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[S.S] Ordinary Life • 1

por Daniela C., em 17.05.17

Olá meninas!

Voltamos aqui com a nossa primeira Short Story e espero sinceramente que este começo seja um começo em grande para algo que decidimos criar, em alternativa à nossa abundante escrita que não nos permite escreve one-shots com menos de 50 páginas de word. Percebam-nos, ideias a duas dá sempre em algo com muito pano para mangas.

Deixo-vos aqui então o primeiro capítulo de 11 dos que temos para vos oferecer. Um beijo enorme a todas e obrigada pelo apoio que nos dão para que isto continue :)

 

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Aquela era só mais uma noite como todas as outras. Mais uma noite em que Laura tinha de acompanhar Roth numa das suas festas finas e importantes. Ele considerava-se praticamente dono de Laura, especialmente durante as horas que estava com ela. Dizia que se lhe pagava todo aquele dinheiro, era porque a possuía e podia fazer dela aquilo que bem entendesse. Se tivesse sorte era apenas acompanhá-lo na festa e sentar-se no colo dele, senão, teria de fazer sexo com ele também ao fim da noite. Não que se importasse, pois já vivia da prostituição há vários anos, mas Roth era um bocado nojento, na cama e fora dela. Roth não, Mr. Snyder como todos os outros lhe chamavam. Daquela vez, por ter algum dinheiro, Laura ficou numa pensão que havia perto do beco onde normalmente morava e trabalhava. Depois de Roth a ir buscar, seguiram para a festa. Não demorou muito até ele se sentar e obrigá-la a sentar-se no colo dele, enfiando aquela mão entre as pernas dela. Apesar de estar sempre calada era obrigada a estar sempre com um sorriso, fosse ele grande ou pequeno e a concordar com Mr. Snyder sempre que fosse preciso. Levantou-se quando lhe foi pedido, deixando que Roth cumprimentasse o rapaz que ali foi ter.

 

- Boa noite, Mr. Snyder. - Cumprimentou o loiro. Ele era alto, de postura segura para a idade que aparentava e um sorriso sempre composto e direito. Tinha nos seus olhos um brilho especialmente sedutor e algo provocatório, que por vezes levava a muitas pessoas perderem as estribeiras sem que sequer o rapaz abrisse a boca. - Espero que a festa esteja a ser do seu agrado, o meu pai fez questão de o receber. Sabe que aproveita sempre grandes oportunidades de negócio! - Sorriu levemente, bebericando do seu copo de whisky e lançando um olhar a Laura. - Não me apresenta a sua companheira?

 

- Claro que sim, a festa está fantástica, não esperaria outra coisa vinda do seu pai. - Comentou com um pequeno sorriso, que quase desapareceu quando o loiro mostrou interesse na sua acompanhante. - Hm, claro. Esta é a Laura. - Apenas disse, agarrando-lhe o braço com uma força, de modo a obrigá-la a chegar-se mais à frente.

 

- Olá, muito gosto em conhecê-lo. - Disse da forma mais rápida possível, olhando para os olhos do rapaz durante pouco tempo. Já sabia como Roth era e como havia de se portar ao pé dele, portanto mais valia seguir essas pequenas regras antes que sobrasse para ela e para o seu salário e reputação. Nem todas as que viviam no beco e arredores tinham as oportunidades que Laura tem.

 

- O prazer é toda meu, minha querida. - Respondeu de imediato, olhando para o velho Roth com um enorme sorriso. Bill não tinha medo daquela criatura, muito menos era pessoa de se deixar ficar. - É sua neta? - Questionou em tom de provocação, mas que apenas quem fosse inteligente denotaria. Não o caso de Roth!

 

- Não, claro que não! - Retorquiu assim que pôde, encarando o rapaz. - Como você mesmo disse há pouco, ela é minha companheira! Não é assim, Laurinha? - Sorriu, puxando-a para si, beijando-lhe depois o pescoço. Laura apenas se limitou a assentir e a mostrar um sorriso, algo forçado.

 

- Não deixa de ser companheira por o estar a acompanhar. - Argumentou, cerrando ligeiramente o punho livre quando o viu beijar o pescoço da morena. - Mas bom, muitos parabéns. Tem uma companheira lindíssima! Permita-me, acho que a deveria apresentar à minha querida cunhada. - Comentou, olhando em redor à procura e Gigi. - Deve estar a verificar se o fecho das calças do meu irmão está fechado. Se me faço entender! - Sorriu para Roth, tentando picá-lo um pouco mais.

 

- Claro que se faz entender, a Laura costuma fazer isso muitas vezes também. - Disse de imediato, largando o braço da morena para passar a mão pelo rabo dela. - Mas já agora agradeço pelo elogio que fez à minha Laura. - Aquele "minha" levava um certo ênfase, que acompanhado do sorriso perverso de Roth parecia mais uma provocação das grandes.

 

- Sua como quem diz, não é?! - Riu-se com gozo, agarrando no braço de Gigi assim que a viu passar por ali. - Ajuda-me a tirar esta gaja daqui, agora. - Ordenou na sua língua materna, segredando tais palavras ao ouvido da sua cunhada, mas sempre com um enorme sorriso.

 

- Mas larga-me. - Soltou-se a loira, olhando para o mais velho com um ar chateado. - Eu odeio este velho nojento e o teu irmão não me quer perto dele. - Avisou na mesma língua, ajeitando o seu curto vestido e sorrindo depois aos outros dois de maneira bastante forçada.

