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No Control || 15

por ivy hurst, em 15.11.17

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A loira pegou na mão do namorado e levou-a até ao baixo ventre, explicando onde lhe doía. - É mau? - Perguntou baixinho, suspirando. - É muito ligeira... - Informou, continuando a massajar a barriguinha suavemente.

 

- Não pode persistir muito tempo... - Avisou, olhando para as horas e fixando-as. - Vamos comer, pode ser que melhore. - Tentou tranquilizar, arrancando com o carro em direção ao restaurante.

 

- Está bem, amor. - Natasha assentiu ao namorado e relaxou o máximo que pôde, acabando por adormecer a caminho do restaurante. Depois de tanto prazer, uma boa sesta era tudo o que ela precisava, mesmo que fosse só durante uns minutinhos.

 

Bill sorriu ao vê-la adormecida no banco e não foi capaz de a acordar logo que chegou ao restaurante. Deixou-a descansar, pelo menos, mais meia hora após estacionar e quando decidiu que a sua fome já estava a ser demais, começou por lhe depositar leves beijos pela face. - Princesa... - Chamou docemente.

 

Tash começou a acordar de imediato, sorrindo ao sentir todos aqueles beijinhos pela sua face. - Mor… - Murmurou ainda sonolenta, abrindo os olhos devagar até conseguir ver corretamente. - Já chegámos? - Perguntou baixinho, olhando-o com aquele seu ar extremamente fofo e sonolento. - Tenho fome. - Resmungou, acariciando a barriga.

 

- Já si, vamos matar essa fome com gordices. - Sorriu, beijando-a de forma delicada e extremamente fofa. - Anda sua gorda. - Riu, saindo do carro e indo abrir-lhe a porta. - Anda, Pumba. - Chamou-o, abrindo-lhe a porta traseira.

 

- Não sou gorda! Sou fofinha! - Resmungou de imediato, sorrindo carinhosamente. Saiu do carro e depois de fechar a porta foi ter com o seu namorado, dando-lhe a mão. - Ai, eu quero um Double-Double ou dois, sei lá. - Murmurou assim que entraram, sentindo a fome a apertar ainda mais ao cheirar aquelas comidas.

 

- Pedes por mim o mesmo de sempre? Eu fico aqui fora com ele. - Pediu, beijando-a mais uma vez enquanto esperava pela sua resposta.

 

- Sim amor, não te preocupes que eu peço a comida para nós. - Informou-o, beijando-o uma e outra vez. Depois de dar um beijinho ao cão também, entrou e esperou na fila até ser a sua vez. Tinha dito ao namorado que iria pedir uma coisa, mas quando ela saiu do restaurante vinha carregada de comida. - Não olhes assim para mim, estou com fome e a bebé também!

 

- Mas vais conseguir comer isso tudo? - Procurou saber, ajudando-a a carregar as bebidas até à mesa. - Ouve, ainda te dói alguma coisa? - Questionou de imediato, querendo saber se na realidade já tinha passado ou se a dor prevalecia.

 

- Duvidas das minhas capacidades?! - Resmungou de um modo adorável, apressando-se a desembrulhar a comida. Abanou a cabeça, respondendo assim enquanto tinha a boca cheia. - Não amor, a única coisa que sinto agora é uma fome do outro mundo. - Informou, dando outra enorme trinca no hamburger. - Se fosse a ti começava a comer, antes que o teu comer desapareça também!

 

- Come mulher, não quero que passes fome. - Riu-se ao sentar-se à mesa. Prendeu Pumba na sua perna e agarrou na sua comida, começando a saborear a mesma com calma. - Ao menos que te saiba bem. - Sorriu-lhe docemente.

 

- Como sim senhora! - Sem dizer mais nada, Natasha tratou de comer tudo o que tinha pedido para si. Para espanto do namorado, ela comeu mesmo tudo! Bebeu a sua coca-cola no final, apercebendo-se que o namorado a olhava, bastante impressionado. - Porque é que tu gostas tanto de me ver comer? E eu avisei que íamos comer tudo!

