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No Control || 16

por ivy hurst, em 22.11.17

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- Isto não vai seguir para a frente sem ti. - Avisou convicto. - Vocês os dois fazem parte das nossas vidas, aliás sabes perfeitamente o que iam ser. E eu sei que custa ter ouvido aquilo do meu irmão mas ele não anda a passar uma fase boa, tenta compreender que foi um estrondo na cabeça dele. Ele dedica-se à clínica porque sente que é a única coisa que tem na vida que realmente lhe vai dar orgulho ou que as pessoas se sintam orgulhosas dele...acho que temos que ser um pouco mais compreensivos e eu percebo-o porque sei o que ele fez por ti sem tu sequer imaginares... - Suspirou.

 

- Tom, achas que eu já não sei tudo isso? Eu compreendo, mas quem me compreende a mim? Ninguém. Enfim, esquece, esquece. - Pediu já num tom demasiado baixo, suspirando depois. - Adeus, Tom.

 

- Ninguém disse que não via o teu lado, mas ninguém vê o dele também. - Argumentou calmo. - Para o fim do dia estamos aí ok? Depois vamos ter contigo... - Informou.

 

- Não é preciso. Vai ter com ele. - Apenas disse, desligando a chamada logo de seguida. Natasha desligou depois o seu telemóvel, olhando apenas para as paredes. Sentia-se exausta, perdida e sozinha, por isso deixou-se adormecer.

 

Tom olhou Agnes sem saber bem o que dizer. - Será que estes dois nunca se vão entender...?! - Suspirou em jeito de comentário.

 

- Nem sei, mas é horrível eles estarem sempre a discutir. Ela está grávida, o teu irmão aparentemente feliz e vidrado na criança e agora olha... - Encolheu os ombros, passando as mãos pela cara.

 

O moreno respirou fundo e ajeitou o cabelo. - Que grande merda esta... - Resmungou, abraçando depois a noiva. - Eu compreendo o meu irmão, eu estive sempre com ele este tempo todo e é por isso que me faz tanta confusão o que ele fez agora. Quero dizer... Ele ama a filha acima de tudo e agora virou-lhe as costas? Ela podia ter morrido. - Suspirou, beijando depois a testa de Agnes. - Tens a certeza que queres ir já? Entretanto, quero dizer.

 

- Já viste que ela anda sempre a vomitar? Sempre com tonturas e responde-lhe sempre que está tudo bem? O teu irmão é quem a está a seguir e talvez esteja a sentir que algo não está bem. Ela para estar internada é porque algo se passou Tom. Uma coisa é enjoos no primeiro trimestre agora vomitar com a violência que ela vomita... - Negou com a cabeça, não percebendo bem o porquê de ela estar assim. - Se alguma coisa acontece ao bebé, o teu irmão mata-se...

 

- Acho que se matam os dois... - Suspirou, abanando a cabeça. - Não quero parecer mau, mas acho que a Tash também precisa de acompanhamento psicológico. Ela não parece bem. Tu conhece-la melhor que eu... Ela detesta dizer adeus, mas disse-mo antes de desligar. Se calhar estou a fazer filmes. - Encolheu os ombros, soltando um pequeno suspiro quando ouviu o seu telemóvel a tocar. - É o Jace. - Avisou, atendendo ali mesmo ao pé de Agnes.

 

- Hey, Tom, desculpa lá incomodar. Eu liguei ao Bill mas ele não atende, a Natasha tem o telemóvel desligado, não consigo contactá-los.  Eu estou agora a sair de casa mas recebi más notícias... Normalmente falaria com o Bill primeiro, mas pronto já sabes. - Jace respirou fundo e parou de enrolar, passando ao assunto. - O Gilles desapareceu. Os homens que tínhamos escondidos na ilha foram mortos e ele mais os outros traidores desapareceram. Não sabemos onde estão, mas já estão à procura deles, ok?

 

- O meu irmão deve andar atrás dele...daí ele ter feito o que fez... - Respondeu Tom a assimilar tudo na sua mente. - Consegues ir para o Hawai agora? Leva reforços, a equipa de intervenção rápida. É para matar Jace, ouviste? E descubram o meu irmão por favor, antes que ele vá preso por uma estupidez... - Pediu enquanto se erguia da cama. - Eu ao final do dia já estou no Hawai. - Acrescentou.

 

- Consigo, claro.  A Natasha está com ele? Se não, sabes onde está? Já sabemos que o alvo daquele homem é a mulher do teu irmão, não podemos deixá-lo chegar a ela primeiro. - Jace falava de uma forma profissional e calma, como se estivesse já a traçar planos na sua mente.

