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No Control || 5

por ivy hurst, em 06.09.17

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Natasha saiu da limusine com a ajuda do motorista e agradeceu por lhe levar as suas coisas para o interior. Ia voltar a dormir no seu antigo quarto que não via há imenso tempo! Sem esperar por Gilles ou querer saber dele sequer, Tash entrou pela casa adentro, encontrando o pai no seu escritório. Estava sentado na sua poltrona, mas parecia esgotado, sem forças. Chocada com o que via, Natasha correu até ele é ajoelhou-se em frente ao pai, abraçando-o com força e carinho. - Pai! O que é que te aconteceu?! Oh meu Deus... Pai...

 

- Está tudo bem minha princesa... - Murmurou o mais velho, passando a mão pelos cabelos sedosos da sua mais pequena e única filha. - Fico tão feliz por te ver Natasha. - Admitiu, olhando-a com um certo brilho nos seus olhos cansados.

 

Natasha encarou o pai, já de lágrimas nos olhos e a morrer de preocupação. - O que é que tu tens, pai? O que é que te aconteceu? Porque é que não me disseste? Sou uma péssima filha, perdoa-me. - Murmurou, não aguentando mais as lágrimas.

 

- Eu sei que tu andas a ser muito maltratada filha… - Começou por dizer, olhando Gilles. - Sempre te disse que devia ter ficado cá com o Gilles. A esta altura já eu tinha netinhos lindos a correr por aqui, talvez até estivesse melhor de saúde. - Prosseguiu. - Já podia ter-te levado ao altar a esta altura…e sinceramente já nem sei se um dia o conseguirei fazer se continuas com aquele canalha. - Argumentou ofegante, olhando para a sua filha com um semblante cansado.

 

- Pai... - Ela percebeu que ele olhou para mais alguém, mas não conseguiu desviar o olhar do progenitor. Da maneira que ele falava, ela era a grande culpada por ele estar naquele estado. - Pai eu não queria que tu ficasses assim! A culpa é minha? - Questionou completamente infeliz, deixando-se chorar. - Não te quero perder, papá. Perdoa-me. Perdoa-me. - Pediu a soluçar, sem largar o seu pai.

 

- Fica aqui princesinha, larga o outro. - Pediu, abraçando-a da melhor forma que podia e conseguia. - O Gilles é o melhor para ti. - Murmurou cansado, fechando os olhos e deixando-se relaxar um pouco no cadeirão.

 

- Mas pai, ouve... Eu não ando a ser maltratada, eu estou bem. - Ela esboçou um sorriso carinhoso e beijou a bochecha do pai. - Descansa pai, por favor. Se precisares de alguma coisa chama-me, sim? - Informou, rindo baixinho quando a sua barriga fez barulhos estranhos. Estava cheia de fome!

 

- Estás bastante magra. Aquele panasca não te dá comida?! - Resmungou, apontando o corpo da loira. - Nem a estrela porno da tua melhor amiga? São uma cambada de burgessos. - Rosnou com raiva.

 

A loira suspirou e abanou a cabeça. - Não é nada disso, pai. Eu estou bem. - Sorriu, dando mais um beijo. - Já jantaste? Posso ir buscar-te algo. - Sugeriu, sentindo Gilles a aproximarem-se.

 

- Jantamos todos na sala. A Claire que sirva o jantar! - Ordenou, apontando a porta do escritório. - Olha quem te está a dar apoio agora? É o Gilles…vê lá se o outro te veio pedir perdão por ter comido a enfermeira? - Gargalhou devagar. - Tem ar de bicha, mas faz as mulheres gritar… - Comentou.

 

- Pai... - Natasha suspirou ao ouvir aquilo e levantou-se. - Eu preciso de um minuto. - Murmurou, saindo dali o mais depressa que conseguiu. Foi diretamente para o jardim e sentou-se no chão, deixando-se respirar o ar puro daquela noite. Assustou-se ao sentir alguém a tocar-lhe no ombro e levantou-se logo, acompanhando a empregada até à mesa. Sentou-se no seu lugar de sempre e depois de ser servida começou a comer, sem dizer nada.

 

- Gilles, mostra-lhe o anel que compraste para a pedir em casamento. Melhor, porque não fazes já o pedido? - Incentivou o mais velho, enquanto agarrava nos talhares com as mãos completamente trémulas.

