - O que é que aconteceu? Discutiram porquê? - Tentou saber com calma, olhando para o namorado que a deixava falar. Normalmente seria ele a falar com o irmão, mas desta vez lá escapou.

 

Fui um idiota, ando tão nervoso que me passo por tudo. Depois esta noite não dormi nada, ela passou o tempo todo a acordar por tudo e por nada, chorava e eu pronto, não conseguia adormecer... - Começou por dizer. - Ela entretanto acordou, foi à empresa e não sei quê e quando voltou, meteu-se a fazer o almoço, mas adormeceu com os tachos ao lume. Eu acordo, cheirou-me a queimado, olha... Pronto comecei a gritar com ela, ela acordou assustada, depois começámos a discutir porque ela berrava ainda mais do que eu. Eu sei que errei, mas assustei-me Bill, estava a cozinha quase a arder e ela na sala a dormir ferrada... Ela ficou na merda, ameaçou que me esmurrava a cara na próxima, não me deixou chegar ao pé dela... - Suspirou, sentando-se no sofá da sala.

 

A rapariga suspirou ao ouvir aquilo. - Não me leves a mal, mas não foste nada correto, Tom. Entendo que estejas cansado e nervoso com o casamento e tudo isto, mas gritar com ela porque a rapariga adormeceu também não se faz. - Respirou fundo, continuando. Olhou para Bill para que ele dissesse alguma coisa, mas antes de ele poder falar questionou algo. - Olha lá, já lhe disseste que vão passar o fim-de-semana fora?

 

- Sim, já... - Respondeu num tom quase inaudível mas que os outros dois ainda conseguiram captar.

 

- Mano, sei que andas mesmo nervoso e cansado mas não a podes assustar ok? É normal que ela tenha adormecido, ela agora dorme por duas pessoas, gasta energia por duas pessoas, come por duas pessoas e sente, assim como se expressa, por duas pessoas... - Começou por dizer. - Eu também ia ficar assustado se visse a cozinha a arder mas não a podes assustar, porque isso pode trazer consequências muito graves. - Argumentou, tentando também não colocar Tom ainda pior.

 

Natasha estava pensativa enquanto Bill falava e assim que ele se virou, falou de imediato. - Ela está a descansar? E se eu fosse com ela para o Havai hoje ou amanhã de manhã? - Questionou, ainda a pensar. - Eu posso acalmá-la, deixar que descanse e tudo isso... Ou isso ou... Ah, não sei. - Murmurou confusa, olhando Bill e encolheu os ombros.

 

- Não, não a quero longe de mim... - Respondeu Tom de imediato. Não ma tirem de perto de mim. Nós resolvemo-nos, como sempre. Só quero que ela agora durma e quando acordar eu falo com ela. - Explicou num tom de voz choroso.

 

- Se calhar era melhor eu ir aí a casa? Para ficar de olho nela enquanto vocês não se entendem...? - Tash olhou o namorado e fez uma careta, encolhendo os ombros. Já tinham coisas planeadas mas se fosse preciso...

 

- Não é preciso, ela agora está a dormir e não lhe vou fazer nada, não sou desses. - Disse meio afetado com o facto de aquela conversa estar a levar um rumo como se ele fosse um monstro meio virado para o ogre. - Façam a vossa vida, obrigado pelo apoio... - Agradeceu, limpando a sua cara.

 

- Tom não é nada disso que eu queria dizer! Achas que eu te deixava aproximar da minha Agnes se o fosses? - Ela riu baixinho e encostou-se ao namorado. - Não sejas tolo, Tom. Nós estamos aqui para vocês. Espera aí. - Avisou, fazendo sinal ao namorado. Deixou a mala em cima da cama e foi até casa deles, aparecendo à frente de Tom quando ele foi à janela. Assim que ele a deixou entrar, Tash abraçou-o com calma. Não tinham grande amizade antes, mas com os preparativos do casamento e tudo isso tinham-se aproximado um pouco. - Não sejas parolo, está bem? Entendeste mal o que eu quis dizer.

 

- Desculpa... - Pediu com as lágrimas a escorrerem-lhe pelo rosto. Estava arrependido e bastante magoado consigo mesmo, só querendo neste momento resolver tudo com Agnes. - Vão vocês para lá, certifica-te de que está tudo como ela quer e daqui a dois dias ou mesmo amanhã nós vamos ok? - Olhou-a, limpando mais uma vez a sua cara.

 

Natasha limpou as lágrimas do moreno, abanando a cabeça. - Não tens de me pedir desculpa. Prepara-lhe um jantar bom, com tudo bonitinho e pede-lhe desculpa. Falem com calma e vão resolver tudo, sim? E não precisas de te preocupar com nada sobre o casamento. - Ela falava baixo, acariciando-lhe as bochechas depois. - Vai estar tudo bonitinho. E acho muito bem que vás amanhã ou além de amanhã. Não se atrasem, ouviste? - Apontou-lhe o dedo, sorrindo. - Tu vais resolver isto. - Beijou-lhe a bochecha, suspirando depois. - Sabes o que tens a fazer, certo? Jantar fino e romântico cá em casa, pedes desculpa, dás-lhe beijocas. Entendido?

