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[S.S] Ordinary Life • 2

por ivy hurst, em 25.05.17

Pedimo-vos desculpa pelo atraso! Aqui têm o segundo capítulo!

 

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- Calma lá, isto vai estragar-te o cabelo todo. - Resmungou de imediato. - Leva esse Pantene aí, vais ficar com o cabelo pior se lavas com isto. - Argumentou, agarrando nos produtos que ela tinha posto no carrinho e trocando praticamente tudo para produtos bons e não tão caros quanto aquilo que se podia imaginar. - E não, eu não vivo com os meus pais. Vivo no mesmo prédio onde vais viver, mas no rooftop. Gosto de estar sempre high e com uma boa vista. - Brincou divertido, continuando a andar com ela pelo corredor.

 

Já sabia que não valia a pena contradizê-lo, por isso nem se aventurou. - Oh... então vamos ser vizinhos durante algum tempo? - Questionou com um sorriso amigável, pegando numa caixa vermelha em forma de coração, que continha bombons de chocolate no interior. Sorria enquanto a olhava, mas depois respirou fundo e voltou a colocá-la no sítio. Continuou a meter as coisas mais necessárias no carro e assim que terminou olhou o mesmo. Aos olhos dela estava ali uma fortuna e nem tinha enchido o carrinho! - Já está. - Apenas disse, olhando-o.

 

- Ótimo, vamos então pagar. - Sorriu, retomando o caminho para a caixa e atirando mais um batalhão de coisas para o carro, que ela pegara, mas não colocara no carro. Incluindo os bombons da caixa vermelha! Assim que chegaram à caixa, o loiro entregou o seu cartão daquela cadeia de supermercados e começou a arrumar tudo em sacos. - Obrigado, bom trabalho! - Desejou o mais velho assim que pagou as compras, empurrando o carrinho de novo para a saída. - Vamos lá, são quase cinco da manhã e estamos ainda a uma hora de casa. Ou seja, vamos apanhar trânsito e não sei se o meu irmão me vai abrir a porta. - Comentou enquanto mexia no telemóvel. - Acho que ele pisou o risco com a Gigi, só espero que não se tenha excedido... - Suspirou.

 

Laura revirou os olhos quando o começou a ver a atirar uma data de coisas e acabou por virar a cara para outro lado, não chegando a ver nem metade do que ele decidiu acrescentar. Ajudou-o depois com as compras, colocando tudo em sacos que ele tinha no porta-bagagens. - Por minha causa? - Procurou saber logo de seguida, olhando-o preocupada.

 

- Não, por tua causa não foi de certeza. - Sorriu-lhe, fechando o porta-bagagens com cuidado. - O meu irmão por vezes discute muito com ela por ciúmes e já apanhei atitudes dele que não gostei. A Gigi é muito rude, mas é tudo uma capa porque no fundo ela tem um coração enorme. Ele consegue destruí-la um pouco e isso deixa-me triste porque a miúda não tem ninguém aqui. O meu irmão obrigou-a a vir com ele para Los Angeles e nem a deixa trabalhar... - Encolheu levemente os ombros, indo rapidamente arrumar o carrinho.

 

Depois de o ouvir com atenção, esperou que ele fosse arrumar o carrinho das compras. Voltou a entrar no carro quando ele também o fez e colocou o cinto com cuidado. - Isso é triste... A mim pareceu-me que ela não gostou muito de mim. - Comentou, rindo baixinho. - Mas também parece ser boa pessoa... E não precisas de te preocupar com a roupa, eu posso dormir nua esta noite. - Encolheu os ombros, achando que aquela seria realmente a melhor solução. As suas roupas não estavam propriamente lavadas e não iria usá-las para sujar a cama que nem lhe pertencia.

 

- Ela no inicio vai ser meio mazinha, mas se aguentares e quiseres uma amiga, acredita que ia fazer muito bem às duas. - Sorriu-lhe enquanto entrava no carro. - Pode ser que façam companhia uma à outra e que o meu irmão deixe esta fase de machismo de lado. Odeio estar a descobrir este lado do meu irmão, não sei o que lhe anda a passar pela cabeça... - Suspirou, ligando o carro e arrancando de seguida. - Quanto às roupas, tudo depende da hora a que chegarmos. Podes dormir se quiseres! - Concluiu, olhando-a por momentos.

 

- Eu já estive às portas da morte duas vezes, acho que consigo aguentá-la bem. - Riu baixinho, encolhendo os ombros depois. - Esquece as roupas, Bill. Já é demasiado tarde e não me importo. Quando forem horas decentes, vais lá. - Era realmente muito tarde para estar a incomodar alguém por causa de roupas. - Não te preocupes.

 

- Está bem, eu passo lá de tarde. - Resmungou meio amuado, conduzindo com calma, de volta ao centro de Los Angeles. O trânsito começava de novo a formar-se, com as pessoas que se levantavam cedo para irem trabalhar, por isso mesmo, andava tudo um caos desde muito cedo. Daquela vez Laura fez de tudo para não adormecer e sentia-se cada vez mais cansada. Quando chegaram, ela ajudou-o a carregar os sacos, pousando-os onde ele pediu. Bill mostrou-lhe o apartamento e ela aprendeu rapidamente onde era cada divisão. Depois de pedir permissão ao rapaz, ela retirou os produtos de higiene do saco e foi tomar banho. Demorou menos de meia hora, esfregando o seu corpo ao sabonete duas ou três vezes. Queria estar bem limpa.