 

Roth olhava-os com alguma desconfiança e não largava Laura por nada! - Cumprimenta a cunhada do Senhor Kaulitz, minha querida! - Pediu, retirando a sua mão do traseiro dela. Só a deixou cumprimentar a loira porque, obviamente, ela era uma mulher e não um homem.

 

- Olá! Muito gosto em conhecê-la. - Repetiu o mesmo que disse a Bill, dando dois beijos nas bochechas de Gigi. Não podia dizer muito mais, Laura era quase como uma boneca ou um robô na presença de Snyder.

 

- Como assim Laura, não te lembras de mim? - A loira olhou para a rapariga com um riso falsamente divertido. - Vá, sei que tens uma vida ocupada agora, mas pensei que nunca te fosses esquecer da rapariga mais linda do Liceu. - Piscou-lhe o olho, abraçando a rapariga. - Deixa-me apresentar-te o meu marido, para ele não achar que eu minto quando digo que eramos todas podres de boas naquela turma. - Revirou ligeiramente os olhos, agarrando no pulso da rapariga para a poder levar dali.

 

A morena ficou completamente confusa, mas acabou por assentir. - Ahm, sim, claro que me lembro. Estás um pouco diferente, não te reconheci. - Comentou com calma, olhando rapidamente para Roth que lá assentiu, como se fosse permissão para a deixar ir.

 

- Normal, também estás diferente. Todas nós mudámos um bocadinho! - Apenas disse, olhando de seguida para Bill. - Preciso de ti, sua torre. Descobre o teu irmão por cima destas cabeças todas e leva-me até ele. - Quase ordenou, gesticulando com a mão livre, de maneira a explicar-se melhor. Bill riu-se e assentiu, olhando em redor.

 

- Eu vou só levá-las ali, Mr. Snyder. Com licença. - O loiro acompanhou-as, fazendo de conta que estava à procura do irmão e andando com elas o mais depressa que pôde, para que Roth os perdesse de vista. - Ele está ali. - Apontou, deixando as raparigas passarem à sua frente para poder apreciar Laura.

 

- Vai à tua vida, não me chateies mais. - Avisou Gigi, apontando o dedo ao loiro, com um ar bastante ameaçador. Já se encontravam na grande varanda da mansão, onde Tom permanecia ao fundo a falar com um grupo de amigos. - Sabes perfeitamente que o teu irmão se passa, se sabe que eu estive perto daquele velho nojento. Queres estragar a festa do teu pai? - Questionou num tom baixo, de maneira a que o mais velho dos gémeos não se apercebesse de nada.

 

- Desculpa, mas foi a maneira mais fácil que vi de a tirar dali. - Murmurou, olhando a rapariga. - Não vou estragar festa nenhuma, não te preocupes. Desculpa por te ter metido nisto. - Pediu novamente, suspirando depois. - Vai lá ter com ele antes que ele tope alguma coisa.

 

Laura olhou os dois, completamente confusa. - Peço desculpa, mas... Porque é que estou aqui? Precisa de falar comigo, Mr. Kaulitz? - Falou alto o suficiente para que ele a ouvisse, mordiscando o seu lábio carnudo depois.

 

Gigi olhou a rapariga assim que a ouviu falar, revirando os olhos enquanto levava uma mão à testa. - Oh rapariga, ele tirou-te das mãos de um velho nojento com ejaculações precoces, que te mete as mãos no rabo a pensar que consegue erguer o defunto que tem dentro das calças. - Atirou num tom meio rude, mesmo à moda de Gigi Kaulitz. - Por favor Bill, tens olho para miúdas parvas. - Olhou o loiro, afastando-se depois de ambos em direção ao seu marido.

 

- Desculpa, não a leves a mal. - Pediu, olhando a morena com calma. - Achei que precisasses de descansar um pouco das mãos do Snyder, senti que estavas incomodada e eu não gosto de pessoas incomodadas em minha casa. - Sorriu-lhe.

 

Laura ergueu o sobrolho e suspirou. Aquela moça não sabia nada sobre a sua vida, por isso não tinha o direito de lhe falar assim! - Eu sei que ele é nojento, mas não tenho grandes escolhas. - Comentou, suspirando depois. Encarou o loiro quando a rapariga se foi embora e encolheu os ombros. - Não faz mal. É impossível sentir-me bem enquanto estou a acompanhar o Mr. Snyder.

 

- Acredito. Aproveita enquanto estás aqui! - Sugeriu, apontando depois o grande jardim diante deles. - Queres ir dar uma volta? Ah e trata-me por tu, somos quase de certeza da mesma idade. - Pediu com um sorriso cordial.

 

Laura sorriu carinhosamente. Era a primeira vez que ela não estava a forçar um sorriso! - Pode ser. Mas o Mr. Snyder não pode ver. - Comentou baixinho, olhando em redor com cautela. Se Roth a visse a falar com o loiro, estava tramada. Ele não lhe faria nada enquanto estivessem na festa, mas era só chegar à limusine e sofria logo as consequências!

 

- Não te preocupes. Ele está entretido agora! - Assegurou, estendendo-lhe a mão para que ela lhe desse a sua. Assim que o fez, segurou-a com delicadeza e ajudou-a assim a descer a escadaria de acesso ao jardim. - Vou apresentar-te as feras aqui da casa. - Brincou, ouvindo alguns latidos assim que se aproximava cada vez mais do fim das escadas.

 

Laura sorriu ao rapaz que estava a ser tão simpático com ela e seguiu-o, olhando atentamente quando ouviu os cães. Riu baixinho quando os viu e olhou Bill. - Posso fazer-lhes festinhas? - Questionou de imediato, de forma educada. Adorava cães e gatos, não fossem eles a sua grande e fiel companhia quando ela estava na rua!

