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Losin Control || 11

por Daniela C., em 25.01.17

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Boa tarde flores!

Voltei ontem de Londres, não me julguem por não responder aos vossos comentários mas a minha vida não anda um mar-de-rosas.

Esperemos que gostem deste capítulo e espero daqui para a frente, dar-vos mais atençãozinha. Contudo, a Nessie está sempre aqui a representar x'D

Beijos ♥

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– Podes servir-te à vontade. – Autorizou, despindo o seu próprio top e ficando totalmente de tronco nu. Soutien em voos era um grande incómodo para Agnes!

 

– Ah, assim já gosto mais! – Sem esperar mais, Tom começou logo a depositar vários beijos pelos seios dela, acabando por chegar até um dos mamilos, lambendo-o com um sorriso traquina.

 

Agnes soltou uma pequena risada, beijando-lhe depois a cabeça demoradamente. No meio de tudo a morena tinha sempre vontade de o acarinhar sem saber ao certo porquê. – Admite que gostas de tudo em mim, é mais simples. – Brincou divertida, olhando-o enquanto soltava pequenos grunhidos de prazer.

 

Ele riu baixinho e mordiscou-lhe o mamilo com calma e cuidado, parando depois para olhá-la nos olhos. – Não tenho medo nem vergonha de admiti-lo. – Encolheu os ombros levemente, sorrindo. – Eu adoro tudo em ti, Ness. – Admitiu então, deliciando-se no outro mamilo enquanto a sua mão livre apalpava o corpo dela.

 

A morena gemeu, arrepiando-se até não conseguir mais com o que ouvira. Não queria levar aquilo tão a peito mas sabia bem ouvir alguém dizer que adorava tudo em si. – Por favor não me faças sofrer. – Pedinchou com um tom mimado e amoroso na voz, olhando-o com um pequeno beiço formado nos lábios. Desejava-o, imenso!

 

– Estou a fazer-te sofrer agora, é? – O seu tom de voz demonstrava que ele estava bastante dedicado à tarefa de provocá-la cada vez mais e as suas ações, faziam a morena suspirar e soltar pequenos gemidos. Sons esses que soavam como uma bela melodia aos ouvidos de Tom. Ver e ouvir Agnes assim, sabendo que estava tão ansiosa por si, deixava-o ainda mais excitado. Mesmo assim, ele voltou a beijá-la intensa e calmamente, enquanto retirava a roupa que restava no corpo dela, de uma forma mais demorada do que ela desejava.

 

– Sabes que sim e estás a aproveitar-te disso. – Resmungou, passando as suas unhas nas costas do rapaz, removendo-lhe assim a camisola com rapidez. – Queres jantar à meia-noite, estou a ver. Por esse andar ganhamos mais espectadores! – Informou com um sorriso traquina, apontando para trás de si com o polegar. Atrás de Agnes estavam as janelas da sala que permitiam aos vizinhos mais cuscos, as imagens de tudo o que se passava no interior do apartamento, quando os estores estavam abertos - como era o caso. Contudo isso não deixava a mais nova preocupada, muito pelo contrário.

 

Com um sorriso perverso, Tom apenas encolheu os ombros e prosseguiu. – Temos pena, tivesses-te lembrado disso antes de te começares a despir. – Disse-lhe de forma muito séria, voltando a puxá-la depois para si, colando o corpo dela ao seu. Retirou algumas das suas peças de roupa até ficar em tronco nu e sorriu-lhe assim que os corpos deles voltaram a juntar-se. – Gosto de sentir-te assim. De sentir a tua pele na minha. – Murmurou-lhe ao ouvido, mordiscando-lhe depois a orelha enquanto levava uma das mãos ao íntimo dela, provocando-a.

 

– Achas que me importo que os meus vizinhos cuscos vejam que ando bem servida? – Questionou num sussurro contra a bochecha do moreno, não tendo voz nem vontade para falar de outra maneira. – O que vai ser de mim no final destes quinze dias, quando quiser sentir a tua pele quente contra a minha?! – Deixou escapar em jeito de comentário, gemendo com as carícias que ele insistia em depositar-lhe.

