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[S.S] Ordinary Life • 8

por ivy hurst, em 05.07.17

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- Amor, se ele próprio admitiu que não está bem e que não quer continuar assim, então ele vai conseguir, acredita. Pode ser difícil no começo, mas eu acredito que ele vai ficar bom. Vais ver, ainda vai a tempo de ver a Gigi redondinha e ajudá-la com o resto da gravidez. - Beijou-lhe a mão, encostando a sua cabeça ao ombro dele.

 

- Espero que ele não contacte o Mike. Ele leva a Gigi e nunca mais a vemos... - Avisou preocupado. - Além de que os negócios que temos entre famílias vai tudo por água a baixo e fica tudo em guerra e... - Suspirou. - O meu irmão numa vala qualquer...

 

- Duvido que o faça... - Comentou baixinho, mas de forma não muito convicta. Dava para ver que Tom amava Gigi, mas também não os conhecia assim tão bem para poder afirmar algo com toda a convicção do mundo. - Não vamos pensar em coisas más agora, amor.

 

- O meu irmão faz tudo por ela e se acha que está a ser o pior por ela, ele é capaz de meter a sua vida em risco. Ele foi o primeiro namorado da Gigi, a primeira vez dela, o meu irmão foi um cão que a queria comer e ela foi aquela que o conseguiu agarrar. Foi ela que o fez descobrir o lado amoroso dele e ele protege-a de morte. A Gigi tem tudo para ser uma designer de excelência, mas o meu irmão como tem medo que ela entre no mundo da moda e o deixe, ele proíbe-a de trabalhar... - Contou. - Mas ela mal sonha que o motivo real seja esse...

 

- Nem sei o que dizer... - Comentou com toda a sinceridade, voltando a entrelaçar os seus dedos nos dele. - Não sabia disso... Mas, se ele sabe que ela o ama perdidamente, porque é que tem assim tanto medo? Compreendo que possa vir a dar-se com mais pessoas, nomeadamente homens... Mas a Gigi ama-o, não o trocaria por ninguém. Isto é o que me parece, claro. Não os conheço tão bem como tu.

 

- A Gigi não conhece mais homens nesse aspeto além do meu irmão. Ela era meio que uma menina protegida pelos pais e pelos irmãos então o meu irmão foi a rebeldia dela. Ela fugia de casa de madrugada e ia trepar à janela do quarto dele, desapareciam os dois em viagens que ela dizia ir fazer com amigas e após um ano e pouco nisto, ele foi pedir a mão dela em casamento... - Riu-se pensativo. - Ia levando um tiro do pai dela, mas acabou por aceitar porque percebia que ela era feliz com ele. Seis meses depois tivemos que vir para aqui, ele teve que fazer uma jura que eu não posso dizer qual é depois de estarem cá, casaram após 8 meses e já estão casados há 2 anos quase... - Olhou-a.

 

- Wow... O teu irmão é doido! - Riu-se na brincadeira. - Parece que já estão juntos há uma eternidade. - Laura encolheu os ombros, olhando Bill. - Tu és psicólogo, não és? E o teu irmão faz o quê? Se puder saber, claro.

 

- Parece mesmo porque eles conhecem-se mesmo bem. - Argumentou em concordância. - Ele é advogado, é um filho da puta manipulador também, mas faz parte da profissão. Eu também sou, mas no bom sentido, ele é em ambos! - Revirou levemente os olhos.

 

- Advogado?! - Questionou bastante surpreendida. Olhando para o rapaz, nunca iria acertar na profissão dele. - Tu também és? No bom sentido? Explica-me lá isso. - Pediu a sorrir, virando-se para o outro lado para poder tossir.

 

- Um psicólogo manipula a mente das pessoas consoante o que acha necessário. Há situações que tu podes achar uma grande injustiça na tua vida, relativamente a uma discussão com uma pessoa, por exemplo. Contudo, o teu psicólogo vai sempre manipular a tua mente a tentar pensar pelo outro, fazer algo que tu jamais farias sem ele te dizer primeiro para o fazeres. É como uma manipulação saudável! - Explicou com calma e um sorriso nos lábios. Bill amava a sua profissão e mesmo não exercendo agora, por opção, continuava a sonhar um dia ter um consultório apenas seu.

 

Laura teve de tossir pelo meio da explicação, mas assim que ele terminou ela assentiu. - Estou a ver. - Comentou de forma rápida, levando a mão livre ao peito. - Tu gostas mesmo disso, não gostas? Ficas com aquele brilho fofo nos olhos e aquele sorriso tolo. - Apontou para ele, rindo. - Gosto de te ver assim todo sorridente.

 

- Claro, matei-me a estudar para ter o doutoramento. Jurei a mim mesmo que o tinha e consegui. Agora estou a dar uma pausa na minha vida, simplesmente estou a aproveitar e a conquistar a minha futura mulher! - Riu por fim, beijando-lhe a testa de forma demorada.