 

- Podes claro! - Sorriu-lhe, vendo os 3 cães de volta deles. - Este grande é do meu irmão, chama-se Scott. O Bulldog Inglês é o meu Pumba e a Bulldog Francesa preta é da Gigi, chama-se Prada. - Apresentou, deixando que a rapariga fizesse tudo aquilo que queria aos cães.

 

A morena ajeitou o vestido de modo a poder abaixar-se bem e começou logo a mimar os cães, abraçando-os e dando-lhes alguns beijinhos. Parou quando já pareceu ser demais e levantou-se com cuidado. - São muito queridos os vossos cães. - Comentou, sorrindo. - Eu gosto imenso de cães e gatos, dou-me bem com os animais. - Informou vagamente, encolhendo os ombros.

 

- Deu para reparar. - Comentou, continuando a andar pelo jardim na companhia da morena. - Os animais são as coisas mais perfeitas do mundo. - Sorriu, retirando do seu casaco o maço de tabaco. - Quando achares que tens que ir, avisa. - Pediu, olhando-a enquanto acendia um cigarro.

 

- Concordo. A humanidade já não tem salvação, por isso... - Laura suspirou e fez uma pequena careta. - Na verdade, acho que nem devia estar aqui... - Começou por dizer, abanando a cabeça depois. - Não me leves a mal, tens estado a ser muito simpático comigo, mas o Roth... quero dizer, o Mr. Snyder... fico em sarilhos se me encontra aqui contigo. - Tentou explicar, sem querer dizer o que realmente era.

 

- Quando quiseres ir, eu vou primeiro. Se ele me vir primeiro, pensa que não estivemos juntos. - Explicou com calma, fumando o seu cigarro. - Esquece isso agora, fala-me sobre ti no pouco tempo que tens. - Pediu, olhando-a.

 

- Não há nada que eu possa contar... - Murmurou, olhando-o com um pequeno sorriso. Não queria ter de contar-lhe que era prostituta, mas pelos vistos não tinha outra escolha. - Sou... Acompanhante. - Começou por dizer, abanando a cabeça depois. - Sou prostituta. - Confessou, olhando-o com cautela, preparando-se para a reação dele.

 

- São duas coisas distintas. Ou és Prostituta ou Acompanhante de Luxo. - Respondeu de imediato, gesticulando com as suas mãos levemente. - Já tinha percebido, aquele velho mete-me nojo. - Informou, dando mais um travo no seu cigarro.

 

- Sou um pouco das duas, mas de Luxo eu não tenho nada. - Informou vagamente, encolhendo os ombros. - Ele é nojento mesmo, mas preciso do dinheiro para comer... - Suspirou, desviando o olhar. - Se calhar é melhor eu ir andando. Obrigada pelo passeio, foi muito agradável. - Laura estendeu-lhe a mão para se despedir assim dele e esperou que ele o fizesse.

 

- Precisas do dinheiro dele para quê? - Olhou-a de repente, aproximando-se dela com cautela. Não queria acreditar que estava a ouvir aquilo, mas Bill sabia que era a realidade de muitas pessoas por este mundo fora. - Bom...como é que eu te posso encontrar? - Procurou saber, abanando ligeiramente a cabeça para afastar certos pensamentos negativos.

 

Laura abanou a cabeça, sorrindo-lhe levemente. - Não há maneira para me encontrares, não me vais encontrar, acredita. - Avisou, suspirando de seguida. - Obrigada. - Apenas disse, segurando no vestido de modo a poder andar um pouco mais depressa ali onde não havia ninguém e afastou-se de Bill. Regressou ao interior da casa e não foi preciso muito até sentir a mão de Snyder a agarrar-lhe o braço de novo. - Estava na casa de banho, peço desculpa. - Falou de modo a que ele ouvisse, encarando-o. Bill passava pelo lado deles com uma rapariga loira pelo braço, sorrindo apenas a Roth que lhe acenou levemente com a cabeça.

 

- Estava a ficar preocupado! - Informou o mais velho, olhando-a com atenção. - Vamos embora. Vou deixar-te na tua sargeta. - Ordenou, arrastando a morena com ele enquanto se despedia das pessoas por quem passava.

 

A morena sorriu de forma algo cínica ao ouvir aquilo. Preocupado? Roth nunca se preocupou com ela, nem queria saber! Laura apenas manteve a sua postura enquanto ali estavam e assim que entrou na limusine e o motorista arrancou, pôde relaxar um pouco. - Não quer mais nada hoje? - Perguntou como sempre perguntava. Ai dela que não perguntasse.

 

- Hoje não. - Despachou-se a responder, fechando os olhos e encostando a cabeça ao banco. Não tardou até Roth adormecer por ali, roncando mais alto que um porco em sofrimento. A rapariga assentiu e respirou fundo quando ele adormeceu logo e limitou-se a ficar calada durante o resto da viagem. Mais um dia em que ele não lhe ia pagar nada. Quando o motorista parou, Laura saiu do carro e fechou a porta com cuidado, caminhando até àquele fim do mundo. Havia raparigas perto do passeio ainda, mas no fim daquela rua sem saída só havia uma tenda, que era praticamente a casa de Laura. Despiu o vestido e vestiu algo mais confortável, deixando-se depois.