 

Depois de sair e se secar, Laura andou descalça e nua por ali até encontrar Bill. - Posso ir para a cama...? - Pediu, sem ter vergonha de mostrar o seu corpo.

 

- Oh meu pai... - Murmurou quando a olhou, passando uma mão pela testa. - Desculpa, claro que podes não precisas sequer de me pedir. A casa é tua agora! - Sorriu, acabando de arrumar as coisas nos armários da cozinha. - Eu vou para casa também, fica à vontade. Depois pela tardinha eu volto aqui, ok? - Olhou-a de novo, aproximando-se dela com cuidado.

 

- A casa não é minha. - Resmungou de volta, encolhendo os ombros. - Okay, podes aparecer quando quiseres, a casa é tua. - Sorriu docemente, aproximando-se dele também, acabando por abraçá-lo. - Obrigada.

 

- Não tens que agradecer. - Sorriu, abraçando-a com calma e beijando-lhe o topo da cabeça. Ela cheirava divinamente e o corpo dela parecia esculpido da Grécia Antiga. - Descansa. - Pediu, afastando-se dela devagar e agarrando nas suas coisas antes de sair daquele apartamento com o sorriso mais estúpido estampado no rosto. Laura não o queria deixar ir embora, mas também não o podia obrigar a ficar.

 

- Dorme bem. - Murmurou depois de o largar, vendo-o sair do apartamento. Aproveitou para seguir para o quarto e deitou-se na cama com calma, aconchegando-se na mesma. Era fofa e macia, quentinha. Uma cama perfeita. Demorou apenas alguns segundos para adormecer e dormiu horas e horas seguidas. Era como se estivesse no céu, não queria sair daquela cama por nada.

 

Bill apanhou o elevador, seguindo para o seu apartamento e assim que chegou, despiu todas as suas roupas e meteu-se no chuveiro. Estava exausta, mas precisava imenso de um banho para acalmar a ansiedade e o estúpido nervosismo que levava dentro de si. Tinha sido uma madrugada bastante atribulada, mas o rapaz sentia-se feliz por ter conseguido trazer Laura até ao seu apartamento. Por muito que imaginasse que seria estranho para a mais nova estar a mudar a sua vida de forma radical, pretendia não a deixar desistir de si mesma. Após aquele longo banho, regressou ao seu quarto e deitou-se na cama completamente nu, adormecendo de forma automática assim que deitou a cabeça na almofada.

Só acordou por volta das quatro da tarde, com as suas horas de sono completamente em dia e uma enorme vontade de fazer aquilo que ainda tinha em mente. Ergueu-se da cama, vestindo a primeira roupa que viu no closet e antes de sair de casa agarrou numa maçã, trincando a mesma pelo caminho até ao apartamento onde Laura estava.

 

Apesar de ter acordado por volta das três, Laura mal tinha saído da cama. Só saiu para fazer as necessidades, mas regressou de imediato. Mesmo estando na cama, ela tremia imenso e espirrava várias vezes. Como vivia na rua e não tinha quaisquer cuidados médicos, Laura adoecia várias vezes ao ano e nem sempre eram só constipações passageiras. Suspirou ao ouvir a campainha e foi até à porta, espreitando antes de abrir. Assim que viu o loiro, abriu-lhe a porta, deixando-o entrar. - Olá... entra. - Pediu e assim que ele o fez, regressou ao quarto.

 

- Estás constipada? - Procurou saber, seguindo-a até ao quarto. - Talvez seja melhor irmos também ao médico. - Comentou com cautela, passando os dedos pelo queixo. - Ao menos dormiste bem? - Questionou, sentando-se na cama ao lado dela.

 

- Não. - Começou por dizer, virando-se para o outro lado para poder tossir à vontade. Voltou a aconchegar-se na cama, virando-se para ele. - Sim, dormi muito bem, obrigada. E tu?

 

- Sim! - Ripostou, dando-lhe uma leve palmada na coxa. - Eu dormi bem também. - Respondeu com um sorriso, apreciando o corpo dela. - Vamos ver das roupas ou queres que vá sozinho? - Procurou saber.

 

- É melhor eu ir também, tenho de agradecer. - Afirmou de imediato, levantando-se com todo o cuidado. Apesar de ter dormido numa cama extremamente confortável, ela continuava a sentir-se exausta. Tantos anos a dormir no chão não a tinham deixado muito saudável. Seguiu para um canto do quarto onde estava a sua mala e retirou de lá roupa mais casual e confortável, que vestiu com cuidado. - Tu também tens alguém como o teu irmão, ou gostas de alguém? - Questionou com um pequeno sorriso. Se tivesse não devia ser muito sério e se fosse deveria ser uma relação mais aberta, porque senão ele não estaria ali.

 

- Não, sou solteiro. - Respondeu com orgulho, admirando-a uma vez mais. - Mas vou ficar a bater mal por ti se continuas a ser tão linda. - Brincou num misto de seriedade, ajeitando o seu cabelo loiro de forma bastante sensual. - Mas porque perguntas? - Procurou saber.

 

Laura riu baixinho e encolheu os ombros. - Não posso fazer nada quanto a isso, mas agradeço pelo elogio. - Sorriu-lhe, aproximando-se dele. - Só por curiosidade. E para saber se não vou ter problemas com mais ninguém. - Encolheu os ombros, suspirando. Ficou bastante feliz por saber que ele era solteiro, mas não o demonstrou. Quais seriam as hipóteses do filho do Embaixador se apaixonar por alguém como ela? Na sua opinião, nenhumas.