 

- Porque nunca pensei que fosses comer 4 hambúrgueres. - Guinchou chocado, olhando para ela sem quase conseguir fechar a boca. - Tenho uma mulher a comer por 4 lá em casa, vou ter que encher ainda mais a dispensa. - Riu-se animado, acabando de comer o seu hambúrguer.

 

- Já pensaste como era se eu estivesse grávida de gémeos? Ficavas sem dinheiro num instante só para alimentar aqui a minha pessoa! - Gozou, relaxando naquela cadeira, passando as mãos pela sua barriguinha. - Porra, estou tão cheia!

 

- Mas é só um bebé que está aí dentro, certifiquei-me disso. - Assegurou numa risada, beijando-a com carinho. - Estás linda com essa barriga, sabias? - Olhou-a sorridente.

 

- Eu sei amor, também vi! - Riu, abanando a cabeça. - Aww... Ainda é uma barriga pequenina, mas é fofinha. - Sorriu carinhosamente, olhando-o com aquele ar de quem estava orgulhosa do namorado que tinha. - Diz-me que o casamento vai correr bem por favor, senão ainda me vai dar uma coisinha má.

 

- Claro que vai, fizeste tudo como ela queria. - Sorriu orgulhoso, acariciando-lhe o cabelo com cuidado. - Vais ver que ela vai amar e vai ser o melhor casamento do ano. - Riu divertido, beijando-lhe depois a barriga de forma bastante demorada.

 

- Sim, eu sei que fiz como ela queria mas há sempre coisas que podem correr mal no dia e é isso que me preocupa... - Suspirou, fechando os olhos quando ele beijou a sua barriga. - Isso sabe tão bem e ficas tão fofinho a beijar a minha barriguinha.

 

- Eu fico fofinho de qualquer das maneiras, admite. - Brincou divertido, beijando-a mais uma vez antes de arrancar com o carro. - Vamos lá para o Havai que Los Angeles já não está a bater. - Sorriu, conduzindo sempre a uma velocidade não muito soft mas habitual nele.

 

Durante a viagem de carro, Natasha apreciava Bill como se ele fosse uma paisagem magnífica. Porém, durante a viagem de avião, ela estava sempre a olhar pela janela. Até parecia que era a primeira vez que andava de avião, estava toda contente. Quando aterraram e saíram do mesmo, ela até fez uma pequena dança e tudo, de tão contente que estava! - Chegámos! - Bateu palminhas e riu-se, não só por dizer o óbvio como pela sua figura.

 

- Não sei como consegues ter tanta energia, eu estou a morrer. - Comentou Bill, recebendo as chaves do carro que iria conduzir ali, mesmo estacionado ao lado do jato onde vieram. - Amor, vem cá dar-me um beijo. - Pediu num tom mimado, abrindo os braços para a receber entre os mesmos.

 

- Eu também não sei! - Guinchou, rindo à gargalhada. - Oh, o meu Billy quer umas beijocas... - Tash correu até ao namorado e abraçou-o com carinho, beijando-o intensamente. Se havia coisa que ela gostava eram os beijos do namorado, especialmente quando ele lhe pedia que o beijasse! - Queres que conduza eu, amor? Estás cansadinho.

 

- Pode ser mas cuidado, não vás muito depressa que isto é cheio de curvas. - Avisou, beijando-a uma data de vezes. - Amo-te muito sabias? - Olhou-a nos olhos, acariciando-lhe o rosto de forma calma e delicada.

 

- Não te preocupes paizinho, eu vou conduzir com cuidado! - Informou-o com o seu sorriso carinhoso, retribuindo os beijos. - Eu também te amo muito. - Sussurrou, voltando a beijá-lo mas de uma forma calma e apaixonada. - Anda vá, entra no carro antes que ainda me caias aqui. - Resmungou, abrindo-lhe a porta do carro, seguindo depois para o lugar do condutor.

 

- Estou cheio de sono, não significa que vá cair aqui. - Resmungou com calma, entrando no carro e colocando o cinto de segurança. - Sabes para que hotel vamos? - Questionou, agarrando no seu telemóvel para ver as reservas que ela tinha feito.