 

Bill não resistiu em seguir aquela limousine, ficando com o coração nas mãos a cada quilometro que fazia atrás daquele maldito automóvel. Assim que viu Laura sair, a sua reação foi olhar em redor e ver onde se encontrava. Estava num dos piores bairros, em Downtown LA e não queria acreditar no que via nem pensar sequer que seria ali onde a rapariga vivia. Estacionou o carro onde conseguiu e saiu do mesmo, caminhando por aquela rua minada de prostitutas, toxicodependentes, entre outras coisas naquele mundo que lhe parecia muito fora daquele planeta. - Laura! - Chamou o mais velho, na esperança de que a rapariga lhe desse um sinal de onde se encontrava.

 

Reconhecendo aquela voz e achando estranho, Laura acabou por sair da sua tenda, caminhando calmamente. Estagnou quando viu o loiro ali e engoliu em seco. - Ahm... Bill? O que é que tu estás aqui a fazer? - Não entendia porque é que ele estava ali. Deu-se ao trabalho de a seguir para quê? Bom, provavelmente queria os serviços dela, só podia ser isso.

 

- Pega nas tuas coisas e vamos bazar daqui. - Olhou em redor, vendo algumas das raparigas aproximarem-se dele. - Vamos para minha casa, não pode ficar aqui. - Murmurou num tom meio incrédulo ou mesmo de quem não queria acreditar naquilo. - Como assim vives numa tenda? Laura! - Olhou-a nos olhos, extremamente confuso com tudo aquilo. - E vocês afastem-se. - Avisou, apontando todas as outras raparigas que se acumulavam por ali.

 

Laura olhou primeiro as outras, fazendo-lhes sinal. - Está tudo bem, ele está comigo e não está aqui para vos comer. - Informou rapidamente, vendo-as a afastarem-se rapidamente. - Olha, eu agradeço, mas eu não posso ir assim simplesmente para a tua casa. E sim, vivo numa tenda Bill, mal tenho dinheiro para comer, quanto mais para pagar renda e o resto. Aliás, neste momento não tenho dinheiro absolutamente nenhum. - Explicou-se, respirando fundo depois. Estava à espera que Roth lhe pagasse esta noite para poder ir comer algo melhor, mas não teve essa sorte.

 

- Ouve... - Começou por dizer, estupidamente ofegante e nervoso. - Estou a ficar em pânico, estas condições são demasiado macabras. Passam ratos aqui, Laura... - Apontou a rua. - Pega nas tuas coisas, por favor vem comigo. Vamos para o meu apartamento, ficas lá sem discussão alguma! Ele está desabitado agora... - Esclareceu, numa tentativa de tranquilizar a rapariga. - Por favor, vem comigo. Só te peço isso. - Quase implorou.

 

Sem conseguir dar-lhe a volta, Laura respirou fundo e voltou para dentro da tenda. Colocou o resto das suas coisas dentro da mala de viagem que tinha e depois de a fechar, voltou para perto do loiro, que parecia impressionado por a ver apenas com uma mala. - Já estou pronta. - Apenas disse, tremendo imenso por causa do frio.

 

- Vamos embora. - Disse, despindo o seu casaco e passando-o sobre os ombros da morena. - Eu levo isso. - Informou, agarrando na mala com cuidado e caminhando com ela até ao seu carro. - Oh meu deus, estou chocado... - Comentou alto, colocando a mala no porta-bagagens do automóvel. - Podes entrar... - Autorizou, apontando a porta para que ela tivesse a confiança de o fazer por si mesma. Não querendo de todo que ela se sentisse estranha naquilo que fazia! A rapariga achou muito estranho quando ele despiu o casaco e lho emprestou, mas nada disse. Nenhum dos seus clientes fazia isso porque ninguém queria saber. Assentiu-lhe quando deu autorização para entrar e fê-lo de seguida, fechando depois a porta com cuidado. Colocou o cinto lentamente, ainda a tremer. Não sabia bem o que ia acontecer dali para a frente, mas tinha quase a certeza que Bill devia querer os "serviços" dela em troca. Ninguém dá nada a ninguém!

 

- Eu ligo já o ar, estás a tremer por todo o lado. - Informou, ligando o carro e o ar quente assim que tinha o carro em andamento. - Ouve, não quero que te sintas assustada comigo, eu não te vou fazer nada. - Tranquilizou, olhando para o seu relógio de pulso. - Vamos passar no Five Guys para comeres um hambúrguer e numa loja de conveniência para comprar algumas coisas para teres lá no apartamento. É tudo o que está aberto a estas horas... - Comentou, olhando-a calmamente.

 

- Eu não tenho dinheiro nenhum, Bill. - Relembrou, caso ele se tivesse esquecido. Aos poucos ela começou a sentir-se mais quentinha e aninhou-se no banco do carro. - Como é que tu me encontraste? - Não havia maneira de ele se lembrar de procurar ali assim do nada!

 

- Segui-vos e foi o melhor que fiz. - Assegurou, conduzindo com a maior segurança que algum homem podia conduzir. - Ouve, eu vou dar-te tudo o que eu puder porque quero dar. Não me negues nada, a sério! - Pediu, olhando-a por momentos. - Eu quero ajudar-te, não é normal uma miúda linda como tu, viver numa tenda, no meio de um bairro perigoso e.… sei lá é desumano. - Abanou a cabeça meio confuso.

 

- Está bem... - Apenas disse, observando-o. Aquilo era demasiado esquisito para ela. - Pois, mas nem a beleza me paga uma refeição decente, quanto mais as contas de uma casa. - Respirou fundo, fechando os olhos durante um bocadinho. - Eu não quero parecer ingrata, é só que... Isto é um bocado estranho para mim. Em todos estes anos nunca houve alguém que me quisesse tirar dali para oferecer comida ou o que quer que seja. - Suspirou.