 

- Não te preocupes. Muitas te vão invejar, mas isso com o tempo passa! - Riu-se divertido, olhando-a sempre sem qualquer problema em fazê-lo. - Estás pronta? - Procurou saber, erguendo-se da cama.

 

- Duvido que alguém me inveje. - Gargalhou. Não acreditava mesmo naquilo, que alguém pudesse sentir inveja dela. Não havia nada para invejar. - Estou pronta, podemos ir. - Anunciou, ajeitando a sua roupa e o seu cabelo com cuidado.

 

- Deixa de ser assim. - Pediu, agarrando no seu telemóvel e saindo com ela do quarto. - Pega em qualquer coisa para comeres. - Pediu, apontando a cozinha que já estava completamente abastecida.

 

 

Assentindo apenas, ela seguiu com ele até à cozinha, onde pegou num pedaço de pão que comeu de seguida. - Eles moram no prédio ao lado, não é? - Sabia que Bill já lhe tinha contado algo sobre isso, mas já não se lembrava bem. Agradeceu quando ele lhe abriu a porta, deixando-a passar primeiro e depois seguiu-o.

 

- Sim, vamos pela garagem. Como isto é um condomínio, as garagens são únicas, então temos portas de acesso para todos os prédios. Assim consigo ir para casa do meu irmão e afins, sem ser visto. - Explicou, chamando o elevador que ficava mesmo em frente à porta dele. - Ah, se quiseres receber visitas de fora, tens que avisar o segurança da entrada. Eu vou avisá-lo do teu nome porque se aparecer alguém para ti ele não vai saber que estás cá a viver e vai mandar as pessoas embora porque não mora nenhuma Laura... - Gesticulou com a mão, esperando ouvir o apelido dela.

 

- Kraus. Laura Kraus. - Respondeu de seguida, sorrindo. - Mas não te preocupes porque não me vem ninguém visitar. Quem é que havia de me visitar? As mulheres do beco que não fazem ideia onde estou? - Riu, mais baixo, suspirando depois. - Mas obrigada. - Laura entrou primeiro no elevador, pouco depois de Bill fazer o mesmo e carregar no botão adequado, a morena sorriu ao vê-lo aproximar-se de si, ficando de frente para ela. A rapariga apenas o encarou e manteve-se tal e qual como estava, observando-o com cautela.

 

- Porque é que olhas para ti assim, de forma tão má? - Questionou com calma, agarrando no rosto da rapariga com cuidado. - As tuas bochechas dão vontade de apertar, sabias? - Riu-se divertido, apertando-lhe as bochechas como se tratasse de uma criança.

 

- Porque é assim que me olham onde eu moro... Hm, morava. - Corrigiu-se rapidamente, sorrindo quando o loiro lhe apertou a bochechas. Com calma, Laura levou as mãos às costas de Bill, acariciando-as lentamente. - Nunca me tinham dito tal coisa. Sem ser a minha mãe, quero dizer.

 

- Mas eu digo porque eu sou estupidamente fofo e às vezes tenho uma vontade enorme de mimar as pessoas e está a dar-me essa vontade agora. - Informou com uma voz fofa, abraçando-a com força de repente e enchendo-lhe a cara de beijos, calhassem onde calhassem.

 

Laura sorria por sentir todo aquele carinho e quando os lábios dele pousaram nos seus, ela nem pensou duas vezes. Abraçou-o de igual modo e acabou por o beijar, de um modo bem calmo e intenso, deixando os dois sem fôlego no final. - Desculpa. - Apressou-se a dizer logo de seguida, largando-o. Ele é que podia fazer o que quisesse, não ela. Os clientes é que têm a liberdade, não as prostitutas.

 

- Não. - Negou de imediato, não a deixando sair dos braços dele ou tão pouco afastar-se como intencionava. - Não quero que peças desculpa, quero que me digas o que vai nessa tua cabecinha tonta. - Pediu com a boca bastante próxima da rapariga. - Sabes o que me apetece? Agarrar em ti e levar-te comigo para umas férias às Maldivas. Encher-te de beijos, comida boa, biquínis e água de coco...e sabes porquê? Porque os teus olhos me fazem lembrar o azul imenso daquele mar... - Sorriu, olhando-a nos olhos e segurando na cara dela com ambas as mãos.

 

- Não sejas assim tão querido e fofo comigo... - Pediu, algo corada. Não estava habituada a ouvir coisas daquele género. Na verdade, nunca tinha ouvido nada assim. - Maldivas? Isso é longe e caro... - Laura respirou fundo, acabando por voltar a abraçá-lo. - Mas tens de parar de ser assim... - Murmurou, desviando o olhar. - Eu ainda nem sei se queres que me vista de alguma maneira específica, se te tenho de acompanhar para todo o lado ou só para festas... - Ela olhou para o chão e suspirou. - Não me trates assim, não me posso apaixonar por um cliente. - Sussurrou, sem querer saber se ele tinha ouvido ou não.

 

- Chega aqui para te dizer ao ouvido como te deves comportar e vestir. - Pediu, fazendo um gesto para se ela aproximar dele. Assim que o fez, agarrou de novo na cara dela e aproximou a boca do ouvido da morena. - Não sou teu cliente e se continuas a ser tão linda vou obrigar-te a casares comigo daqui a meio ano. - Segredou-lhe num tom amoroso. - Promete que não vais voltar a essa vida, promete-me... - Pediu, abraçando-a com força, talvez demasiada. - Promete-me, por favor... - Implorou.