 

- Sei meu amor, tenho tudo controladíssimo! - Garantiu, ligando o carro e arrancou logo de seguida, conduzindo com cuidado e em segurança. - O hotel não fica muito longe daqui, não tarda nada já estás deitadinho na cama. - Natasha continuou a conduzir, sempre muito atenta à estrada. Quando finalmente chegaram ao hotel, a loira respirou de alívio. - Anda amor, vamos! - Falou, toda ela muito entusiasmada, seguindo para a receção assim que pôde. Em cinco minutos já tinha o cartão de acesso ao quarto e seguiu para o mesmo na companhia de Bill e do rapaz que levava as bagagens deles. A loira deu-lhe a gorjeta antes de ele sair e quando já estavam finalmente a sós, Natasha aproximou-se do namorado. - Que tal o nosso quarto?

 

- Adoro, tem uma vista incrível. - Comentou, sorrindo ao ver aquela vista através da grande varanda do quarto. Era virada para a praia, num dos andares mais altos. - Adoro, precisamos mesmo de uma casa aqui. - Sorriu-lhe, aproximando-se de novo dela e beijando-a com carinho.

 

- Eu acho que vamos acordar muito bem dispostos quando cá voltarmos para passar uns dias... - Murmurou contra os lábios dele, voltando a beijá-lo uma e outra vez. - Hmm, tu estás cansadinho e tudo isso, mas eu acho que sei de uma coisinha que te vai fazer adormecer depressa e dormir que nem um anjo... - Comentou com um sorrisinho algo maroto, roçando o seu nariz no dele.

 

- Eu basta cair na cama e adormeço, nem oiço mais nada. - Comentou num riso divertido, olhando-a com os seus olhos bastante vermelhos do cansaço. - Mas que coisa é essa? - Procurou saber.

 

- Se adormeces assim que te deitas não vale a pena, amor. - Encolheu os ombros, começando a despir a sua roupa. - Dormes de boxers ou nem com eles dormes?

 

- Tanto faz, só tenho sono. - Encolheu os ombros, ajudando-a a despir-se também. - Amanhã tens algo a fazer? - Procurou saber, olhando-a.

 

- Tenho muito a fazer. Muito mesmo, amor. - Tash suspirou de forma pesada, passando as mãos pela barriguinha. - Tenho de me certificar que está mesmo tudo correto e praticamente pronto. Se não estiver, tenho de ir discutir com eles.

 

- Vais ver que vai estar, tu esmeraste-te imenso neste casamento. - Sorriu-lhe, beijando-a com carinho. - Vamos dormir então? - Questionou, apontando a cama.

 

- Sim, vamos, antes que eu comece a pensar muito nessas coisas todas e acabe por não dormir nada. - Suspirou, seguindo então para a cama com o namorado. Deixou que ele se deitasse primeiro e só depois é que se juntou a ele, aconchegando o seu corpo ao dele. Quando Natasha foi para desejar as boas noites e dar-lhe um beijinho, já Bill estava a dormir pacificamente, o que a fez sorrir carinhosamente. Podia dormir até tarde, mas o organismo de Tash não a deixou dormir depois das oito da manhã. Apesar de não ter vomitado, o que até parecia um milagre, a loira arranjou-se rapidamente, escreveu um bilhete simples que colou em cima do telemóvel do namorado, pegou na mala e saiu. Dizia apenas para que lhe ligasse quando acordasse e que não se preocupasse pois ela tinha só saído para se certificar que tudo estava dentro dos conformes. Depois de algumas horas a visitar os sítios apropriados, Natasha ouviu o seu telemóvel tocar e atendeu sem ver o remetente, pois na sua mente só poderia ser o namorado. - Sim? - Questionou num tom baixo e algo ofegante, aguardando por uma resposta do outro lado.

 

- Onde é que tu estás? - Questionou Bill num tom ensonado mas visivelmente preocupado com ela. Ela estava ofegante porquê? - O que é que tu andas a fazer Natasha? Onde é que estás? - Voltou a perguntar, sentando-se na cama.