 

- Não sei como é que isso é possível... - Negou com a cabeça, olhando para ela depois de estacionar o seu carro junto ao Five Guys. - Vamos? Deves estar cheia de fome... - Suspirou calmamente.

 

Laura assentiu, olhando-o antes de abrir a porta. - Não como desde ontem à noite. - Contou sem qualquer problema, saindo do veículo e acompanhando o rapaz. - O que é que servem aqui?

 

- Então, escolhes a base do hambúrguer que queres, tens Cheeseburger, Hambúrguer com bacon e hambúrguer simples. Tens em tamanho normal e duplo... - Apontou o placard do menu. - Depois de escolheres a base, tens ali aqueles ingredientes todos e podes meter todos os que quiseres, assim como molhos. - Explicou com um sorriso. - Basicamente fazes tu o teu hambúrguer, depois comes com batatas fritas e uma bebida que enches ali na máquina. Tens Coca-Cola de todos os sabores e bla bla bla, essas coisas. - Gargalhou.

 

Ela foi assentindo, suspirando no fim. - Podes escolher por mim, por favor? O que tu achares que é bom está bem para mim. - Sorriu docemente, aconchegando-se ao casaco do rapaz que tinha acabado por vestir. Era-lhe enorme, mas ajudava a manter-se um pouco mais quente.

 

- Não, escolhe tu. - Recusou-se, olhando para ela com um leve sorriso, como se lhe quisesse dar confiança para fazer tal coisa. - Vou pedindo o meu. - Avisou, aproximando-se do balcão. - Boa noite. Eu quero o meu Doublecheese bacon, com alface, cogumelos, cebola e o molho de ketchup e mostarda. - Pediu, olhando para ela depois. - Já sabes? - Procurou saber.

 

Laura respirou fundo e ouviu atentamente o que ele pediu e depois assentiu-lhe. - Ahm, Doublecheese bacon com... Alface e... ketchup? - Pediu, olhando tanto para quem os estava a atender como para Bill.

 

- São esses dois com uma dose de batatas grande e dois copos para bebida. - Sorriu, retirando da sua carteira o cartão de multibanco e pagando tudo de forma imediata. - Obrigado, resto de uma boa noite! - Desejou, agarrando na mão da rapariga e caminhando para uma mesa. - Eles depois chamam o nosso número e vamos levantar. - Esclareceu.

 

Laura assentiu e levou as mãos à barriga que, por causa do cheiro a comida, começava a fazer barulhos estranhos. Estava esfomeada e não dava para o esconder. - Hm, obrigada, Bill.

 

- Não preciso que agradeças. Eu ajudo instituições, mas nunca me lembrei que a maior pobreza está na rua... - Suspirou. - Quero mesmo ajudar-te. - Sorriu-lhe, agarrando no seu telemóvel. - Tu tens roupa suficiente?

 

- É normal, as pessoas nunca se lembram. - Começou por dizer, suspirando de seguida. - Dos sem-abrigo ainda se lembram, na época natalícia. Mas se o tema for prostitutas, a conversa já é outra. - Encolheu os ombros, olhando-o. - Tenho alguma, não muita. Quando posso compro alguma e dou as mais antigas às outras raparigas.

 

- Vou pedir à Gigi para me preparar uma mala com umas roupas que ela ia colocar no depósito daqui a uns dias. - Avisou, colocando o telemóvel a chamar para a cunhada.

 

- Sim... - Atendeu num tom de voz rouco e sumido, nada normal na loira.

 

Bill fez uma careta e suspirou. - Gigi? O que é que se passa? Está tudo bem? - Questionou de imediato num tom preocupado, esperando por uma resposta.

 

- Sim, o que precisas? - Questionou, soltando um pequeno fungar.

 

- Estás-me a mentir. - Resmungou, coçando a testa. - Precisava que me preparasses uma mala com algumas das roupas que ias meter no depósito, mas agora quero é saber o que raio se passa.

 

- Vens aqui a casa depois e escolhes o que queres. - Suspirou. - E eu não te vou contar nada, são coisas de casados, algo que tu não entendes. E espero que a tua mulher nunca venha a entender, muito honestamente.

 

- Pronto está bem. Não queres contar, não contes. - Revirou os olhos quando suspirou. - Tudo bem, passo por aí depois. - Avisou, mas não se conformou com aquela escassa informação. - O Tom discutiu contigo por causa do outro?

 

- Ok, até já. O teu irmão deve abrir-te a porta! - Informou, desligando assim a chamada sem dizer mais nada.

 

Laura voltou a olhar para o loiro quando ele desligou a chamada. - Está tudo bem? - Perguntou simplesmente, olhando para o empregado depois. - Acho que te estão a chamar. - Informou, apontando para o balcão.

 

- Sim, eu vou lá buscar as coisas. - Respondeu meio aluado e levantou-se, apanhando o seu pedido e o de Laura ao balcão. Agradeceu ao empregado e retornou à mesa. - Espero que esteja do teu agrado. - Sorriu-lhe.

 

- Obrigada. - Agradeceu baixinho, pegando depois na sua comida, provando logo de seguida. - Hm... - Gemeu baixinho e sorriu docemente, continuando a comer com calma. Estava esfomeada, por isso aquilo estava a saber-lhe pela vida. - É muito bom. - Comentou com o loiro.

 

- É mesmo bom, eles têm aqui um bom negócio. - Sorriu enquanto comia, completamente deliciado. - Tu és de cá? - Questionou curiosa, olhando para ela atento.