 

- Boa ideia Mr. Kingsley. - Concordou, retirando do bolso a caixa de veludo vermelha e colocando-a sobre a mesa, ao lado da mão de Natasha. - Meu amor, sabes que sou capaz de te dar tudo… - Começou por dizer, afastando o cabelo loiro do pescoço da rapariga e aproximando o nariz do seu ouvido. - Até daqueles perfeitos orgasmos, como o que tiveste há pouco. - Relembrou. - E do filho que vais criar no teu ventre, o mais forte homem igual a mim… - Prosseguiu, passando-lhe os dedos pela face. - Aceita casar comigo…

 

Natasha estava simplesmente chocada com tudo aquilo. Os olhos dela ficaram presos naquela pequena caixa, enquanto o ar lhe ia sendo roubado a cada segundo que passava. Agarrou-se ao braço de Gilles quando se sentiu a cair, mas depois levantou-se. Precisava de fugir dali e de toda aquela pressão, mas mais uma vez o pânico assaltou-a depressa demais e a loira já mal conseguia respirar. Cambaleou por ali até tropeçar e cair. - Ar. - Pediu como pôde, esforçando-se para tentar acalmar-se.

 

- Blonde Diamond a sentir-se mal. Preciso de reforços, cubram-me do loiro! - Uma voz falou ao lado de Natasha, agarrando-a com os seus braços másculos e correndo pelo jardim com a mais nova ao colo. - Abram a porta da van. - Gritou assim que passou pelo portão e correu diretamente para dentro do automóvel. Era a equipa de Bill e Tom! - Natasha, estás a ouvir-me? - Chamou Jace, colocando-lhe uma máscara de oxigénio na cara com cuidado.

 

A loira ainda sentiu alguém a agarrá-la, mas apagou de seguida. Quando recuperou os sentidos conseguia ouvir alguém a chamar por ela, o que a obrigou a abrir os olhos aos poucos. - Onde é que eu estou? - Perguntou completamente confusa, não conhecendo ninguém naquele momento. - Pai... - Murmurou, levando a mão ao peito.

 

- O teu pai está bem...dentro dos possíveis quero dizer. - Revirou os olhos com o que dissera em primeiro e olhou para a rapariga. - Seu eu, o Jace. - Apresentou-se, reduzindo ligeiramente a pressão do ar que circulava pela máscara. - O que é que tu andaste a fazer miúda? - Atirou de seguida. - Tu foste abrir uma guerra tão grande... - Negou com a cabeça.

 

A loira começou a mexer-se como se fosse um animal selvagem assim que entendeu com quem estava. - Porque é que hoje todos me seguem e pressionam?! - Mandou a questão para o ar, tentando soltar-se daquelas mãos que a agarravam.

 

- Oh filha, vai então à tua vida. - Gritou-lhe o mais velho num tom de meter respeito. - Vai, segue caminho, estás por tua conta. - Apontou a porta da carrinha. - Aborto esta missão, TK-89 não contem mais comigo. - Avisou Jace pelo intercomunicador.

 

- BK-89, recebido. Missão abortada, podem regressar neste momento. - A voz de Bill fez-se ouvir na van e todos congelaram assim que ele avisou do término da missão. Tinham que regressar para casa e Natasha não estava de todo incluída na viagem. Teria que se safar sozinha!

 

- O menino pode trair, mas não aguenta o contrário?! Muito bem. Vão todos lá embora, ide. Para a próxima deixem-me a morrer, é um favor que me fazem! - Gritou-lhes depois de tirar a máscara, saindo daquela carrinha assustadora o mais rápido possível. Caminhou sozinha pela estrada, sentindo-se a gelar cada vez mais a cada minuto que passava. Ignorava as buzinadelas que ouvia e só parou de andar quando um carro subiu o passeio e parou ali, meio atravessado. Revirou os olhos ao ver Gilles e virou costas, voltando a andar.

 

- Volta aqui. - Ordenou o loiro, correndo até a alcançar. Agarrou-a pelo braço numa forma desmedida e olhou-a. - Vamos para casa, temos muito trabalho a fazer ainda. - Sorriu, passando uma mão pelo decote da mais nova. - Hoje vais ser tão fodida Natasha, vais ficar cheia de mim... - Sussurrou-lhe.

 

Natasha deu um passo atrás quando ele a agarrou e tentou soltar-se, mas para variar não tinha força suficiente. Aproveitou enquanto ele estava distraído com o decote e deu-lhe um estalo, mas isso só acabou por piorar tudo. - Larga-me, estás a aleijar-me! - Gritou-lhe, com medo.

 

- Isso não me interessa Natasha. Vou foder-te como eu quero e ponto final! Não tens os macaquinhos do teu ex atrás de ti, estás por tua conta princesinha. Ups! - Riu-se de forma maquiavélica, arrastando-a para o carro. - Essa tua gruta apertadinha vai ficar pior que um túnel. - Comentou-lhe ao ouvido.