 

- Futura mulher? Aww... - Murmurou, sorrindo com carinho quando ele a beijou. Olhou em redor quando ouviu o travão de mão a ser puxado e suspirou. - Já chegámos. - Anunciou, olhando o namorado.

 

- Sim futura mulher. - Reforçou, retirando o seu cinto e saindo do carro para retirar as bagagens do mesmo. - Apanhas ali um carrinho amor? - Pediu.

 

- Oh... sim, claro! - Respondeu assim que percebeu onde estavam, sentindo-se algo nervosa. Só tinha viajado uma vez na vida e já nessa altura estava sempre nervosa. Ficou parada algures como se fosse uma estátua e assustou-se quando sentiu alguém a tocar-lhe nas costas. Virou-se de imediato e suspirou de alívio ao ver Bill. - Desculpa. - Apressou-se a dizer, ajudando-o depois.

 

- Anda lá, não tenhas medo... - Tranquilizou, retirando um carrinho do local e colocando todas as malas sobre o mesmo. - Vamos? - Olhou-a.

 

- Vamos, vamos. - Apressou-se a responder, caminhando ao seu lado. - Não gosto muito de aeroportos. Mas também só é a segunda vez que estou num. - Confessou, sorrindo. Deixou que ele a guiasse até ao sítio certo, permanecendo calada.

 

- Vais passar a amar. Vamos viajar muito! - Piscou-lhe o olho e sorriu depois. - Vamos já fazer o check-in e depois vamos tomar um grande pequeno almoço. - Avisou, passando uma mão pela barriga.

 

- Oh, ainda temos tempo? Pensei que estávamos praticamente atrasados ou assim. - Riu meio atrapalhada, passando a mão pelos cabelos. - Vamos então fazer isso, amor.

 

- Temos ainda muito tempo. - Riu divertido, tirando os seus documentos e os da morena da mala que tinha consigo. Após uns minutos a caminhar, chegaram ao balcão de check-in da Swiss Internetional Air Lines onde iam viajar, procedendo assim ao despacho de todas as malas para o porão.

 

Quando já estava tudo despachado, Laura agradeceu baixinho ao namorado e deu-lhe a mão, caminhando com ele pelo aeroporto. - Quando vim para cá estava cheia de medo, nem te passa pela cabeça. Ainda por cima vim sozinha, ainda pior foi!

 

- Sim, isto é enorme. Facilmente te consegues perder! - Sorriu, acariciando-lhe a mão com calma. - Queres ir comer algo ao Starbucks? - Procurou saber, apontando para o local.

 

- Perco mesmo. Já não basta o medo que tenho de andar de avião, quanto mais o resto! - Resmungou de forma divertida, assentindo de seguida. - Sim, amor. - Respondeu calmamente, olhando-o depois.

 

- Vais perder o medo, é tão fixe. - Comentou, caminhando com ela para a Coffee shop- Porque é que tens medo de andar de avião? - Procurou saber.

 

- Espero que sim... acho-me meio ridícula por causa disso. Quero dizer, todos dizem que é o transporte mais seguro e isso, mas pronto... - Argumentou, mexendo a mão livre. - Porque quando andei não gostei muito, nem do início nem do fim. Estava aterrorizada. - Riu, mas sem achar muita piada.

 

- Depende também em que companhia viagens e o avião. Hoje vamos em primeira classe, mas nem sempre acho que seja necessário comprar um bilhete para primeira classe. Esta viagem é de dez horas, por isso prefiro ir confortável onde possa dormir do que estar todo torto. Depois sou alto e às vezes incomoda-me estar tão apertado! - Explicou, aproximando-se do balcão com ela e apreciando a montra dos bolos.

 

- Não me lembro... Mas sei que não era primeira classe. Isso não era de certeza. - Gargalhou, olhando depois o mesmo que o namorado. - Oh, céus... tem tudo tão bom aspeto! - Comentou, olhando os bolos como se fosse uma pequena miúda a visitar uma loja de doces pela primeira vez.

 

- Eu vou comer esta sandes de abacate e beber um Peach Green Tea Lemonade. - Disse, agarrando na sandes que estava na vitrine de self-service.

 

Laura olhou a vitrine com o ar mais indeciso do mundo, mas acabou por escolher uma sandes também. Pouco depois pediu ao namorado que segurasse na mesma e levou a mão ao peito. - Onde é a casa de banho, amor?

 

- Estás bem? - Questionou assustado, parando de fazer o pedido para centrar as atenções nela. - É ali aí fundo, queres que vá contigo? - Procurou saber preocupado.