 

- O Bill deve ter essa parte controlada. Ela sentiu-se mal e está no hospital, ele deve ter tudo debaixo de olho! Isso assusta-me porque se o Gilles tenta entrar no hospital, o meu irmão mata-o, é deportado e preso na Alemanha...ele tem uma filha para criar. - Relembrou num revirar de olhos.

 

- Merda. - Resmungou logo de seguida. - Estou já a caminho, vou pedir os reforços e seguir até lá. Vou-te dando as novidades. - Apenas disse, desligando logo a chamada.

 

- Só faltava mesmo acontecer uma coisa destas... - Agnes suspirou, passando uma mão pela testa e outra pela sua barriga redondinha. - Vais a algum lado? Acho que vou dormir, já sei que me espera uma longa noite pela frente...

 

- Achas? Claro que não, vou ficar aqui contigo. Não vou sair para nada, não posso ajudar muito por cá. O Jace já está a tratar disso, deve ir já para o Hawaii... - Tom ajoelhou-se ao lado da cama, beijando a barriga da futura mulher. - Descansa, sim? Eu vou para o escritório.

 

- Dá-me só mais uns beijinhos na barriga, ele está a mexer-se bastante. - Pedinchou com um beiço adorável, notando-se bastante bem na barriga dela os movimentos do pequeno Wolf dentro da barriga. - Foste a melhor coisa que me aconteceu na vida... - Sorriu-lhe abertamente.

 

Tom sorriu carinhosamente e beijou aquela bonita barriga dezenas de vezes. - Agora descansa, sim? Quero-vos descansadinhos e relaxados. - Avisou, beijando depois os doces lábios de Agnes. - Amo-te. Amo-vos. - Murmurou, deixando-a depois sossegada. Ficou pelo escritório, tentando obter sempre mais informações. Ligou imensas vezes para Bill, mas o mesmo nunca atendeu.

 

 

 

Já Natasha​, que ainda permanecia no hospital, acordou depois de quase seis horas a dormir. Já era tarde e sentia-se péssima por continuar sozinha. Suspirou ao ver enfermeiras a entrar, mas não disse nada. Nem mesmo quando elas lhe disseram que a iam levar para fazer mais uma ecografia. Deixou-se ser ajudada, uma vez que não podia fazer esforços, e respirou fundo quando já estava na cadeira de rodas. Sentia-se aluada e ensonada e tinha alturas em que abria os olhos e nem sabia bem onde estava. - Onde estamos? - Perguntou baixinho, percebendo que naquela divisão mais escura havia várias pessoas, mas nem conseguiu ver quem era.

 

- O Gilles anda por aqui. Vais ficar nesta sala quieta, com estes dois enfermeiros! - Segredou Bill, agarrando-lhe na face com uma mão, enquanto a outra carregava uma arma, maior do que o normal. - Agora volta a descansar, tenta dormir... - Pediu num tom calmo e baixo, pedindo a um dos homens que a deitasse na cama com cuidado.

 

O loiro mal tinha começado a falar e Natasha já tinha percebido que era ele. - Bill?! - A rapariga levou as mãos até à mão do namorado, abanando a cabeça quando ouviu bem o que disse. - Não, não, não… Não me deixes, por favor. - Choramingou com grande aflição, agarrando a mão dele com força. - A menina precisa do pai… Bill, por favor. - Implorou, choramingando baixinho. - Não te quero perder.

 

- Vai correr tudo bem, tens que ficar aqui quieta e sem grandes barulhos. - Relembrou enquanto a seguia até à cama. - Oiças o que ouvires, não sais daqui. - Apontou o dedo, olhando para a porta de relance. - Vou ter que ir...

 

Apesar de estar chorosa e já ofegante devido a tudo aquilo, Natasha acabou por assentir apenas, sem saber bem se ele realmente a conseguia ver ou não. - Por favor, tem cuidado. Eu amo-te. - Sussurrou apenas, sentindo-se já sem forças para mais. Deixou-se apenas estar na cama, sem se mexer.

 

Pelo hospital andavam dois homens à procura da loira, a mando de Gilles. Eram antigos membros da equipa dos gémeos, que os trairam e estavam agora com o Inglês. Quando conseguiram finalmente entrar no quarto onde Natasha estava há instantes atrás, a confusão instalou-se na cabeça dos capangas quando não a viram. Alguns homens da equipa de intervenção rápida estavam já por lá e encurralaram-nos de imediato. Jace entrou assim que chegou ao local e assustou-se quando, a meio do interrogatório, alguém entrou. - Porra, Bill! - Resmungou ao vê-lo armado, respirando fundo depois. - Ele não está aqui. - Informou, apontando os outros dois. - Estou a tentar que estes trastes se chibem.