 

– A resposta a isso é muito simples. – Iniciou a sua resposta, com um ar sério mas no fundo também algo brincalhão. Estava bastante divertido com tudo aquilo naquele instante. – Quando quiseres voltar a sentir a tua pele colada à minha, só tens de me ligar. E eu virei o mais depressa que puder. – Informou-a, murmurando as palavras de forma sedutora. Antes de terminar de falar penetrou-lhe um dedo, sorrindo assim que viu a reação dela.

 

– Tipo um gigolô da minha pessoa? – Procurou saber com um sorriso matreiro, gemendo quando sentiu o dedo do moreno entrar dentro dela. – Estás com medo de usar mais dedinhos, foste arranjar as unhas foi? – Provocou matreira mas sempre com a sua boa disposição presente.

 

Tom semicerrou os olhos e acabou por lhe penetrar mais um dedo, sem qualquer espécie de aviso, continuando de seguida com o mesmo ritmo que antes. Entretanto, acelerou um pouco mais, sorrindo. – Gigolôs servem sempre mais do que uma mulher e eu só preciso de uma. E não, não tenho problemas nem medo de usar mais dedos... Mas confesso que gosto de te ver sofrer. – Concluiu com um sorriso perverso, beijando-a de seguida.

 

– Não tem piadinha fazeres-me sofrer. – Resmungou num tom mimado, roçando o seu nariz no do moreno enquanto soltava pequenos grunhidos de satisfação. Uma das suas mãos deslizou suavemente sobre o peito dele, de encontro ao membro quente e volumoso de Tom, agarrando-o por fim de forma delicada e lenta com intenção de entrar no jogo de tortura do mais velho.

 

Depois de semicerrar os olhos e fazer um olhar desafiador, acabou por sorrir. Mesmo com a ligeira "ameaça", Agnes avançou na mesma e começou também a dar-lhe algum prazer. – Ai não? Eu pensei que gostavas tanto... Pelo menos todo o teu corpo age como tal. – Afirmou, parando de repente, e retirando os dedos do interior dela. – De joelhos, vá. – Falou, num tom que era algo autoritário... E frio.

 

– Com certeza. – Riu-se, amarrando o seu cabelo no topo da cabeça e de forma desajeitada. Ajoelhou-se devagar, sempre de olhos postos no moreno e pousou as mãos sobre as coxas, assim que o seu rabo assentou nos calcanhares.

 

Ele olhou-a confuso no momento em que ela se riu e apanhou o cabelo, fazendo uma ligeira careta. – Qual é a piada? E eu mandei-te ficar de joelhos, não falei para apanhares o cabelo, pois não? – Questionou ainda com aquele seu ar muito sério e mandão, olhando-a nos olhos a todo o instante, tal como ela o olhava a ele.

 

– Mas eu atei o cabelo, não posso? – Questionou com um ar desafiante, olhando-o depois sem tirar o sorriso da cara. – Queres que o solte? – Procurou saber.

 

– Claro que sim, não te mandei prender o cabelo. – Respondeu de imediato, sorrindo-lhe ligeira e brevemente. Levou as mãos ao elástico que prendia o seu sedoso e cheiroso cabelo, retirando-o com cuidado. Se bem que, para ele, até devia de o tirar da forma mais bruta possível. Sorriu de novo com os seus pensamentos e devolveu-lhe o elástico. Calmamente, Tom foi enfiando os dedos por entre mechas de cabelo dela, apanhando-o. Puxou-lhe o cabelo, contente. – Não sei do que estás à espera. – Deixou escapar as palavras num tom baixo, aproximando-se um pouco mais dela, para que não houvesse quase nenhuma distância entre os dois.

 

– Qualquer coisa que me faças neste momento vai ser bom. Desde que me fodas, está tudo bem! – Argumentou com um sorriso matreiro, acariciando-lhe um dos seus gémeos calmamente. Aquelas proximidades não a deixava nervosa mas apenas ansiosa pelo que aí vinha.

 

– Eu não te vou fazer nada, tu é que vais. Ou melhor, já devias estar a fazer, Agnes. – Avisou, com aquele seu meio sorriso, bastante perverso. – Estás com medo de o meter à boca, Hembrow?