 

- Estou amor, estou bem. - Tentou sorrir-lhe, mas nem isso conseguiu. - Não é preciso, compra as coisas para comermos, eu já venho. - Apressou-se a dizer, indo num passo bem apressado até à casa de banho. Depois de se trancar numa das mesmas deixou-se ficar ali sentada perto da sanita, onde tossiu de uma forma horrível. Houve quem perguntasse se estava bem ou precisava de alguma coisa, mas ela recusou tudo. Quando passou ela saiu, lavou as mãos duas vezes para sair os restos de sangue e voltou para perto do namorado, onde estava uma das mulheres que lhe falou. Reconheceu a voz dela quando estava a falar com Bill. - Eu já estou aqui. - Anunciou, olhando a senhora. - Está tudo bem, não se preocupe. Foi só um ataque de tosse. - Encolheu os ombros.

 

- Obrigado, está tudo bem... - Agradeceu Bill, sorrindo levemente à senhora e esperando que ela se afastasse para olhar Laura. - Estás a deixar-me preocupado. Não quero nem permito que me escondas nada Laura.... - Avisou-a, olhando-a nos olhos. - Sentes-te pior?

 

A morena acabou a cabeça, sentando-se depois ao lado do namorado. - Não, sinto-me igual, amor. Só que eu estava a tentar não tossir tanto em público e acabou por me dar um ataque dos grandes. - Explicou-se com calma, suspirando depois. - Mas já passou.

 

- Toma as pastilhas que ele te receitou para a tosse.... - Pediu com calma, dando-lhe a bolsa com os medicamentos. - Pedi um chá de hibiscos com amora para beberes, espero que gostes... - Avisou, apontando tudo.

 

- Tomo depois de comer. - Informou, começando a comer primeiro a sandes. - Já provo, amor. Devo gostar. - Sorriu-lhe docemente, ficando a olhar para ele durante uns tempos. - Olha... Onde vamos ficar? Lá na Suíça. Ficamos na casa dos meus pais ou...?

 

- Tenho um hotel marcado porque não contactei com os teus pais, mas se depois se proporcionar a ficarmos na casa deles, por mim é na boa. - Explicou com calma, comendo a sua sandes.

 

- Oh, sim pois... Também não és bruxo para adivinhar os contactos deles. - Resmungou consigo mesma, batendo com a mão na testa na brincadeira. Limpou os lábios quando terminou a sandes e começou a beber o chá com calma. - A minha mãe chama-se Felice e o meu pai chama-se Magnus. Vais ver que eles vão dizer os seus nomes e depois dizem: temos nomes de gente rica, mas não somos assim tão ricos. - Tentou imitar a mãe, rindo depois. - Eles dizem isso a toda a gente!

 

- Mas vocês não viviam mal, certo? - Procurou saber, bebendo a sua bebida sempre com calma enquanto a olhava.

 

- Não amor, não. Não éramos ricos, mas também nunca tivemos grandes problemas a níveis financeiros. Vivíamos bem e sempre fomos felizes. - Explicou com calma, sorridente. - Olha, é normal que a minha mãe fique demasiado entusiasmada quando eu disser que és meu namorado... Nunca me viram com nenhum rapaz, por isso... avisa se estiverem a abusar, eu ajudo-te a fugir!

 

- Não te preocupes não me incomoda. - Riu-se divertido, beijando-lhe a testa com carinho. - Vais ver que vai tudo correr bem e que vamos dar-nos todos muito bem. - Assegurou convicto.

 

- Oh, espero mesmo que sim. Eu tenho quase a certeza que eles te vão adorar. Claro que ao início o meu pai vai fazer aquelas perguntas tolas do tipo "quais são as suas intenções com a minha filha?" e tentar fazer ar de mau, mas isso não vai durar muito. - Gargalhou, terminando depois o seu chá e em seguida tomou uma pastilha. Só esperava que a ajudasse. - Mas sim, vai correr bem!

 

- Eu digo que tenciono fechar-te em casa e ter vinte filhos, um por cada ano. - Riu-se divertido e ergueu-se. - Vamos? - Questionou enquanto apalpava os bolsos de maneira a certificar-se se tinha tudo consigo.

 

Laura riu à gargalhada ao ouvir o que o loiro disse. - Vinte?! Como raio ia conseguir tomar conta de tanta criança?! - Perguntou ainda a rir, assentindo enquanto parava. - Sim, sim. Vamos. - Retorquiu, levantando-se depois. Ajeitou o casaco e fechou mais o fecho do mesmo, caminhando ao lado do namorado. - Primeira classe, han? Que chique!

 

- É, vais viajar muito em primeira classe. Eu mostro o meu passaporte e eles dão-me sempre o upgrade para a primeira classe. - Avisou enquanto se ria. - Eles percebem logo que sou filho do embaixador e mandam-me para a primeira classe. - Sorriu.