 

Laura arrepiou-se e segurou-se e apertou-o contra sim, encarando-o de seguida. - Porque é que havias de querer casar comigo..? - Para ela, não fazia qualquer sentido. A vida de rua e da prostituição fê-la perder todos os sonhos que tinha desde miúda, como apaixonar-se, casar e tudo o resto. - Eu não volto... - Sussurrou, roçando os seus lábios nos dele.

 

- Porque tu és uma enorme mulher, simplesmente estás abafada. - Comentou, andando abraçado com ela para fora do elevador. - Deixa-me conquistar-te, deixa-me apaixonar-me por ti, deixa-te apaixonar... - Pediu enquanto a olhava nos olhos. - Vais descobrir coisas na minha família que não são assim tão fora da tua realidade, vais perceber que só por eu ser filho de um embaixador, não significa que eu tenha que casar com uma mulher virgem e filha de pessoas ricas. Até porque as Mulheres da nossa família, são todas isso mesmo...Mulheres. - Sorriu orgulhoso. - Todas têm um passado, todas têm um presente e o futuro depende de nós homens da família...eu não te vou contar a história da Gigi, tu vais saber por ela, assim como a da minha mãe. E outra coisa, nunca negues nada do que te vou dar, nunca... - Pediu.

 

- A tua mãe? Não posso conhecer já a tua mãe. - Ela ainda se achava demasiado imunda para conhecer alguém como a mulher do embaixador. - Vou tentar não negar, é só que... É estranho. Nunca houve um homem que me quisesse mimar tanto, que me abraçasse tanto. Que me beijasse como tu fazes. - Explicou-se rapidamente, sorrindo de forma fofa e carinhosa. - Tenho medo de me apaixonar. Tu vais-te fartar de mim mais tarde ou mais cedo. - Mas raios, ele fazia-a sentir-se bem sempre que a abraçava ou lhe dava a mão. Ela queria sentir-se sempre assim, queria sentir-se amada nem que fosse só por um bocadinho.

 

- Estás a meter a carroça em frente aos bois. Não penses nisso, dessa forma! - Pediu num tom de voz calmo e gesticulando com as mãos em sinal de calma. - Não vais conhecer a minha mãe já, vamos levar as coisas com calma e ver no que dá. Eu sinto-me atraído por ti, tu sentes-te atraída por mim, então vamos aproveitar os momentos e ver como tudo corre. - Sugeriu com um sorriso meigo. - Agora vamos ver das roupas e estou mesmo a pensar em irmos para as Maldivas! - Riu-se como uma pequena criança.

 

- Não é nada disso, não estou a pensar dessa forma! - Informou, meio atrapalhada. - É só que... Ela é tua mãe e é a mulher do embaixador e eu sou... Bem, enfim. - A rapariga encolheu os ombros e abanou a cabeça. - Bill, não posso... - Ia terminar com a palavra "aceitar", mas lembrou-se logo do que ele tinha pedido há segundos atrás. "nunca negues nada do que te vou dar". - Está bem... - Apenas disse, sorrindo ao vê-lo tão contente. Se ir para as Maldivas com ela era tudo o que ele queria, então tudo bem. Ela não ia negar nenhum pedido ou oferta dele.

 

- Isso mesmo! - Piscou-lhe o olho e saiu com ela pela garagem. - Vou já dizer-te os nossos carros para saberes. Um dia posso dar-te uma chave para ires andar com um deles ou qualquer coisa. - Informou, metendo-se entre uma fileira de carros, todos eles novos e de grandes marcas. - Eu tenho 4. Este onde andámos, o Mercedes CLA AMG, este jipe Mercedes AMG G63, tenho o meu Bentley GT e o meu Lamborghini  que está tapado porque eu mato quem o riscar, tipo ninguém lhe pode tocar sem eu dar autorização. - Avisou, apontando todos à vez. - Depois tens o Rover Evoque da Gigi e os outros iguais aos meus, são do meu irmão. Eles estão os dois em casa porque estão os carros todos aqui. - Sorriu-lhe.

 

- Uau... - Deixou escapar enquanto olhava para todos aqueles automóveis. Felizmente tinha tido a oportunidade de tirar a carta quando ainda estava na Suíça, mas não chegou a ter nenhum carro que fosse mesmo seu. - São todos lindíssimos e têm todos um ar muito... Chique. E potente. - Riu. - E prefiro que não me dês chave nenhuma, não estou habituada a carros destes e depois não posso pagar o arranjo ou um novo.

 

- Eu tenho um parado na casa dos meus pais que a Audi me deu. É um A1, podes andar com esse! - Encolheu os ombros despreocupado e entrou pela porta de acesso ao prédio onde Tom morava. Chamou o elevador e aguardou pelo mesmo com um sorriso divertido. Ela estava para lá de confusa com tanto luxo!

 

- Tu tens a certeza? E se eu estrago o carro? Ou o risco sem querer? Ou tenho algum acidente? - A indiferença dele fazia-lhe uma certa confusão. Para ela, um Audi - fosse ele qual fosse - já era um enorme luxo. Correção: qualquer carro seria um luxo. Entrou novamente no elevador, ficando a olhar Bill enquanto ele entrava e carregava no botão. Havia algo naqueles elevadores que a fazia querer agarrar-se ao loiro e beijá-lo até ele se cansar.