 

- Onde é que ele está? - Questionou o loiro, agarrando numa seringa que ali tinha e apontando-a a escassos milímetros do olho de um deles. - Fala! - Gritou chateado, vendo o outro tremer por completo ao sentir a agulha tão perto.

 

- Não lhe digas! - Resmungou o outro, mostrando um ar autoritário. Tinha ar de quem era capaz de morrer para guardar aquela informação. - Tu nunca o vais encontrar. Por muito que o procures, nunca vais conseguir. Podes até acorrentá-lo, mas ele vai conseguir sempre fugir. Ele está sempre um passo à tua frente e quando menos esperares... - Ele sorriu, encolhendo os ombros. - Deixaste a amada sozinha outra vez? Cuidado...

 

- Tu pensas que ele anda um passo à minha frente? Vai sonhando com isso meu caro. Não chegaste a saber metade daquilo que eu sou capaz. - Avisou, espetando-lhe a seringa no olho e depositando o que quer que fosse que estivesse nela, para o olho do rapaz. - Fala, onde é que ele está? - Voltou-se para o outro.

 

O rapaz gemeu e gritou com dores, fechando os olhos assim que pôde. Já o outro, abanou a cabeça e respirou fundo. - Eu não te vou dizer onde é que ele está, Bill. Ele tanto está aqui como não está, vai assombrar-te para o resto da tua vida. - Sorriu como um verdadeiro psicopata. - Por mim podes espetar-me nos olhos o que quiseres, não te vamos dizer nada.

 

- Inúteis. - Bill revirou os olhos num suspiro cansado e espetou dois tiros, um em cada um deles. - Espalhem-se, encontrem-no. - Ordenou à equipa, saindo de arma na mão.

 

Jace respirou fundo e agarrou o braço do amigo. - Bill, não. Nós vamos procurá-lo e tu vais ficar ao pé da Natasha. É lá que tu deves estar, não? - Questionou calmamente, encarando-o.

 

- Eu vou matá-lo. - Afirmou convicto, olhando o amigo com uma enorme fúria no olhar, misturado com uma autêntica loucura pela morte de Gilles. Jace nunca tinha visto Bill assim, nem mesmo com os seus piores inimigos até aparecer Gilles.

 

Jace continuou a agarrar no braço dele, com alguma força para impedir o amigo de se afastar. - Bill, calma. A sério, pensa. Pensa na tua filha ao menos. Tens noção de que podes ir preso? Já pensaste nisso?

 

- Eu vou preso, eu vou pagar a fiança e vou viver a minha vida tranquilo depois de o matar. - Assegurou, soltando-se de Jace para caminhar em direção ao quarto onde estava Natasha. Viu a porta aberta, o que de todo não lhe cheirava bem e deduzia que Gilles já tivesse chegado à loira.

 

Por estar adormecida, Natasha não tinha dado por nada. Gilles tinha sido cuidadoso, matando os que estavam naquela divisão de forma rápida e silenciosa. Todos menos Natasha, que despertou assim que sentiu alguém a pegar nela ao colo. - Bill? - Murmurou, mas quando abriu os olhos e a luz se acendeu, ela entrou em pânico. Apesar de não ter conseguido falar, ela tentava de tudo para que ele a soltasse, agarrando-se também à cama para ele não conseguir tirá-la de lá.

 

- Está quieta, é melhor para ti! - Rosnou o loiro, agarrando nela com força para a tirar da cama.

 

- Larga-a! - Gritou Bill, disparando um tiro mesmo no meio da cabeça de Gilles que caiu sobre Natasha. - Filho da puta. - Rosnou, agarrando nele e mandando-o para o chão, juntamente com a sua arma.

 

Tash congelou quando Gilles caiu em cima dela e viu todo aquele sangue. Estava num grande estado de choque, toda ela tremia, os seus olhos estavam brilhantes e ela olhou Bill de imediato, sem conseguir dizer nada. Levou as mãos à barriga e olhou-a por instantes, assustando-se mais ainda quando viu outros homens, desconhecidos, a entrar ali.