 

- Oh, que sortudo! - Quando Laura viajou para os Estados Unidos achou o voo tão mau que até pensou que ia morrer. - Nem sei como é a primeira classe sequer, mas soa bem. - Riu, dando-lhe a mão. - Ah, olha! - A morena tirou o seu telemóvel no bolso e mostrou-lhe o mesmo. - Criei uma conta no Instagram, mas ainda não tirei foto nenhuma nem nada disso. Quando tiver mais tempo eu trato disto.

 

- Eu tiro as fotos para meteres pode ser? - Procurou saber divertido, entrando com ela no lounge da companhia para se sentarem um pouco à espera.

 

A rapariga assentiu com um sorriso simpático. - Claro, pode ser! - Laura olhou em redor com toda a atenção, relaxando um pouco depois. Estar ali fazia-a recordar aquele momento em que chegou aos Estados Unidos cheia de esperanças, mas depois a enfiaram numa carrinha e a levaram para aquela maldita casa.

 

- Amor, porque não mudar o teu visual. Ficavas gira com o cabelo mais negro e de franja por exemplo. Tens uns olhos claros e a pele branquinha, ias dicar mesmo linda! - Sorriu abertamente, examinando-a com calma.

 

- Nunca pensei nisso... Quer dizer... cheguei a pensar uma vez em pintar de preto, mas não cheguei a fazê-lo. - Riu baixinho, encarando-o finalmente. - Achas mesmo que me ficava bem? Cabelo escuro e franja?

 

- Acho que ias ficar mesmo perfeita! - Exclamou com sinceridade, acariciando-lhe as costas enquanto se sentava mais confortável no sofá. - Podemos tratar disso por lá, tens algum cabeleireiro de confiança? - Questionou.

 

- Tenho... A minha mãe. - Riu baixinho, mordiscando o lábio. - Mas se eu lhe digo que vou pintar o cabelo de preto ela fica toda maluca da cabeça. - Brincou, pousando a mão na coxa do namorado. - Podemos ir a outro sítio qualquer sem ser o cabeleireiro da minha mãe.

 

- Oh não penses que fica, já és maior de idade e ela quase de certeza que vai aceitar as tuas escolhas. - Opinou com calma, beijando-lhe o maxilar com calma. - Estás ansiosa não estás? - Procurou saber, mas quase como se afirmasse tal coisa. Conseguia sentir a ansiedade e o nervosismo dela a léguas.

 

- Sim, também é verdade... Ela é capaz de dar a opinião, mas se for algo que eu realmente quero ela não mete obstáculos. - Explicou, fechando os olhos ao sentir o beijo do namorado. - Estou... estou muito ansiosa. E nervosa. - Confessou baixinho, abrindo novamente os olhos, encarando-o depois.

 

- Não estejas, vai tudo correr bem. - Sorriu-lhe abertamente, beijando-lhe depois a testa de forma demorada. - Talvez seja melhor tomares um calmante para não te sentires mal dentro do avião, não? - Olhou-a atento.

 

- Não é preciso amor, eu fico bem. - Respondeu de imediato com um pequeno sorriso, beijando-o com calma. - Já visitaste muitos países? - Tentou saber num tom algo curioso, tentando desviar também as atenções para ele.

 

- Sim, já fui a muitos, mas ainda tenciono viajar por muitos mais. - Sorriu abertamente, brincando com algumas mexas de cabelo dela.

 

- Sabes que adoro ver-te assim todo sorridente? - Murmurou, sorrindo ela também. - Faz-me sentir bem saber que tu estás bem, que estás feliz. - Confessou, continuando a acariciar-lhe a coxa.

 

- E estou, um pouco com sono porque ainda não dormi, mas estou bem feliz. - Riu-se divertido, batendo-lhe com o dedo na ponta do nariz de forma carinhosa. - Vamos entrando, já nos estão a dar sinal. - Apontou a porta de embarque, erguendo-se e estendendo-lhe assim a mão.

 

- Não dormiste durante a noite? - Questionou confusa, engolindo em seco antes de se levantar. - Já? Oh... está bem. - Laura deu a mão ao namorado e acompanhou-o. Estava ansiosa para voltar a casa e estar com os pais, mas a viagem... Ir de avião era algo que a assustava. - Vamos entrar agora? - Murmurou quando já estavam perto.

 

- Sim, vamos entrar agora. - Olhou-a, puxando-a para debaixo do seu braço e beijando-lhe o topo da cabeça. - Tem calma, vai correr tudo bem. - Assegurou, começando a caminha para o avião e sorrindo às comissárias que os recebiam à porta.

 

- Sejam bem-vindos Mr & Mrs Kaulitz. - Cumprimentou a mais próxima de ambos. Apesar da morena não estar tão confiante quanto o namorado, ela sorriu às raparigas de forma educada. Achou graça quando a trataram por Miss Kaulitz e até foi isso que a fez descontrair um pouco e voltar a sorrir mais. 

