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No Control || 18

por ivy hurst, em 06.12.17

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Natasha suspirou e continuou a mimar a sua amiga, tentando agora ser ela a animá-la. Entendia perfeitamente a sua preocupação e não desvalorizava a mesma. Naquele instante elas sabiam que tinham de se apoiar uma na outra enquanto não podiam regressar para casa, para perto dos seus futuros maridos. Depois dos últimos exames feitos, Natasha foi para a casa da amiga no Hawaii, onde lá passou duas semanas em repouso absoluto. Assim que obteve permissão para voar, Tash voltou com Agnes para Los Angeles. A loira nunca chegou a ter permissão para ir visitar Bill, e as saudades apertavam cada vez mais. Só o viu em tribunal, quando foi testemunhar e contar toda a verdade. Estava a fazê-lo contra a vontade dele, mas ambos sabiam que era para o seu bem. Ela sabia que depois daquilo o seu namorado podia sair a qualquer altura, mas ninguém a informava de nada, nem mesmo Agnes.

 

Já se tinham passado dois meses e meio desde que Bill fora preso. Natasha estava agora grávida de seis meses e a sua barriga já era bem grande e redondinha. Como tudo estava a correr bem, Natasha já estava há quase um mês sozinha em casa. Cuidava-se, alimentava-se bem e fazia de tudo para continuarem as duas saudáveis. Estava naquele momento nua na sua cama, abraçada à almofada de Bill, dormindo pacificamente.

 

Bill entrou no quarto de forma bastante sorrateira, sorrindo ao ver a sua namorada deitada na cama com toda a sua beleza natural. Aquela imagem fazia-o ganhar os meses que tinha perdido dela e nada o deixava mais feliz do que ver a sua pequena a crescer cada vez mais. Com cautela, aproximou-se da cama e agarrou num dos pés de Tash, beijando-o com carinho, de olhos fechados e um sorriso aberto.

 

Tash acordou assim que sentiu alguém a agarrar-lhe o pé. Só havia uma pessoa no mundo que lhe fazia tal coisa. - Bill? - Perguntou baixinho, arregalando os olhos quando finalmente o viu. - Oh meu Deus! Estás aqui! Estás mesmo aqui! - Guinchou, mais feliz que nunca, sorrindo abertamente enquanto ele voltava a beijar-lhe o pé.

 

- Parece que sou mesmo eu, com o cabelo maior e a barba quase como a do meu irmão. Sexy hm... - Riu, puxando-a pelo pé, mais para a ponta da cama, mas sempre com cuidado. - Essa barriga, estás tão perfeita, meu deus. - Guinchou completamente em êxtase, beijando-a de imediato.

 

- Tu ficas sexy de todas as maneiras. - Guinchou, rindo-se assim que ele lhe puxou o pé. Levou as mãos a abraçarem o namorado, acariciando o corpo dele enquanto o beijava. - Tive tantas saudades tuas, amor. Tivemos as duas. - Murmurou, levando as mãos ao rosto dele. - Tu estás bem? Fizeram-te mal lá dentro? - Questionou preocupada, observando-o com atenção à procura de ferimentos.

 

- Não, correu tudo bem. Deu para gozar com alguns antigos companheiros que me queriam dentro, mas eu saí e eles vão ficar lá a apodrecer. - Riu-se divertido, beijando o maxilar da loira enquanto a cheirava e lhe passava uma mão pela barriga. - Vês como consegues cuidar de ti sozinha? - Olhou-a nos olhos. - Era isto que eu queria, que tu soubesses cuidar de ti e da nossa bebé, mesmo eu estando longe. - Sorriu abertamente.

 

- Mas eu não quero que tu fiques longe de nós. - Resmungou com um beiço fofo. - Tenho saudades tuas, tantas, tantas! Agora não te vou deixar voltar a sair de casa! - Apontou-lhe o dedo na brincadeira, beijando-o depois de uma forma intensa e apaixonada. - Amo-te tanto, Bill. - Sussurrou, sorrindo ao sentir a bebé a mexer-se. - Acho que ela já acordou e percebeu que estás cá.

