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No Control || 4

por ivy hurst, em 30.08.17

 

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Bill olhou para a namorada e sorriu, indo ao encontro dela e beijando-a com carinho. - Claro princesa, nem precisas de pedir. - Relembrou, olhando-a todo sorridente.

 

Natasha correspondeu rapidamente ao beijo do namorado depois de fechar a porta e sorriu-lhe levemente. - Então, é para me ir meter já no sítio da tortura? - Brincou.

 

- Não queres ir beber um café primeiro? Estou a precisar de uma pausa. - Pediu, passando as mãos pela cara. - Está tudo bem contigo? - Procurou saber, abraçando-a com cuidado.

 

- Eu posso ir buscar os cafés se quiseres, amor. Está tudo bem. Eu estava só a pensar em ir visitar o meu pai, só isso. - Explicou rapidamente, afastando-se. - Volto já. - Apenas disse, voltando a sair. Apressou-se a ir buscar o café ao namorado, voltando em menos de cinco minutos. - Toma, amor.

 

- Vais a Londres? - Procurou saber com um sorriso carinhoso. - Acho que fazes bem amor, porque não o trazes depois? - Procurou saber, agarrando na bebida. - Obrigado. - Agradeceu.

 

- De nada. Sim, acho que lhe vou fazer uma visita. Ele está sempre a perguntar se já fizeste o pedido. - Riu-se, encolhendo os ombros. - Eu acho que ele tem qualquer coisa, sabes? Está sempre a insistir com isso e a dizer que me quer levar ao altar antes de morrer. - Natasha respirou fundo e acabou por se sentar. - Acho que vou tentar ir ainda hoje. Não te importas?

 

- Hoje...? Mas achas que é grave? Queres que vá contigo? - Perguntou de imediato, endireitando o seu corpo na cadeira de forma a olhar melhor para ela.

 

- Sim, hoje. Eu não sei mesmo o que é que ele tem, mas vou tentar descobrir. E não te preocupes amor, eu vou sozinha. É melhor assim. - Suspirou, olhando-o depois. - E o trabalho? Como está a correr o dia hoje?

 

- Está uma merda, mas depois falo contigo sobre umas coisas que ando a ponderar. - Comentou com um meio sorriso, acabando de beber o seu café. - Queres que te compre as passagens agora? - Questionou, virando-se de imediato para o computador.

 

- Oh... está bem. Ah não te preocupes, eu trato disso. - Informou, levantando-se para se aproximar do namorado. - Se quiseres eu vou-me embora, amor.

 

- Não, eu vou sair contigo. Quero levar-te ao aeroporto. - Disse de imediato, começando a desapertar a sua bata. - Fazemos o exame quando regressares. - Comentou, pendurando a bata no cabide que lá tinha. - Oh, não estava a contar que fosses... - Suspirou triste.

 

- E não faz mal saíres assim? Não quero que te prejudiques por causa de mim. Eu estou há uns tempos para ir e acabo sempre por adiar... mais vale ir enquanto posso. - Natasha não tinha pensado sequer em ir até ver aquela mulher sair do consultório daquela forma e de ver o namorado a ajeitar-se todo também! - Não vou ficar muito tempo por lá, provavelmente volto amanhã, está bem?

 

- Natasha o que se passa contigo? - Questionou confuso, olhando a namorada de esguelha. Ela não estava bem- Primeiro vais para ver o teu pai, mas voltas já amanhã? Como é isso? - Aproximou-se.

 

- Não se passa nada, só estou preocupada com o meu pai e quero ir visita-lo. Qual é o mal? - Tash odiava ser tão transparente nestes momentos e como Bill a conhecia bem, era impossível esconder. - De qualquer das maneiras eu ainda não sei, quando estiver lá logo vejo e digo-te.

 

- Acho que se estás preocupada com ele devias no mínimo ficar uns 3 dias. Para isso vem ele aqui, não achas melhor? - Argumentou de braços cruzados ao peito. - Eu mando os meus homens irem lá buscá-lo e chegam ainda esta madrugada. - Afirmou convicto, tentando testar a rapariga de alguma forma.