 

- Obrigada. - Falou num tom alegre, olhando Bill.

 

Bill sorriu-lhe abertamente, entrando com ela para a primeira classe onde havia 3 corredores. As duas filas da ponta com apenas uma cadeira e no meio, duas cadeiras enormes e com bastante espaço. - Vamos ficar ali. - Apontou, aproximando-se dos dois bancos na fila do meio, quase no fim do avião.

 

Laura estava para lá de maravilhada ao ver o que a rodeava por ali. Bill vivia num mundo cheio de luxos e tudo era novo para ela. - Wow... - Sussurrou apoiando-se depois ao banco que o namorado lhe indicou. Voltou a olhar para o resto uma vez mais e de seguida sentou-se, olhando então o namorado. - Oh, é confortável. - Comentou baixinho, sorridente.

 

- E vais dormir, porque vou dar-te um comprimido para isso ok? - Olhou-a com um ar pacífico. Pousou a sua mala de costas no banco que ia ocupar e procurou algo na mesma. - Podia trazer-me uma garrafa com água por favor? - Pediu a uma das comissárias.

 

- Comprimido? - Ergueu o sobrolho de imediato, olhando depois a rapariga que logo assentiu e informou que voltaria dentro de instantes. Já tinha dito ao loiro que não era preciso, mas pelos vistos ele tinha outros planos. Suspirou quando o viu a retirar o comprimido e agradeceu quando a rapariga regressou com a garrafa de água.

 

- Não faças esse ar de azeda, tu ainda não te foste ver ao espelho. São dez horas de viagem, precisa de dormir. Estás com uma bronquite, não é uma brincadeira... - Suspirou, entregando-lhe o comprimido.

 

- Estou assim tão mal?! - Questionou com uma careta confusa, segurando o comprimido com cuidado. Antes que ele dissesse mais alguma coisa, ela tomou o medicamento e deixou-se relaxar no banco. - Não te preocupes, eu ia acabar por adormecer de qualquer maneira. - Encolheu os ombros ao de leve, sorrindo-lhe quando finalmente se sentou.

 

- Estás com uma cara verdadeiramente cansada. - Comentou com sinceridade, sentando-se de forma confortável no banco dele e estendendo a mão para entrelaçar com a dela. Pousou os pés na base à sua frente para esticar as pernas e com a outra mão vaga, ajeitou os seus boxers num gesto extremamente sexy.

 

- Já podias ter dito lá em casa, tinha-me maquilhado toda e disfarçado a cara de zombie. - Resmungou de forma engraçada, deixando-se ficar a olhar para o que ele fazia à descarada. - Precisas de ajuda com isso? - Perguntou num tom algo sedutor, sorrindo-lhe. Olhar para aquela zona só a fazia lembrar-se da noite anterior.

 

Bill riu-se com a questão dela e negou. - Não é necessário! Já está resolvido, obrigado. - Respondeu sorridente, encostando a cabeça ao banco e bocejando visivelmente cansado.

 

- Que chatice! - Suspirou, fingindo-se aborrecida, beijando-lhe a mão depois. - Tens mesmo de dormir, amor. - Murmurou num tom preocupado, respirando fundo. - Mas adormece só depois de levantarmos voo, por amor à santa... detesto isso, assusta-me tanto. - Segredou-lhe, não querendo que mais ninguém ouvisse.

 

- Vais ver que quase não vais sentir o avião a levantar voo. Abstrai-te disso senão vai ser pior para ti! - Comentou sem deixar de a olhar.

 

- Eu estou a tentar... - Retorquiu num tom baixo, segurando a mão dele com alguma força. Deixou-se ficar de olhos fechados durante momentos, mas estava tão bem instalada, tão confortável e sonolenta que acabou por adormecer de vez, caindo finalmente num sono pesado. Para ela era estranho, por norma ela acordava sempre que sentia ou ouvia algo.

 

Bill sorriu, colocando o cinto de ambos e sentindo o avião levantar voo pouco depois. Assim que foi possível e com o auxílio de uma comissária, o moreno deitou o banco de Laura, para que ficasse como uma cama. Tapou-a com cuidado e deitou-se também, descontraindo finalmente. Não demorou muito até adormecer num sono totalmente profundo e exausto. Tinha os seus headphones colocados com as suas músicas favoritas a tocar, por isso mesmo, o tempo em adormecer foi relativamente curto.

 

Já Laura só acordou ao sentir alguns abanões. Assustada, abriu os olhos arregalados e olhou em volta. - O que foi? - Perguntou a Bill que parecia também acabado de acordar, mas também algo assustado. Talvez ele já estivesse a tentar acordá-la há algum tempo. - Já chegámos?