 

- Ele não é meu ex! - Atirou de imediato, tentando abrir a porta do carro depois de ele a enfiar lá dentro. Mas estava tudo trancado. Estremeceu ao sentir aquela mão grande na coxa e virou o rosto, não querendo olhar para aquele sorriso dele. - Para... - Pediu, fechando as pernas com força.

 

- Não vou parar. - Gritou-lhe ao ouvido, abrindo-lhe as pernas de tal forma bruta que a teria magoado com toda a certeza. - Andaste anos a gozar comigo. - Rosnou, resgando as cuecas da loira. - És tão puta que vieste a correr para o meu colo assim que o teu namoradinho te pôs supostamente os cornos. - Riu-se, resvalando os seus dedos grandes sobre o íntimo de Natasha e penetrando-a à bruta com pelo menos 3 dos seus dedos. - Grita, grita por mim agora. Eu se fosse a ti seguia o que o papá te dizia e casava comigo. - Aconselhou, movendo os seus dedos na rapariga com uma raiva tal que a arranhava no interior. - É assim que os homens se vingam de gajas como tu que só servem para foder e ter filhos bonitos. Estás sozinha, por minha conta e ninguém te vai ajudar porque os macaquinhos do teu namorado já se foram. - Riu-se, apertando-lhe os seios com a mão disponível.

 

Natasha resmungou um pequeno "ai" quando ele lhe abriu as pernas daquela maneira, mas isso não foi nada comparado com o que aconteceu a seguir. Como era impossível conter toda aquela dor, Tash gritava, chegando mesmo a pedir ajuda pelo meio. A rua estava deserta e cheia de edifícios abandonados. Levou a mão ao braço dele e apertou-o com toda a força que tinha. Tentava afastar o seu íntimo dos dedos dele, mas não tinha como fugir. - Por favor... - Resmungou, de olhos fechados. Se estava a ser assim com os dedos, nem queria imaginar como seria quando a penetrasse.

 

- Oh, com todo o favor. - Riu-se, removendo os dedos do interior da loira e chupando-os de tal forma nojenta que qualquer um vomitaria. Bastaram alguns segundos até um enorme estrondo se ouvir dentro daquele carro, igual a um tiro.

 

- O teu fim um dia vai chegar e vais chupar todas as pilas dos piores gays alemães, antes de morreres. - Avisou Jace, agarrando no pescoço de Gilles que estava alvejado no ombro. - Blonde Dimond resgatado. - Avisou o loiro pelo intercomunicador que tinha no peito, não se ouvindo qualquer resposta do outro lado, fosse de quem fosse. Natasha gritou assustada ao ouvir aquele barulho horrível, aninhando-se e deixando-se chorar, completamente aterrorizada. Ficou surpreendida ao vê-los ali de novo e quando lhe abriram a porta ela saiu muito devagar. Estava cheia de dores e dorida, mal conseguia andar ou manter-se de pé. Não sabia o que dizer a Jace ou aos restantes. Tinha acabado de os mandar embora e agora tinham acabado de a salvar.

 

- Obrigada... - Acabou por murmurar ainda a chorar, apoiando-se no carro. - Preciso do meu passaporte, tenho de fugir daqui. - Deixou escapar, soluçando. Agora só lhe restava cavar um buraco bem fundo e enterrar-se.

 

- Se vais para Los Angeles voltas connosco. Se ficares aqui nós temos que ir...decide-te... - Jace ordenou que todos baixassem as armas de forma segura, exceto aqueles que permaneciam no lado de Gilles. - Só te quero dizer que cometeste o maior erro da tua vida por desconfiares de quem daria a vida por ti, sem pestanejar. - Comentou num tom baixo apenas para ela ouvir. Jace era um dos melhores amigos de Bill e sabia perfeitamente o que se passava com o loiro a todo o instante. Tinha sido ele a implorar para que a deixassem em segurança, mas ordenara a Jace para não dizer a ninguém, nem mesmo ao seu irmão.

 

- Eu quero voltar para L.A. - Respondeu sem qualquer hesitação, olhando o rapaz. - Se eu ficar aqui acabo por morrer. Não que isso importe. - Suspirou, prosseguindo. - Achas que eu não sei? Já estaria morta se o arrependimento matasse. - Informou, levando a mão entre as pernas, fechando-as. Nunca tinha tido tantas dores naquela zona como agora.