 

- Amor, não. - Respondeu de imediato, prosseguindo. - Se o meu pai está realmente doente não vou obrigá-lo a viajar esta distância toda. Prefiro ir lá eu. - Bill ainda não tinha conhecido sequer o pai da namorada e havia uma razão muito simples. Apesar de tudo o que acontecera, o pai da loira continuava a adorar Gilles e convidava-o com bastante regularidade a ir à sua casa. Foi esse o motivo que fez com que Natasha deixasse de visitar o pai com tanta regularidade. Ainda por cima com Bill, daria logo em porrada. Mas agora não lhe fazia diferença! Bill andava a satisfazer as enfermeiras nos tempos livres. Se calhar ele nem sequer tinha passado os cinco meses sem sexo como ela pensava! - Ouve, amor... Eu só digo que não sei porque tem alturas em que mal eu mostro a minha preocupação ou peço para ele ir ao médico, ele quase me manda embora. É só por isso que não sei. Eu tenho saudades dele e quero descobrir o que se passa. Se voltar ainda mais cedo, é por causa da mulher dele. - Resmungou, revirando os olhos.

 

- Tudo bem, mas quero que me mandes mensagens e me mantenhas informado de tudo. - Pediu, olhando-a nos olhos como se lhe passasse alguma mensagem, de que estaria a confiar nela, independentemente de tudo. - Qualquer coisa, ligas-me logo. - Quase ordenou, apontando-lhe o dedo. - Mas vamos embora, tens que fazer as malas. Eu ajudo-te nisso tudo!

 

- É só enfiar algumas peças de roupa e pronto. - Encolheu os ombros, despreocupada com as roupas pela primeira vez. Só queria sair dali o quanto antes. - Não te preocupes, eu vou-te contando tudo. - Afirmou, saindo do hospital com ele. O verdadeiro motivo daquela viagem não era o que ela tinha contado, mas agora que pensava nisso e no seu pai, começava a ficar bastante nervosa. Tash não disse uma única palavra no caminho até casa e quando chegaram foi de imediato até ao quarto, retirando algumas das roupas preferidas do closet e enfiou-as à pressa na mala. - Talvez seja melhor o Pumba passar os dias com o Scott? - Perguntou enquanto fechava a mala.

 

- Do Pumba trato eu… - Murmurou de olhos postos no telemóvel. Por algum motivo aquilo estava a magoar bastante o mais velho. - Vou andando para o carro, quando estiveres pronta já sabes. - Apenas disse, saindo do quarto e caminhando para garagem onde entrou num dos seus automóveis, um Rolls-Royce descapotável. Retirou-o do lugar onde estava e parou-o diante da porta de entrada, esperando que a loira viesse. Tudo lhe estava a cheirar demasiado a esturro!

 

A rapariga aproveitou o momento em que ficou a sós para respirar fundo. Da maneira mais discreta e escondida possível, foi à gaveta do lado do namorado de onde retirou algo e arrumou logo na sua mala. Assim que estava preparada, saiu de casa e pôs as suas coisas no carro, entrando no mesmo logo depois. - Estou pronta, podemos ir.

 

- Ok. - Apenas disse, esperando que ela colocasse o cinto para arrancar logo depois com alguma velocidade. Bill não abrira a boca durante a viagem toda até ao aeroporto e fora cerca de uma hora e meia devido ao caótico trânsito de Los Angeles. Assim que chegaram a LAX, Bill conduziu até à zona dos hangares privados e mostrou todas as suas identificações possíveis e imaginárias ao segurança, assim como o cartão que provava que o loiro era detentor de uma aeronave que estava ali dentro. - Obrigado! - Agradeceu ao senhor, passando pelas cancelas de segurança e conduzindo até a um jato privado negro, de tamanho considerável, estacionado numa das muitas pistas por ali. - É só entrares. - Apontou para a aeronave.

 

Natasha olhou para o jato e respirou fundo, olhando para o namorado. - Obrigada. - Murmurou, abraçando-o logo de seguida. Ela amava-o imenso, mas aquela imagem e a ideia de ele andar a foder aquela mulher não lhe saiam da cabeça. Ainda assim, Natasha largou o que tinha em mãos para o abraçar melhor e beijou-o calmamente. - Eu depois digo algo...

 

- Fico à espera. E quero ainda que saibas, que não estou nada contente com isto! Cuidado com o que vais fazer Natasha, só te digo isso… - Avisou num tom não muito amigável e que de facto metia respeito. Natasha sabia que Bill era louco, mas nunca tinha visto o quanto.

 

As palavras de Bill assustaram-na tanto que a única coisa que ela foi capaz de fazer foi, de facto, fugir. Pegou nas suas coisas rapidamente e caminhou até ao jato, onde entrou de seguida. Ver Bill pela janela deu-lhe arrepios, mas não voltou atrás. Aproveitou a viagem para beber alguns copos do melhor que ali havia, pois era a única maneira de ela relaxar. A viagem demorou menos do que ela contava e quando menos esperava já tinham aterrado. Tinha avisado o pai que estava a caminho e quando viu a limusine sorriu de imediato. Agradeceu ao motorista que lhe abriu a porta e entrou logo, mas só depois do senhor fechar a porta é que ela reparou que não estava só. - Gilles. - Afirmou, em jeito de cumprimento.