 

- Estou no restaurante, amor. - Respondeu lenta e calmamente, sentando-se depois numa cadeira que uma rapariga lhe trouxe. - Pode trazer-me um copo de água também? Obrigada. - Falou à rapariga, esquecendo-se até que estava com o namorado ao telemóvel. - Ah... Eu já não demoro muito amor, daqui a pouco volto ao hotel, sim? Dormiste bem?

 

- Não voltas a sair sem mim ouviste? - Elevou o tom de voz, visivelmente chateado com o que se estava a aperceber. - Queres sentir-te mal, caíres redonda no chão, perderes o nosso filho? - Atirou chateado, erguendo-se da cama e começando a vestir-se de forma apressada e bem percetível para quem ouvia.

 

- Bill, por favor... - Natasha quase murmurou, fechando os olhos por instantes. - O estúpido do chefe começou a falar-me mal. - Resmungou, abanando os papéis que tinha na mão. - E está muito calor lá fora e aqui dentro está abafado, a culpa não é minha. - Respondeu, já com uma voz de quem estava à beira de um ataque de choro.

 

- Natasha, não se volta a repetir. Estão quase 34º lá fora! - Relembrou, agarrando no cartão do quarto e saindo porta fora. - Onde estás para eu ir ter contigo? - Procurou saber, entrando no elevador e clicando no botão do piso térreo.

 

A loira deu o nome do restaurante ao namorado, assim como a morada, bebendo depois a água fresca que a empregada lhe trouxe. - Não fiques chateado comigo, por favor. - Pediu por fim, levando a mão livre à sua barriguinha.

 

- Eu não estou chateado, estou aborrecido porque eu estou longe de ti e tu estás a exceder-te. Senão te sabes controlar eu vou-te meter de cama, não sais de lá! - Ameaçou, entrando no primeiro táxi e dando a morada ao condutor. - Estou a ir para aí, come melancia, rápido. - Ordenou.

 

- Fogo, amor... - Resmungou, ouvindo-se depois a loira a fungar. - Eu sei controlar-me mas não posso controlar o clima nem as pessoas incompetentes. - Explicou com calma, respirando calmamente. Pediu melancia à rapariga, abanando-lhe a cabeça quando perguntou se era preciso levá-la de volta. - O meu namorado já aí vem, obrigado na mesma. - Respirou fundo, ouvindo depois Bill a suspirar. - A moça foi buscar, já como. - Quase sussurrou.

 

- Tu tomaste o pequeno-almoço? - Procurou saber, olhando para o seu relógio de pulso e constatando que era quase hora de almoço.

 

- Sim, comi um croissant misto e bebi sumo de laranja. - Informou logo de seguida, passando a mão pela testa suada. - Já vens a caminho, não é amor? Tenho de desligar. - Acabou por dizer, suspirando no final. Tinha atirado os foguetes demasiado cedo. Não tinha vomitado depois de se levantar, mas estava agora a começar a sentir-se mal disposta.

 

- Ok. - Apenas disse, desligando a chamada e passando uma mão pela testa. Odiava quando as coisas fugiam do controle dele e ainda para mais quando em qualquer parte do mundo, Natasha podia ser raptada, morta ou qualquer outra situação macabra.

 

Natasha acabou por ir até às casa de banho, onde se deixou ficar bastante tempo. A empregada chegou a ir ter com ela uma vez, mas nada pôde fazer. Quando viu um rapaz loiro e alto ali perdido e aflito, aproximou-se dele. - Desculpe... Posso ajudá-lo? Está à procura da rapariga loira, grávida?

 

- Pois à sua procura não é de certeza. - Constatou num tom irónico e sorriu-lhe de forma forçada, aguardando que a morena lhe dissesse onde estava Natasha. Assim que a rapariga lhe disse onde estava a sua namorada, Bill seguiu até às casas-de-banho, olhando para a loira. - Natasha!

 

A loira estava naquele momento a vomitar tudo o que tinha e não tinha no estômago de uma forma algo violenta. Estava a acabar quando ouviu o namorado e depois de limpar a sua boca ao papel, puxou o autoclismo e levantou-se com calma. Estava a suar e estava mais pálida que nunca, mas não se sentia assim tão mal. Uma vez que já tinha vomitado, até já se começava a sentir melhor. - Já está a passar, estava só mal disposta e já passou. - Informou o namorado, indo depois passar a cara por água.