 

- Já. Estava a ver que tinhas passado para o outro lado, que susto! - Resmungou, passando uma mão pela face e agarrando na sua mala. - Anda amor, temos que mexer os nossos rabos. - Sorriu enquanto ainda se mantinha com a sua voz rouca e ensonada, mas bastante sensual.

 

- Desculpa... - Murmurou, levantando-se com calma. Esfregou os olhos com cuidado e bocejou, dando-lhe a mão quando já estavam os dois prontos para saírem dali. Laura ficou algo emocionada quando finalmente saiu do avião e percebeu que estava novamente na Suíça, mas não disse nada e disfarçou ao máximo. Permaneceu calada, com a cara virada para o lado oposto enquanto caminhava com Bill.

 

- Chega-te aqui a mim que está um frio dos diabos. - Resmungou, abraçando a namorada contra si e beijando-a com carinho. - Chora princesa, pula, deita tudo cá para fora. - Sussurrou-lhe.

 

A rapariga acabou por deixar as lágrimas saírem à vontade, abraçando-o com força. - Isto significa tanto para mim... Não fazes ideia. Pensei tantas vezes que nunca mais ia voltar, nunca mais os ia ver... - Falou, soluçando. - Eu nem sei como agradecer.

 

- A tua felicidade é o maior agradecimento que me podes dar, acredita. - Sorriu-lhe, limpando-lhe a cara com os seus dedos compridos e beijando-a depois. - Vamos lá pegar nas malas e correr para o sítio onde a tua mãe trabalha, o que me dizes? Para começar em grande! - Riu.

 

- Sim! - Respondeu de imediato, com um sorriso enorme. - Estou tão ansiosa por vê-la. Anda amor, vamos, vamos! - Saltitou, completamente feliz, dando-lhe a mão depois e puxando-o para a próxima área. Enquanto o namorado a levava pelo aeroporto, ela já só pensava no encontro com a mãe. Só acordou dos seus pensamentos quando o namorado a chamou à atenção, para que desse a morada. Estava tão aluada que já tinha entrado num carro e nem se tinha apercebido. Respondeu de imediato e sorriu depois a Bill. Ela estava a transbordar felicidade por todos os poros. - Nem acredito... - Comentou com Bill, olhando pela janela do carro. Estava de volta!

 

- Queres que te belisque um mamilo para perceberes que é verdade? - Ofereceu-se com um ar matreiro, beijando-a depois enquanto se ria. - É rápido até lá, felizmente não tens que esperar muito mais. - Sorriu.

 

Laura gargalhou e abanou a cabeça. - Só mais dez ou quinze minutos e estamos lá! - Informou, apontando depois para uma escola. - Eu andei ali! - Contou ao namorado, apontando depois para outro sítio. - E às vezes comia ali, a comida da escola nem sempre era boa. - Riu-se, olhando depois o namorado. A alegria dela era imensa e notava-se a léguas! Depois de cerca de quinze minutos, o casal estava finalmente ao pé do cabeleireiro. Apesar de estar mortinha por ver a mãe e abraçá-la, Laura também estava nervosa. - Vens comigo, certo? - Perguntou baixinho, não querendo que a mãe a ouvisse antes de ela entrar. Era difícil isso acontecer por causa do barulho dos secadores e das conversas, mas as mães captam tudo.

 

- Claro que vou! - Exclamou, apontando a porta para a incentivar a entrar de uma vez. O espaço era bastante moderno e requintado, visivelmente alterado aos tempos de hoje e isso agradava-o especialmente porque Bill era pessoa para mudar de look conforme lhe dava o vento.

 

Assim que entrou, a senhora que estava ao balcão reconheceu-a de imediato e foi para dizer algo, mas Laura fez-lhe logo sinal. A mulher por sua vez apontou logo numa direção específica e a rapariga entendeu de imediato. Caminhou com o namorado até lá, encontrando logo a mãe. Felice viu-a através do espelho, mas nem parecia estar a acreditar. - Olá, mãe! - Exclamou num tom alegre e ansioso quando a progenitora se virou para si.

 

- Oh meu deus, Laura! - Exclamou a mais velha, entrando num enorme pranto assim que ouviu a voz da sua única filha. - Oh Laura, pensei que nunca mais te ia ver... - Comentou enquanto se abraçava à rapariga.

 

A mais nova desatou a chorar quando ouviu a mãe dizer tal coisa e escondeu o seu rosto no pescoço da progenitora. - Desculpa mãe, desculpa! - Murmurou, incapaz de a largar.

 

- Penso todos os dias em ti minha pequenina, morro de preocupação por não saber nada de ti... - Olhou-a, agarrando no rosto da morena. - Mas continuas linda, tão linda. - Sorriu entre lágrimas.