 

Tom assentiu de imediato. - Sim, eu faço tudo isso. Obrigada... - Agradeceu, beijando a testa da amiga de forma demorada. - E prometo que não me atraso, estamos lá, no máximo, dentro de dois dias. - Assegurou com um sorriso orgulhoso e visivelmente ansioso com tudo. - Nem acredito que me vou casar em menos de 3 dias... - Respirou fundo.

 

- Pois vais... E eu prometo que vocês vão ter tudo perfeito. Vai ser um casamento maravilhoso, prometo. Não me tenho andado a esfolar para nada, é tudo de qualidade! - Brincou com o rapaz, suspirando depois. - Vai correr bem... Tem calma, sim? - Natasha sorriu-lhe carinhosamente e abraçou-o com ternura. - Ficas bem?

 

- Fico, vai lá ter com o meu irmão senão ele fica com ciúmes. - Brincou de igual modo, acompanhando-a até à porta de saída. - Boa viagem para vocês sim? Depois liguem quando chegarem. - Pediu, sorrindo-lhe mais aliviado.

 

- Sim, não te preocupes que o teu irmão liga-te de certeza! - Sorriu, despedindo-se dele com dois beijinhos. - Até daqui a uns dias! - Sorriu, voltando rapidamente a casa. Nem precisou de passar pela porta, Bill já estava a colocar tudo no carro. Tash foi ter com o namorado e sorriu-lhe. - Pronto, problema semi-resolvido, já podemos ir ver a nossa bebé e depois podemos ir embora!

 

- É, deixas-me aqui sozinho e voas para o quintal do lado. - Resmungou num tom falsamente ciumento, enquanto colocava todas as malas no porta-bagagens do seu carro. - Ele ficou bem? - Procurou saber, olhando para ela atento.

 

- Ai, o meu tolinho! - Pôs as mãos na cintura, olhando-o de uma forma bem engraçada. - Sim, amor. A tua namorada de vez em quando lá faz coisas decentes e consegue acalmar tempestades. - Encolheu os ombros enquanto se gabava na brincadeira, sorrindo ao namorado. - Ele está bem e a Agnes também vai ficar. Dei uma ligeira dica, vai correr tudo bem. - Tash aproximou-se de Bill e beijou-o. - Vamos ver a nossa filha?

 

- Vamos, entra no carro. - Riu-se, beijando-a mais uma vez e abrindo-lhe a porta de seguida. - Ai a minha namorada é uma fofinha, já vi. - Brincou, dando-lhe uma leve palmada no rabo do qual não resistia nem por nada neste mundo. Se havia coisa que Bill gostava no corpo de Natasha, era o seu traseiro.

 

- Bill! - Resmungou baixinho, em algo que quase parecia um pequeno gemido. Acomodou-se no banco do carro e esperou que ele entrasse. - Continuas a fazer isso e eu começo a apalpar-te todo e depois não te queixes! - Avisou de forma adorável, observando o namorado enquanto ele metia o cinto e ligava o carro.

 

- Ui, cheio de medo eu. - Brincou, ligando o motor do carro e arrancando com o mesmo. - Ah, o Pumba! - Quase gritou, parando o carro de repente, mesmo entre os portões. - Amor, vai buscar o menino. Ele vai já connosco. - Pediu com um beiço mimado.

 

Natasha assustou-se e levou a mão ao peito, olhando para a parte de trás do carro. - Pensei que o tinhas trazido! Eu vou lá buscar o nosso bebé, volto já. - Beijou rapidamente o loiro e assim que pôde saiu do carro, indo buscar Pumba. Regressou com ele ao colo, dando-lhe sempre muitos mimos. - Olá pai! - Tash apareceu de repente na janela de Bill, mexendo a patinha de Pumba como se ele estivesse a acenar. Depois da brincadeira, voltou ao carro. - Está tudo não está? O vestido está, os sapatos e a lingerie também...

 

- Sim dessas coisas está tudo, só faltava ele. - Respondeu, acariciando o dorso de Pumba antes de arrancar com o carro. - Vamos lá ver a nossa menina. - Sorriu, fechando os portões da propriedade e seguindo caminho para a clinica.

 

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publicado às 15:00
editado por Daniela C. a 22/8/17 às 00:57


1 comentário

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De twilight_pr a 01.11.2017 às 19:00

Uns mimosos é o que eles são! E confesso que a Tash deve mesmo falar com ele sobre tudo, porque tudo é realmente importante para o desenvolvimento da bebé. Estou ansiosa para o próximo porque também quero ver como é que eles vão estar ao ouvirem o coração da menina deles *-* e espero que a Agnes e o Tom se resolvam, porque entendo o que é que ele quis dizer, mas sinceramente gritar não foi realmente a melhor maneira de resolverem as coisas... 
Realmente estão prontos para se casarem dentro de tão pouco tempo, dá sempre aquele misto de nervosismo que socorro! xD
Ansiosa para ler mais meninas e desculpem não ter vindo mais cedo :3


Beijinhos <3

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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