 

- Mãos no ar, contra a parede. - Gritou um dos policias enquanto apontava uma arma a Bill que de imediato fez o que o homem lhe pediu sem sequer abrir a boca. Esperava por aquilo, por isso mesmo não ia mostrar resistência.

 

Só aquilo é que fez Natasha reagir. - Não! - Gritou quando saiu da cama, tentando aproximar-se deles. Nem reparou em Jace nem imaginava como ele conseguiu evitar a polícia entrar ali, pois só reparou nele quando a tentou agarrar. - Não, por favor, não! - Guinchou desesperada, chorando ao ver Bill a ser algemado e levado dali para fora. Jace agarrou nela precisamente na altura em que a loira perdeu a força nas pernas e apenas se deixou chorar e gritar desalmadamente.

 

- Vai ficar tudo bem, calma... - Tentou tranquilizar, acariciando os cabelos da loira enquanto a agarrava com cuidado. - Ele sabe cuidar-se...acabou o pesadelo Natasha, acredita. - Suspirou de forma lenta.

 

- Mas ele vai preso, Jace! Como queres que tenha calma? - Quase gritou, pousando as mãos na sua barriga, ao sentir o resto das forças escaparem-lhe do corpo, deixando Jace a suportar todo o seu peso. - Temos de o tirar de lá... - Murmurou, já num tom baixo e de forma arrastada. - Por favor... - Pedinchou, deixando-se chorar.

 

- Ele vai preso e tu vais ter que aguentar. Vais ter que ser forte não por ele mas pela vossa filha... - Relembrou enquanto a pousava na cama. - Ele tem dinheiro suficiente para pagar a fiança, só temos que aguardar por essa fase e não creio que seja deportado, uma vez que agiu em tua defesa. - Comentou. - Vais ser forte ok?

 

Natasha assentiu ao rapaz lentamente, fechando os olhos quando viu o médico com os enfermeiros. Voltou a remeter-se ao silêncio, deixando que a levassem de volta para o quarto. Despiram-na e lavaram-na para não continuar suja e quando ela já estava mais confortável voltaram a examiná-la. As respostas nunca eram dadas verbalmente, Tash apenas abanava a cabeça e raramente encarava as pessoas. Depois de lhe ser dada a medicação, não demorou muito até ela cair novamente num sono profundo. Quando acordou já não estava sozinha naquele quarto, tinha uma acompanhante ao seu lado. Com calma, Natasha girou o rosto até conseguir olhar bem para a amiga e nada disse.

 

- Como te sentes...? - Questionou com calma, acariciando-lhe a mão que agarrava já há algum tempo.

 

- Não sei explicar... - Começou por dizer, suspirando discretamente. - Sinto-me sozinha. Sinto-me extremamente triste, assustada... Não me sinto bem, de todo. - Murmurou, tentando não voltar a chorar.

 

- Vais ver que tudo corre bem. Vamos cá ficar uns dias ok? Para relaxares... - Sorriu com carinho. - Tens que ser forte pelo teu bebé.

 

- Eu sei... Mas eu estou tão preocupada. - Confessou, deixando que as suas lágrimas lhe caíssem pelo rosto abaixo. - Eu vi-os a algemarem-no. Vi-os a levarem-no como se ele fosse um criminoso e tudo o que ele fez foi proteger-me. - Murmurou, limpando as lágrimas à pressa. - Eu tenho a minha cabeça nem sei como, sinto que vou cair para o lado a toda a hora... Mas eu preciso de ter forças para tomar conta da minha menina. Se não fosse por ela...

 

- Ele vai ser presente a tribunal hoje. Já está em Los Angeles e o Tom está com ele. Vamos ficar aqui as duas ok? - Beijou-lhe a mão. - A tratar das nossas crias. - Sorriu.

 

- Já? Tenho tanto medo, Agnes... - Sussurrou, encarando-a depois. - Ficas comigo, por favor? Não quero ficar sozinha... - Pedinchou, apertando-lhe a mão com alguma força.

 

- Vamos estar aqui sozinhas, só nós, Sol e muitas coisas de gajas. - Riu divertida, erguendo-se da cadeira com cuidado. - Estou pesada já. - Espantou-se.

 

- Estás linda como sempre. - Afirmou, tentando sorrir. Mas naquele momento, aquilo parecia uma tarefa muito difícil para a loira. Ela que era uma rapariga tão cheia de vida, parecia agora um poço de tristeza. Parecia perdida e não tinha nada a ver com a Natasha que todos conheciam. - Posso tocar?

 

- Claro, o Wolf adora dedos aqui a passear. - Riu, levantando a camisola e aproximando-se mais dela. - Bebé da mãe, olha a madrinha. - Falou para a barriga.