 

- Já está a passar? Tu tens noção da maneira violenta como andas a vomitar? Isso já não são meros enjoos... - Avisou-a, agarrando no seu iPhone e procurando o número de algum colega seu de profissão. Bill não ia ser o médico da sua própria mulher!

 

- O que é que tu estás a fazer? Amor, a sério, foi só a má disposição, já me sinto melhor! Só preciso de voltar ao hotel e pronto. - Tentou convencê-lo, encostando-se a ele.

 

- Estou a ligar para um colega meu, porque eu não vou ser teu médico. - Avisou, enviando uma sms ao seu colega. - Se alguma coisa te acontece não me mato a mim mesmo, mato outro alguém. - Acrescentou num tom meio irritado.

 

- Amor, já te disse que estou bem. São só os enjoos e essas coisas. - Repetiu-se, acariciando-lhe as costas. - Só preciso de beber e comer mais alguma coisa e depois já podemos voltar. - Informou, encarando-o. - Estamos bem amor. Mesmo.

 

- Não me digas que está tudo bem, estás a descuidar-te! - Acusou enquanto a olhava. - É a minha filha e tu nem estás a ser capaz de tomar conta de ti, quanto mais dela. - Apontou-a de lágrimas nos olhos. - Eu não vou ficar a assistir a isto, estou exausto... - Murmurou.

 

Natasha ficou com os olhos inundados em lágrimas ao ouvir aquilo. - Eu tenho passado os últimos tempos a tratar de tudo e mais alguma coisa. Isto do casamento exigiu muito de mim mas eu não tive escolha, não queria desapontá-los, não queria desapontar a Agnes! - Choramingou, apontando-lhe o dedo. - Eu já sei que sou uma péssima mãe, não precisas de me esfregar mais isso na cara. - Murmurou, limpando as lágrimas depois.

 

- Não aceitavas uma coisa que não podias cumprir. A minha filha aqui, vem primeiro do que tudo, entendes? - Deixou-se chorar. - Importa-te saber como eu estou? Como eu me sinto? - Olhou-a nos olhos. - Eu estou uma merda porque tentei proteger alguém que nem em mim confiou. Esse alguém que foi a única mulher do qual amei profundamente ao ponto de a querer defender com a minha própria vida. - Atirou magoado. - Estou exausto. Sinto que fiz por ti mais do que aquilo que tu algum dia fizeste por mim. Tens aí dentro a prova do meu amor, sabes o que eu tenho teu...? - Riu-se irónico.

 

- Desculpa?! Quem é que me recomendou ao teu irmão para isto do casamento? Foste tu! E vais-me dizer agora que eu não me importo contigo, também? Isso é mentira! Mesmo exausta eu faço sempre de tudo lá em casa! Eu estou sempre preocupada contigo, ligo-te várias vezes durante o dia e faço de tudo para que te sintas bem. Tu estás a ser injusto agora! - Discutia ainda a apontar-lhe o dedo, abanando a cabeça. - Parece que tu já nem... - Tash calou-se de repente e levou as mãos à barriga, contorcendo-se.

 

- Pois porque eu sou aquele que nunca cuidou de ti, nem nunca fez nada por ti... - Murmurou enquanto tentava controlar ao máximo o seu choro. - Para mim chega... - Soluçou, saído daquela casa de banho sem sequer olhar para trás.

 

Natasha ficou ainda mais chateada quando o viu virar as costas. Ele tinha acabado de a ver agarrada à barriga a contorcer-se com dores e não fez nada! A chorar e em pânico, a loira saiu dali e olhou as pessoas que ali trabalhavam. - Chamem uma ambulância, por favor! - Implorou, acabando por desmaiar pouco depois.