 

- Vai violar-me ela. - Comentou num tom divertido, ajoelhando-se depois no chão para ficar ao nível da barriga de Natasha. - Oh minha coisa mais linda, o papá voltou. - Falou para a rapariga, na sua língua materna como adorava fazer desde cedo. Perdeu-se ali uma eternidade, entre carícias e segredos que só Bill e a sua pequena iriam entender.

 

- Vou sim senhora! - Gargalhou, sorrindo imenso ao vê-lo a mimar a sua filha. Natasha não entendia nada do que o loiro estava a dizer, mas também não perguntou. Ela tanto acariciava a sua barriga como o namorado, completamente feliz por o ver tão bem. - Ainda não escolhemos um nome para a nossa menina... - Relembrou.

 

- Rosie... - Sorriu de forma meio parva, completamente feliz com o momento. - O que achas? - Procurou saber, olhando-a e erguendo-se para se sentar ao lado dela.

 

- Adoro, amor! - Sorriu docemente, sentando-se depois no colo dele, rindo com a cara que ele fez. - Sim, estou mais pesada... - Gargalhou, abraçando-o com carinho. - É tão bom ter-te de volta... - Sussurrou, beijando-lhe o pescoço. - Queres ir tomar uma banhoca? Eu faço-te a barba depois, se quiseres.

 

- Cortas-me o cabelo também? - Questionou, beijando-lhe o pescoço com cuidado e passando-lhe as mãos por todo o corpo. - Gosto de ti assim mais gorda. - Comentou.

 

- Corto amor, claro. Só tens de me dizer como queres que te corte e eu corto. - Murmurou, arrepiando-se com o toque dele. - Ai, não me toques assim que eu fico já toda doida. - Sussurrou-lhe, bastante sorridente. - Gostas mesmo?

 

- Amo, estás linda. - Sorriu orgulhoso, levantando-se com ela ao colo. - Dá-me assim um aparo com a máquina e depois eu vou ao meu cabeleireiro rapar de lado. - Explicou com calma, caminhando com ele para a casa de banho.

 

Ela sorriu ao ouvir o elogio, e guinchou assim que ele lhe pegou ao colo. - Espera, eu estou muito pesada! - Resmungou, rindo-se como uma miúda quando ele se levantou sem grandes problemas. - Estiveste a fazer muita ginástica lá na prisão, estou a ver. - Sorriu, aconchegando-se nos braços dele.

 

- Tinha todo o tempo do mundo. Fiz ginásio, tratei dos meus negócios, fiz muita coisa! - Garantiu, abrindo a torneira da banheira com uma mão e pousando-a na bancada dos lavatórios. - E tu, conta-me o que tens feito mesmo que eu saiba. - Pediu com um sorriso feliz.

 

- Pois, que fizeste ginásio já notei, logo quando olhei para ti! - Sorriu, mordiscando o seu lábio. - Pois, eu cá não podia saber nada nem visitar-te, mas tu sabes todos os passos que dei! - Resmungou, suspirando de seguida. - Não fiz muito... Quero dizer... - Ela riu-se, abanando a cabeça. - Fiz algumas compras, porque a barriga começou a crescer cada vez mais e eu não cabia em nada. Fui a consultas, fiz caminhadas com a Agnes... Essas coisas todas que tu já sabes. - Encolheu os ombros. - Eu tenho as fotografias da nossa Rosie, das ecografias. Tens de ver! - Natasha passou as mãos pela barriga redonda, apreciando o namorado que se despia. - Isso, continua a despir-te que eu estou a gostar do espetáculo!

 

- Eu vou ver a minha filha daqui a bocado, em 4D. - Riu-se enquanto se despia. - E foste ao ginásio. - Sorriu matreiro, puxando-a para ele e beijando-lhe o peito com calma. - Eu podia falar contigo, mas estava a gostar tanto de ver a tua força de vontade que me deixei estar a ver as câmaras e por aí. - Comentou.