 

- Não, não sou. Vim da Suíça. - Informou antes que ele perguntasse o seu país de origem, comendo mais um pouco. - Vim para cá há uns anos, tinha uma proposta de trabalho que não era nada do que diziam. - Explicou, encolhendo os ombros.

 

- Não sabes falar alemão? - Questionou sorridente, comendo algumas batatas fritas. - Ou estavas na parte Francesa? - Procurou saber.

 

- Sim eu falo alemão e francês também. E inglês. - Respondeu em alemão, terminando de comer pouco depois. A fome era tanta que a dada altura não conseguiu comer com aquela calma toda. - Eu percebi que vocês também falavam em alemão, pelo menos pareceu-me. Não consegui ouvir bem.

 

- Eu sou filho do embaixador da Alemanha aqui. - Respondeu na sua língua materna. - Conta-me a tua história... - Pediu com calma, esperando ouvir tudo.

 

- Oh... Não sabia... - Filho do embaixador? Estava explicado, deve realmente querer os serviços dela também. A rapariga encolheu os ombros e suspirou. - Não há muito para contar. Eu tinha uma vida normal na Suíça, aventurei-me no mundo da moda quando tinha ainda uns quinze, dezasseis. Era modelo lá. Fotográfica, só, nada de passerelles e essas coisas. Quando acabei os estudos e tive oportunidade, comecei a tentar arranjar maneira de vir para cá. Sempre quis vir para os Estados Unidos, começar uma carreira decente. E pensei que a oportunidade que estava a agarrar era boa, por isso juntei o meu dinheiro, despedi-me de todos e vim sem pensar duas vezes. E afinal era prostituição. - Explicou, respirando fundo. - Estive numa das chamadas casas de meninas, mas acabei por sair de lá e fui parar àquele beco que viste.

 

- Entendo... - Murmurou Bill, olhando para a mais nova. - Não gostei mesmo de te ver naquelas condições Laura, viver numa tenda não cabe na cabeça de ninguém! - Argumentou, terminando a sua refeição.

 

- Não tive alternativa, Bill. - Começou por dizer, bebendo antes de continuar. - Quando tenho sorte, aproveito o dinheiro para comprar alguma coisa para comer e assim. Mas nem sempre me pagam. Como aconteceu hoje. - Suspirou, olhando o loiro. - A tenda e o que está dentro daquela mala é tudo o que tenho neste momento.

 

- Aquele velho vai pagar com juros, vais ver. - Avisou num tom chateado, limpando os seus lábios ao guardanapo. - Odeio-o, não fazes ideia... - Suspirou, passando depois as mãos pela cara com calma.

 

- Bill, por favor, não faças nada. É melhor assim, acredita em mim. - Pediu com calma, ajeitando melhor o casaco do loiro ao seu corpo. - Eu já me conformei com estas coisas. Já muita coisa me aconteceu ao longo destes anos e pensei várias vezes que ia morrer. Estou já conformada com a morte e todas as outras coisas más. - Encolheu os ombros, encarando-o. A vida dela podia ser uma merda na rua, mas foi ainda pior nos dois anos em que esteve naquela casa.

 

- Tudo bem, eu compreendo isso, mas o Roth vai pagar caro. Meu, nem foi capaz de te dar um apartamento por mais pequeno que seja? - Argumentou chateado. - Não entendo isto, juro que não entendo. - Negou, olhando para o seu telemóvel para verificar as horas. - Vamos só passar no apartamento do meu irmão para ir buscar as roupas e depois deixo-te descansada no meu. É um prédio ao lado do outro por isso é rápido... - Informou com cautela.

 

- Se ele mal me paga por o acompanhar e deitar-me com ele, achas mesmo que me ia dar uma cabana que fosse? - Suspirou, assentindo depois. - Tudo bem.... Só não quero incomodar.

 

- Eu dou-te um apartamento, uma vez que tenho dois e ainda a casa dos meus pais. - Riu-se de uma forma meio irónica. Bill tinha tudo, mas ao mesmo tempo sentia-se sem nada. - Vamos? - Questionou, mexendo no seu telemóvel onde dava uma olhadela pelas suas redes sociais.

 

Laura queria recusar de novo, mas sentia que com Bill aquela luta não iria dar em nada. Depois de um breve suspiro, ela assentiu e levantou-se, seguindo com ele de volta para o carro. - Obrigada pela comida, Bill. - Murmurou quando já estavam os dois no veículo e o loiro ligava o motor.

 

- Não tens que agradecer, eu quero mesmo ajudar-te e como deves imaginar, isto não é nada comparado com o que te poderia dar. - Admitiu num tom meio melancólico, sorrindo depois levemente. - Vamos fazer algumas compras para teres comida lá em casa. - Avisou, arrancando com o seu carro. - Posso pedir-te uma coisa? - Procurou saber, olhando-a por momentos enquanto mordia o lábio inferior.

 

Ela ia para falar qualquer coisa, mas aquela questão deixou-a bastante curiosa. - Sim, claro. O que é que queres pedir-me? - Questionou calmamente, observando-o como se tentasse decifrar o que ele queria dizer antes de o fazer. - Não precisas de gastar muito dinheiro comigo, não é preciso, mesmo.

 

- O quanto gasto, é comigo.  - Resmungou num tom meio amuado, olhando-a assim que pararam num semáforo. - Não te prostituas mais, por favor... - Pediu, olhando-a nos olhos meio nervoso. - Vamos arranjar um emprego para ti, vais ver que daqui a uns meses consegues arranjar o teu apartamento, ter as tuas roupas e tudo isso. - Sorriu-lhe.