 

- Olá boneca. - Cumprimentou com um sorriso matreiro, erguendo dois dos seus dedos em jeito de cumprimento. Não a queria assustar já, muito menos afastá-la ainda mais de si! - Deixa-me adivinhar, apanhaste o teu namoradinho com a boca na botija. - Riu-se enquanto lhe estendia um envelope com algumas fotografias no interior.

 

Natasha arregalou os seus olhos quando ouviu o que ele disse e engoliu em seco ao ver o envelope. - O que é isto? - Questionou, mas acabou por agarrar na mesma e retirar o que estava lá dentro. As fotografias só a deixavam ainda mais triste e furiosa.

 

 

Bill conduziu de novo para casa do seu irmão e de Agnes, mas antes disso fez um caminho mais longo onde aproveitou para ver as praias da zona costeira de modo a acalmar-se um pouco. Era impossível deixá-lo totalmente bem, mas pelo menos conseguiu amenizar a sua raiva e vontade de matar umas quantas pessoas ainda existentes por esse mundo fora. Não estava a gostar nem um bocado daquela viagem repentina e acima de tudo saber que Natasha ia para a mesma cidade onde Gilles andava, deixavam-no com um nó na garganta. O que o deixava um pouco confiante, era saber que a loira andava a ser vigiada por pessoas da sua confiança, sem que ela sequer desse conta.

 

Saiu do carro, tocando à campainha e assim que viu Agnes abrir a porta, beijou-lhe a testa de forma demorada. - Boa noite Ness. - Cumprimentou, entrando com ela em casa.

 

- Está tudo bem? - Questionou a mais nova, notando a ausência de Natasha e notando acima de tudo a forma como Bill se estava a comportar. Demasiado apático!

 

Mesmo que Bill não quisesse contar a Agnes o que se passava, o estado dele não o deixava mentir. Sem saber bem o que responder, Bill encolheu os ombros e suspirou. - A Natasha foi a Londres. - Contou, olhando a mais nova de seguida. - E tu, como estás?

 

Tom foi ter com eles assim que terminou o que estava a fazer no escritório e achou estranho Natasha não estar ali. Estranhou ainda mais quando ouviu que ela estava em Londres. O humor de Bill e toda aquela sua atitude estava explicada. - Hey, mano. - Tentou uma abordagem mais simpática, dando-lhe uma palmada nas costas. - O que se passa? Queres ir para o escritório?

 

- Não me excluam, eu quero saber que merda de história é esta. - Avisou Agnes, olhando-os com um ar bastante sério. - Como assim a Natasha foi para Londres? Sozinha? Assim tipo, do nada? - Questionou enquanto gesticulava com as mãos um pouco alterada. Mas estava tudo bem com aquelas pessoas?!

 

A tentativa de Bill se acalmar começava a desaparecer ao lembrar-se de tudo aquilo novamente. - Sim, assim sem mais nem menos. Eu tinha-lhe dito para passar hoje lá pelo consultório, para eu a examinar. - Contou, sem qualquer problema. - Mas depois ela começou a dizer que está preocupada com o pai e no minuto a seguir disse que ia ainda hoje. - Explicou rapidamente, contando os restantes pormenores depois de respirar fundo.

 

- O Gilles mora em Londres, frequenta a casa do pai dela. - Atirou a morena num tom nervoso e rápido. - Bill algo não está bem na cabeça dela. Tu fizeste alguma coisa? - Procurou saber, olhando o moreno com atenção.

 

Tom mordeu o lábio e respirou fundo. - Oh, merda... - Já sabia que para o irmão, ouvir aquilo seria como acionar um gatilho, não ia durar muito até explodir! Bill arregalou os olhos e levou as mãos à cabeça, atirando o telemóvel que tinha na mão para o sofá deles.

 

- Só podes estar a brincar comigo. Eu não fiz coisa nenhuma! Mal ela entrou no consultório ficou logo diferente! Eu não...! - O loiro calou-se ao lembrar-se de quem tinha saído pouco antes da namorada entrar e suspirou. - Há uma lá que se anda a atirar a mim, mas eu juro que não fiz nada! Tu queres ver que ela ficou assim porque viu a gaja a sair do consultório?!