 

- Não sejas tonta, não vai acontecer nada disso e se acontecer não te vou chatear por isso. Eu não uso aquele carro. - Riu-se divertido, beijando-lhe a testa de forma demorada. Bastaram alguns segundos para estarem no último andar do prédio onde só havia uma porta, a do apartamento do outro casal. Com calma, Bill saiu do elevador e tocou à campainha esperando que alguém lhe abrisse a porta. Foi Gigi a fazê-lo, com metade do corpo à visível e a outra metade escondida pela porta. Estava de pijama vestido e um robe a tapar-lhe o corpo numa tarde quente como aquela. - Olá... - Cumprimentou o mais velho, de sobrancelha arqueada e um ar bastante desconfiado.

 

- Entrem... - Apenas disse, afastando-se da porta de cabeça baixa. - Estão aí os sacos ao lado da porta, não façam barulho que o teu irmão está a dormir. - Pediu sem os encarar, agarrando na pequena Prada ao colo.

 

- Que merda é essa na tua cara? - Apontou o loiro, agarrando no braço de Gigi devagar, mas o suficientemente rápido para a pequena cadela lhe ladrar e rosnar, bastante nervosa. - Cabrão, ele bateu-te... - Murmurou incrédulo, tapando a boca com uma enorme dor no peito. O seu irmão tinha batido na própria mulher?!

 

Laura esboçou um pequeno sorriso à rapariga, apercebendo-se das marcas na cara mais depressa que Bill. Infelizmente ela sabia bem o que aquilo era, havia sempre homens que, de vez em quando, lhe batiam com toda a violência. Ou batiam, ou apertavam-lhe o pescoço. A rapariga não sabia bem o que dizer ou fazer, por isso ficou perto da porta, tentando não se meter num assunto que não era seu.

 

- Bill, para. - Pediu, antes de ele dizer mais alguma coisa ou fazer o que fosse. - Já te disse que são coisas de pessoas casadas, está tudo bem. Não vinhas buscar a roupa? Está aí, os sacos estão ali. - Apontou rapidamente, suspirando de seguida.

 

- Ele vai ver... - Rosnou, entrando pela casa dentro como se de um foguete se tratasse, dirigindo-se de imediato ao quarto de ambos. Tom estava ferrado a dormir, como se nada se passasse naquela casa. - Como é que tu te atreves? - Gritou o mais novo dos gémeos, espetando o seu punho fechado numa das faces do seu irmão que quase saltava da cama sem saber bem o que se estava a passar. - Vou-te envergonhar tanto Tom, tanto. Eu vou contar à mãe a merda que fizeste e tu vais levar uma coça, que tu nem sabes onde nasceste. - Berrou completamente fora de si.

 

- Bill, para. Não lhe batas, por favor... - Pediu a loira em pânico, agarrando no braço do mais velho, lavada em lágrimas. - Não lhe batas... - Implorou.

 

- Como é que tu ainda o defendes? Olha para a tua cara Gigi! - Olhou-a de olhos arregalados. - Olha para isto seu canalha, ela ainda te defende. - Alcançou-lhe o pescoço.

 

Tom acordou completamente assustado, ficando irritado de imediato. - Mas que merda é esta agora, han? - Gritou, retirando a mão de Bill do seu pescoço, empurrando o irmão com força suficiente para o mandar ao chão. - Mas tu agora pensas que entras aqui e mandas em tudo e todos? Era só o que me faltava!

 

A morena, ao ouvir tudo aquilo, acabou por se arrepiar. Seguiu os barulhos e as vozes até chegar ao quarto. Não queria intrometer-se, mas também não queria que acabasse por sobrar para Gigi. Com cuidado, Laura acariciou o braço da loira, com toda a delicadeza, limpando-lhe as lágrimas de seguida. - Bill, para. - Pediu, não muito alto, estremecendo quando o viu a ir ao chão. O irmão dele estava mesmo descontrolado.

 

- Ah olha, mas que engraçado. - Riu-se Tom, acabando por sair da cama, apontando para a morena que estava perto da sua esposa. - Desde quando é que tu vais às putas? Não sabia que conhecias as melhores da região! E eu a pensar que tu eras todo maricas. - Gargalhou de novo, aproximando-se do irmão. - Deixa-me em paz e vai à tua vida. Vai lá brincar com a tua putinha.

 

- Também as conheces, é? - Levantou-se, espetando-lhe mais uns quantos socos. Bill podia ser magro, mas tinha força suficiente para desfazer a cara de quem lhe fizesse chegar a mostarda ao nariz. - Além de lhe bater ainda lhe metes os cornos. És uma merda, metes-me nojo! - Exclamou com a cara bastante próxima do irmão que se encontrava meio baralhado com o soco que levara, mesmo próximo da têmpora. - Eu vou levá-la de volta para a Alemanha e tu vais pedir para não existires, quando tiveres quem tu bem sabes a querer matar-te. - Rosnou.

 

- Bill, não! - Gritou a loira, completamente apavorada com o que ouvia do rapaz. Sabia que ele se referia aos pais e a todos os irmãos de Gigi, pertencentes a uma grande Máfia Alemã que juraram matar Tom caso ele tocasse num fio de cabelo da rapariga. Laura largou Gigi e foi rapidamente até Bill, puxando-o e tentando que ele parasse.

 

- Para, por favor! Bill, por favor! - Gritou-lhe, acabando por leva uma cotovelada, sem querer. Mais teimosa que ele, a morena agarrou-lhe a mão quando ele ia para bater outra vez no irmão e olhou-o. - Já chega... - Murmurou, olhando para o outro que já nem se mexia. Só saiu da beira dele quando se afastou do irmão e voltou para a beira de Gigi, olhando para aqueles hematomas, que não lhe eram nada desconhecidos. - Tens alguma pomada ou assim? Ele não vai bater-lhe mais. Pois não, Bill? - Olhou-o seriamente, abraçando a rapariga que estava destroçada.