 

- Ninguém vai dar trabalho a uma prostituta, Bill. Toda a gente sabe disso. - Suspirou, desviando o olhar de seguida. - Estou nisto há tanto tempo que sinto que já não consigo fazer mais nada. É como se todas as pessoas soubessem o que faço e tivessem nojo de mim. Já estou demasiado habituada a isso... Já não sei o que é ter uma vida dita normal.

 

- Não digas isso! - Quase ordenou, suspirando por odiar ouvi-la dizer aquilo. - Consegues arranjar tudo o que quiseres, basta quereres ok? Eu não te vou arranjar emprego, vou ajudar-te a fazer o teu currículo e vais ver que arranjas mais rápido do que aquilo que imaginas. - Assegurou, arrancando novamente com o carro assim que o sinal ficou verde. Depois de respirar fundo, a morena virou a cara para o outro lado, observando o caminho que o loiro tomava. Por estar tão quentinha e confortável, o que era uma coisa realmente rara, Laura acabou por se aconchegar melhor e deixou-se levar, adormecendo. - Aff... - Murmurou o moreno assim que a viu adormecer, sentindo-se frustrado pela rapariga parecer não acreditar nem sequer em si mesma. Conduziu durante cerca de 45 minutos até chegar a um supermercado aberto 24 horas. Uma loja de conveniência não chegava para comprar os essenciais! - Laura... - Chamou cauteloso, passando-lhe o polegar sobre a bochecha.

 

- Deixa-me segurá-lo só mais um bocadinho. - Sussurrou ainda a dormir, virando-se para o lado do loiro. Apesar de todo o sono e do cansaço, ela acabou por acordar quando ouviu o seu nome de novo, achando estranho o facto de Bill ainda estar com ela. Aquilo tudo ainda parecia uma pequena mentira. - Onde estamos...?

 

- O teu filho? - Procurou saber com cautela, olhando para ela com um olhar sereno, de maneira a transmitir-lhe calma. Bill tinha um curso em psicologia e, por isso mesmo, era muito perspicaz. Apanhava tudo o que as pessoas diziam e nunca lhe conseguiam mentir.

 

Laura arregalou os olhos de imediato, afastando-se o máximo que pode. - Como é que tu sabes do meu filho? Como é tu sabes sobre o meu filho?! - Quase gritou na segunda vez, retirando o cinto à pressa. Já não estava a perceber nada daquilo e o loiro já a estava a assustar.

 

- Acalma-te! - Pediu, agarrando-lhe na mão com cuidado. - Falaste no sono, disseste: “Deixa-me segurá-lo mais um bocadinho”. - Repetiu com cautela. - Sou psicólogo, estudei durante anos o comportamento das pessoas, a mente...tudo o que possas imaginar... - Começou por dizer. - Foi para adoção? - Questionou, acariciando-lhe a mão com delicadeza.

 

Ela só começou a sossegar quando ele lhe explicou que tinha falado enquanto dormia. Respirou fundo e olhou para as mãos dos dois, enquanto Bill segurava e acariciava a dela com calma. - Não. O meu menino morreu. - Respondeu de seguida, sem o encarar. Era uma história que ainda a feria muito e era raríssimo ela falar com alguém sobre o assunto, até mesmo com as mulheres daquele beco, que a ajudaram nessa altura.

 

- Está a olhar por ti, tenho a certeza disso. - Sorriu, puxando-a para si e beijando-lhe a testa de forma demorada. - Vamos fazer as compras? - Questionou, passando-lhe uma mão pelas costas de forma carinhosa.

 

Não era assim que Laura via as coisas, mas também não ia responder mais quanto àquele assunto. Ela simplesmente não falava sobre isso, era demasiado doloroso. Contudo, aquele beijo foi uma surpresa muito boa e ela acabou por esboçar um pequeno sorriso. - Sim, vamos. - Respondeu quando se sentia já mais calma, olhando-o com aquele seu sorriso doce. Bill saiu do carro, esperando que ela fizesse o mesmo. Assim que a viu fechar a porta, trancou o carro e caminhou com ela para o interior do supermercado, agarrando num carrinho pelo caminho.

 

- É para comprares tudo o que precisas. Comida, produtos de higiene e coisas tipo para lavar a roupa e loiça. A casa depois vai lá uma mulher limpar, não te preocupes com produtos de limpeza. - Avisou, olhando em redor. - E o que eu achar que precisas e não metes aqui eu vou meter por isso não sejas teimosa. - Sorriu-lhe, empurrando o carrinho pelo corredor.

 

- Empregada? Não é preciso, eu posso limpar! Sou eu que lá vou estar a sujar, é o mínimo que posso fazer. - Falou com calma, olhando para os produtos que estavam expostos naquele corredor. Já não fazia compras assim há imenso tempo! Laura foi agarrando em alguns produtos de higiene, colocando-os no carro. Escolhia sempre os de marca branca e que fossem realmente os mais baratos. Passou a mão pelo cabelo e escolheu um champô ao calhas. Já não tomava atenção a esse tipo de coisas desde que tinha saído da casa onde esteve. - Tu vives na casa dos teus pais? - Perguntou enquanto observava outros produtos e os colocava no carrinho das compras.