 

– Não sei se me apetece! – Afirmou colocando as mãos atrás das costas, permanecendo assim a olhar para ele. – Fode-ma. – Contrapôs, abrindo a sua boca lentamente e fixando os seus olhos nos do mais velho, de forma intensa e arrepiante. Agnes também sabia provocar e estava disposta a ver quem ganharia ali!

 

A contraproposta de Agnes fez o moreno sorrir ainda mais e sem sequer esperar mais um segundo que fosse, ele inseriu o seu membro na boca dela calmamente, sem desviar o seu olhar do dela. Por acaso, nunca tinha chegado a pensar naquela situação, nunca pensou que pudesse gostar tanto de ver Agnes assim, de joelhos à sua frente, e inteiramente à sua disposição. Disposta a ser fodida de que maneira fosse. Disposta a dar-lhe prazer, fosse de que forma lhe apetecesse. Isso agradava-lhe, mais do que ele era capaz de admitir. Deixou ambas as mãos nos cabelos dela, segurando-os enquanto começava a mover-se lentamente, fodendo-a, como ela tinha sugerido. E ele não se importava nada de o fazer. Mesmo que ela não o dissesse, ele ia acabar por fazê-lo na mesma.

 

De olhos fechados, a rapariga deixou-se apenas ficar à mercê de Tom sem se impor ao que quer que fosse. Aquilo estava a saber-lhe bem e a deixá-la com ainda mais vontade de o satisfazer, como o rapaz assim o entendesse.

 

Tom suspirava por vezes, mas ao início não fazia praticamente barulho nenhum. Movimentava-se calmamente, aproveitando aquele instante para apreciar a maravilhosa vista e acariciar-lhe os cabelos. Alguns minutos depois ele já lhe segurava os cabelos com mais força, assim como os seus movimentos eram mais rápidos. Porém, ele parou pouco depois, retirando o pénis da boca de Agnes. – Levanta-te. – Ordenou, aguardando.

 

– Levanto-me. – Reforçou, erguendo-se calmamente enquanto lambia os seus lábios de forma quase hipnotizante. – E agora Mr. Kaulitz? – Procurou saber.

 

Tom voltou a aproximar-se dela e beijou-a intensamente, enquanto lhe apalpava as nádegas com as suas mãos grandes. – Estás muito curiosa hoje, Ness. – Sussurrou-lhe ao ouvido depois do beijo terminar, dando-lhe uma palmada numa das nádegas.

 

– Eu sou sempre curiosa. – Admitiu, mordiscando o seu lábio inferior ao sentir a mão pesada de Tom, sobre o seu precioso traseiro. – Anda lá, fode-me. – Pedinchou num tom mimado, abraçando-o com calma.

 

– Pede lá outra vez, e talvez eu o faça. – Informou mas sem dar grandes certezas, dando outra palmada na nádega que ainda não tinha sido castigada. Os beijos fogosos regressaram e Tom caminhou com Agnes até ela estar perto da bancada. O rapaz rapidamente a pegou e a sentou sobre a mármore gelada e ainda a obrigou a pousar as costas também naquela superfície tão fria. Não estava nem importado com isso. Afastou as pernas dela mas nada fez, ainda à espera que ela pedinchasse de novo.

 

– Agora Kaulitz! – Implorou enquanto deixava cair os braços para trás, ficando com a cabeça pendida para o outro lado da bancada. Tom era sem dúvida alguém que a deixava ansiosa por aquilo, por muito viciada em sexo que fosse, Agnes nem sempre atingia os seus clímax como pretendia - ou porque nem sempre os homens lhe aguentavam a pedalada ou simplesmente porque não estava a ser algo que passasse de um bom momento - mas Tom, por sua vez, dava com ela em doida a ponto de querer estar sempre naquilo.

 

O estado da morena deixava Tom simplesmente satisfeito. Tê-la assim, para si, e tão desejosa de o ter dentro dela, era maravilhoso. Assim sendo, e sem a fazer esperar mais, ele penetrou-a de uma só vez, na totalidade, começando as investidas logo de seguida. Levou uma das mãos a um dos seios, apalpando-o com delicadeza mas com uma certa brusquidão.