 

- Desgraçado. - Resmungou Tom assim que pôde, levantando-se com uma certa lentidão. Cambaleou até cair na cama, onde se deixou ficar quieto. - Não disse que lhe metia os cornos, estúpido.

 

- Desgraçado és tu, seu monte de merda. - Gritou-lhe ainda a arfar. Parecia um cão raivoso, mas extremamente sexy! - Vai fazer uma mala com roupa Gigi, vais comigo. - Ordenou, agarrando no seu telemóvel. - Tu vais ver Tom, vais arrepender-te disto. - Avisou com um riso de raiva, marcando o número da sua progenitora.

 

A morena não estava nada à espera de vir a assistir a uma cena assim. Nem sequer desconfiava que Bill fosse do tipo de pessoa que parte para a violência para defender alguém. - Precisas de ajuda? - Questionou, pensando que ela fosse fazer o que Bill lhe pedira. Apesar do moreno olhar o irmão com a expressão mais assustadora de todo o sempre, ele não saiu dali. Acabou por desviar o olhar, observando a sua mulher agarrada à outra rapariga.

 

- Não vás. - Pediu Tom num tom baixo, ignorando o que o irmão dizia. - Gigi, olha para mim.

 

- Bill não ligues à tua mãe, por favor ela vai magoá-lo... - Soluçou bastante nervosa, quase sem ar. - Eu não quero isso, eu não quero... - Prosseguiu, vendo o loiro começar a falar com a mãe poucos segundos depois. Jurava estar a perder as forças naquele momento e a sua vida que ao inicio era um conto de fadas, tornara-se agora no seu maior pesadelo. Sem saber o que dizer, escondeu a cara no peito de Laura, gritando enquanto chorava de forma sôfrega, fazendo-a tremer por tudo o que era canto.

 

Triste por assistir àquilo a rapariga abraçou a esposa de Tom com todo o carinho, acariciando-lhe as costas. - Pronto, pronto... - Sussurrou, depositando beijinhos no topo da cabeça dela. - Bill. - Laura chamou o loiro mesmo antes de ele começar a contar o que se passava. - Dá-lhe outra oportunidade. - Pediu baixinho, olhando-o com atenção. - Por favor?

 

- Ele já lhe fez muita merda que eu calei, agora chega! - Exclamou. - Ele sabe a merda que é e vai pagar por isso, porque na nossa família ele sabe o que acontece quando um homem mija fora do penico ou faz o que não deve. E é a nossa família, porque se isto chega aos ouvidos da dela, ele morre lentamente. - Comentou, falando com a sua mãe depois de uma forma mais calma. Tom não se mexia, completamente envergonhado e sem saber onde se meter naquele momento. Só agora começava a tomar consciência de tudo.

 

Depois de um breve suspiro, a morena saiu daquele quarto ainda com Gigi nos braços. - Lamento imenso que tenhas passado por isto. - Murmurou, referindo-se à agressão. Infelizmente já tinha passado por muitas. - Queres um copo de água? Eu posso ir buscar se quiseres. - Afirmou, dando um pequeno beijo na face que não estava dorida.

 

- Vai com ela fazer uma mala, vamos sair daqui... - Pediu Bill, aproximando-se das duas raparigas. - Ficas no apartamento com a Laura, precisam as duas de companhia. - Sorriu para Gigi, depositando-lhe um beijo na cabeça.

 

- Vamos ser colegas! - Exclamou com um pequeno sorriso, assentindo a Bill. Foi com a rapariga, ajudou-a com a mala e com os seus pertences. - Mais alguma coisa? - Perguntou calmamente, vendo-a a fechar a mala. - Então... vamos?

 

- Vamos... - Murmurou, agarrando na mala e olhando para a tela enorme que tinha sobre a cama deles os dois, no casamento de ambos. - Eu amo-o tanto... - Soluçou amargurada, deixando as lágrimas escorrerem-lhe pela cara naturalmente.

 

- Tenho a certeza que tudo se irá resolver. - Respondeu amigável e docemente, segurando-lhe o braço com delicadeza. - Anda, vamos andando. Prometo que vou tratar muito bem de ti enquanto estiveres a viver comigo. - Riu baixinho, limpando-lhe as lágrimas.

 

- Não gosto de amas, c'mon não digas essas coisas pirosas. - Pediu, saindo com a morena do quarto e olhando para Tom que estava agora sentado no sofá da sala. - Estou pronta... - Informou com calma.

 

Laura suspirou baixinho e acabou por se remeter ao silêncio, seguindo a rapariga. Reparou em Tom que parecia uma estátua naquele sofá, mas não comentou nada. Apesar de tudo, começava a achar que se calhar era melhor não falar muito. A morena seguiu até à porta onde pegou nos sacos de roupa que seriam para si e esperou pelos loiros.

 

Bill seguiu as duas raparigas, ajudando a levar tanto a mala de Gigi como quase todos os sacos de Laura. O silêncio reinava entre eles e talvez fosse mesmo melhor assim, pelo menos na presença da loira. Ao chegarem ao apartamento, agora pertencente a Laura, Bill pousou as coisas e olhou-as. - Não atendes chamadas dele, vais cagar-lhe na raça até a minha mãe falar contigo... - Pediu quase como uma ordem, olhando para Gigi.