 

A morena sorriu carinhosamente. - Oh, mãe... Eu não podia, não tinha como falar contigo... - Sussurrou, fechando os olhos por instantes. Não ia ter aquela conversa ali, mas teria de lhe contar a ela e ao pai sobre o que realmente se passou naqueles quase cinco anos. - Perdoa-me, mã. Eu amo-te muito, mã. - Murmurou, sorrindo enquanto ainda chorava, mas de uma forma não tão agressiva.

 

- Vou querer saber de tudo, mas não vamos falar aqui. - Sorriu enquanto a abraçava também. - Eu também te amo imenso princesa. Que saudades de ouvir a tua doce voz... - Sussurrou enquanto tentava acalmar ou mesmo por fim ao seu choro.

 

- Eu vou contar-te tudo. A ti e ao pai. Prometo! - Falou de imediato, abraçando bem a sua mãe. Aquela era a melhor sensação do mundo! - Tive tantas saudades, mãe... Tantas! - Laura deu um beijinho rechonchudo na bochecha da sua mãe e depois desfez ligeiramente o abraço. - Mãe, quero que conheças uma pessoa. - Começou por dizer, apontando depois para o loiro. - Este é o Bill, o meu namorado. - Apressou-se a dizer, achando graça ao facto da sua progenitora ter olhado logo para as mãos deles, à procura de alianças ou algo parecido. - Mã, eu disse namorado! - Brincou, rindo.

 

- Ah, eu estava só a certificar-me! - Resmungou com um enorme sorriso, olhando Bill e franzindo a testa ao analisar o rapaz. - Meu deus, mas a cara dele não me é nada estranha. - Comentou, aproximando-se do rapaz. - Oh meu deus, Laura! - Quase berrou, agarrando no pulso da rapariga. - É o Filho do embaixador, oh meu deus! - Exclamou chocada.

 

Apesar de confusa e surpreendida, Laura acabou por rir baixinho. Ela só soube quem ele era quando ele próprio lhe contou, mas pelos vistos a sua mãe estava muito bem informada! - Sim, mãe, é um dos filhos... Mas como é que tu sabes?!

 

- Porque eu fui passar umas semanas à Alemanha, a casa da tua tia e calhou nas eleições do Trump. Ele apareceu a discursar em nome do pai que estava contra a política do velho cabelo de cenoura, mas que o pai ia defender todos os emigrantes que lá estavam da melhor maneira que conseguia. Gostei, aplaudi quase porque ele pareceu assim meio badass, com essas tatuagens todas e um pensamento de psicólogo que me cativou! - Explicou enquanto gesticulava com as mãos, mesmo em frente ao rapaz que se limitou a rir por achar extremamente engraçado o que Felice dizia.

 

- Oh... Eu não sabia... - Murmurou algo atrapalhada, sorrindo ao namorado com todo o orgulho que sentia. Estendeu-lhe a mão e segurou a dele assim que pôde, olhando depois a sua mãe. - Achas que podemos ir lá a casa comer, mãe? Também quero ver o pai, estar convosco. - Informou, olhando Bill depois. - E o meu namorado é mesmo badass mas também é romântico e toma muito bem conta de mim. - Contou, levando a mão à boca, afastando-se depois. Aquela pequena tosse comparada ao que ela costumava ter não era nada. - Ah, mas nós ficamos num hotel a dormir, por isso não tens de te preocupar com o resto... E posso fazer o jantar se quiseres.

 

- O teu pai está a trabalhar ainda minha linda. Deve chegar do escritório daqui a uma hora ou duas. - Avisou, cumprimentando finalmente Bill. - É um prazer Dr. Kaulitz. - Trate-me por Bill, por favor. - Pediu de imediato. - E o prazer é todo meu. - Acrescentou com um enorme sorriso. - Não queres cortar o cabelo filha? Ainda tens tempo para fazer algo se quiseres. - Apontou às cadeiras. - E não tentes esconder que estás doente porque eu já reparei. Além disso estás extremamente magra! - Ralhou.

 

- Oh, pois é... Então se calhar aceito, desde que depois possas vir logo para casa connosco! - Sorriu, suspirando quando do ouviu o resto. - Eu já ando a tomar medicação, mãe, não te preocupes. O Bill levou-me ao hospital, eu vou ficar boa entretanto. É só uma bronquite! - Encolheu os ombros, não dizendo nada quanto à magreza. A sua mãe deveria pensar que estava assim por causa do seu suposto trabalho como modelo, provavelmente. Mal ela sabia a verdade. - Pode ser mãe, mas não quero cortar muito. Ah e quero pintar de preto. E fazer franja!

 

- Hm, espero mesmo que estejas a tomar tudo certo. - Apontou-lhe o dedo e depois indicou uma das cadeiras. - Anda lá tratar disso então. - Sorriu, esperando que a morena se sentasse para começar com a mudança de visual. 

 

- Também vou querer mudar o meu cabelo. - Informou Bill, olhando-se ao espelho onde Laura estava sentada, mesmo em frente.