 

- Ah, pois, o meu namorado é chique e pode ver em 4D e tudo. Namorado não, marido! - Riu baixinho, suspirando quando ele lhe beijou o peito. - O quê?! Tens estado a ver-me nas câmaras? - Resmungou, levando uma das mãos ao cabelo dele, puxando-o com cuidado. - E eu aqui a morrer de saudades!

 

- Vi tudo, estava a toda a hora a ver-te. - Comentou bastante sorridente, pousando as mãos dele no traseiro dela com calma. - Vamos tomar banho? Hoje temos um longo dia pela frente meu amor, quero celebrar a minha liberdade! - Olhou o teto.

 

- Tudo?! Ah, seu desgraçado! - Resmungou na brincadeira, passeando as mãos pelos braços dele. Estavam mais musculados e ela não conseguia esconder o quanto aquilo lhe agradava. - Vamos, amor. Temos mesmo de celebrar! Parece que estiveste lá uma eternidade... - Murmurou, segurando o rosto dele e beijou-o calmamente. - Anda, vamos lá para a banheira. - Pedinchou, com um sorriso algo maroto.

 

- Anda, vamos fazer um amor gostoso com essa pança enorme. - Guinchou com um sorriso enorme, entrando na banheira e ajudando-a a entrar com toda a calma do mundo. - Estás linda sabias? Quero fotografar-te. - Avisou.

 

- Oh, sim! E eu bem que preciso que faças amor comigo, um amor muito gostoso mesmo. - Sorriu toda entusiasmada, entrando com cuidado. Com a barriga a crescer tanto, já começava a ter dificuldade em ver o chão que estava por baixo dela. Assim que estava a salvo dentro da banheira, olhou para Bill. - Está bem, fotografa-me à vontade mas depois do amor gostoso e do banho. - Pedinchou, fazendo-lhe um gesto com o dedo indicador para que se aproximasse.

 

Bill riu-se, deixando-se aproximar da rapariga e beijando-a então de forma intensa. - Tudo o que quiseres meu amor. - Concluiu com cuidado, passando-lhe as mãos grandes pelas costas. - Tiveste muitas saudades do meu amigo? - Questionou numa risada.

 

- Do teu amigão, queres tu dizer! - Corrigiu-o de imediato, beijando-o uma vez mais. - Tive. Tive imensas saudades do teu amigão. - Respondeu calmamente, mordiscando-lhe o lábio. - Isto não é mais um dos meus sonhos, pois não? Diz-me que não...

 

- Não, eu estou bem aqui. - Apalpou-se a ele próprio, passando as mãos pelo peito dela depois. - Estás a sentir? Eu estou aqui. - Brincou divertido, beijando-a mais uma vez com todo o fogo que tinha. Estava difícil controlar por muito mais tempo!

 

- Oh, sim... - Sussurrou bem sorridente, assentindo. - Estou a sentir e muito bem. - Respondeu calmamente, correspondendo ao beijo com o mesmo fogo. - Para de te conteres todo, homem. - Pedinchou baixinho, esperando já de olhos fechados.

 

- Não podia estar aqui a entrar à maluco. - Riu-se, puxando a loira para o seu colo com todo o cuidado. Não bastou muito até os dois se unirem e passarem o resto da manhã a matarem saudades daquela maneira tão intima e própria deles. - Vamos almoçar ao meu irmão, está lá a minha mãe. - Informou enquanto escolhia uma roupa para si.

 

Natasha estava muito concentrada a olhar para as suas roupas, e quando ouviu o que Bill disse até arregalou os olhos. - Quê?! A tua mãe está cá? Ai minha nossa senhora... - Ela pegou na roupa que tinha já nas mãos e voltou a arrumá-la, procurando por algo diferente. - Vamos contar-lhe agora? Quer dizer... Quando me vir vai ficar logo a saber, não engoli uma bola gigante... - Brincou, rindo.

 

- Claro, vamos contar-lhe hoje. - Riu-se divertido, começando a vestir-se com calma. - Leva esse vestido branco. Está calor e vais ficar linda com ele! - Apontou para um longo vestido branco que Natasha tinha pendurado numa zona do closet.