 

Num gemido arrastado, Agnes deixou-se consumir assim pelo prazer que tudo aquilo lhe proporcionava. Adorava aquela sensação de preenchimento causada pelo moreno, apetecendo-lhe cada vez mais trancá-lo numa casa só para ela e para sempre. Saberia que ainda tinha muito que lutar por algo com Tom, mesmo que isso lhe fosse custar o mundo, contudo também ainda não sabia se valeria a pena, por diversos motivos alheios ao rapaz.

 

Mantendo o ritmo inicial, ele abandonou as carícias que dantes fazia ao seu seio e aproximou o seu resto do dela, para poder voltar a beijá-la. No segundo em que os lábios dele roçaram nos dela, Tom deu uma investida mais forte, deixando-se ficar enterrado nela para a beijar da forma mais intensa possível. Assim que o beijo cessou as investidas recomeçaram e desta vez já eram mais rápidas, mas igualmente profundas. Pequenos suspiros e gemidos saíam da boca dele, meio roucos e num tom grave. Não dava sequer para perceber quem é que estava a ter mais prazer ali, se era ele ou ela.

 

Num movimento apenas, a mais nova ergueu o seu tronco de encontro ao corpo de Tom, abraçando-o assim que pôde para lhe alcançar os lábios com facilidade. Beijou-o de forma agressiva, numa mistura de mordidelas e sugações aos lábios do rapaz, de forma a mostrar-lhe o quão louca estava naquele momento. – A sério se eu não tivesse tanto trabalho passava os dias trancada numa casa contigo só a fazer isto. – Deixou escapar num tom de voz rouco e tão sexual que nem Tom sabia de onde teria saído.

 

– Não me importava nada. Por mim eu passava os dias todos a comer-te, trancado numa casa ou noutro sítio qualquer. – Tom não tinha problemas nenhuns em ter sexo noutros locais. Se os tivesse, não estaria a fazê-lo como estava agora. Os vizinhos se quisessem podiam assistir sem qualquer problema, e eles não estavam nem para aí virados. O ritmo aumentou, e a frequência dos beijos e mordidelas também. As mãos do moreno percorriam o corpo dela, mas de forma diferente. Enquanto o seu membro a penetrava rápida, profunda e bruscamente, as mãos dele acariciavam o corpo dela com calma, com carinho. Estudavam-lhe o corpo, admiravam-na. Sem deixar que ela chegasse ao clímax ou algo que se assemelhasse, ele retirou novamente o pénis mas acariciava-a com o mesmo. A ponta do seu membro passava tanto pelo clítoris dela, como pelas suas entradas. Sim, as duas. Assim que o olhar dela encontrou o dele, sorriu-lhe, e só depois é que começou por penetrá-la, entrando onde ainda não tinha entrado antes. Fê-lo devagar, mas não tanto. Não demorou muito até ele voltar a enterrar-se nela. Gemeu enquanto o fazia, acompanhando-a.

 

Finalmente aquele momento chegara e Agnes não se conteve um pouco que fosse. As suas unhas arranharam os ombros de Tom, da sua boca saiu um enorme grito de prazer imenso quando atingiu o seu primeiro orgasmo sem que fosse preciso muito mais do que o rapaz lhe atingir aquele ponto. – Deixa-me ir para o chão, preciso tanto deste momento! – Pediu, afastando o rapaz rapidamente e da mesma forma, colocou-se de costas para ele, virada de frente para a bancada. Tom não perdeu tempo e voltou a penetrá-la, desta vez sem ressentimentos e a mais nova não resmungou, apenas gemeu com gosto, empinando ligeiramente o seu perfeito traseiro contra o quadril dele.