 

- Estou, mãe! Podes perguntar ao Bill, ele não me deixa tomar nada errado. - Informou, agradecendo, entretanto e deixando que a mãe começasse a tratar do seu cabelo. - Para ficares ainda mais jeitoso e eu ter de fazer cara de má a mais gente? - Resmungou Laura na brincadeira, fechando os olhos enquanto a mãe fazia o seu trabalho. Adorava ir ao cabeleireiro!

 

- Vou só rapar daqui para baixo em toda a volta e vais ver como vai ficar giro. - Piscou-lhe o olho depois de apontar para o meio da sua cabeça e viu Felice, procurar por alguém.

 

- Mirie, trata aqui do meu genro. - Pediu a uma das empregadas, a com o look mais alternativo e a mais jovem de todas elas.

 

Laura sorriu quando ouviu a sua mãe a referir-se a Bill como genro e voltou a abrir os olhos. As duas foram conversando, mas sempre que a mãe dava a entender que queria saber o que se tinha passado, a morena mudava de assunto. Quando já estava pronta e a mãe a mandou levantar-se, olhou-se melhor ao espelho, reparando em Bill que já estava atrás de si. - Oh meu Deus, fica-te tão bem! - Aproximou-se dele, sorrindo. - E eu amor? Estou bem? Fica-me bem?

 

- Como eu esperava, estás maravilhosa! - Comentou com um enorme sorriso, beijando-a depois com carinho. - Estás tão fofa, pareces uma boneca de porcelana linda. - Guinchou num tom baixo o suficiente para ser apenas ela a perceber o que ele dizia.

 

A morena sorriu imenso e voltou a beijar o namorado com paixão, abraçando-o. - Obrigada, amor. Tu também estás todo jeitoso! - Sorriu, olhando depois a mãe que estava com aquele ar todo fofo a olhar para eles. - Mã, liga ao pai para saber se ele já está em casa!

 

- Ah, não é necessário. Vamos andando e depois vemos se ele lá está ou não! - Respondeu, começando a despir a sua bata e ajeitando o seu cabelo com os dedos, em frente ao espelho. - Vocês querem passar numa pastelaria para comer ou algo do género? - Procurou saber.

 

A rapariga olhou para os dois com um ar pensativo, respondendo depois. - Podíamos ir comprar umas coisitas e levar para casa. Comprávamos aquele bolo que o pai adora, que vendem na pastelaria ao pé da nossa casa. Ainda está aberta, não está?! Ou fechou..? - Laura estava desejosa de voltar a casa. Principalmente de ver o pai. Sempre se deu bem com os dois, mas ela sempre foi e ainda era a menina do papá.

 

- Ainda está aberta e parece-me uma boa ideia. - Concordou Felice, agarrando na sua mala e caminhando com ambos para a porta. - Tenho aqui o carro, queres conduzir Bill? Assim hoje ganho um motorista mais novo! - Brincou divertida. 

 

- Parece-me bem. - Riu-se, aceitando as chaves que a mais velha lhe entregava para a mão. A morena sorriu ao ver a mãe e o namorado a darem-se tão bem, limitando-se a segui-los. Ajudou a colocar as malas no carro da mãe e depois foi para os bancos de trás do carro. Felice estava encantada com o genro, passou a viagem toda a falar com ele, nem na pastelaria se calou! Só houve algum silêncio quando chegaram à casa dos pais de Laura.

 

A morena ficou mais atrás com o namorado, entrando quando ouviu o seu pai a perguntar à esposa como tinha corrido o dia. Com a mãe e o namorado, Laura dirigiu-se à sala onde o pai estava e sorriu. - Pai... - Murmurou, sorrindo.

 

Magnus olhou para a morena com uma expressão de susto. Não acreditava no que via e por momentos sentia que lhe ia dar alguma coisinha má. - Laura... - Murmurou com a mão no seu peito, erguendo-se com calma do cadeirão e olhando a sua filha com as lágrimas já a escorrerem-lhe pelo rosto. - Minha Laura... - Abriu os braços.

 

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publicado às 14:00
editado por Daniela C. a 6/7/17 às 01:13



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Daniela Costa

O meu nome é Daniela, tenho 21 anos e sou de Almada. Trabalho actualmente no STARBUCKS mas sonho ser Comissária de Bordo. Amo escrever, ver Vlogs e não sou mesmo nada adepta de séries. Tenho uma panca por maquilhagem e claro, viajar.


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Nessie Santos

Chamo-me Vanessa, mas já há alguns anos que me tratam por Nessie (tal como prefiro). Outras pessoas podem conhecer-me como Ivy Hurst, que é uma espécie de heterónimo, ou até o nome do meu ego. Tenho 22 anos, adoro escrever como é óbvio (mais do que ler), adoro videojogos, assim como filmes e séries.


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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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