 

- Eu vou deixar de andar a proteger a namorada do meu melhor amigo, meu deus. - Comentou para si próprio, mas num tom alto o suficiente para ela ouvir. Não aguentava ver Natasha naquele estado, muito menos sabendo que ela era a profunda paixão de Bill. - Traz uma maca e avisa o Darius que ela precisa de ser tratada, mas tem que ligar ao Bill que ele não percebe disto. - Informou o moreno, segurando o corpo de Natasha contra o seu. - Quer dizer, ao Bill não, ao outro, aquele. - Corrigiu de imediato, inventando algo de maneira a que a rapariga não se apercebesse de que o namorado ainda se poderia eventualmente preocupar com ela.

 

A loira estava tão envolvida nas dores que nem apanhava tudo o que diziam. Só entendeu que iam chamar um médico, nada mais. Tash retirou a mão e assustou-se, vendo-a tão ensanguentada. Voltou a colocar a mão onde estava e gemeu com as dores que sentia. - Ele que se despache, por favor. Estou a sangrar e não me aguento com estas dores todas. - Falou a Jace, bastante envergonhada com aquela situação.

 

- Oh puta que pariu! - Desviou o olhar, fechando as pálpebras por momentos e respirou fundo. De forma rápida e sem perder tempo, caminhou para a carrinha equipada com uma maca e utensílios médicos onde Darius já se encontrava a falar ao telemóvel com Bill. - Despacha-te, ela está a sangrar. - Atirou num tom ríspido e suficientemente alto para se ouvir no outro lado da linha.

 

Mesmo que Jace estivesse a ter todos os cuidados possíveis e imaginários, todos os movimentos lhe provocavam mais dores, especialmente quando ele a deitou na maca. Natasha agarrou o braço do loiro e olhou-o nos olhos. - Mata-me, Jace, por favor. É mais rápido. - Choramingou, desesperada.

 

- Shh... - O mais velho pousou o dedo indicador sobre os lábios dela. - Descansa miúda... - Murmurou enquanto agarrava no telemóvel e o colocava ao ouvido. Do outro lado Bill ditava-lhe as medidas que de um sedativo leve, que Jace teria que dar a Natasha, antes de ela ser tratada. Estava lavado em lágrimas, completamente desamparado e Jace sentia-se um caco por estar demasiado envolvido naquela situação, de uma forma tal que não sabia o que lhe dizer. - Qual é a data de nascimento dele.…? - Perguntou o moreno, injetando lentamente aquele sedativo numa das veias de Tash.

 

Natasha olhava apenas Jace enquanto as suas lágrimas lhe caíam pelo rosto. Só fechou os olhos quando sentiu a seringa e depois disso foi deixando de sentir o que quer que fosse. - Por favor, Jace... - Voltou a pedir-lhe, acabando por adormecer de seguida e permitindo assim a Darius, começar a tratar logo dela. Estava ainda deitada quando voltou a acordar, mas não parecia estar no mesmo sítio. - Jace...?

 

O moreno olhou para ela e suspirou antes de começar a falar. - Diz... - Pediu, aproximando-se com calma da rapariga.

 

- Onde estamos? - Procurou saber, esticando o pescoço para olhar em redor e tentar perceber antes que lhe respondesse. - Ele vai matar-me. - Murmurou, mexendo as mãos como se estivesse à procura de algo.

 

- O que estás para aí a dizer? - Resmungou num revirar de olhos, agarrando nos braços da rapariga e sentando-a na cama. - Estás em minha casa. - Informou.

 

Natasha pestanejou algumas vezes até conseguir ver melhor e realmente percebeu que estava num quarto que não conhecia. - Na tua casa? Já chegámos? - Perguntou bastante confusa, olhando para a porta fechada como se estivesse à espera que dali aparecesse outro loiro, completamente furioso e prestes a matar alguém. Na verdade, essa ideia deixou-a bastante assustada.

 

- Sim, já chegámos. - Anunciou, vendo a porta abrir-se devagar. - Já tens as roupas? - Questionou à namorada, vendo-a espreitar pela porta com cautela. - Podes entrar. - Sorriu-lhe, estendendo-lhe a mão para que a loira entrasse. - Natasha, é a minha namorada, a Marie. - Apresentou, agarrando na mão da rapariga. Era alta, estupidamente bonita como Natasha e Agnes e da mesma constituição que as duas. Além de todos no grupo parecerem iguais, as namoradas seguiam as mesmas pisadas!

 

O coração de Tash parou quando viu a porta abrir-se, mas voltou a bater quando viu a rapariga. Sorriu-lhe, bastante envergonhada e agradeceu educadamente. - Muito gosto em conhecê-la. Peço imensa desculpa... - Apressou-se a dizer, desviando o olhar. - Depois eu devolvo-as, prometo. - Murmurou, levando a mão ao ventre e suspirou. - Jace? Ele, hm... O Bill. O que é que ele me vai fazer? - Sussurrou a questão, aterrorizada.