 

- Se eu ainda conseguir vesti-lo... - Resmungou num tom baixo, pegando então na peça de roupa que o namorado tinha escolhido. Voltou para perto dele, observando tanto a sua barba como o cabelo. - Ainda temos tempo para eu tratar de ti? - Questionou com calma.

 

- Sim, basta aparares o cabelo e a barba e de seguida vamos ao cabeleireiro. Ainda temos um tempo antes do almoço! - Olhou para as horas, ajudando a loira a vestir-se. - Porque não irias conseguir vestir esta coisa linda? - Questionou, ajeitando-lhe o vestido na zona da barriga.

 

- Está bem, eu meto-te já todo jeitoso! - Afirmou, calando-se no segundo a seguir. Tash levou uma das mãos a uma parte específica da barriga, e ficou extremamente quieta durante alguns segundos. Respirou fundo depois disso e encolheu os ombros normalmente. - Sei lá, já experimentei tanta coisa que já não me cabe... - Riu.

 

- Temos que ir comprar roupa não justa, à base de vestidos longos onde te sintas bem e que dê para mais meses. - Explicou com calma, puxando-a com ele até à casa de banho e tirando da gaveta uma tesoura e um pente. - Vamos a isso amor. - Estendeu-lhe as coisas.

 

Natasha começou então a cortar o cabelo do namorado com todo o cuidado para ficar o mais certinho possível. Como perfeccionista que é, nem ia deixar que ficasse de outra forma. Estando sempre bem juntinha a Bill, ela tinha sempre a sua barriga encostada ao corpo dele e ele podia sentir Rosie sempre que ela se mexia. - Eu não sei o que se passa hoje mas ela está muito irrequieta. - Riu, preparando-se para aparar a barba de Bill quando achou que o cabelo dele estava perfeito. - O que é que tu lhe disseste? - Acabou por perguntar, bastante curiosa. Natasha sabia algumas coisas em alemão, mas era muito pouco. Era raro ela conseguir entender tudo o que eles diziam.

 

- Estive a falar com a minha filha sobre coisas sérias. - Riu-se, acariciando a barriga dela com calma e sorrindo ao sentir cada pontapé de Rosie. - Ela está contente por me sentir aqui. - Explicou simplesmente, dando um beijo terno perto do umbigo.

 

- E eu não posso saber que coisas são essas?! - Questionou incrédula, abanando a cabeça. - Eu sei, amor, eu sei... Ela estava cheia de saudades do pai. - Começou por dizer, prestando depois atenção ao que estava a fazer. - Houve dias em que ela mal se mexia, até me assustava. Mas eu sei porquê, ela estava triste por ter saudades do pai... - Suspirou, mudando de posição. - Mas depois eu comecei a cantar para ela e voltou a mexer-se mais. Não foi minha pérola? - Perguntou num tom mimado, olhando para a barriga durante uns segundos. Tash manteve o seu sorriso fofo até terminar e depois de pousar tudo e ajeitar Bill, segurou-lhe o rosto com as duas mãos. - Obrigado, amor. Por tudo o que fizeste e fazes por mim. Por me teres dado o meu maior tesouro. O nosso tesourinho, a nossa Rosie.

 

- Não tens que agradecer, queria isto tanto quanto tu ou até mais. - Sorriu abertamente, beijando-lhe a barriga uma vez mais. - Vamos então amor da minha vida? Quero cortar melhor este cabelo, meter um penteado fashion. - Comentou num tom matreiro, estendendo-lhe a mão.

 

- Ainda mais fashion? Para teres as gajas todas a fazerem-te olhinhos? - Resmungou, dando-lhe a mão logo de seguida. - Vamos, meu herói. - Riu baixinho, seguindo com ele.

 

- Elas fazem de qualquer maneira, mas só tenho olhos para ti. - Constatou com cautela, descendo para a garagem com ela. - Que carro levo, deixa cá ver... - Abriu o chaveiro.

 

- Pois fazem, as porcas! - Abanou a cabeça, olhando para os veículos. - Ai homem, hoje é dia de festa por isso leva aquele que te apetecer! - Guinchou, batendo palminhas.