 

Bill seguiu o seu caminho, fazendo algo que nunca na vida, como médico e ser humano, imaginaria fazer a uma pessoa. Sempre fora educado a ajudar qualquer pessoa que visse em sofrimento e com a sua profissão isso intensificara-se cada vez mais. Contudo Bill estava exausto! A sua dor interior consumia-o de uma maneira que ninguém imaginava. Estava desfeito em vários sentidos, sentia que o que fizera por aquela mulher nunca fora valorizado, em momento algum. Mesmo traído Bill manteve-a protegida, cuidou dela como se nada tivesse acontecido e nunca permitiu desde a descoberta da gravidez que ninguém lhe fizesse mal. A questão agora, era que o Bill não era nem nunca será eterno.

 

Natasha fora levada para o hospital mais próximo com a maior das urgências, onde fora tratada com o maior dos cuidados. Mesmo depois de acordar, a loira não falava com ninguém. Apenas abanava a cabeça, positiva ou negativamente, conforme a necessidade. Depois de quase três horas ali sozinha, o seu telemóvel tocou. Devagar, Natasha agarrou no mesmo, atendendo depois de ver quem era. - Estou? - Respondeu num tom calmo, depois de tanto tempo sem falar.

 

- Olá princesa, estás boa? - Agnes fez-se ouvir do outro lado da linha, num tom animado e bem-disposto.

 

A loira suspirou ao ouvir aquela pergunta e afastou o telemóvel por instantes. Não valia a pena mentir. Estava agora ali internada, sozinha, e se calhar nem ia conseguir ir ao casamento dela, do qual ela ainda não devia ter conhecimento sequer. - Não... - Acabou por responder, passando a mão livre pela barriga. - Estou internada no hospital.

 

- No hospital? Mas está tudo bem contigo e com o bebé? - Questionou alarmara, olhando para Tom que rapidamente se focou na conversa. - O que aconteceu? - Questionou.

 

- Estamos bem, dentro dos possíveis... - Apenas disse, respirando fundo depois. - Eu e o Bill discutimos. - Contou rapidamente, desviando o assunto. - O Tom está aí?

 

- Sim, ele está aqui ao meu lado. - Contou meio confusa com o que ela contara. - Queres falar com ele? - Procurou saber.

 

- Sim, por favor. Se não te importares... - Falou já num tom cansado e bastante triste, esperando uma resposta.

 

- Claro que sim, eu vou passar. - Disse de imediato, entregando o telemóvel a Tom.

 

- Sim? - Falou Tom, endireitando-se na cama assim que ouviu a respiração da loira. - O que se passou?

 

Natasha contou tudo o que acontecera, incluindo todos os pormenores da discussão. - Tu sabes que não é bem assim. Eu nunca o traí e o que fiz foi para o proteger. Ele tem estado sempre na clínica ultimamente e eu tenho vivido duas vidas. É verdade que se calhar esforcei-me um pouco mais do que devia nesta última semana mas sempre que me sentia cansada ou que era demais, eu parava e descansava. Ele acusa-me de não cuidar da nossa filha, mas foi ele quem me virou as costas quando eu estava com dores. Provavelmente até sabe que desmaiei, mas mesmo assim continuou o caminho dele. Fui eu que pedi para me chamarem a ambulância e depois desmaiei. Agora estou no hospital, sozinha. - Respirou fundo, já bastante cansada. - Bem... Eu só queria dizer que já está tudo pronto. Espero que corra tudo bem, que tenham um dia muito feliz. Eu não sei se ele vai ou não, espero que sim. Eu não tenho a certeza porque não sei quando vou sair daqui. - Explicou lentamente, respirando fundo logo de seguida. - Toma bem conta da minha Agnes.

 

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publicado às 15:00
editado por Daniela C. a 22/8/17 às 01:29


1 comentário

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De twilight_pr a 15.11.2017 às 22:54

Juro que não pensei que o Bill se fosse embora naquele momento, juro mesmo. Por muito que ele estivesse naquele mood O.O mas socorro, espero que ela esteja bem e que fique melhor rapidamente. Estou preocupada com ela.
Continuando, gosto da forma como imaginei o Bill a olhar para ela enquanto estava a dormir no carro esperando um bocado antes mesmo de a acordar para irem comer :)


Beijinhos meninas <3

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No Control

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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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