 

- Podes-me tratar por tu, por favor. - Marie riu-se de forma carinhosa e ergueu as sobrancelhas quando a ouviu questionar aquilo sobre Bill. - Nada, ele nunca te tocaria com um dedo. - Respondeu pelo namorado, bastante convicta do que dizia. - Vai ignorar-te, vai fazer-te sofrer um pouco e vais sentir-te sem chão, mas eles no fundo preocupam-se... - Assegurou com um sorriso terno, ouvindo Jace resmungar algo entre dentes. - Escusas de ladrar, levas um soco! - Ameaçou. Tash soltou uma pequena gargalhada, mas logo normalizou.

 

- Não sei. A maneira como ele me falou antes de eu entrar no jato... E agora com tudo isto... deve odiar-me. E não sei se vou aguentar tudo isso. - Deixou escapar, sorrindo com os olhos já inundados. - Vou tentar vestir-me. Não quero incomodar mais.

 

- Não podes ir embora sem comer. A nossa empregada está a fazer o almoço, por isso só vais depois de comeres algo! - Apressou-se Marie, pousando as roupas sobre a cama. - Jace, vai ver da Saskia, eu ajudo-a a vestir-se. - Pediu, apontando a porta do quarto.

 

A loira ficou calada e depois do rapaz sair olhou Marie. - Obrigada. - Mostrou um sorriso simpático, despindo-se com cuidado. Até o seu seio estava com marcas feias. Tash respirou fundo e apenas deixou que Marie acabasse de a ajudar. - Eu agradeço, mas eu não tenho fome. Preciso de ir andando e enfrentar o Bill de uma vez, antes que perca a coragem e faça algo diferente.

 

- Pois, mas na nossa casa não tens poder de decisão. - Ripostou num tom seguro, olhando para a mais nova. - Ele está podre de bêbedo, deixa-o cair para um canto lá em casa e depois vais. A sério Natasha, segue os meus conselhos. Eles são piores que panteras...são silenciosos a atacar e quando o fazem, é de uma forma bastante dolorosa. - Começou por dizer, sentando-se ao lado dela. - Eu e o Jace também já tivemos uma situação má. Eu era viciada em drogas pesadas e deixei-me engravidar...quando descobri, o Jace fez-me jurar que eu ia largar tudo e eu feita burra nunca ouvi os avisos dele e acabei por matar a nossa primeira filha. Lembro-me como se fosse ontem do Bill a tentar salvá-la como se fosse dele, mas já não havia nada a fazer... - Sorriu levemente. - No dia a seguir a sair do hospital o Jace não me falava, tratava-me como se eu fosse uma drogada do pior e não me deixava consumir. Eu tinha delírios, imensos delírios e passei bastante mal, mas ele sempre esteve lá, eu sabia que ele estava lá... - Sorriu emocionada.

 

- Lamento imenso... - Murmurou, desviando o olhar depois. - Não sei bem se com o Bill vai ser assim, Marie. - Murmurou, limpando as lágrimas logo a seguir a estas caírem. Levantou-se com a ajuda da rapariga, gemendo com as dores. Natasha mal conseguia andar e estava num caco. - Eu como, mas não me obriguem a comer muito, por favor.

 

- Comes o que quiseres. - Sorriu-lhe, caminhando calmamente para o corredor de acesso a todas as divisões e às escadas. Do corredor conseguia ouvir-se as gargalhadas incansáveis de Saskia e um ‘peek-a-boo’ de Jace repetido num sem número de vezes. - Queres conhecer a minha Sass? - Olhou-a.

 

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publicado às 15:00
editado por Daniela C. a 20/8/17 às 03:19


1 comentário

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De twilight_pr a 10.09.2017 às 22:41

Desta é que eu não contava, primeiro que o Bill mandasse abortar a missão, mas especialmente porque estava magoado com tudo, aí entendo. Mas depois ainda entendo mais que ele não a poderia deixar a sofrer especialmente na condição em que estava. No final, fogo fiquei mesmo preocupada com a situação dela... socorro, fiquei com o coração nas mãos. Mesmo que o Bill esteja magoado, nem consigo imaginar a forma como ele se deveria estar a sentir a apenas estar a dar indicações e de nem conseguir estar ali com ela naquele momento.
Depois o momento com o Jace e com a Marie foi muito fofo mesmo, a forma como eles se relacionaram foi imediata e confesso que a história dela foi mesmo intensa, gostei bastante!
Btw, ainda mais adorei o TK-89 e o BK-89 ;) mesmo muito fixe ehehehe!


Beijinhos meninas <3

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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