 

Tom achou graça ao pedido repentino dela, mas não se riu. Não naquele momento, não era altura para gargalhadas. Depois de estarem a postos e de ele a voltar a penetrar, o moreno foi acelerando gradualmente. – Já estou a ver que esta é a tua preferida. – Comentou contente, agarrando depois no cabelo dela. Assim que conseguiu juntar todos os fios de cabelo passou a segurá-los com uma mão só, puxou-os com força. A outra mão no entanto acabou por ir de encontro à pele dela violentamente, numa palmada estrondosa e que a fez gemer mais alto. Logo de seguida ele levou essa mesma mão ao íntimo dela, acariciando o clítoris com as pontas dos dedos.

 

– A sério, acho que vou morrer hoje com a maior felicidade da minha vida. – Admitiu, agarrando-se fortemente à bancada para não chocar contra ela de forma a magoar-se. Aquilo estava a ser o seu paraíso! Agnes apenas queria continuar com aquilo até nenhum dos dois poder mais e percebia que por Tom, seria o mesmo.

 

– Shh… – Murmurou entre gemidos, largando o cabelo dela. Levou a mão até ao rosto de Agnes, virando-o até que eles se pudessem beijar. O ritmo desacelerou mas só enquanto a troca de beijos estava em curso, e assim que terminou ele voltou a acelerar. Perderam-se no tempo, mas melhor do que isso, perderam-se um no outro. Perderam-se nas carícias, nos beijos, no afeto, no sexo. Quando finalmente chegou a hora, e por coincidência (ou talvez não), os dois atingiram o orgasmo ao mesmo tempo. Tom gemera bastante naquele instante, como ela nunca o tinha ouvido antes. Tanto estava parado como, de forma automática, investia uma vez mais nela, enterrando-se uma e outra vez durante aquele orgasmo tão intenso que ele estava a ter. Quando acabou, abraçou-a contra si, tentando recuperar o fôlego.

 

Ainda ofegante, a morena virou-se para ele e abraçou-o fortemente, perdendo-se em carícias que lhe depositava nas costas e beijos no peito. Queria aquilo tanto quanto ele e mimá-lo não era uma obrigação ou um cliché, mas sim algo que necessitava de fazer para bem-estar próprio. – Estou tão feliz... – Murmurou.

 

Um sorriso daqueles tipicamente parvos apareceu no rosto de Tom. Estava agradecido por naquele instante ela estar distraída a beijar-lhe o peito, pois assim não poderia ver. O moreno acariciou-lhe os cabelos, segurando depois o rosto dela com uma das mãos. – Eu gosto de te ver assim. Feliz. – Admitiu, ainda com os restos de um sorriso idiota. Em seguida beijou-a lentamente, mas sem desfazer o abraço.

 

– Tenho que fazer o jantar, senão comemos lá para a meia-noite. – Comentou divertida, após uns longos minutos de silêncio e carícias entre ambos. Estava no paraíso e não queria que nada nem ninguém os incomodassem ou estragassem aquele momento.

 

– Não vás já, espera só mais um pouquinho. – Pediu carinhosamente, acariciando-lhe as costas e beijando-lhe o pescoço. – Deixa-me ficar assim só mais um bocadinho... – Repetiu, voltando a ficar apenas abraçado a ela. Desejava que pudesse parar o tempo naquele instante.

 

– Queria tanto poder lutar por ti... – Confidenciou contra o peito dele, acariciando-lhe as costas com a ponta dos dedos.

 

Tom ficou confuso, sem entender bem ao que ela se referia. – Como assim? – Perguntou-lhe baixinho, fechando os olhos por um pouco. – Eu estou bem aqui Ness, não precisas de lutar por nada... – Informou, mas ainda sem entender bem ao certo o que ela queria dizer.

 

– Estamos aqui, agora. Mas daqui a uns dias a situação muda de figura... – Continuou calmamente, sem encarar mais nada a não ser o peito másculo do rapaz. – Deixa, não vamos estragar o momento. – Pediu, encarando-o por fim.

 

Um breve suspiro escapou e Tom abanou a cabeça. – Não vamos pensar nisso agora. Este não é o último dia e nem sequer a meio da nossa viagem estamos... Vamos apenas aproveitar o momento, sim? – Pediu também, sorrindo enquanto a olhava. – Queres ajuda para fazer o jantar? – A mudança de assunto parecera drástica e propositada, mas de facto nem era.