 

 

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publicado às 22:30
editado por ivy hurst a 19/5/17 às 01:01


6 comentários

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De twilight_pr a 18.05.2017 às 16:04

Não estava a contar com isto. 
Primeiro apresentam-me a Agnes uma mulher com poder, depois temos a Diana que era uma comissária de bordo e agora temos a Laura .. uma prostituta. Confesso que gostei de ver a forma como a vida dela é... a torna-a realmente humana.
Fiquei realmente com pena dela... pensa que está a mudar-se para um sítio bom e afinal acaba no mundo da prostituição, depois acaba por conhecer o Roth que é aquele porco nojento. Felizmente acaba por conhecer o Bill e vemos uma esperança de que realmente a sua vida pode mudar.
Realmente ninguém faria o que o Bill está a fazer: vê-la da forma como estava com o Roth e depois acabar por  a seguir e tirar-lhe de lá e dar-lhe de comer, ir buscar roupas para ela da Gigi  e ainda irem às compras para ela ter tudo o que precisa. Fiquei *-* quando ele lhe pediu para sair daquele mundo e ainda afirmar que lhe ia ajudar a fazer o currículo para ela conseguir ter uma melhor vida.
Agora.. não gosto mesmo nada do Roth... ainda por cima é daquela forma para si.. argh que nervos, eu nem imagino como ela se deve sentir. Não gostar nada dele, mas ter realmente de o fazer porque precisava de viver, precisa de comer e de se manter à tona.
Depois ainda estou com o coração apertado por ela ter tido um bebé e de saber que o menino morreu,... deixou-me mesmo muito fragilizada, I can't help it.
O Bill com uma rapariga loira pelo braço... e depois a Gigi está a falar ao telemóvel e ele está preocupado com ela e ela ainda manda aquela boca sobre o facto de que a mulher dele nunca saber o que realmente ela está a sentir em relação ao problema de casados que ela estava a enfrentar. Hmm... o Bill é casado?! O.O
Isto ficou enorme, mas estou definitivamente a querer saber mais especialmente após tanta coisa ter acontecido logo no primeiro e ainda há tanta coisa por descobrir.


Beijinhos meninas <3
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De Daniela C. a 18.05.2017 às 20:01

Olá Twi!
Bom, é verdade que aqui nós temos sempre imaginações meio malucas e acredita que ainda não viram nada. Não sei porquê mas temos sempre quedas para mulheres com grandes personalidades, sendo elas com uma vida fácil ou não. A Laura é uma mulher muito feita pela Nessie por isso dêem-lhe a ela os parabéns porque o mérito é todo seu x'D Acreditem que mais mulheres virão e todas elas muito diferentes e eu posso pedir desculpa, acho que pelas duas se as histórias se tornarem monótonas no que toca o final, mas no conteúdo todas elas vão ser diferentes. Custa-nos acabar uma história de má forma, por isso mesmo e acho que todas as pessoas que escrevem sentem isso, os finais são quase sempre em base do mesmo: Casar/namorar, ter filhos/cães e viveram felizes para sempre!
A Laura passou por muito, mas penso que vai arranjar um rumo para a sua vida, ainda para mais com a ajuda do Bill acho que muito se vai tornar mais fácil. E esclarecendo a tua dúvida: O Bill não é casado! xD A Gigi disse aquilo como: Se um dia tiveres uma mulher, não lhe desejo a ela o que eu estou a passar agora! Espero que tenha sido esclarecedora agora o.o
Fico feliz por teres gostado, um grande beijinho c:
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De twilight_pr a 19.05.2017 às 00:03

Acredito que sim, porque de facto elas todas têm grandes personalidades e são mesmo fortes.
Dou-vos o mérito pela criação da Laura porque gostei realmente dela e ainda bem que a Ness a fez, porque está mesmo fixe!
Não precisas de pedir desculpa por nada ;)
Ah okay, agora fiquei mais esclarecida xDDD sorry xDDD entretanto quero saber as cenas entre a Gigi e o Tom :3


Um beijinho!!! <3
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De ivy hurst a 25.05.2017 às 22:12

Bem, é um bocadinho verdade, sim... A Laura foi um bocado criada por mim. Okay, foi praticamente quase toda criada por mim xD A ideia desta história foi uma ideia relâmpago que se me deu, e felizmente resultou muito bem xb
Só pelo o que o Bill está a fazer pela Laura, pode-se quase dizer que é uma espécie de Príncipe Encantado. Quase isso.. xD
Obrigada, beijocas ♥
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De TheOtherSide a 19.05.2017 às 16:37

Wow, o Bill tá um fofo em ajudar a Laura e tentar tirá-la daquele mundo para o qual foi levada por engano, porque ela queria era ser modelo e não foi nada disso que aconteceu infelizmente, a ver se ela tem mais sorte :p
Continuem rápido please *.*
Beijinhos.
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De a 26.05.2017 às 16:40

Ok, isto começou mesmo a abrir! Bastou o primeiro capítulo para se perceber que isto promete! Estou mesmo muito curiosa quanto a este vosso projecto e acho que vou gostar mesmo, mas mesmo, muito dele :) Apreciei mesmo a atitude do Bill em querer ajudá-la. A Laura parece ser uma miúda fixe, infelizmente apostou no futuro e saiu errado :s mas, hey: não que ver as coisas de um lado positivo: pode ter levado uma vida má, mas agora conhece o Bill e ele vai ajudá-la a ter uma vida melhor ^^ Ainda não sei bem o que achar do resto dos personagens: o Tom e a Gigi...mas a conversa do Bill com ela pôs-me a magicar *inserir emoji pensador xD* Estou ansiosa pelo resto! Mal consiga, vou ler o próximo :DD
beijinhos para as duas :))

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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