 

- Vamos no Bentley. - Agarrou na chave, abrindo a porta de acesso à garagem e seguidamente o portão. - Pumba anda. - Chamou, batendo na perna enquanto abria o carro.

 

Natasha sorriu e entrou no carro com calma, ajeitando-se no interior do mesmo. - Oh, esqueci-me de contar! - Começou por dizer, esperando que o namorado entrasse para continuar. - O Pumba anda super entusiasmado com a minha gravidez, está sempre ao pé de mim. Ele é tão fofinho... Sempre que eu deixo ele vem dar beijinhos na minha barriga!

 

- Imaginei que assim fosse, eles são super protetores. - Comentou ao ligar o carro, arrancando depois. - Mete lá o cinto de outra forma, não podes usar o cinto de forma normal. - Pediu, olhando para ela por momentos.

 

- Sim amor, eu sei! - Respondeu de imediato, colocando o cinto corretamente. - Está bom agora, já podemos ir. - Anunciou, pousando as mãos na barriga enquanto se deixava relaxar no banco do carro. - Tinha saudades de te ver conduzir. - Murmurou enquanto o observava. - Posso ficar no carro enquanto estiveres no cabeleireiro?

 

- Não, vais comigo como é óbvio. - Respondeu de imediato, fechando o portão da propriedade e arrancando depois. - Porque é que não queres ir? - Questionou de imediato.

 

- Por nada de especial. - Encolheu os ombros, olhando pela janela. Natasha retirou o telemóvel da sua mala e ficou a olhar para o mesmo durante algum tempo. - Queria tentar falar com o meu pai... - Explicou calmamente. - Ontem liguei-lhe, mas não me atendeu...

 

- Não te atendeu? Falaste com a tua madrasta? - Procurou saber, olhando-a por momentos. - Isso não é nada positivo. - Abanou levemente a cabeça, agarrando no seu telemóvel.

 

- Também tentei... - Natasha respirou fundo e voltou a arrumar o telemóvel. - Se estava ocupado, podia ter-me ligado de volta mais tarde, ou hoje... O telefone de casa está interrompido, os telemóveis deles chamam e ninguém atende. Nem o da empregada. - Suspirou, acariciando a barriga. - Só queria contar-lhe que vai ser avô... Que estou bem.

 

- Isso soa tudo muito estranho, digo-te já. - Suspirou com calma, enviando uma mensagem a um dos seus homens para tentar saber algo. - Não penses nisso agora ok? Não te quero em baixo...

 

- Não estou em baixo, só estou preocupada porque ele nunca... - Natasha calou-se de imediato quando o telemóvel começou a vibrar e a tocar, e ao olhar o remetente atendeu logo. - Pai! Estás bem? Porque é que não me atendeste?! - Perguntou aflita, curiosa para ter as respostas.

 

- Desculpa filha estive internado uns dias, mas já está tudo bem. - Respondeu num tom de voz calmo. - Está tudo bem contigo? - Procurou saber.

 

- Internado?! Porque é que ninguém me avisou? Eu tinha ido logo ter contigo! - Suspirou, olhando Bill por instantes. - Eu vou ter contigo amanhã ou assim está bem? - Tash respirou fundo quando Rosie começou a mexer-se outra vez e continuou a falar. - Estou bem, pai. Eu tenho uma novidade para ti...

 

- Tive um AVC, a puta da Tamara queria acabar comigo. Está feita com o outro... - Rosnou, suspirando depois de forma pesada. - Que novidade é essa...? - Procurou saber.

 

Natasha agarrou o braço do namorado quando ouviu o que o pai lhe contou e suspirou pesadamente. - Desgraçada... Se eu volto a ver essa mulher eu própria a mato! - Resmungou com uma enorme raiva, apertando o braço do namorado. Só depois de se acalmar é que ela lá lhe contou a novidade. - Vais ser avô... - Contou com calma, esperando pela sua reação.

 

- A sério pequenina? - Questionou radiante, sentando-se no seu sofá. - Que tal se fosse eu ter contigo? Não faz muito sentido estares a viajar grávida. - Propôs.