 

- Se ela acha que tu a andas a trair, não é motivo para colocar a vida dela em risco. - Comentou, mas sabia que provavelmente Natasha andava neste momento a estragar a sua vida. - Ela é tão precipitada, meu deus... - Murmurou, deixando-se sentar no sofá enquanto passava as mãos pela cara. - Sabes se ela já chegou lá? - Olhou para o loiro.

 

- Não! Eu não sei coisa nenhuma! Nem por parte dela nem da parte dos gajos que estão a vigiá-la. Estes gajos devem andar a coçar o pirilau uns dos outros, só pode! - Atirou bastante furioso, andando de um lado para o outro. - Alguém me diga que ela não está com aquele gajo, antes que eu perca a cabeça.

 

- Não vamos pensar nisso. Mano, ela pode ainda nem ter chegado! - Relembrou Tom, olhando depois para Agnes numa tentativa de desviar o assunto com a ajuda dela. - A Agnes tomou hoje o último comprimido... - Começou meio nervoso, mexendo com a sua aliança de comprometido de forma irrequieta. - E agora...?

 

Como é que Bill não ia pensar naquilo? A namorada dele podia estar naquele momento metida com o ex-namorado e era suposto ele fingir que estava tudo bem?! Depois de respirar fundo algumas vezes, o loiro olhou o irmão gémeo e suspirou. - Tu já sabes, Tom. Agora é com vocês os dois! - Encolheu os ombros, apalpando os bolsos depois. Já nem se lembrava onde estava o telemóvel e até tinha medo de saber. Estava com receio de o ouvir tocar e ler o que lhe enviavam.

 

- Só isso, ela não precisa de exames nem nada? - Questionou, sentando-se ao lado da namorada e beijando-lhe a testa. - Só espero que corra tudo bem... - Murmurou nervoso.

 

- Para já não. Já fizemos muitos e está tudo bem, por isso agora compete a vossas excelências conceberem essa criança. - Falou rapidamente, coçando os olhos. - Eu peço desculpa, mas podemos não falar sobre isto agora? Desculpem. - Falar sobre bebés fazia-o lembrar-se de Natasha e já estava a começar a dar em doido por não ter notícias. - Epá, oh Tom, liga tu aos gajos, pode ser que a ti te falem. Eu estou-me a passar, já.

 

- Sim podemos falar sobre outra coisa... - Suspirou enquanto encolhia os ombros resignado e um tanto ou quanto afetado com o desprezo do irmão. - Desculpa, mas não o vou fazer... se queres noticias, tens que esperar por elas ou então liga para ela. Ela não disse que te ligava? - Procurou saber. - Acho que devias descontrair um bocado, se mandaste pessoas atrás dela, de certeza que não está com o outro senão já tinham dito. - Opinou Agnes o que deixou Bill um pouco pensativo depois de tais palavras.

 

Bill respirou fundo pela milésima vez e acabou por se sentar no sofá, encontrando o seu telemóvel por lá. - Desculpem. Se calhar até era melhor se eu me fosse embora, eu só estou aqui a atrapalhar e a incomodar-vos. - Falou, sem tirar os olhos do telemóvel. Algo não estava bem, os pressentimentos deles nunca falhavam.

 

- Não digas disparates. Que puta de mania que vocês têm, estão sempre a fugir desta casa! - Quase gritou a mais nova, levantando-se do sofá. - Cheira mal? Vocês vêm cá, 10 minutos depois saem porta fora, tipo visita de médico. - Reclamou já a chorar, gesticulando com as mãos. - Vocês os dois devem ter graves problemas em conviver connosco, só pode. - Disse por fim, caminhando em direção às escadas de acesso aos outros pisos.

 

- Agnes! Agnes, espera! - O loiro levantou-se de imediato e fez sinal ao irmão. Iria ele atrás dela. Passou-lhe o telemóvel e correu depois, apanhando Agnes prestes a subir as escadas. - Agnes, desculpa. Não é nada disso. Peço desculpa se é isso que te parece. E não, a casa não cheira mal. - Informou, rindo-se levemente. - É só que... sei lá, nós achamos que vocês agora precisam do vosso espaço, da vossa privacidade. Estão noivos e estão a tentar ter um filho... Não queremos incomodar, entendes? Na verdade, não sabemos bem se incomodamos ou não, por isso optamos por ser breves cá em casa. - Tentou explicar-se, tendo noção que soava um bocado estranho. - Não leves a mal, por favor.

 

- Acontece que só por estarmos noivos e estarmos a fazer aquilo que qualquer casal tenta fazer, não significa que queiramos estar sem a vossa companhia. Já te perguntaste se o teu irmão não gostava de te ter mais vezes aqui? Fazem-nos sentir mal porque parece que agora já não servimos para um bom serão... - Confidenciou, olhando o loiro nos olhos e de forma triste. - Ou talvez isto sejam só as minhas hormonas não é.…?! - Murmurou entre lágrimas.