 

- O que é que lhe vão fazer Bill? - Questionou num tom rouco, sem conseguir conter de novo as lágrimas.

 

A morena deixou-os conversar e enquanto isso ficou na cozinha a comer algo. Regressou pouco depois, aproximando-se dos dois lentamente. - Desculpem incomodar, posso só levar a roupa para o quarto para dar uma espreitadela? Prometo que não vou interrompo mais. - Murmurou algo envergonhada, olhando o rapaz.

 

- Espera Laura, fica aqui... - Pediu, segurando-lha na mão para a manter próxima dele. - Não importa o que lhe vão fazer...a minha mãe trata do assunto. - Relembrou com cautela. - Vocês vão dar-se bem, certo? - Olhou-as, vendo Gigi fechar os olhos por momentos. - Certo Gigi?

 

- Certo, Bill... - Suspirou, limpando a sua cara rapidamente. - Vou dormir... Ainda não dormi desde ontem... - Murmurou, agarrando em Prada com cuidado.

 

- Sim, claro. - Laura não era pessoa de ter inimigos, pois gostava de se dar bem com toda a gente e ajudar sempre que necessário. Assentiu a Gigi e só deixou de olhar para ela quando sumiu do seu campo de visão, entrando no quarto. - Coitada... - Murmurou, realmente triste com a situação. - Eu sei o que é ser agredida, mas deve ser mil vezes pior quando a pessoa que nos agrediu é alguém que amamos. - Comentou, suspirando.

 

- Ela é louca pelo meu irmão... Ele não tinha o direito de lhe fazer isto. Não sei que merda lhe passou pela cabeça, ele protegia-a, era louco por ela e do nada começou a frequentar bares de strip e nem quero pensar mais no que lhe fazia... - Suspirou, aproximando-se dos sacos. - Vamos escolher a roupa? Há aqui muita coisa para escolheres. - Sorriu-lhe de forma carinhosa.

 

- Eu vou tentar ajudá-la o melhor que puder, mas acho que por enquanto se calhar é melhor deixá-la sozinha e não falar muito sobre o assunto. - Comentou, assentindo depois. - Espera. - Pediu baixinho, aproveitando que ele ainda lhe estava a segurar a mão e puxou-o até à cozinha. - Tens a mão suja com sangue. - Informou, abrindo a torneira, lavando a mão dele com cuidado. Não sabia se tinha a mão dorida, por isso preferiu ser delicada.

 

- Cheia de sangue e toda passada a ferro, aquele idiota... - Rosnou, abraçando o corpo dela contra o seu. - Desculpa ter que te fazer passar por isto... - Pediu num tom calmo.

 

- Não tens de pedir desculpa por nada. - Respondeu de imediato, sorrindo-lhe carinhosamente. Com todo o cuidado do mundo, Laura fez uma pequena massagem na mão dele, muito ao de leve e delicadamente, depositando vários beijos pela mesma de seguida. - Queres pôr gelo? Não temos aqui, mas deves ter em casa... Não te esqueças de fazer isso, está bem? Senão eu vou lá cima de propósito para tratar da tua mão. - Avisou logo, num tom carinhoso. Sempre que ele a abraçava, ela sentia-se tão, tão bem. Tão segura, tão protegida... Tão amada.

 

- Não me importo de ter uma enfermeira privada. - Brincou divertido. - Mas eu meto gelo sim, quando chegar a casa. - Assegurou, puxando-a com ele para o quarto. - Vamos lá escolher isto?! - Olhou-a.

 

- Oh eu não sirvo para enfermeira, não entendo nada disso. - Riu baixinho, assentindo de seguida. Respirou fundo e abriu os sacos, mas antes de tirar o que quer que fosse, olhou para ele. - As roupas vão ser mesmo para mim ou é temporário e tenho de devolver depois?

 

- São mesmo para ti. Ela compra e manda fazer imensa roupa! Como o meu irmão não a deixa trabalhar, ela ocupa-se com isso e caridade e afins... - Explicou, começando a tirar algumas peças dos sacos. - Eu acho que vais gostar de tudo porque isto está novo. - Riu-se, coçando a cabeça ao ver que tudo aquilo ainda estava bastante in e usado no máximo uma ou duas vezes.

 

- Ah, está bem. Mesmo que estivesse muito usado eu ia gostar na mesma. Pelo menos agora tenho roupas para cobrir o corpo. - Encolheu os ombros, retirando o resto das peças de roupa. Era tudo magnífico aos olhos dela, não havia uma única coisa que ela não gostasse! - Vou usar tudo! - Comentou, mostrando um grande sorriso. Sentia-se muito contente e sortuda naquele momento. Laura aproximou-se de Bill e deu-lhe um beijinho na bochecha. - Obrigada.

 

- Não eram minhas, eram da Gigi. - Comentou sorridente, roubando-lhe um beijo com delicadeza. - Tens ali um closet para arrumares tudo. - Apontou a porta de acesso ao enorme closet. - Vamos deixar tudo já organizado? - Questionou, passando-lhe um dedo pelo nariz.

 

Ela riu baixinho e abanou a cabeça. - Não te estava a agradecer por isso, tontinho, mas sim pelo que tens feito por mim. - Respondeu depois de corresponder ao beijo, seguindo para o closet onde, com a ajuda de Bill, arrumou todas as suas roupas novas. - Vais embora agora? - Questionou baixinho. Não queria que ele fosse embora, queria poder ficar com ele os dias inteiros, queria que ele a abraçasse e a beijasse, que a mimasse.