 

- Sim, já estou de seis meses... Eu só não te contei antes porque houve algumas complicações e pronto... - Suspirou pesadamente, abanando a cabeça. - Eu estou grávida e tu tiveste um AVC, também não me parece bem que faças uma viagem de não sei quantas horas, pai. E se te acontece alguma coisa? - Resmungou preocupada.

 

- Se o médico me deixar ir, não vejo porque não. São 13 horas de viagem, é muito para vires para aqui grávida Natasha. - Resmungou. - Eu estou como novo. - Garantiu.

 

Tash voltou a respirar fundo e ficou um pouco pensativa. - Está bem, está bem... Então fala com o médico primeiro e depois diz-me alguma coisa. - Pedinchou. - E a outra? Já saiu aí de casa, não já? Oh pai, estou tão preocupada contigo...

 

- Ela agora que vá ter com quem se meteu. Não quero saber mais dela! - Exclamou, estalando a língua no fim num tom chateado. - Bem princesa, eu vou tratar disso depois digo-te algo ok? E é verdade, o teu namorado não se importa? - Procurou saber.

 

- Oh pai... O meu Bill não é o filho da puta do Gilles. - Riu baixinho, suspirando depois. - Ele não se importa pai. Nem preciso de lhe perguntar. Podes vir quando tu quiseres. Eu hoje também vou estar com a mãe dele. - Contou num tom animado, acariciando a zona do braço de Bill que ela tinha apertado.

 

- É a tua sogra? - Questionou curioso, enquanto Bill beijava a mão da loira com cuidado. Procurou um lugar para estacionar e assim que visualizou um, estacionou com prática.

 

- É, pai! Ela é um amor de pessoa, quando a conheceres também vais gostar muito dela. - Informou, suspirando depois. - Vai lá então à tua vida que eu não te chateio mais, pai. - Brincou com uma pequena risada. - Quando souberes algo diz-me, sim? Amo-te muito, pai.

 

- Também te amo princesa, muitos beijinhos. - Despediu-se, desligando depois o telemóvel.

 

- Então, o que se passa? - Olhou para ela curioso, esperando uma resposta da namorada.

 

Natasha certificou-se que a chamada tinha terminado e olhou para o namorado depois. - Eu vou matar aquela puta! - Apontou o dedo, completamente furiosa. - Eu vou dar cabo daquela vaca, podes ter a certeza disso. - Resmungou, continuando depois. - O meu pai esteve internado no hospital, disse que a puta da Tamara queria acabar com ele. Eu é que vou acabar com ela!

 

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publicado às 15:00
editado por Daniela C. a 23/8/17 às 18:57


1 comentário

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De twilight_pr a 10.12.2017 às 17:03

Tenho andando desleixada nas leituras, peço imensa desculpa... mas já coloquei a leitura em dia e estou pronta a comentar!
Antes de mais nada, confesso que também achei estranho, assim como o médico, que a Tasha estivesse a comer bem e que estivesse a ser bem alimentada, mas que depois este tipo de coisas lhe acontecesse, mas felizmente que tudo ficou bem e que as coisas acalmaram. Confesso que fiquei triste por não ter havido casamento, mas face aos acontecimentos e ao stress todo de planear um casamento, também acho que o melhor será um casamento após o bebé ter nascido!
O Bill quer esteja ausente está sempre presente, ele é mesmo um querido!
Gostei mesmo da forma como ele entrou em casa e viu a forma como ele estava com ela, gostei mesmo a forma preocupada com que os dois falam, são mesmo queridos! 
Também fiquei feliz por ela ter conseguido falar com pai, mesmo que as coisas tenham ficado realmente preocupantes, não é brincadeira um AVC! Socorro... esperemos que ele fique realmente bem!


Beijinhos meninas <3

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No Control

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Quando tudo parecia quase perfeito, os fantasmas do passado voltam a surgir. Natasha vê-se encurralada com um passado capaz de arruinar o seu futuro e determinado a destruir os que ama. Será capaz de controlar tudo o que a rodeia?


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