 

- Não, não são as tuas hormonas. Tu tens razão... tens toda a razão. - Bill apressou-se a limpar as lágrimas da morena assim que caíram e abraçou-a com calma. - Desculpa. Nós vamos voltar a estar mais vezes convosco, prometo. - Murmurou, afagando-lhe as costas. - Desculpa.

 

- Não faz mal... - Acabou por dizer, limpando a sua cara às mangas do robe. - Fiz lasanha, queres jantar connosco? - Convidou com um sorriso carinhoso, mas ainda meio choroso.

 

- Claro que sim. Como é que eu digo não a uma lasanha? Ainda por cima estou cheio de fome! - Bill sorriu carinhosamente e limpou-lhe o resto das lágrimas, seguindo-a até à mesa, onde já lá estava o irmão a servir-se. - Então, mas isto é assim? Nem esperas pela tua mulher nem nada?

 

- Estou a servi-la. - Resmungou o mais velho dos gémeos, pousando o prato de Agnes no devido lugar. - Serves-te, não é? Não sou tua empregada! - Piscou-lhe o olho, servindo-se a si antes de largar a espátula.

 

- Oh, que falta faz a minha mulher aqui para me defender e servir o jantar. - Resmungou na brincadeira, mas quando pensou no que disse acabou por se calar. Esperou que o irmão se servisse e depois fez o mesmo, olhando-os antes de começar a comer. - Só quero que saibam que estou a torcer por vocês. Vai correr tudo bem.

 

- Espero que sim... - Murmurou Agnes, deixando cair algumas lágrimas de emoção, de meio sorriso desenhado nos lábios.

 

- Não chores, vá. - Pediu Tom, limpando a cara da mais nova e beijando-lhe a testa de forma demorada. - Agora no fim é que choras?! - Riu, numa tentativa de a abstrair de tudo aquilo

 

Bill riu-se do que via e suspirou. Gostava de os ver assim, tão bem juntos. Mas vê-los tão apaixonados lembrava-o do amor dele. Tentou comer sem puxar o assunto, mas a meio acabou por olhar o irmão. - Onde puseste o meu telemóvel? - Questionou, quando teve a sensação de ouvir um a vibrar. - Algum de vocês recebeu qualquer coisa.

 

- É o teu telemóvel. - Disse Tom, apontando para o telemóvel do irmão que permanecia na ponta da mesa. Tinha-o posto ali porque saberia que ele iria estar sempre a perguntar por ele. Bill ergueu-se de imediato, agarrando no dispositivo e lendo a mensagem que lhe tinham enviado. Era de um dos seus homens!

 

- Cabra... - Murmurou de lágrimas nos olhos e um enorme nó na garganta. A sua cara era de pleno nojo e na sua cabeça, passavam das piores imagens que um homem alguma vez podia ter com a sua namorada.

 

Tom levantou-se de imediato e aproximou-se do irmão, tocando no braço do loiro com cautela. - Mano, o que se passa? O que diz a mensagem? Bill, fala comigo. - Pediu da forma mais calma possível, tentando ajudar.

 

- Eu preciso de ir à casa de banho. - Informou enquanto tapava a boca. Estava cheio de vómitos e só teve tempo de correr dali para fora. Tom agarrou no telemóvel e leu a mensagem, ficando tão ou mais chocado que o irmão quando leu aquilo.

 

"Mano...não te queria dizer isto mas não te posso esconder. Ela está a sair da casa do outro, com ele, os dois no maior mel. Ela vem com uma cara de queca que até ao longe se nota! Bro, desculpa..."

 

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publicado às 15:00
editado por Daniela C. a 20/8/17 às 03:03


1 comentário

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De twilight_pr a 10.09.2017 às 22:26

Oh.Meu.Deus.
Primeiro que tudo fiquei mesmo a estranhar ela ter dito que ia porque primeiro que tudo acho especificamente que ela ainda a lidar demasiado bem com as cenas, mas depois quando entendi tudo... bolas, mais valia uma cena de ciúmes e pronto. Porque lembrei-me logo que o outro estava em Londres! Que cena... fogo.
Especialmente com a mensagem que tinha acabado de receber é mesmo para acabar completamente com uma pessoa, porque ainda por cima a Natasha também viu umas fotografias.. ai socorro, a ir ler já o próximo!!!


Beijinhos meninas <3

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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