 

Natasha levou a sua mão a acariciar a barriga da amiga com carinho. - Já estás a ficar crescidinho. Não tarda já te estamos a pegar ao colo. - Sussurrou num tom carinhoso, parando depois. - Agnes?

 

- Está mesmo, ando tão feliz por o ver crescer cada dia mais... - Sorriu, encarando a amiga por fim. - Diz princesa. - Pediu atenta.

 

- Compreendo... A minha ainda não está tão crescidinha, mas também anda a crescer aos poucos. - Contou calmamente, olhando a amiga com um ar sério. - Quanto tempo é que achas que ele vai ficar lá? Preso... - Nem queria acreditar que o namorado estava preso, até lhe custava dizer aquela palavra.

 

- Talvez uns dois meses... - Suspirou de forma pesada. - Ele deve ter de esperar ainda um mês para lhe darem a opção da fiança... - Comentou sincera, olhando a amiga com um certo receio da sua reação. - Ele pediu para seres forte e disse que eras a vida dele... - Contou com um leve sorriso.

 

- Ai meu deus... - Levou a mão à boca ao ouvir tal coisa, sentindo-se ainda pior ao receber aquela notícia. - Dois meses? Dois meses? Isto é se forem mesmo dois meses... - Sussurrou no fim, tapando a cara com as mãos. - Oh meu deus... E a última coisa que fizemos foi discutir...

 

- Não penses nisso agora, quando regressarmos a Los Angeles vais visitá-lo. - Disse com calma, tirando-lhe as mãos da cara. - Não penses tanto nisso, senão não vai ser fácil para mim ajudar-te. - Resmungou num tom fofo.

 

- Não consigo parar de pensar nisso, não consigo. Eu tenho a minha cabeça a mil, Agnes. Por muita merda que me deêm para eu dormir, a minha cabeça não descansa de maneira nenhuma. Não estou bem, não me sinto bem... Sinto que vou endoidecer e estou preocupada com o Bill e com a menina... - Choramingou, baixando o rosto.

 

- Ele sabe cuidar-se, não tenhas medo. - Suspirou, deitando-se ao lado dela com cuidado e acariciando-lhe a barriga. - Já sabem se é mesmo menina? - Procurou saber curiosa.

 

- E se lhe fazem mal? Se lhe batem ou sei lá... - Murmurou, aconchegando-se depois à amiga. - Sim... Ficámos a saber na clínica dele, ele estava tão contente... Vimos antes de viajar para cá. - Murmurou, passando a mão pela barriga. - O Bill tem razão, eu sou uma péssima mãe... Eu acho que ela não está bem. Os médicos dizem que sim, que está tudo bem mas eu acho que não me estão a contar a verdade. Ou isso ou estou a ficar paranoica. - Resmungou. - E acho que vou ter uma visita de um psiquiatra, foi o que entendi.

 

- Achas que lhe fazem mal? Ele além de estar cheio de pessoas conhecidas lá, vai ser tratado como um rei, aposto. - Comentou sincera, deixando-se ouvir a amiga. - Quanto à bebé, talvez esteja tudo bem com ela, mas a tua gravidez deve estar com algumas complicações... - Suspirou. - Ouvi o Bill falar de placenta prévia, ele não se calava contigo a caminho do aeroporto...

 

- Eu não sei… Há psicopatas lá de certeza, tenho tanto medo… - Repetiu-se, fechando os olhos com força. - Não sei o que isso é mas não me parece ser bom… De qualquer das formas vou ter de ficar no hospital no mínimo até amanhã e já me falaram em repouso absoluto por duas semanas. Bem, não me falaram mesmo a mim, eu só ouvi porque estava no limbo, meio adormecida e meio acordada. - Explicou rapidamente, suspirando de forma pesada. - Duvido que me deêm permissão para andar de avião, talvez só depois dessas semanas se eu realmente estiver bem. Eu não tenho falado com nenhum médico nem enfermeiros nem nada. Aliás, só agora é que tenho estado a falar mais…

 

- Eu depois falo com o médico e a placenta prévia no início da gravidez não é grave, pior seria no final que ia levar-te a um parto prematuro. - Explicou com calma. - A questão é que tens que fazer esse tal repouso para ver se as coisas ficam bem e acredita que te vai saber muito bem estes dias aqui. - Sorriu abertamente.

 

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publicado às 15:00
editado por Daniela C. a 22/8/17 às 01:48



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No Control

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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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