 

– É só meter no forno e depois esperar. Obrigada! – Agradeceu sorridente, beijando-o com carinho de seguida. – Porque não vais começando a fazer as maquetes, eu depois ajudo-te. – Incentivou, apontando para a mesa de trabalho do mais velho.

 

Ao início fez uma careta, mas depois concordou. Não andava com ela só para se divertir, precisava de trabalhar também. – Está bem... Vou tomar um duche rápido e depois disso, venho tratar das maquetes. – Afirmou, beijando-a uma vez mais. Depois disso dirigiu-se ao quarto onde já estavam as malas deles, retirou roupa lavada da mesma e dirigiu-se à casa de banho. O duche foi rápido e não demorou até estar pronto. Voltou então para a mesa, já com as suas coisas, e começou a trabalhar em silêncio.

 

Agnes rapidamente pegou no seu robe que tinha pendurado no hall e vestiu-o, começando a preparar o seu molho para cobrir as pernas de frango. Num recipiente juntou molho de soja, mel, gengibre ralado, alho e sementes se sésamo, misturando tudo bastante bem e cobrindo assim as coxas de frango. As batatas optou por as cortar aos cubos e tempera-las com sal, pimenta, alecrim e regar tudo com azeite. Colocou tudo no forno e lavou o que tinha sujo, de maneira a não acumular loiça. – Já está, vou tomar um banho! – Anunciou enquanto limpava as suas mãos a um pano.

 

– Sim, sim, vai lá. – Na verdade ele não ouvira tudo o que ela dissera, mas ouviu-a falar em banho e isso foi o suficiente para ele compreender. Estava demasiado concentrado no que estava a fazer. Tinham sido feitas alterações quanto a medidas de um dos novos e importantes projetos, e havia muita alteração a ser feita. Tom ama o seu trabalho mas detesta coisas em cima da hora. Modificações tão grandes e repentinas só traziam problemas. – Ah, que merda. – Resmungou, revirando os olhos. Já estava cansado de olhar para aquele que parecia ser o seu próximo grande fracasso.

 

Agnes apenas se riu e partiu para a casa de banho sem mais nada dizer. Não o queria incomodar mais, por isso mesmo, tencionava deixá-lo com os seus botões durante algum tempo. Entrou na banheira, depois de ligar previamente a água e tomou o seu banho, não demorando muito tempo por ali. No fim, vestiu o seu robe apenas por cima de umas cuecas e voltou à sala. – Em que é que posso ajudar? – Procurou saber.

 

– Nem eu sei. Nem eu sei... – Murmurou, de olhos postos no que estava sobre a mesa. – Esta gente é doida. Estava já tudo planeado, confirmado e revisto mais do que duas vezes, e agora em cima da hora é que querem modificar medidas e tamanhos de divisões? Também não pode ser assim. – Tom respirou fundo e passou a mão pela cara, coçando os olhos com as pontas dos dedos. – Como é que eu vou fazer isto? Observa. – Pediu, apontando para uma parte específica. – Querem mudar esta parte, mas eu não posso simplesmente fazer milagres. Não sou uma fada madrinha nem um feiticeiro, já foram feitas encomendas, já se deram prazos, orçamentos e certezas.

 

– Porque não reduzes o tamanho do quarto principal e fazes aqui um closet? – Apontou para a divisão em específico. – Depois nesta podes repartir, juntas aqui umas paredes e crias um mini escritório. – Opinou concentrada, tentando visualizar mentalmente o que ali tinha.

 

Tom seguia as ideias dela com atenção, suspirando depois. – Sim, é capaz de dar. Mas vou precisar de falar com ele de novo para lhe falar dessa ideia. Se não lhe agradar não sei o que lhe faça. Esta gente é doida. – Ele suspirou mas riu-se. Só depois é que olhou para ela e espreitou para o interior do robe, só para saber o que ela tinha vestido debaixo do mesmo. Sorriu-lhe de novo e puxou-a para si. – Obrigada, Ness.