 

- Talvez vá ao ginásio mas se quiseres posso voltar depois. - Sorriu, recebendo-a no colo depois de se sentar na cama. - Tenho que ver se o Pumba está ok e talvez o deixe aqui para não estar sozinho. - Comentou, beijando-lhe o ombro com calma.

 

- Podes deixá-lo aqui à vontade, eu cuido dele! - Avisou de seguida, sorrindo docemente ao sentir aquele beijo tão carinhoso. Laura levou as suas mãos ao rosto de Bill, acariciando-o enquanto o encarava. - Posso pedir uma coisa?

 

- O quê? - Procurou saber, agarrando-a pelas ancas com firmeza e olhando-a nos olhos.

 

- Beija-me outra vez, por favor. - Pediu baixinho e calmamente, sem desviar o seu olhar do dele. Não queria que ele se fosse embora sem a beijar uma e outra vez. Só o conhecia há algumas horas, mas... havia algo de especial nele.

 

- Não precisa de pedir senhorita. - Riu divertido, beijando-a novamente de forma intensa e quase em slowmotion. Bill sentia uma necessidade enorme de a mimar, de cuidar dela de uma maneira, que nunca sentiu com mais ninguém. - Vens comigo buscar o Pumba? - Pediu.

 

- Posso ir? - Questionou, ainda com os lábios próximos dos dele. Antes de ele responder, Laura beijou-o de novo, abraçando-o com carinho.

 

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publicado às 12:50


8 comentários

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De twilight_pr a 25.05.2017 às 20:01

Desta é que eu não estava a contar... o Tom? A sério? Se houver uma explicação realmente a sério, porque é que ele não contava logo ao Bill quando tudo começou a parecer tão estranho? Eles os dois parecem ser tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo...
Estou com pena da Gigi, estou mesmo com pena dela e ainda bem que a Laura foi com ele ao apartamento porque se assim não fosse, nem quero imaginar como seriam as coisas naquela casa.
Gostei bastante dos beijos que eles trocaram e ainda me estou a rir com as cenas do elevador, porque me lembrei da cena do fifty shades de haver alguma coisa em relação aos elevadores que ambos não conseguem parar de se tocar xP
Quero saber mais sobre essa cena do Tom, porque ele parecia estático quando saíram da casa e nem parecia o mesmo que estava super furioso e a retribuir a porrada que o Bill lhe dava... socorro.
Estou ansiosa pela relação que a Laura e o Bill vão construir e a relação entre a Laura e a Gigi.
Estou a adorar as cenas das imagens, as fotos do Bill *-*


Beijinhos meninas <3
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De ivy hurst a 25.05.2017 às 22:15

É verdade, temos aqui um Tom avariado da cabeça! Há obviamente uma explicação que ele não quer contar, mas mesmo assim o que ele fez é errado, extremamente errado.
Verdade, a cena do elevador puxa um pouco a Fifty, mas acaba por ser diferente, uma vez que o Bill não tem nada a ver com o Grey xD
Obrigada, beijocas!
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De twilight_pr a 25.05.2017 às 22:58

Foi mesmo errado... >< vou andar atenta para saber o que é que se passa com ele!
Eheheh xD não tem nada a ver com o Grey, mas quem consegue resistir ao Bill ainda por cima num elevador? xDDD


Beijinhos <3
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De ivy hurst a 25.05.2017 às 22:59

Ai eu não resistia xDD


Beijocas ♥
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De a 26.05.2017 às 17:46

Ok, eu não resisti xD Era suposto eu estar a fazer outra coisa e acabei por me atrasar mas, fuck it, eu não aguentei, tive de vir ler o segundo! Estou a adorar o Bill que estão a apresentar nesta fic, é o que é! Percebo imenso a gratidão que a Laura sente para com ele. Quer dizer, com tudo o que ele está a fazer por ela: como não?! Fiquei parva com o Tom: actos e atitude. Como assim bateu na mulher? E a maneira como estava a falar com o Bill quando este o confronto? Passei-me. For Real. É tão errado...e ele não deve ter amor à vida porque ela vem de uma família da Máfia. Eu chamo a isso brincar com a vida ~~' confesso: fiquei satisfeita com a pancada que o Bill lhe deu. Devia ter levado mais! Mas...ao mesmo tempo...acho que há qualquer coisa de errada com ele...há aí coisa!!! Fico à espera do próximo! A ver se algumas coisas serão reveladas :3 Espero mesmo que a Gigi não fale com o Tom entretanto, tal como o Bill disse! :c
Estou finalmente actualizada nas vossas coisas! :D Já não era sem tempo x)
beijinhos para as duas! :)) 
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De ivy hurst a 02.06.2017 às 22:08

Por um lado peço desculpa e lamento que te tenhas atrasado, por outro omg obrigadaa xD
O Bill é basicamente um anjo que a Laura nunca pensou vir a conhecer, ou que existia sequer.
Já o Tom... Há realmente alguma coisa que não está bem!
Obrigada, beijocas*
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De TheOtherSide a 30.05.2017 às 22:34

Olá olá 😁
O Bill tá mesmo lindinho e fofo para com a Laura, até insiste que ela escolha as coisas melhores!!!
O Tom tá mauzinho para com a Gigi, a ver se a família lhe dá porrada para aprender a tratá-la bem como ela merece!!
Continuem rápido please please!!
Beijinhos <3 <3
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De ivy hurst a 02.06.2017 às 22:08

Hey!
O Bill é um fofuxo :b
O Tom... Como já disse, há algo ali que está errado.
Obrigada, beijocas!

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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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