 

– Não tens que agradecer, eu quero mesmo ajudar-te. – Informou carinhosa, beijando-o depois com calma. – Porque é que estavas a espreitar para dentro do meu robe? – Procurou saber num tom divertido, rindo-se ao lembrar-se do ato do mais velho.

 

O rapaz fez uma pequena careta e sorriu-lhe de forma divertida. Ainda não tinha o caso resolvido porque ainda tinha de contactar algumas pessoas e ter aprovações, mas pelo menos já tinha uma solução. Graças à Agnes. – Mau… Então mas eu agora não posso espreitar, é?! – Questionou indignado, voltando a espreitar, brincando com ela. – Estava só a ver o que tinhas vestido por baixo desse robezinho. – Confessou, sem deixar o sorriso desvanecer. – Tu e a tua secretária… Vocês são amigas para além de colegas de trabalho, não são? É raro vê-la… Ela é reservada ou anda a tentar evitar-me por andar metida com o meu irmão gémeo?

 

Agnes suspirou e encolhe levemente os ombros com a última questão do rapaz. – Ela anda estranha. Mal fala comigo, trata apenas das minhas coisas e pouco mais! Sinto que desde que anda enrolada com o teu irmão que se afastou, talvez por precisar de estar com ele, acaba por não estar tanto comigo de forma presente. – Explicou com calma, pegando depois no seu telemóvel e verificando que de Natasha, nada sabia desde que cada uma foi para seu lado em Heathrow. – E tem andado irritada, agressiva, nunca a vi assim... – Concluiu.

 

– Tu disseste algo… Sobre ela gostar do Bill… – Tom suspirou e fez outra careta. – Pode ser esse o motivo. Ainda por cima tu agora estás comigo, e eu sou irmão dele, então isto deve ser um pouco repentino e estranho para ela, não? Eu não a conheço, por isso… E eu gostava de falar com o meu irmão acerca disso, mas enquanto não for ele a contar-me o que se passa, não posso fazer nada. Ele ficou todo danado por causa da foto que postei, lembras-te? Ele ligou-me logo de seguida, estava furioso. Disse-me que ela não fala com ele. Ou melhor, pediu-me para lhe dizer para atender a “merda do telemóvel”, que já não falava com ela desde o dia anterior, que se foi embora sem dizer nada… E depois disse-me para esquecer e não lhe dizer nada. E, claro, desligou-me na cara.

 

– Eles devem andar tipo cão e gato. A ver quem ganha este braço de ferro de quem se vai importar menos com quem! – Opinou enquanto lhe mexia nos cabelos de forma distraída. – Gostava que ela viesse aqui e me contasse as coisas mas duvido que o faça. – Suspirou e voltou a encolher os ombros com um ar resignado. Natasha era sempre um pouco fechada quando não estava na sua zona de conforto!

 

– Isso é bem provável. Com o Bill é assim. Antes não, se havia pessoa que acreditava no amor e nessas coisinhas todas, era o meu irmão. Com o tempo acho que foi deixando de acreditar e mudou completamente. Bem, eu também mudei. Quase que trocámos, ele agora parece o Tom de antes. – Riu, ligeiramente. – Ainda por cima pelo que entendi também não andam a fazer as cenas como deve ser… Se ela não falar contigo, tenta tu puxar por ela. Dá-lhe um tempinho, certamente que um dia destes ela vem ter contigo, e conta-te tudo. – Afirmou, acariciando-lhe o fundo das costas. Quando o moreno ia para se levantar, ouviu a campainha. Os seus músculos ficaram tensos de imediato, pois a única pessoa que lhe passou pela mente fora Daniel. E ali Tom não se ia conter tanto com certeza. Num ápice, lá se levantou e olhou para Agnes. – Eu posso ir lá abrir. Vais ver o jantar? Antes que fiquemos sem comida. – Esforçou-se para sorrir um pouco, e depositou-lhe um beijo na testa.

 

Agnes assentiu e apertou mais o seu robe de maneira a que ninguém que estivesse à porta, pudesse ver algo que não devia. – Cuidado. – Pediu, caminhando para a cozinha atrás dele.

 

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publicado às 16:00
editado por ivy hurst a 27/4/17 às 15:40


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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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